30.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 10 - MARATONA 3/4

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Joe a encontrou na praia, o olhar perdido no oceano. Endireitou os ombros.
Apesar de ter o orgulho ferido, ele se recusava a deixar as coisas como estavam. Não dava a menor importância ao fato de Demi o ter deixado à mesa, sozinho.
A areia rangia sob seus pés ao caminhar. Parou atrás dela, sem tocá-la.
Demi falou sem se voltar:

— Não posso culpá-lo por estar zangado comigo. Sei que o magoei, mas não queria que nada disso acontecesse. — A emoção enrouquecia sua voz. — Confesso que não esperava que você viesse me procurar. Achei que não iria querer me ver nunca mais.

— Que tolinha... Você significa muito para mim. — Joe a fez virar-se e a abraçou. Sentiu seu rosto molhado contra o pescoço. Acariciou lhe a cabeça. — Está tudo bem. As coisas logo voltarão ao normal.

— Acha que existe alguma possibilidade de voltarmos a ser como antes?

— Não sei...

Joe podia sentir seu medo.

— Gostaria muito que isso acontecesse.

Foi como se uma luz tivesse sido acesa em seu íntimo. Demi não estava dando um passo à frente, abraçando uma nova fase do relacionamento, mas sim andando em círculos, querendo que eles voltassem a ser os amigos de antes.

— Ouça seu coração, Demi. Não podemos andar para trás. A vida segue em frente, e as mudanças podem ser boas.

— É por isso que jamais dará certo entre nós. Você não pode viver sem mudanças, Joe. É viciado nelas. Como será quando se cansar de mim como esposa? Quando o sexo deixar de ser fenomenal? Acha que depois disso tornaremos a ser amigos?

— Mas não é mais ou menos o mesmo que está acontecendo agora? Não vejo nenhuma diferença.

— A diferença está no nível de comprometimento. É muito mais complicado ser marido do que ser amigo.

Joe deixou cair os braços.

—  Está  dizendo  que  não  confia  em  mim  emocionalmente?  —  Aquilo machucou. — Nunca se queixou disso antes, quando eu era apenas amigo. E como amante, me pareceu bastante satisfeita. No entanto, crê que não dá para confiar em mim como marido. Obrigado, Demi.

— Pense nas várias mulheres que passaram por sua vida.

— Há muitos peixes no mar, e eu gosto de pescar.

Aquilo soou pouco convincente até mesmo os próprios ouvidos. Ele de fato teve muitas namoradas antes de Demi, e ela sabia de cada uma delas.

— E agora já está pronto para abandonar a vara de pesca? Com todos aqueles peixes? Não acredito.

— Nunca pedi outra mulher em casamento. Nunca me senti desse modo em relação a ninguém. E jamais me sentirei. Você é a única que eu quero, Demi. — Ele podia ser tão teimoso quanto ela.

Uma nuvem encobriu a lua, e a praia mergulhou numa negra escuridão.

— Talvez você deva ouvir seu coração. Posso ser competitiva, mas você é um competidor consumado. Não destrua nossa amizade só porque sua vaidade não permite que eu seja a primeira a rejeitá-lo.

Joe não era o melhor vendedor da empresa à toa, e sabia quando devia recuar.

— Está bem. Por enquanto, deixemos tudo como está.

Mas era melhor ela se preparar. Porque ele não iria desistir tão fácil da melhor coisa que lhe acontecera.
Doze horas até que embarcassem no ônibus rumo ao aeroporto. Doze horas até que aquela loucura terminasse. “Amanhã será um novo dia.” No dia seguinte, Demi ponderaria sobre a proposta de Joe, desmancharia as tranças e pensaria no futuro relacionamento deles.
Naquela noite ela queria seu amante.

— Sei que planejamos ir à festa na praia e depois ao Jungle Room. Mas, para ser sincera, prefiro voltar para o quarto.

— Também não estou interessado em ir a lugar algum. Quero apenas estar com você.

Ela prendeu o fôlego.

— Eu também. Quero ficar a seu lado.

Caminharam em silêncio até a suíte, embalados pelos distantes sons da festa que se desenrolava.
A porta se fechou atrás deles, aprisionando-os na intimidade do aposento. A iminente volta a Nashville, a proposta de Joe e sua recusa, tudo aquilo criava um clima de desespero e de saudade.
Joe sentou-se no sofá, pegou a mão dela e puxou-a para o colo.

— Demi...

Ela o abraçou e perdeu-se em seus beijos.

(...)

Joe guardou a última peça de roupa na mala e fechou o zíper.

— Pronta?

De onde estava, recostada no batente da porta e olhando para a piscina, Demi se virou.

— Sim, estou.

Fizeram amor durante toda a noite, e mais uma vez pela manhã, sob o chuveiro.
Longe de estarem saciados, continuavam desesperados um pelo outro.
O pensamento perturbador passou pela cabeça de Joe. Se eles fizessem amor até a morte, não precisariam se preocupar com o que aconteceria depois.
No momento em que Demi terminou de arrumar a bagagem, ela parecia ter se cercado de uma parede de distância, usando a amizade deles como argamassa.

— Acho que não preciso lembrá-lo de que Elliott e Kiki estarão no mesmo ônibus para o aeroporto, e que viajaremos juntos no avião. Eles, sem dúvida, ficarão de olho em nós dois.

Joe gostaria de dizer que não dava a mínima para nenhum dos dois, mas não era verdade. Não queria que Elliott achasse que Demi estava disponível. Ela poderia se considerar assim, mas não estava, e conseguir convencê-la disso era uma questão de tempo, e Joe não precisava de Elliott por perto enquanto tentava fazer isso.

— Nem me lembro de que aqueles dois existem. — Joe deu uma risadinha e aproximou-se. Prendeu as mãos dela atrás na parede, aprisionando-a. Inclinou-se para a frente, inalando seu perfume, incentivado pela paixão que ardia nos olhos dela. — É você que me importa, mais do que tudo no mundo. Só você...

(...)

— Acorde, Demi. — Joe a sacudiu com suavidade. — Estamos aterrissando.
Com a cabeça apoiada no ombro dele, ela relutou em abrir os olhos. Queria aproveitar os últimos segundos de seu calor, do aroma de sua loção após a barba, do ritmo de seu coração, e da textura de sua pele.
Por fim, entretanto, endireitou o corpo. Joe afastou-se um pouco para prender o cinto de segurança, primeiro o dela, em seguida o próprio.

— Dormiu quase a viagem toda. Se sente melhor agora?

— Muito melhor. Não sabia que estava tão cansada.

— Também, pudera! Depois de toda aquela atividade... Além do mais, esta noite você não dormiu quase nada.

Joe beijou-lhe o rosto, ao mesmo tempo em que se ouviu um movimento no assento atrás deles. Elliott tentava ouvir o que diziam.
Demi deu um beijo apaixonado na boca de Joe.

— Desculpe-me se a mantive acordada até o amanhecer.

— Hum... Foi um prazer.

— Se foi!

Patético. Ali estavam eles, armando um show para Kiki e Elliott, e Demi tirando proveito daqueles últimos minutos de intimidade com Joe. Umas poucas frases sugestivas, alguns toques de ternura e mais uma vez o desejava.
Esquecendo do bom senso, os olhos de Demi baixaram até abaixo de seu cinto.
Oh. Eles estavam no mesmo barco.

— Demi...

Distraída, ela não se deu conta de que o avião pousava.

—... se não parar de olhar para mim desse jeito, será muito embaraçoso descer deste avião.

— Oh...

A aeronave taxiou na pista e parou no local de desembarque. E em seguida aquela espera embaraçosa na fila em frente a Elliott e Kiki até que desembarcassem.

— Bem, confesso que foi uma semana bastante diferente da que imaginei — Kiki comentou.

O que se deve dizer à mulher que foi para a cama com nosso namorado, esperando que nos juntássemos a eles para uma orgia entre casais?
Demi sorriu.

— Nunca imaginei que seria tão excitante. Adorei!

Atrás de Kiki, Elliott ficou vermelho feito um pimentão. Joe passou um braço possessivo em torno dos seus ombros.

— Foi a melhor semana de minha vida — disse.

Kiki sorriu para Joe.

— Não deixe de ligar para mim.

Uma pontada de ciúme fez Demi cerrar os punhos e querer esmurrar seu belo rosto.

— Não conte com isso.

A falta de interesse de Joe e o tumulto dos passageiros querendo descer do avião evitaram que Demi cometesse tal estupidez.
Avançou pelo corredor estreito. Era por causa disso que ela e Joe não dariam certo. Ele era como um pote de mel atraindo abelhas. As mulheres o adoravam.
Desejavam-no.
Naquele momento ele não estava interessado em Kiki, mas e depois? Não podia culpá-lo pelo assédio feminino. Após sua primeira namorada, na escola secundária, Joe jamais saiu com uma garota por mais de umas poucas semanas. Batera um recorde alguns anos atrás com uma ruiva chamada Judy. Ficaram juntos por um mês.
Entraram no túnel que os levaria ao terminal de desembarque. Joe mantinha-
se atrás dela.

— Espere. Eu disse a ela que não iria ligar.

Demi se virou. Não era culpa dele. As coisas eram assim mesmo. Então, fez melhor do que esmurrar Kiki: enlaçou-o pela cintura, como se tivesse todo o direito de fazer isso.
No terminal, Demi o puxou para o lado e o beijou na boca. Kiki que levasse aquilo com ela para casa.
E perdeu a noção do tempo e do lugar, e até do próprio nome. Beijar Joe tinha a tendência de afetá-la daquele modo.
Joe correspondeu com ardor.

(...)

Nashville estava fria e chuvosa. Mesmo o condomínio onde Demi morava, que sempre foi confortável, pareceu também frio e úmido.
Largou a bagagem no meio da sala e tirou os sapatos. Ligou a secretária eletrônica e passou a ouvir as mensagens, enquanto acendia o fogo na lareira:

“Olá, querida. Espero que tenha aproveitado bem as férias. Quero que me conte  tudo sobre  a viagem.  Por  que  não  vem  jantar  conosco na terça?  Traga Bridgette. Nós gostamos muito dela e estamos com saudade”.

Quando Demi passou para pegar Bridgette, tia Caroline e tio Frank estavam fora. Demi sentiu-se cheia de culpa por ter ficado aliviada por não tê-los encontrado.

Teria de preparar um relatório da viagem antes de falar com os tios, na terça à noite.
Sentou-se no sofá e fez um afago em Bridgette. A cadelinha balançou a cauda, feliz.
A mensagem número dois era de Joe:

“Liguei para saber se você chegou bem. Ligue pra mim. Beijos”.

Logo em seguida, o telefone tocou. Quem seria? Joe? Tia Caroline?

— Alô?

— Demi? Você chegou bem?

“Joe!” Seu coração disparou.

— Sim, cheguei. Estava ouvindo minhas mensagens.

— Ouça, doçura...

— Joe, você não pode me chamar assim.

— Chamar de quê?

— De doçura.

— Ah...

— Não é apropriado. Volte a me tratar como sempre, de Demi.

— Prometo que tentarei.

— Você conseguirá. Costuma se sair muito bem em situações difíceis. — Não devia ter dito aquilo, mas sentia uma enorme falta dele.

— Confesso  que a  situação  atual é  uma das  mais  duras  que já  precisei enfrentar. — O silêncio estendeu-se através da linha. — Sinto sua falta.

Demi também saudade dele, e estavam separados fazia apenas duas horas.

— Hoje é domingo. Não quer vir até aqui?

Não havia nada de sugestivo no convite. Eles costumavam tomar o lanche da tarde juntos, aos domingos.

— Posso comprar uma pizza a caminho daí, se você quiser.

— Compre de mussarela?

— Só de mussarela?

— Sim. Preciso iniciar minha dieta.

— Está bem. Levarei uma caixa com bombas de chocolate. Estarei aí dentro de uma hora. — E Joe desligou antes que ela pudesse responder.

Joe chegou com a pizza, as bombas e uma embalagem com seis cervejas.
Não que estivesse desesperado para vê-la, ou algo parecido. Ligou para ver se estava tudo em ordem, e Demi o convidou para o lanche. Como sempre fazia aos domingos.

— Olá. Entre... — Demi abriu a porta e afastou-se para dar-lhe passagem. — Coloque tudo na mesinha, por favor.

— Então desmanchou as tranças?

— Foi preciso. Estávamos na Jamaica; agora, em Nashville.

Claro. Ele captou a mensagem. Largou as caixas sobre a mesinha e inclinou-se para fazer um afago atrás da orelha de Bridgette.

— Ei, garota, como está?

A cadela lambeu sua mão.

— Quer assistir ao jogo na televisão? — Ele se endireitou.

— Pode ser.

Ligou o aparelho, enquanto Demi se preparava para servir a pizza.

— Aceita uma cerveja? — ela perguntou da cozinha.

— Sim, obrigado.

Demi  retornou  à  sala  trazendo  uma  bandeja  com  pratos,  talheres  e  duas cervejas.

— Sabe em que canal é o jogo?

— Tente o canal cinco.

Joe sentou-se na ponta do sofá e abriu a embalagem da pizza. Não estava com fome, mas a pizza lhe proporcionaria algo a fazer além de ficar adorando Demi.
Assistiram ao jogo, comeram, beberam e aplaudiram seus respectivos times.
Ali não corria a brisa vinda do mar. Não havia música jamaicana tocando ao fundo. Nem o ventilador de teto funcionava. O motor queimara no último outono, e Demi ainda não o substituíra.
Não estavam mais na ensolarada Jamaica, e sim na fria Nashville. As coisas deveriam ter voltado a ser como nos velhos tempos. Mas não isso não aconteceu. Joe a desejava tanto que temia enlouquecer. A tensão, o desejo, a necessidade estendiam-se entre eles.

— Quer uma bomba, Demi?

— Pensei que você não fosse oferecer.

Nenhum dos dois olhou para a caixa sobre a mesinha. Joe estendeu a mão e a enterrou na massa de cabelos sedosos, a boca se apossando e devorando a dela. Demi o segurou pela nuca, forçando-o a chegar mais perto.

— Oh, doçura, senti muita saudade!

(...)

Como costumava fazer havia sete anos, na quinta-feira ao meio-dia, Demi entrou no Birelli’s para seu almoço com Joe. Durante aqueles anos todos, ela chegou ali feliz com as boas notícias, deprimida com as más, frustrada com o trabalho, com o namorado ou com os pais. Entretanto até aquele momento, nunca chegou tão nervosa.
Tentou aquietar as batidas descompassadas de seu coração. Aquele nervosismo todo era ridículo.
Joe se encontrava à mesa de sempre. Desviou-se do relatório que lia quando ela se sentou na cadeira ao lado.

— Como está?

— Bem, muito bem. — Sentindo-se como uma tímida adolescente, ela o devorou com os olhos, como se fizesse meses que não o via, e não apenas quatro dias.

Naomi aproximou-se com dois copos de chá gelado.

— Aqui estão vocês. Trarei o stromboli em um minuto. Como foram as... — Parou de falar e olhou de Demi para Joe e vice-e-versa, sentindo o clima. — Não me digam que vocês... estão namorando!

Naomi não esperou pela confirmação.

— Estamos apostando nisso há mais de dois anos! Eu sabia que era só uma questão de tempo. Esperem até eu contar para George! — E a garçonete se afastou apressada em direção à cozinha.

Ótimo. Parecia até que ela erguera uma bandeira proclamando estar dormindo com Joe Jonas. Sorriu acanhada para os costumeiros freqüentadores do restaurante, que tinham as cabeças voltadas em sua direção.
Joe deu de ombros.

— Não dê importância a eles, meu bem.

Mais calma, Naomi retornou.

— Queiram desculpar o entusiasmo, mas gosto de vocês... Formam um belo casal.

— Agradeço, Naomi, nós também gostamos de você.

— E então? O que vão querer? O mesmo de sempre? O stromboli, uma salada...

Em seguida, Naomi se foi com os pedidos.
Eles não tocaram no assunto trabalho, e a refeição transcorreu em meio a um clima de desespero e desejo.
Sentada ao lado dele, Demi mantinha-se ciente de cada roçar da perna dele na sua,  do  aroma  de  sua  loção  após  a  barba,  da  cadência  de  sua  voz,  da  tensão envolvendo-os naquele casulo de intimidade.

— Posso trazer um baklava? — Naomi indagou ao se reaproximar.

Demi fingiu estar consultando as horas no relógio de pulso.

— Não para mim. Preciso voltar para o escritório.

— Hoje não. Obrigado.

— Eu é que agradeço...

Os dois se levantaram. Joe seguiu Demi, a mão pousada em suas costas.
Pararam na calçada. A mão dele escorregou, possessiva, para seu quadril.

— Onde estacionou o carro? — ele quis saber, perto o suficiente do ouvido dela para fazê-la estremecer.

— A duas quadras daqui.

— Deixei o meu no estacionamento vertical, aqui em frente. Venha comigo. Depois lhe dou uma carona até seu automóvel.

Atravessaram a rua e esperaram pelo elevador. As portas mal se fecharam e lá estavam eles, um nos braços do outro.
Os lábios de Joe eram quentes e firmes contra os dela, como era o corpo dele pressionando-a contra a lateral do elevador. Escorregou a mão sob sua saia e agarrou suas nádegas.
A  campainha  do  elevador  tocou  naquele  instante,  anunciando  a  próxima parada, no quarto andar. Afastaram-se rápido.

— Onde estacionou, Joe?

— No final da próxima fila, ao lado daquela caminhonete.

— Vamos. Depressa! — Demi o arrastou até lá.

— Lado do passageiro — Joe instruiu. Contornou o veículo e abriu a porta.

Assim que se acomodou, puxou Demi para o colo. Bateu a porta, apagou a luz e reclinou o assento.
Demi ergueu a saia e se pôs sobre ele. Se não estivesse excitada ficaria naquele momento, vendo seu olhar de absoluta luxúria.

— Oh, Demi... — Joe gemeu, uma das mãos no zíper da calça, a outra, na parte de trás da coxa dela.

Demi tinha a cabeça dele entre as mãos e o beijava com sensualidade, a língua ávida buscando a dele.
Joe escorregou os dedos para sua calcinha e a afastou para o lado. Então, posicionou-se entre as pernas dela.
Um fogo nascia em cada ponto em que os corpos se tocavam. Chamas de puro deleite e alegria espalharam-se e se fundiram.
Demi arqueou-se para trás, numa entrega total, um convite explícito para que Joe fizesse do corpo dela a fonte de seu prazer.
Sentiu o clímax chegando e não se conteve mais. Deixou-se banhar por uma chuva de prata, que a envolveu por completo. Sua respiração cessou, seus pensamentos desapareceram. Só restou o encantamento.
Enquanto tremores  de  alívio  sacudiam  Joe, ela  o chamou pelo  nome e segurou-o com mais força. Por fim, aliviados, satisfeitos e completos, deixaram-se cair, exaustos, abraçados.
Demi saiu do carro, meio perplexa e muito frustrada. Por que Joe quis encontrá-la justo naquele estacionamento municipal, e naquele dia frio de inverno, estava além de seu entendimento. Estava excitada, e naquele local não havia muita chance de abrandar aquela ânsia louca por Joe, que a maltratava. A não ser que ele tivesse encontrado alguma vaga escondida para estacionar. Seu sangue correu mais rápido nas veias diante da possibilidade.

(...)

Joe a esperava sentado em um banco que dava vista para o lago, a gola da jaqueta erguida contra o frio.

— Joe, tudo bem? — Demi estremeceu, apesar do longo casaco de lã. — Está gelado aqui fora. Vamos nos sentar dentro do carro?

Ele ficou de pé para cumprimentá-la, mas não a tocou.

— Não. Lá eu me distrairia. Por isso insisti para que nos encontrássemos aqui fora, apesar da baixíssima temperatura.

Sentando-se no banco, ela também não sorriu. Tinha um mau pressentimento.
Joe tornou a se acomodar.

— Chamei você aqui porque nós precisamos conversar. — Ele passou a mão pelos cabelos. — Isso não vai dar certo...

Demi sentiu um aperto no peito, embora soubesse que, cedo ou tarde, aquela ocasião chegaria. Sabia disso desde o primeiro beijo que trocaram. Joe a deixaria.
Verificou a data no relógio de pulso sorriu com amargor.

— Catorze dias. Menos do que imaginei. Esperava que fôssemos bater o recorde, ficando juntos por mais de um mês, mas me enganei.

— Droga, Demi, você quer me ouvir?

— Tem toda minha atenção.

— Não podemos continuar fazendo sexo desse modo. Eu me recuso.

— Mas sexo é tudo o que...

— Pois é. Fazemos sexo o tempo todo. Algumas vezes após o almoço, outras após o cinema. Sempre acabamos fazendo sexo. Não tenho nada contra. E é ótimo, mas é só o que existe. Quanto mais unidos ficamos fisicamente, mais nos separamos emocionalmente. Você não sente isso? Não sente que isso está nos destruindo?

Demi experimentou um enorme vazio. Joe estava certo.

— Toda vez que eu penso em tocar no tema “casamento” acabo desistindo. Mas isso não tornará a acontecer. Case-se comigo, Demi.

— Não posso.

— Tenho esperado a vida inteira por você. As outras garotas não passaram de tentativas malucas de fugir daquilo que estava diante de meus olhos. Será que não vê? Elas eram seu oposto, e, claro, nenhuma delas durou. Não era para durar. Devo ser um pouco lento, mas acabei entendendo. Você é tudo o que sempre desejei, tudo o que sempre quis. Eu te amo, te amo tanto que chega a machucar!

— Não, Joe.

— Você também me ama. Tenho certeza disso. — Ele tomou as mãos dela.

Demi esperava ansiosa que Joe terminasse de falar, porque não conseguia mais suportar aquilo.

— Essa doce conexão entre nós sempre existiu. Desde a primeira vez em que a vi, no bosque atrás de minha casa. Lembra-se da Jamaica? Do mar da Jamaica? Nosso relacionamento é igual ao oceano. As marés mudam sem cessar. Uma hora estão calmas, depois, tempestuosas. Mas não falha, estão sempre lá.

Demi já esperava por aquilo. Igual a como aconteceu com Elliott. Desde o começo sabia que ele a deixaria.

— É uma bela analogia, mas não posso... Você é bastante persuasivo. Mas...  

— Não faça isso conosco, Demi.

— Não estou fazendo nada. É você quem está me dando um ultimato. Não acaba de afirmar “casamento ou nada”?

Ele estava querendo mais do que ela poderia dar.

— Tentei fazer as coisas a seu modo, mas não é suficiente. Quero acordar todas as manhãs e sentir seu calor. Quero envelhecer a seu lado.

— Não creio que possamos ter essas coisas.

— Sabe o que eu acho? Está tão assustada que não consegue me ver como sou de  verdade.  Era  muito  agradável  e  seguro  quando éramos  apenas  amigos,  não? Podemos ter amigos e manter uma distância confortável deles. E quanto ao homem com quem você sai? Não é necessário haver nenhuma profundidade emocional ali. Tudo bonito, tudo seguro, nada para perturbar. Não doeu nem um pouco quando você rompeu com Elliott, não foi?

— E quanto a suas namoradas? Alguma vez houve envolvimento sério? Doeu muito quando terminou com alguma delas? Não me faça rir!

— Pelo menos eu admito isso. Você conserva todos afastados. Seus tios, Caroline e Frank. Eu. Seus colegas de trabalho... Não muito antes de partirmos para a Jamaica, me acusou de ser emocionalmente imaturo. Mas está na hora de parar e dar uma olhada em si mesma. Sabe por que sou o último homem com quem você se casaria? Esconda-se atrás de minha fama de conquistador, se isso a faz se sentir melhor. Mas a realidade, Demi, é que não quer se casar comigo porque me ama, e isso não fazia parte de seus planos.

Ela mantinha a coluna reta. Caso contrário sabia que desmoronaria diante dele.

— Bem, espero que agora você esteja se sentindo melhor. Eu não estou.

— Não é essa a questão, e sim de salvar a nós dois.

— Então, sua proposta continua irredutível? Casamento ou nada?

— Não vejo outra saída.

— Bem, sendo assim, acho que não há mais nada a dizer.

Joe se ergueu.

— Você sabe onde me encontrar, se mudar de idéia.


Os passos dele ecoavam na calçada, ao se afastar. Diferente de quando seus pais a abandonaram, desta vez, pelo menos, ela sabia que não haveria retorno. De algum modo, aquilo tornou sua mágoa mais suportável.

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Comentem, estou de olho... Amo vcs! Beijos ;*

Capítulo programado.

Apenas Amigos? - Capítulo 9 - MARATONA 2/4


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Joe deixou a suíte após ter recusado o convite que Demi lhe fez de juntar-se a ela na piscina. Tinha algumas coisas para providenciar antes que anoitecesse. Afinal, não era todo dia que um homem propunha casamento a uma mulher.
Verificou as horas no relógio de pulso e dirigiu-se ao restaurante. A primeira coisa a fazer era encontrar Martin e pedir sua ajuda.
O restaurante ainda estava fechado, porém Martin já estava a postos, dobrando uma pilha de guardanapos junto com dois colegas. Ao avistá-lo, o garçom cruzou o salão com um amistoso sorriso nos lábios.

— Olá! Posso ajudá-lo?

— Sim, eu queria um favorzinho.

— Diga.

— Amanhã será nosso último dia na Jamaica.

— Que pena... Espero que tenha gostado daqui.

— Gostei muito, tanto que pretendo voltar em breve, em nossa lua-de-mel.

— Então vão se casar? Meus parabéns! Grandes comemorações esta noite?

— É por isso que estou aqui. Quero programar algo, fazer uma surpresa para Demi.

Martin sorriu mais largo.

— É a magia da ilha mais uma vez funcionando. Notei esse encantamento entre vocês dois no momento em que os vi. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo e com Mathilde.

— Bem, quero que esta noite seja especial. Pode nos reservar uma das mesas de frente para o mar? Eu gostaria também de um bom vinho para brindarmos o grande acontecimento. — Joe então se lembrou de algo muito importante. — Oh, claro! E um anel de noivado. Não posso fazer o pedido sem ele.

— Sim, o anel. Minha prima Angelique trabalha na joalheria do saguão do hotel. Ela lhe mostrará seu belo estoque de jóias.

— Obrigado pela ajuda, Martin.

Demi talvez preferisse a tradicional aliança de brilhantes. Quando chegassem a Nashville, ele providenciaria uma. Por enquanto, o anel da prima de Martin serviria muito bem.

— Não precisa agradecer, Joe. Foi um prazer.

(...)

— Estamos um pouco adiantados para nossa reserva. Que tal tomarmos um drinque no bar? Ou prefere um passeio pela praia? — Joe parou do lado de fora do restaurante, lindo em seu traje formal.

— Prefiro o passeio. A praia está quase deserta.

Demi precisava de alguma atividade física. A perspectiva da partida no dia seguinte a punha melancólica. E seu estado de espírito piorou quando Joe recusou seu convite para irem para a piscina. Aquilo lhe representou o começo do fim.
Foram em direção à praia. Demi parou na areia, já próxima da água, e começou a descalçar as sandálias.

— Melhor tirar isso. Não quero virar o tornozelo, como da outra vez.

Joe passou a carregar suas sandálias na mão direita, o braço esquerdo passado pela cintura estreita.

— No fim, tudo acabou bem. Nossas férias na Jamaica foram perfeitas.

Pararam à beira do mar, onde a areia era úmida e firme, abraçados, sentindo a maré alcançar seus pés e tornozelos.

— É espantoso como as marés são constantes, não importa o que esteja acontecendo no planeta.

— É verdade...

Caminharam devagar pela orla. Os prédios do resort deram lugar a uma densa vegetação.

— Está vendo aquele banco ali entre as árvores, Joe? Por que não nos sentamos para apreciar o pôr-do-sol?

— Certo. Dali teremos uma bela visão do oceano, além de toda privacidade.

Demi tornou a calçar-se. Joe afastou um galho de árvore, e os dois se sentaram. Como conseguir apreciar a paisagem quando ela não podia pensar em outra coisa além da pressão da coxa dele contra a sua? Quando a ânsia louca dentro dela implorava para ser saciada? Tinham tão pouco tempo... Até o dia seguinte, quando iriam para casa e tudo o que viveram se tornaria apenas recordações.

— Demi? — Joe respirou contra seu pescoço, com voz baixa e acariciante.

— Sim?

— Lembra-se daquela noite na praia?

— Claro que me lembro.

— É super excitante fazer amor em um lugar público, não acha?

— Sem dúvida... é muito estimulante.

Joe se levantou e contornou a banco, parando atrás dela, excitadíssimo.

— Levante-se, Demi.

Ela o obedeceu. O ruído de um zíper sendo aberto e a respiração forte de Joe soaram atrás dela. Ele aproximou-se mais, encostando-se nela, fazendo-a sentir o quanto o agradava.
Demi  observou  o  sol,  uma  bola  incandescente  aos  poucos  baixando  no

firmamento. Estremeceu em antecipação ao que estava para vir.
Joe levantou a parte de trás de seu vestido e afastou a calcinha para o lado, enlaçando-a.

—  Você  alguma  vez  viu  um  pôr-do-sol  mais  bonito?  —  perguntou  ele, penetrando-a.

Demi engoliu em seco.

— Nunca. — De fato foi espetacular.

Agarrando-se aos quadris dele, Demi inclinou-se para a frente, para que Joe mergulhasse mais fundo dentro dela. Joe avançava, cada vez mais, enquanto Demi apertava-o firme, dizendo coisas com o corpo que jamais se atreveria a verbalizar.
Concentrou-se no astro-rei até que bola de fogo explodisse em um estonteante leque de cores, antes de desaparecer nas profundezas do horizonte.

— Isso não foi nada... — As palavras lhe faltavam. Com os joelhos bambos, Demi ajeitou o vestido.

Na praia, a uns poucos metros, um casal surgiu caminhando.

—... nada decente — Joe terminou por ela, mordiscando sua nuca, fazendo-a se arrepiar. — Mas absolutamente incrível.

(...)

Martin os recebeu à porta.

— Por aqui, por favor. Esta noite nós temos um lugar especial para vocês, com uma vista deslumbrante da praia.

Martin os levou a uma mesa que dava de frente para mar, onde alguns vasos com folhagens viçosas forneciam a intimidade e a privacidade que eles desejavam.

— A mesa está de seu agrado, Joe? — Martin quis saber.

O fogo da vela acesa tremulava na brisa que roçava em nos braços nus e no pescoço de Demi. A louça de porcelana e os talheres de prata cintilavam contra a toalha de linho. Além do terraço, o crepúsculo transformava o oceano em turquesa líquida.

— Sim, Martin. Está perfeita.

Com um leve floreio, o garçom puxou a cadeira para que Demi sentasse.

— Que bom que gostou...

Ela se acomodou no assento almofadado. Joe sentou-se na cadeira ao lado, tomou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Seu coração bateu mais rápido.

— Aceitam uma taça de champanhe, para começar?

Os  olhos  de  Joe  prenderam  os  dela,  lembranças  da  intimidade  que partilhavam unindo-os. Demi umedeceu os lábios de repente secos.

— Sim, obrigada, Martin.

Será que não era mais capaz de dizer nada além de aquiescer? Mas o que havia para objetar? A vista espetacular? O champanhe? Joe lhe oferecendo tudo o que sabia que a agradaria?
Quanto  mais  Demi  fazia  força  para  não  pensar  do  amanhã,  mais  ele  se intrometia. Ela e Joe precisariam de algumas normas quando voltassem a Nashville, e seria melhor que não tocassem no assunto Jamaica, e que deixassem a coisa toda se desvanecer, como se tivesse sido um sonho. Talvez aquele momento fosse o ideal para conversar com ele a esse respeito.

— Joe, eu...

— Demi...

— Diga você. — Achou melhor deixá-lo falar primeiro.

— Precisamos conversar.

— Está bem. Prossiga.

— Temos de falar sobre nós dois.

Demi quase caiu da cadeira.

— Estava pensando nisso...

Como regra, os homens nunca se sentiam impelidos a falar. E Joe não era uma exceção.
Ele passou a mão nos cabelos. Costumava fazer isso quando estava nervoso. Por que estaria tenso?
Martin chegou com o champanhe. Joe sorriu e ajeitou a gravata.
O garçom se afastou.

— Não achei que seria tão difícil...

— Pelo amor de Deus, Joe, fale de uma vez, ou então eu falarei. — Havia uma ponta de desespero na voz dela. Seria tão difícil dizer que eles precisavam terminar?

Joe arqueou uma sobrancelha.

— Será que estamos querendo dizer a mesma coisa?

— Somos amigos há muitos anos, e não há necessidade de rodeios. Fale.

Joe pareceu surpreso e aliviado.

— Muito bem. Quando você quer se casar?

— Viu? Não foi tão difícil... — Demi gelou ao assimilar o que ouviu, e que não era o que antecipara. Podia jurar que ele dissera “casar”. Mas não pode ser. — Você disse “casar”?

— Sim. Isso mesmo

O estômago de Demi deu voltas. Não podia ser. Duas semanas atrás ele mal conseguia pronunciar aquela palavra.

— E com quem pretende se casar?

Ele deu risada.

— Não seja tola, Demi. Quero me casar com você.

— Nós dois?

— Eu e você. Nós dois.

Demi conteve sua crescente histeria. Joe Jonas lhe propondo casamento... “Meu Deus!” Um flerte durante as férias era uma coisa, casamento era outra, bem diferente.

— Por que está  me propondo isso? — Sem  esperar pela resposta, Demi apanhou a taça e tomou um longo gole de champanhe.

— Ei, nós devíamos comemorar, mas apenas após você ter dito “sim”.

— Desculpe-me, mas eu precisava de uma bebida. — E tornou a levar à taça aos lábios. Só a depositou de volta ao tampo quando ficou vazia.

— Achei que você fosse ficar eufórica.

— Estou sem fala.

— Eu notei.

— Por que iríamos querer nos casar um com o outro? — Demi tentava manter uma entonação neutra, como se estivessem discutindo o clima, e não o futuro enlace deles.

O natural bom-humor de Joe deu lugar à frustração.

— Você vive dizendo que quer se casar.

— Sim, eu sei. E você se lembra da outra parte? Ter minha própria família?

— Está bem. Em dois anos, começaremos a nos empenhar nela.

Demi tentou ver algum sentido na incompreensível proposta de Joe e em sua boa vontade quanto a iniciar uma família.

— Por que, Joe?

— Droga, Demi! É só isso que tem para dizer? Porque você quer, é óbvio.

— Mas não podemos nos casar e ter filhos só porque eu quero isso. — Não podia permitir a si mesma cair na tentação de imaginar um futuro com ele. Serviu-se de mais uma taça.

— Agora é você que não está sendo sensata. O que impede dois amigos de se casarem um com o outro?

— Esqueça isso. Quero saber por que devemos nos casar.

— Raciocine,  Demi.  Nós nos gostamos,  nos  damos  bem...  —  Joe  se aproximou mais. -— E o sexo que fazemos é fenomenal.

Até mesmo no meio do rompimento, ele a reduzia à vela derretida com um simples olhar.

— Não se pode casar com uma pessoa só porque o sexo é fenomenal.

— E o que acontecerá entre nós, Demi? Pare e pense nisso. Seu próximo namorado poderá não ser tão tolerante quanto a nossa amizade, sobretudo após esta semana. Confesso que, no lugar dele, eu não seria.

— Então quer se casar comigo por achar que meu próximo namorado, ou até meu marido, fará objeção a nossa amizade porque já fomos amantes?

— Evidente. Você é muito importante para mim.

Em nenhum lugar ao longo do caminho ele mencionou amor ou o fato de estar apaixonado.

— Ah, sei... Está tentando proteger seus interesses. Falando assim, isso soa...

— Absurdo? Egoísta?

— Eu não colocaria desse modo.

— Não? Então como colocaria?

— Sei lá! Você costuma ser tão racional...

— Está tentando dizer que não estou sendo razoável? Talvez tenha ficado um pouco alta devido às duas taças de champanhe que ingeri de estômago vazio, mas irracional, não.

O que era irracional era a idéia de eles dois se casando.

— Não coloque palavras em minha boca.

— Não estou fazendo isso. Você está fazendo um bom trabalho, sem precisar de ajuda.

— Demi, admita que é um bom plano. Nós entendemos um ao outro, gostamos um do outro. Por que não funcionaria?

— Será que faz alguma idéia do quanto sua amizade significa para mim, Joe? Sabe o quanto é importante? — As lágrimas ardiam em seus olhos, O desespero, a confusão e a frustração a transtornavam. Mordeu o lábio. Não podia chorar.

— Mais razões para nos casarmos.

— Mais razões para não fazermos isso. Um mau casamento nos destruiria, e você é querido demais para que eu permita que corramos o risco.

Sua ligação com Joe foi a única que Demi aceitou após ter sido abandonada pelos pais. Por várias vezes, pensou que seria mais fácil se eles tivessem morrido em vez  de  tê-la  abandonado.  Então,  todas  as  suas  esperanças  morreriam  com  eles.
Imaginar-se perdendo Joe, porém, era intolerável.

— Por que está assumindo que o nosso seria um mau casamento?
— Casamento  é  um  compromisso  para  uma  vida  inteira.  Você  mesmo confessou que gosta de mudar de canais. Não ficarei sentada esperando que os mude, Joe.

— Isso não é justo. Agora é diferente. Somos amigos há quanto tempo? Você não considera isso um compromisso para sempre?

— Amizade é uma coisa, casamento é outra.

Demi não queria magoá-lo, mas sempre foram honestos um com o outro. Ela se sentia presa em uma armadilha, sufocada, e não suportaria ficar àquela mesa nem mais um segundo.


— Você é o melhor amigo que já tive, Joe. E jamais terei outro tão bom. — Demi arrastou a cadeira para trás e se levantou. — No entanto, é o último homem com quem eu me casaria.

~

Comentem, bbês... Amo vcs szsz

Capítulo programado.

Apenas Amigos? - Capítulo 8 - MARATONA 1/4

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 Demi entrou no quarto, suada após sua costumeira corrida matinal. A praia vazia e a brisa marítima lhe deram uma nova perspectiva.
As coisas enlouqueceram. Ela e Joe foram aprisionados pela magia sensual da ilha. Mas aquele era um novo dia. Após um longo e refrescante banho, os dois tomariam o desjejum e, juntos, pensariam em um novo plano. Aí então, tudo voltaria ao normal.
Sentia-se cheia de determinação, mas até entrar no quarto e ver Joe sair do banheiro, usando apenas a parte de baixo do pijama, uma toalha presa no pescoço e, no rosto, um sorriso sensual.

— Como foi sua corrida? Boa? — Ele passou a mãos nos cabelos, os músculos do abdome ondulando com o movimento.

Um lento e metódico pulsar começou em suas entranhas, espalhando-se depois por cada célula, deixando-a perigosamente perto de mandar a própria determinação para o espaço.

— Foi ótima. Vou tomar uma chuveirada e em seguida tomaremos café. — Demi devia ignorar aquele desejo insano, por ele e tratá-lo como amigo. Por isso, cruzou o quarto em direção ao banheiro, com ele a segui-la. — Não me ouviu dizer que queria tomar um banho, Joe?

— Ouvi, mas eu estava para fazer a barba. Importa-se se eu fizer isso enquanto você vai para o chuveiro?

Havia um desafio ali, para ver se eles eram capazes de voltar ao que eram antes.
Seu lado sensato e racional lhe dizia não ser uma boa idéia. O competitivo desafiava-a a enfrentar a situação.

— Tudo bem, Joe, mas me deixe entrar primeiro.

Demi girou o registro do chuveiro e esperou que a água esquentasse. Tirou os tênis e a as meias.
Joe pôs a cabeça para dentro do banheiro e entrou em seguida.

— Vire-se, para eu poder me despir.

Aquele lugar, com o ar carregado de vapor, tornava o clima tão erótico...
Joe se virou, O fino tecido de seu pijama delineava seu corpo com perfeição.
Demi se despiu rápido e entrou no boxe, para baixo do jato de água morna.

— Já posso me virar?

— Pode.

— Como está a água?

— Deliciosa.

Demi fazia força para se lembrar de algum fato a respeito dele que fosse revoltante, aviltante, para compensar seu estado geral de extrema excitação. Era uma lástima, mas não se lembrou de nenhum, só o quanto era sensual falar com as costas nuas de Joe, enquanto a água quente escorria por seus ombros, seios, nádegas e a extensão das pernas.
Estaria ela destinada a passar aquelas férias inteiras molhada, ou nua, ou excitada? Aquela altura, o melhor curso de ação era terminar com aquele banho o quanto antes.
Procurou pelo sabonete. Maravilha! Ela, dentro do boxe; o sabonete, na pia, perto de Joe.

— Pode me passar o sabonete, Joe?

— Claro. Precisa de mais alguma coisa?

A sugestão, feita naquele tom rouco de voz, a fez recordar eles dois fazendo amor na piscina.

— Apenas o sabonete.

Ele o passou para ela através das portas de vidro, tomando cuidado para não olhar lá dentro. Seus dedos se roçaram quando Demi apanhou o sabonete, e o simples contato enrijeceu seus mamilos.

— Obrigada.

Frustração, exasperação e mais do que um pouco de confusão se agitavam dentro dela. Sentiu as bases de sua amizade com Joe mudarem diante de seus olhos, minadas pela atração latejante entre eles. Mesmo naquele momento, no silêncio que se estendeu, embora estivessem separados pelas portas de vidro, sentiam-se unidos por uma potente linha de tensão sexual.

— Não está funcionando, Demi.

— Não?

— Não. Você aí dentro, nua e molhada... Eu aqui fora.

— Mas...

Joe se virou como em câmara lenta. Demi interrompeu a sentença. Havia desejo  transformando  suas  feições.  Através  da  barreira  de  vidro,  seus  olhos  a devoravam.

— Eu te desejo tanto que chega a doer!

Demi abriu a porta e puxou-o, cansada de lutar contra a correnteza. Joe entrou, de pijama e tudo, sua boca capturando a dela, empurrando-a através do jato de água até suas costas e nádegas encostarem a parede de mármore.

— Oh, Demi... — Ele gemeu contra seus lábios, antes de prender seus pulsos e, com a mão esquerda, elevá-los ao alto de sua cabeça, imobilizando-a.

Era uma posição bastante vulnerável, que exigia um certo nível de confiança no parceiro. A água caía sobre eles fazendo seus olhos arderem. Com a mão direita, ele pegou o sabonete e apertou na mão até que virasse um creme.
Ofegante, Demi antecipava seu toque, até que, com muito cuidado, ele correu os dedos lambuzados com o sabonete ao longo de seu pescoço e do colo. Em vez de satisfazê-la, seu toque alimentou-lhe o desejo. Os mamilos endureceram e apontaram ávidos para o jato de água, esperando por suas carícias. Com as palmas da mão ele os saciou.
Demi cerrou as pálpebras e atirou a cabeça para trás, apoiando-a na parede, entregando-se às sensações enlouquecedoras. Joe foi em frente com aquela doce tortura, passando sabonete na curva suave de sua cintura e na expansão de seu ventre.

— Seu corpo é por demais sensual...

Os dedos de Joe contornaram seu umbigo, enquanto, com a outra mão, ele mantinha-lhe os pulsos cativos acima da cabeça.
Aquela devia ser uma posição de escravizar, uma posição poderosa, o que tornava-se evidente no tremor das mãos dele, na rouquidão, no fogo intenso em seus olhos verdes.
Joe correu a mão até linha arredondada de seu quadril. Demi separou as pernas, abrindo-se para ele que, passou a acariciar a parte interna de suas coxas.
Ela não pôde conter o gemido que escapou de seus lábios. Se Joe movesse a mão um pouquinho...

— Vire-se. Quero ensaboar suas costas.

Demi o encarou. Ele a estava matando, toque a toque.

— Mas...

— Tudo a seu tempo. Seja paciente. Confie em mim.

— Vou confiar.

— Seus braços estão cansados?

— Não. Eu gosto assim.

— Eu também. Agora, vire-se.

Demi o obedeceu, pressionando o rosto e o torso ensaboado contra a parede.
Mordeu o lábio quando Joe a fez sentir o que ela fazia com ele. Massageou e acariciou a linha de suas costas, os músculos tensos de seus ombros com toques suaves e gentis.
Demi colou-se ao mármore escorregadio quando Joe correu a mão abaixo de sua espinha. Ansiando pelos afagos que ele adiava de propósito, ela trouxe as nádegas arredondadas para perto de sua mão, mantendo os pés afastados.
Estremeceu ao primeiro toque, e seu corpo inteiro se enrijeceu. Escorregou parede abaixo, os braços musculosos de Joe em torno dela, apoiando-a.

— Agora, doçura, apenas relaxe.

Talvez fosse uma depravada. Devia ser. Porque quanto melhor era o sexo, mais ela queria. Quanto maior a satisfação, mais satisfação queria. Acabava de experimentar o mais incrível clímax de sua vida, e já sentia a comichão do desejo tornando a despertar. Sabia que não podia continuar com aquela situação com Joe, mas não era capaz de se conter.
Até aquele momento, Demi não planejava tocá-lo. Mas ele a levara ao outro lado do paraíso, e queria satisfazê-lo com a mesma intensidade.
Foi então que ali, no chão do boxe, ela aproximou-se dele, usando as mãos e os joelhos para caminhar, com a água batendo em sua cabeça e em seus ombros. Com delicadeza, acariciou-o com intimidade.
Joe abriu os olhos e cerrou os dentes.

— Demi... Oh, doçura...

Indo mais para a frente, ela começou a lambê-lo, cada vez mais desinibida.
Os olhos dele se abriram.

— Gosto de tocá-lo, Joe, mas o que eu quero mesmo é provar você. — Com a ponta da língua ela o percorria, centímetro a centímetro, fazendo-o arfar.  — Joe agarrou-se às portas do boxe, nos lábios um sorriso quente e sensual. — Só espero sobreviver a isso, porque você de fato está me matando.

(...)

— A praia está lotada — Joe comentou, à mesa onde eles jantaram na noite anterior.

Tudo aquilo de fato aconteceu fazia apenas vinte e quatro horas? Inacreditável.
Podia ser o tempo de uma vida inteira, tanto havia mudado entre os dois.
Martin os serviu de café, e mais uma vez, partilharam de um grande sortimento de frutas, pães frescos e doces.
Joe observou um barco se afastando. Fazer amor com Demi era como praticar mergulho. Aquilo revelou lhe uma nova faceta dela, que ele não conhecia, cheia de beleza e mística para descobrir e partilhar. Estava encantado.
Demi serviu-se de uma fatia de manga.

— Esqueça a praia, Joe. Precisamos pensar em um plano.

Graças a Deus ela desistira da idéia maluca daquela manhã.
Demi colocou na boca um grande pedaço de manga, e o suco da fruta escorreu por seu queixo.
Joe o limpou com o dedo. A textura de sua pele era firme e sedosa.

— Joe...

O calor se acendeu entre eles, evocando lembranças daquela manhã. O banho.
O vapor. As mãos dela. A boca. O prazer. Em seguida, o alívio.

— Sim, eu sei. — E como ele sabia.

Tomou um gole de café, deleitando-se com seu rico sabor.
Concentração. Joe precisava se concentrar. E não na boca carnuda e sensual.
Prometeu ajudá-la a pensar em algo. E faria isso, quando conseguisse raciocinar com clareza.

— Como isso foi acontecer conosco? — Demi já perguntara aquilo antes, mas a resposta dele não a confortava.

Joe  não  respondeu  de  imediato.  Detestava  a  angústia  que  sentia  nela.  
Diferente dele, Demi exigia saber o porquê de tudo, antes de aceitar qualquer situação.

— Não sei, Demi. Talvez tenha sido este lugar. O sol brilhante, o céu tão azul, o mar... Aqui tudo fica mais intenso.

— Você ficou mais intenso.

Joe sabia disso. Sentia isso. Fazer amor com Demi despertara algo dentro dele, maior do que satisfação. Ela estava assustada... Mas tudo aconteceu rápido demais. Sua insistência em seguir um plano refletia muito bem a necessidade de agarrar-se a algo familiar no meio de tantas mudanças.

— Talvez tenha razão, Joe. Deve ser a Jamaica. — Ela fez uma pausa. — Já sei! Se quisermos dar um fim nisso que está havendo entre nós... Bem, terá de ser como se estivéssemos iniciando uma dieta.

— Como assim? Não entendi.

Joe supunha que tanta criatividade era o que a tornava tão bem-sucedida no trabalho, mas algumas vezes seu confuso processo mental o intrigava.

— Quando você inicia uma dieta, a última coisa que precisa é de um doce coberto de chocolate, não é verdade? No entanto, é tudo o que você deseja: um doce bem grande coberto de chocolate. — Ela agitou as mãos para dar mais ênfase. — Então, nem é preciso fechar os olhos para sentir seu sabor. Uma simples  mordida e o chocolate derrete em sua língua quando você o morde, fazendo o recheio, também de chocolate, levá-lo às alturas.

As palavras dela e seu tom de voz rouco causaram um verdadeiro rebuliço dentro dele.

— Continuo não entendendo aonde quer chegar, Demi.

Ela suspirou.

— Tente me acompanhar, Joe. Uma pessoa comeu um doce coberto de chocolate e adorou, e agora não consegue pensar em outra coisa, no quanto foi gostoso. Mas ela sabe que não deve tornar a comer se quiser continuar com a dieta.

— No entanto, ela não vê a hora de fazer isso. — Justamente como foi com eles na primeira vez.

— Isso mesmo. Como acontece toda vez que fazemos amor.

Joe ficou excitado só de ouvi-la dizer aquilo.

— E qual seria a solução?

— É muito fácil, a bem da verdade. Antes de iniciar a dieta, você deve comer toneladas de doce, até se fartar. O primeiro é divino, o segundo mais ainda, e o terceiro, esplêndido. O quarto, no entanto, é apenas bom. Quando for comer o décimo, já estará enjoado, e não quererá nem ouvir falar sobre eles. Entendeu agora?

— Confesso que você me assusta com suas lógicas absurdas.

Seu sorriso provocante o pôs em brasa.

— Ótimo, porque também me assusta quando resolve agir feito um macho superior.

Joe alcançou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Os dedos de Demi, assim  como  suas  gloriosas  pernas,  eram  longos.  E  calorosos.  E  quando  elas  o enlaçavam...

— Vejamos se eu entendi. Você está sugerindo que nós nos empanturremos de sexo até enjoar?

— Certo. Começando agora e até voltarmos para casa. — Os dedos dela apertaram os dele. Seus lábios se entreabriram.

— Pena estarmos em um lugar público, mocinha, caso contrário eu iria lhe mostrar que gostei tanto do que planejou que resolvi implementá-lo de imediato.

— Que bom que gostou! — As batidas do coração dela aceleraram.

— Em geral, não sofro de comportamento obsessivo-compulsivo, mas quanto a fazer sexo com você posso abrir uma exceção. Mas tenho uma pergunta a fazer.

— Diga.

Com ou sem a teoria do doce de chocolate, Joe não podia imaginar-se não desejando Demi. Sabia com certeza que quatro dias mais de intimidade com ela não seriam suficientes. Mas não acreditava que Demi estivesse pronta para ouvir isso, pois sempre fora uma pessoa que precisava se mover um passo de cada vez.

— Por que está tão ansiosa para acabar com isso entre nós? Por que tem de terminar quando partirmos? Por que não deixamos acontecer?

Ela brincou com um pedaço de fruta.

— Porque tem de acabar enquanto ainda somos amigos. — Fitou-o. — Ambos sabemos que não vai durar, Joe.

— Como pode estar tão certa?

— Porque seu mais longo relacionamento durou apenas quatro semanas. E, pelo menos desse modo, nenhum de nós dois sairá ferido. Afinal, nossa amizade significa tudo para mim.

— Mas nós podemos...

Demi ergueu a mão, silenciando-o.

— Não. Não diga mais nada. Eu não arriscaria nossa amizade por um mero relacionamento físico inconsequente. E juntar-me ao harém de Joe Jonas, para mim, não é uma opção.

Qualquer outro homem teria ficado ofendido. Mas pelo menos agora Joe sabia em que pé estava com ela.
Demi pendurou a tabuleta “Não perturbe” no lado de fora da porta e entrou na suíte, fechando a porta atrás de si.
O dia deles agora seguia um padrão. Delicioso, por sinal.
Faziam amor pela manhã. Depois disso, antes do almoço, saíam em excursão para mergulhar para em seguida retornar à privacidade do quarto para a siesta. À tarde, vez ou outra, participavam de alguma atividade. Por fim o jantar, antes da longa noite tropical.
Nos últimos três dias, eles praticaram windsurf, foram à Prospect Plantation com sua vista deslumbrante do White River George e, naquela manhã, escalaram a Dunn’s River Falls, subindo pelos degraus de pedras e enfrentando a água fria da montanha caindo em cascata.
Demi perdeu a conta das vezes em que fizeram amor e onde, mas as férias chegavam ao fim. Apenas mais um dia antes da partida, e pretendia aproveitar cada minuto dele. Mais tarde pensaria sobre tudo... Só mais tarde.
Joe atravessou o aposento e aproximou-se da cama, na qual Demi sentara, com um brilho lascivo nos olhos verdes. Escorregou as mãos sob a barra de seu vestido e segurou-lhe as nádegas.
Demi encostou-se nele, adorando o contato.

— Quer ir ao mercado esta tarde fazer compras? — Demi sugeriu.

— Podemos ir. — Joe enlaçou as pernas dela com as suas, trazendo-a de encontro à sua masculinidade potente. — Só que mais tarde... bem mais tarde.

— Eu  queria  ver  de  encontrava...  —  Ela  interrompeu  o que ia  dizendo, distraída, pois ele passou a acariciar a parte interna de suas coxas.

Uma ânsia agora tão familiar a invadiu, endurecendo seus mamilos, vibrando entre suas pernas.
A risada sensual de Joe reverberou contra sua pele quando ele mordiscou a base de seu pescoço, ciente de que destruía seu autocontrole. Do mesmo modo como Demi fazia com ele. Era uma verdade assustadora aquela.
Mesmo sem soltá-la, Joe sentou-se na beirada. Então, fez com que Demi se ajoelhasse no colchão, pousou as mãos em seus quadris e puxou-a para a frente, massageando lhe as coxas com os polegares.
Demi fechou os olhos à reação instantânea que experimentou. O tecido da saia e da  calcinha  deveria  diminuir a excitação, mas, ao contrário,  acrescentou  mais sensualidade. Estava ofegante.
Joe a encarou e enterrou as mãos em sua cabeleira. Embora, naquela posição, Demi estivesse em cima dele, sentia-se submissa a seus desejos. Ele mantinha o olhar fixo e sedutor, fascinando-a, hipnotizando-a.
Devagar e sem deixar de observá-la, Joe se ergueu o tirou-lhe a camiseta pela cabeça.
Seus lábios se encontraram, e suas línguas se misturaram, ávidas. Demi exalou um suspiro deleitado quando as mãos dele alcançaram seus seios.
Joe passou a beijar-lhe o pescoço e a nuca, com os lábios quentes e úmidos.
Beijou-lhe a boca de novo, os dedos acariciando lhe os mamilos, enquanto a outra suportava seu peso. Até que ele não mais se conteve.

— Por Deus, Demi, quero você agora... Preciso de você!

Demi segurou-lhe o rosto e pressionou-o contra seus seios. Joe circundou o mamilo com a ponta da língua antes de erguer a cabeça e tornar a beijá-la.
A respiração dela ficava cada vez mais rápida. Uma tensão sensacional a invadiu quando Joe tirou sua saia e jogou-a para o lado. Gemeu quando ele a fez deitar-se de costas e dobrou-lhe as pernas.

— Acho que vou gostar muito disto... — ele disse, movendo os lábios contra a pele sedosa de suas coxas. — E você também.

O  primeiro  auge  de  Demi  veio  logo,  explodindo  dentro  dela  como  um terremoto, deixando-a trêmula e lânguida.

— Podemos fazer melhor do que isso — Joe sussurrou, levando-a mais uma vez até o limite de outra explosão lasciva. — Muito melhor.

— Venha para mim, Joe — Demi implorou, com suavidade. — Por favor.

Ele a encarou.

— Sim... Também estou desesperado.

No instante seguinte, estava dentro dela, e Demi mergulhava em ondas de ardente prazer.

— Joe... — Demi o puxou, fazendo com que ele a penetrasse de todo.
Os movimentos rítmicos aceleraram, aquecendo mais e mais seu sangue. Demi segurava a cabeça dele e beijava-lhe a boca, com seus corpos se movendo juntos. Seus gemidos mesclavam-se, e suas línguas uniam-se, frenéticas.
Demi sentiu como se o céu tivesse vindo a seu encontro, enquanto o desespero e a felicidade explodiam dentro dela como um vulcão. Seu corpo convulsionou-se uma, duas, três vezes, até que foi levada para o centro de um ciclone.
Cada músculo de Joe enrijeceu, ele emitiu um grito sufocado, antes que os dois caíssem ofegantes e exaustos.
Demi mantinha-se colada nele, os braços enlaçando-lhe a cintura, o coração disparado.
Pouco depois, Demi observava absorta a sombra de uma palmeira que a brisa agitava.  Sentia-se  igual  àquela  árvore:  leve,  completa,  satisfeita  com  a  própria natureza.
O ritmo cadenciado da respiração de Joe lhe dizia que ele adormecera.
Pressionou os lábios no braço forte que lhe servia de travesseiro.
De repente, uma constatação assustadora a imobilizou.
Amava  Joe  profundamente.  Sempre  o  amou,  talvez  desde  o  dia  que  o conheceu. E aquele amor trouxe alegria, conforto e profundidade a sua existência, e ela sentia que trouxera o mesmo à vida dele.
Joe sempre foi uma constante, em todas as férias, em todos os aniversários e em todas as funções escolares, após seus pais terem prometido comparecer, ou vir apanhá-la sem jamais terem se dado ao trabalho de cumprir a palavra ou de ao menos telefonar. Mas Joe sempre estava lá. E fazia o que preciso fosse para animá-la, fazê-la esquecer seu mais recente abandono, mesmo sendo apenas para ouvir, distrair, praguejar ou fazê-la rir.
E agora Demi se dava conta de que o amava, e que sempre o amou. Uma dor profunda ameaçou dilacerar seu peito. Cerrou as pálpebras, abalada com a revelação.

(...)

Havia barracas ladeando as ruas estreitas. Uma combinação dissonante de sons enchia a atmosfera. Alguns vendedores anunciavam suas mercadorias, em mantas estendidas no chão.
Ziguezagueando  por  entre  a  multidão,  Joe  mantinha  Demi  a  seu  lado, conduzindo-a firme pela mão.

—  Existe  alguma  chance  de  você  e  Elliott  reatarem,  estando  de  volta  a Nashville?

Demi estacou no meio da calçada.

— Você enlouqueceu? Claro que não!

Era uma distinta possibilidade. Porque eles estariam retornando a seus lares no dia seguinte, e a idéia de vê-la com outro homem o atormentava. E Elliott foi o único nome que lhe ocorreu. Mas havia outros que gostariam de participar dos planos dela.

— Tem certeza?

— Por que está querendo saber? Pretende tornar a ver Kiki?

— Não é nada disso. Só queria saber se Elliott é de fato uma carta fora do baralho. Ele não a merece.

Era estranho discutir outro homem com Demi e ao mesmo tempo segurar sua mão, perambulando pelo mercado. Sem dúvida, aquela era uma conversa estranha para ter com qualquer mulher com quem se estivesse dormindo. Mas nada era normal entre eles dois. Aquela ânsia louca por ela, que Joe carregava consigo, não tinha nada de comum.
Imaginar outro homem tocando-a era intolerável. No entanto, mesmo que Joe superasse aquilo, onde ficaria a amizade que partilhavam? Quando Demi encontrasse outro namorado, ele poderia não ser tão tolerante com Joe. E o que aconteceria se ela insistisse com aquele sonho de se casar e ter filhos, que era óbvio que pretendia perseguir, com ou sem Elliott? Onde aquilo o deixaria?
Passeando pelo mercado, entre vendedores de rua e turistas, Joe foi assaltado por uma epifania, uma manifestação divina: ele, Joseph Jonas, de muito bom grado, se casaria com Demi. Ela queria um marido. Joe se importava com ela. Os dois se entendiam bem, e o sexo era perfeito. E não haveria ninguém para desaprová-lo.
Assim, pegou o braço de Demi e praticamente a arrastou.
Ela deu risada.

— O que é isso, Joe? O que você está tramando?

— Nada...

Não era hora e nem lugar para eles conversarem. Queria que o momento da proposta fosse perfeito. Demi ficaria surpresa.

— Hum... — Ela enlaçou-o pelo pescoço e o beijou, os lábios cheirando a menta. — Pretende comprar muitas coisas?

— Só algumas lembrancinhas, para meus colegas de trabalho. Também quero encontrar um chapéu para você.

— Obrigada!

— Ei, senhor! — Um vendedor acenou em sua direção, segurando alguns colares. — Não quer dar uma olhada? Os meus são os mais belos colares da Jamaica. Compre um para a sua mulher. Ela vai gostar.

Sua mulher. Sua Demi.
Após a noite anterior, quanto a isso não havia dúvida alguma.

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SURPRISE MÃE DA FOCA! Maratona (surpresa) para vcs! Estou mt animada com essa história e ao decorrer desses capítulos as coisas vão ~finalmente~ acontecer! É uma maratona pequena pq é para encerrar a história... mas para a próxima eu faço uma maiorzinha, ok? Comentem para o próximo! Os capítulos serão postados de 3 em 3 horas, por favor comentem, eu vou estar de olho, ok? Beijos, amo vcs!

Capítulo programado.