28.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 7

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 Demi abriu os olhos e tornou a fechá-los. As emoções causavam um verdadeiro rebuliço dentro dela. Fazer amor com Joe lhe deu um prazer indescritível, uma sensação de completude tão clara e pura que chegava a lhe causar melancolia.
Com uma surpreendente clareza, ela se deu conta de que escondia sempre algo de si mesma quando fazia amor. Uma reserva emocional. Uma parte que era só dela, e que se recusava a partilhar. Era como se estivesse apenas participando, sem nenhum comprometimento.
Mas com Joe foi diferente. Com ele não se tratou de uma decisão consciente, apenas aconteceu. Demi se entregou de corpo e alma, e em retorno experimentou uma satisfação que jamais havia encontrado.
Joe se moveu perto dela, os dedos percorrendo a linha de seu quadril, o hálito em seu pescoço.

— Está dormindo, Demi?

Ela relutava em lidar tão rápido com o lado prático daquele relacionamento.
Ciente, no entanto, de que não podia ficar para sempre ali, repousando depois de fazer amor, tirou as pernas de cima de Joe.

— Não. Não estou.

Assim como Demi, Joe também parecia relutar em afastar-se. Deus, eles tinham apenas piorado tudo!
Rolando para o lado, Demi colocou toda a largura do colchão entre os dois e puxou a ponta do edredom sobre si, de repente cônscia da própria nudez.

— Que coisa, hein? — O embaraço, as conseqüências, a incerteza em como proceder a seguir instalaram-se entre eles.

— Você está...

— Acho que nós...

Ambos riram, aliviando um pouco a tensão. Mas Demi cometeu o erro de olhá-lo. Todo ele. Esplêndido, vibrante em sua nudez. Mesmo naquele instante, ela sentiu-se excitar em resposta àquela perfeita anatomia e proximidade.
E aquilo não fazia parte de seu plano. Esperava que, fazendo amor apenas uma vez, dispersaria a mística. Só que isso não aconteceu. Que desastre! Fitou-lhe o rosto, apenas o rosto, decidida a ignorar tudo o que estivesse abaixo de seu pescoço.

— Fale, Joe.

— Você primeiro.

— Você. Eu insisto.

Joe deu de ombros.
Demi  engoliu  em  seco.  Espantoso,  sem  dúvida  espantoso  o  número  de músculos que esticavam-se e retesavam-se de forma tão sensual quando um homem nu dava de ombros.

— Eu ia perguntar se você está pronta para ir para a cama. Digo, para dormir. — Um fogo sem chamas ardeu nas pupilas dele.

Demi cerrou as pálpebras, imaginando-os abraçados. A idéia de se enfiar sob os lençóis com Joe não lhe parecia sensata. Balançou a cabeça.

— Acho que não. Não estou nem um pouco cansada. Na realidade, me sinto energizada como nunca. — Enquanto falava, ela tentava alcançar seu vestido, entre o pé da cama e o colchão, ao mesmo tempo lutando para manter o edredom em torno de si. — Mas durma você, se quiser... Ficarei aqui, bem quietinha, e nem notará que estou aqui.

Joe a fitava, os olhos verdes acariciando a curva de seus seios sob o edredom, um sorriso predatório levantando os cantos de sua boca sensual.

— Como se isso fosse possível...

A mão que segurava o edredom tremeu. E seus mamilos traiçoeiros tinham de se pronunciar, enrijecendo diante daquele olhar ardente e daquele sorriso repleto de sugestões! O que lhe passava pela cabeça ao se colocar naquela posição com seu melhor amigo?
Estava tudo errado. Fizeram amor uma vez, e aquela ânsia desesperada dentro dela devia ter acabado. Uma grande frustração a tomou ao constatar que o queria ainda mais do que antes.
Deus, ela estaria perdida se não colocasse um fim naquilo tudo, e já!

— Preciso de meu vestido, Joe.

— Claro. — Ele estendeu o braço para pegá-lo, a cabeça perto demais dos seios dela, destruindo sua paz de espírito.

Apesar do tamanho do leito, meros centímetros os separavam. Quando Joe olhou para sua boca carnuda, seu lábio inferior estremeceu.
Ele lhe passou o vestido. Demi prendeu-o sob as axilas, cobrindo a parte da frente do corpo, afastando-se de costas para o lado.

— Vou pôr um biquíni e sair para nadar.

E, ainda de costas, caminhou rumo ao banheiro.

— O que está havendo, Demi?

Seria aquela uma nota de exasperação?

— Nada. Vou vestir um biquíni, já disse.

— Por que está andando de costas?

Agora ela se sentiu a própria tola desajeitada.

— Você sabe... Não gosto de andar por aí despida. — Enfurecida por se encontrar em tal posição, ela quase gritou a última parte.

— Eu já a vi sem roupa. Bem, quase sem roupa, exceto por essa calcinha minúscula, que achei tão sexy.

Demi encontrou a maçaneta, abriu a porta e entrou no banheiro.

— Também o vi... Despido. — Ela bateu a porta e a trancou, como medida de segurança.

Demi o vira, sentira, ouvira, provara, cheirara, e tinha sido uma experiência incrível. Era ali que estava o xis da questão. Decerto, tão cedo não se esqueceria de tão grandiosa experiência.
Joe também foi colocar sua bermuda. Nada comentou quando Demi deixou o banheiro, atravessou o quarto e saiu. E agora ela estava lá fora, na piscina pequena e redonda, que, pelo jeito fora designada para os prazeres do sexo, nadando tão rápido e em voltas circulares que o deixavam zonzo.
Pegou o balde de gelo, uma garrafa de champanhe e duas taças da suíte.  
Embora conhecesse Demi havia tantos anos, não tinha uma pista sequer do que se passava em sua cabeça. Mas tinha toda a intenção de descobrir.
Empurrou a porta com o ombro, e em seguida saiu para o pátio, escuro exceto pela luz do luar. Demi parara de dar voltas, e agora flutuava de costas.
Colocou o balde com o champanhe e as taças na borda da piscina e escorregou para dentro da água.

— Vá embora — Demi ordenou, sem abrir os olhos.

— Precisamos conversar.

— Agora, não.

— Você é quem sabe... Posso ficar sentado aqui a noite inteira, se preciso for.

Ela pensava que era a única envolvida ali? Pelo que entendia, ele era a outra metade da equação.
Joe abriu garrafa e encheu as duas taças com o líquido borbulhante.

— Nunca vi ninguém tão teimoso quanto você.

— Pode ser. Mas agora há um delicioso champanhe esperando por você ao alcance de sua mão, para quando decidir que está pronta.

Demi atravessou a piscina e, lançando lhe um olhar aborrecido, aceitou a taça que lhe era oferecida.

— Fale.

— Por que está zangada comigo, Demi?

— Não estou zangada.

— Então, por que gritou comigo?

— Você também gritou. — Ela tomou um gole.

— Essa conversa não nos levará a nada.

— Estou muito frustrada, Joe.

— Frustrada? Mas eu pensei... Você pareceu ter gostado.

— Esse é o problema. Gostei muito.

— Ah, sei...

Então ela estava brava por ter apreciado fazer sexo com ele. De fato foi bom.
Não apenas bom, mas incrível. Estupendo. Joe ficava excitado só de se lembrar daqueles momentos de puro êxtase com ela.
Demi  levantou  a  taça  em  sua  direção,  para  que  ele  tornasse  a  enchê-la.  
Encostou a cabeça na beirada da piscina e olhou com ar sonhador para a meia-lua no céu.

— Teria sido constrangedor para nós dois se tivesse sido sem graça, mas em compensação poderíamos dizer que a química não funcionou, e ponto final. — Ela fez uma pausa apenas suficiente para tomar champanhe. — Mas não. Foi espetacular. O melhor sexo que já experimentei desde que perdi a virgindade, e tinha de ser justo com você.

— Queria que tivesse sido ruim? E agora se sente frustrada porque foi bom?  

A mente de uma mulher era complicada, e de algum modo misteriosa, o que tornava ainda mais interessante ter uma melhor amiga. Só que, parte do tempo, Demi raciocinava feito um homem. Pelo menos era o que Joe achava. Mas os homens jamais esperavam fazer sexo ruim, embora algumas vezes acontecesse. Apesar disso, ele tentava com todo o empenho compreender seu ponto de vista.

— A idéia era dormirmos juntos para acabarmos com essa loucura. Mas a coisa piorou. Como poderei ficar perto de você, pensando no quanto foi bom? Não em um futuro previsível, posso garantir. — Demi deu-lhe as costas, apoiando os braços cruzados e o queixo na borda.

— Entendo aonde você quer chegar.

Ela o olhou por sobre o ombro.

— Entende mesmo?

Seu aroma, seu sabor, a sensação fantástica de tê-la abraçando-o enquanto se enterrava bem fundo dentro dela... Fazer amor com Demi abria seu apetite.

— Eu também não conseguirei esquecer tão já o quanto foi delicioso estar com você.

Demi desviou o olhar, um novo plano se formando em sua mente, nascido do desespero: sexo selvagem à luz do luar e duas, talvez três, taças de champanhe para entorpecer os sentidos.

— Aposto que, se repetirmos, não tornará a ser tão bom — disse, e não precisou virar-se para saber que Joe estava bem atrás dela. Sentiu sua proximidade, seu calor.

— Não acho muito provável. — O coração de Demi batia disparado, quando deu voz àquele absurdo:

— Se tivéssemos coragem para tentar de novo, na certa seria terrível, um verdadeiro desastre.

Joe aproximou-se devagar e abraçou-a por trás.

— Estou disposto a tentar mais uma vez, se você quiser...

Demi reconheceu a excitação que tomava conta dele, assim como dela mesma.
Era como se seu corpo tivesse despertado depois de uma longa hibernação. Ficou surpresa.
No instante seguinte, Joe começou a beijar seu ombro. Virando seu rosto para o lado, colou os lábios nos seus, de maneira que ela não tivesse tempo, nem chance, de dizer qualquer coisa. Demi retribuiu sem pensar, cedendo à insistência dele.
Era como se estivesse em transe. Joe continuou beijando e acariciando cada parte dela.

— Quer que eu a toque? Diga, Demi, eu quero ouvir...

Aquela rouquidão a fez delirar. Demi sentiu de encontro aos quadris a investida poderosa de Joe. Moveu-se, por instinto, para mais perto.

— Sim, quero...

Joe ergueu a mão e escorregou-a para dentro do top de seu biquíni. Demi agarrou seus antebraços, incentivando-o a ir em frente. Joe segurou seus seios com as mãos em concha, incendiando-a.
Ela, enfim, libertou o ardor que estivera reprimindo até então. Gemeu baixinho contorceu-se, deleitada, quando as carícias se tornaram mais íntimas e ousadas. Era tudo tão excitante... Muito melhor do que já imaginara e sentira. A sensação da água gelada e do frio noturno contrastando com o fogo que Joe atiçava dentro dela era a coisa mais sensacional da face da terra.

— Vai ser bom outra vez, não vai? — A antecipação e o temor aumentavam sua fome insaciável.

— Está parecendo que sim, doçura.

O coração de Joe batia forte contra as costas dela, a respiração era quente contra sua nuca.
Demi já estava pronta para ele, e prestes a se desintegrar. Sussurrou por sobre o ombro:

— Agora, Joe. Eu te quero agora!

No mesmo momento, Demi arrancou a parte de cima do biquíni, e em seguida foi a vez da calcinha. Atirou-as longe, para fora d’água.
Joe gemeu quando ela se inclinou, oferecendo-se para ele. O luar iluminava seu rosto, o desejo transtornando-o. Devorava-a com os olhos, enquanto tirava a sunga.
Ansiando para que ele a penetrasse, Demi virou-se de costas e, abrindo as pernas, agarrou-se na beirada da piscina.
Joe segurou-a pela cintura, faminto. Sem demora, posicionou-se entre as coxas perfeitas e a penetrou. Demi arqueou as costas, tentando diminuir ainda mais a distância entre eles.
Na água, era como fazer amor em câmera lenta. Ela estremecia, gloriosamente ligada em cada nuance, o peso das tranças no pescoço. As mãos de Joe prendendo-a pelos quadris, a compacta extensão dele toda dentro dela, a sólida parede de suas coxas aprisionando-a por trás, enquanto sussurrava as frases de um amante em seu ouvido.
Demi lhe respondia, sussurrava, frases entrecortadas flutuando no ar.
Ligeiros tremores irradiavam-se de sua coluna, crescendo em intensidade a cada investida. Justo como antes, não houve contenção. Um turbilhão de emoções cresceu dentro dela, junto com as sensações devastadoras.
Acompanhou  os  movimentos  de  Joe com  ardor,  querendo  que  aquele momento jamais terminasse e, pouco a pouco, seguindo rápido em direção ao êxtase.
Um grito escapou de sua garganta no instante em que Joe estremecia, ao se fundirem e se tornarem um só.
Quando a explosão chegou, tomou conta de ambos, sem deixar lugar para nada além da mais pura paixão.
Joe puxou-a com ele para a parte mais rasa e deixou-se cair sentado, com Demi no colo, os braços em torno dela.
Exausta e quase incoerente, Demi ali se deixou ficar, o rosto encontrando conforto nos sólidos planos do tórax largo.
Ficaram abraçados pelo que podiam ser horas, minutos, segundos, uma vida inteira. A água fria os acalmou até que suas respirações e as pulsações normalizassem.
Demi sentiu gosto de água salgada, e percebeu que era das suas próprias lágrimas escorrendo-lhe pelas faces. Tentou contê-las, desesperada.
Joe a abraçou-a mais forte.

— Demi, meu bem, por que está chorando? — A mão forte em suas costas se moveu em pequenos círculos. — Não chore, por favor... Ficará tudo bem. — Ela não podia falar, a garganta fechada pela emoção. — Ficará tudo bem...

A luz deixava dourados os cabelos dele, queimados pelo sol, e seu rosto refletia uma ternura imensa. Deus, Joe lhe era tão querido! Era uma parte importante demais de sua existência.
Um grande pânico a assaltou. E se ela tivesse destruído isso?

— Mas e se não ficar, Joe? E se nada entre nós voltar a ser o mesmo?

A  boca  de  Joe  encontrou  a  dela.  Seus  lábios  ofereciam  conforto  e

reafirmação. Ela aceitou sem resistir o que ele oferecia, seu beijo acalmando lhe o pavor. Mesmo após ter feito menção de se afastar, os lábios dele se demoraram alguns segundos a mais nos dela.
Demi afastou-se um pouco, apoiando as costas em seu braço.

— Em uma escala de um a dez, que nota você daria para aquela nossa primeira vez?

— Não me peça tal coisa, querida. Não gosto de ficar dando notas, sobretudo em se tratando de você. — Distraído, brincava com uma de suas trancinhas, enrolando-a entre os dedos.

— Nesse caso, finja que não sou eu. Digo, não o “eu” com quem você fez amor, nem o “eu” sua amiga. Finja que sou uma estranha que você pegou na praia para fazer sexo.

— Isso seria fácil se não estivesse sentada em meu colo, e estando ambos sem roupas. Se continuar aqui, enquanto falamos sobre sexo... — Ele se moveu contra seu quadril.

“Oh, meu Deus...”

— Duas vezes numa noite? Você não pode... — Demi pulou do colo de ele.

— Nossa, Demi! Quem a ouvisse falando pensaria que sou uma aberração. Se me sinto excitado logo após ter feito amor, a culpada é você. — Sem saber se ficava satisfeita ou morrendo de vergonha, Demi moveu-se para o mais longe possível dele. — Está bem... Encontrei esta estranha na praia e com ela tive um dos melhores momentos de sexo de minha vida — disse ele. — “Só um dos melhores?!” Demi se conteve para não brigar. — Costuma fazer isso com outros homens? Dá nota para o desempenho de cada um? Porque, se for, preciso lhe dizer que não é boa idéia. — Joe fez uma pausa. — Mas se insiste, eu direi. Em uma escala de um a dez, naquela primeira vez eu daria nota doze.

— Claro que não faço isso com outros namorados. No entanto, quem está aqui comigo é você. Doze? Está bem. Também daria nota doze. Que tal sobre alguns minutos atrás?

— Não gostará de ouvir.

— É provável que não. Mas prossiga, por favor.

Joe respirou fundo.

— O melhor sexo de minha vida. Pelo menos treze e meio.

— Mas que droga! Não deveria ter sido!

— Sei disso. E quanto a você? Que nota daria?

— Um sólido... catorze.

Demi apoiou a cabeça na beirada da piscina, olhando para o céu estrelado à procura de inspiração, determinada a não entrar em pânico. A idéia de estar arriscando o mais importante relacionamento que já teve a aterrorizava.

— Precisamos de uma outra estratégia. Os planos A e B foram um desastre. Alguma idéia?

A noite estava silenciosa, exceto pelo rugido das ondas do mar batendo contra os rochedos. E, embora o firmamento estivesse lindo, repleto de estrelas, a noite não lhe oferecia nenhuma solução. Nem Joe, que parecia ter adormecido.

— Joe? — Ele não estava dormindo. Demi percebeu que, ao erguer o corpo, deixara os seios para fora da água, os mamilos mal escondidos. A amante ardorosa dentro dela desejou levantar-se por inteiro e permitir que Joe apreciasse suas curvas. A amiga quis afundar-se na piscina. Sentou-se, quieta, incapaz de optar por nenhum dos dois. — Joe... — Demi pigarreou. — Eu disse que precisamos de um plano.

— Outro? Que tal deixarmos o barco correr e ver o que acontece?

— Não posso. Você sabe que não.

— Bem, então planejar ficará, como sempre, por sua conta.

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Postando rapidinho para vcs... Desculpem a demora! Espero q estejam gostando! Maratona... Surpresa? Ela pode começar a qualquer momento! COMENTEM! Beijo, amo vcs!

26.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 6

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Demi sentou-se no barco para verificar a máscara de mergulho que iria usar. O sol aquecia seus ombros e suas costas.
A paisagem em torno deles era de tirar o fôlego. Abaixo da superfície do mar, algas e corais se agitavam na correnteza. O som do reggae fluía dos alto-falantes do barco.
Junto  dela,  Joe  tirou  a  camisa.  Demi  estava  mais  do  que  pronta  para mergulhar. Não se sentia apenas ansiosa para explorar as águas tropicais, mas também para aliviar aquela tensão que a sujeitava a Joe.
Eles sempre foram próximos, mas isso agora se tornara uma ligação profunda e primária. Demi ainda não estava certa sobre aquilo que aconteceu durante o desjejum.
O que começou como um show armado para Kiki e Elliott se transformou em uma intrigante sedução de sentidos.
Mesmo naquele momento, cada um de seus nervos respondia à proximidade dele, ao ritmo de sua respiração, a seu cheiro, ao calor de seu corpo. Com certeza, a água cálida haveria de ser benéfica para seu tormento.
A música parou de repente quando o capitão, um homem com a pele bastante bronzeada, pegou o microfone:

— Eu gostaria de dar as boas-vindas a nossos amigos forasteiros. Antes de entrarem no mar, quero que se lembrem de umas poucas regras importantes. Não toquem nos corais. São seres vivos, e acredito que ninguém aqui pretende danificar o recife. — Ele fez uma pausa para se assegurar de que todos o ouviam. — Por favor, para sua segurança, mergulhem sempre com um parceiro. E também, no interesse de todos vocês, enquanto estiverem na água, não ultrapassem as marcas cor de laranja. O recife não se estende além daquele ponto; os barcos, sim. Ser apanhado por um deles é um modo desagradável de acabar com suas férias. — Risadas sufocadas ecoaram do pequeno grupo reunido no convés. — Temos petiscos e refrescos a bordo. Cortesia do hotel. Sirvam-se, por favor. E, para terminar, há rumores de que Barba Negra afundou um galeão espanhol nestas águas. — O capitão deu de ombros. — Se encontrarem escombros dele, por favor, avisem-nos. — Mais risadas. — Estaremos por aqui durante duas horas. Divirtam-se e apreciem os belos tesouros do mar do Caribe.

— Está pronta? Seus tesouros a esperam, princesa do mar. — O sorriso fácil de Joe acompanhou a brincadeira.

— Só falta prender as nadadeiras. — Demi abaixou-se. Joe meneou cabeça, chacoalhando os cabelos clareados pelo sol e pela água salgada.

Demi se atirou no mar, e Joe seguiu logo atrás.
Ela tornou à superfície e tirou a máscara.

— Tem certeza de que deseja me seguir, marinheiro?

— Sempre.

Demi, então colocou o bocal, pegou-o pela mão e o conduziu a outro mundo.
Visto de cima, o oceano era intrigante, mas lá embaixo, o recife revelava uma maior intensidade e vibração, um panorama surreal e de beleza incomparável.
Juntos,  Demi  e  Joe  exploraram  desfiladeiros  e  cavernas  formados  por brilhantes corais. Diante deles nadavam peixes tropicais multicoloridos.
Joe dirigiu a atenção para o fundo arenoso. Uma raia, saindo de sua posição camuflada, exibindo graça e velocidade, deixou seu lugar e passou por eles.
Mesmo ali, cercados pela água, a forte consciência um do outro pulsava entre os dois.
As horas se passaram como minutos. Demi ficou atônita quando Joe mostrou-
lhe o relógio, avisando que o tempo deles estava para se esgotar.
Chegaram juntos à superfície.

— Absolutamente fantástico!

Joe deu uma risadinha, puxando-a consigo para o lado do barco.
Subiram a bordo, devolveram o equipamento e se acomodaram nos assentos almofadados, um ao lado do outro. Mergulhar nas águas azuis do Caribe foi uma experiência especial, em parte, devido à presença de Joe. Estando com Elliott, Demi não teria apreciado tanto.

— Obrigada, Joe. — Ela pegou duas toalhas da pilha fornecida pelo hotel e passou para ele uma delas. Joe enxugou os cabelos.

— Por que está me agradecendo?

— Por ter colocado nossos nomes na lista para mergulhar. Nunca vi nada tão magnífico.

Joe a encarou de uma maneira muito enigmática.

— Posso lhe assegurar que eu também nunca vi nada tão belo.

— Demi! Joe! Aqui!

Demi olhou por sobre o ombro. Kiki lhes acenava de uma das cadeiras em torno da piscina do hotel. Elliott estava com ela.
Joe se virou na direção do desagradável casal.

— Acha que eles pretendem nos convidar para outra... festa íntima?

— Em se tratando daqueles dois, é bom possível.

Demi fitou Elliott, e nada. Nem sequer um leve tremor. Nada de joelhos moles e desejo febril. Por outro lado, como algum tipo de piada, Joe despertava tudo aquilo nela, e muito mais.

— Ei, pessoal, só queríamos nos certificar se estamos perdoados por ontem! — disse Kiki.

Demi passou o braço pela cintura de Joe.

— Você só pode estar brincando... Estávamos até pensando em lhes enviar uma garrafa de champanhe em agradecimento!

Elliott pareceu ter se ofendido.

— Não precisa exagerar, Demi.

— Eu e Joe estamos radiantes por termos encontrado um ao outro. E isso foi graças a vocês. E pensar que durante todo esse tempo... — Demi suspirou e fez um afago no rosto de Joe.

— Estiveram na praia esta manhã? — Kiki quis saber.

— Não. Só à tarde. Passamos a manhã mergulhando. Foi incrível. Vocês deviam experimentar.

Elliott balançou a cabeça.

— Não podemos. Iremos com um grupo a uma ilha de nudismo. Mas imagino que isso não interesse a vocês.

— Sério? Pode ser que nos encontremos por lá. — Demi sorria.

— A não ser que surja um programa mais interessante — corrigiu Joe. — Até mais. Nós nos veremos por aí.

Joe afastou Demi dali em tempo recorde, quase arrastando-a. Em vez do restaurante, levou-a de volta à suíte.

— O restaurante não é por aqui, Joe.

— Sei disso. — Ele adentrou o quarto em silêncio, mas explodiu quando fechou a porta atrás deles: — Saiba que não pretendo ir à tal ilha de nudismo! Se você faz questão de ir, vá sozinha!

Sua veemência a surpreendeu. Joe jamais perdia o controle.

— O que há com você? Que mal há em ir até lá? Haverá apenas um grupo de estrangeiros.

— Torno a lhe pedir, Demi... Vamos esquecer aqueles dois.

— Não. Não quero esquecer. — Estreitou os olhos quando uma idéia medonha lhe ocorreu. — Acho que você não quer ver Kiki nua, já que não pode ficar com ela. É isso?

Joe avançou, seu bom-humor sendo substituído por uma fúria que a espantou.

— Pela última vez, Demi: esqueça.

— Não posso. — Joe chegou mais perto e parou diante dela, os punhos cerrados. Demi se recusava a ceder. — Vamos conversar, está bem?

— Conversar? Quer conversar? Por Deus, Demi! Esse é o problema. Não posso conversar com você. Eu a desejo tanto que às vezes penso que vou enlouquecer, e não responderei por mim se tiver de vê-la nua naquela ilha!

Então, de repente e como um raio, ele a abraçou.

— O que está fazendo?!

— Cale-se.

— Joe...

Ele se manteve quieto por um longo instante, mas não havia tensão no silêncio. Por fim, curvou a cabeça e roçou os lábios na base do pescoço dela.
Demi jamais sentiu algo tão delicioso, tanto que ficou de pernas bambas. Era bom estar apoiada contra a parede, pois, caso contrário, teria derretido no assoalho. O coração batia tão forte que retirava o ar de seus pulmões.
Não havia a mínima tentativa de domínio ou de aplicação de força. Joe a acariciava com a mesma delicadeza com que brincava com uma haste de taça de cristal, algo que despertava seu fascínio pelos dedos dele.
Como seria senti-los à volta dos seios?, ela passara a imaginar. A idéia a fez respirar fundo. Os lábios de Joe hesitaram, e ela sussurrou:

— Por favor...

Ele avaliou o sentido do pedido e o interpretou como sendo vontade de que os beijos continuassem. A carícia tornou-se mais lenta quando alcançou o latejar de uma veia sob seu queixo. Demi percebeu que Joe passava a língua sobre o ritmo flutuante. Sentia o calor e a umidade. Jamais imaginaria algo tão sensual.
Joe afastou-se por um instante e ergueu lhe o rosto. Ela abriu os olhos. O verde das íris dele estava límpido, brilhante. A boca não sorria, exibia uma linha severa.
Demi queria os lábios dele nos seus. Sem perceber, umedeceu-os com a ponta da língua. Ele seguiu o movimento e cerrou as pálpebras para esconder a chama da paixão. Mas aceitou o oferecimento. Baixou a cabeça e a beijou profundamente.
Suas respirações se misturaram. Demi viu-se à deriva. Uma paixão louca a puxava para aquela correnteza traiçoeira e perigosa. Pouco a pouco conseguiu emergir, procurando por ar.

—Você tem razão, Joe. Não devemos ir àquela ilha amanhã... — Joe deixou cair as mãos aos lados do corpo. — Creio que eu devia dizer que sinto muito... Mas não direi, porque estive o dia todo desejando fazer isto.

— A culpa é toda minha. Dei início a essa história quando encontramos aqueles dois.

— Não. Talvez Martin tenha razão. Há algo de mágico nesta ilha.

A  situação  era  meio  constrangedora,  mas  pelo  menos  eles  estavam esclarecendo os fatos. Não querendo deixar nenhuma mentira ou omissão pendente entre os dois, Demi se viu na obrigação de confessar, e para isso precisaria de toda a coragem. Mas confessar fazia um bem imenso à alma.

— Quero dizer-lhe algo, Joe.

— Acha que preciso me sentar?

— Só se estiver cansado. — Ela andou até outro lado da suíte.

— Eu estava acordada quando você despertou, esta manhã.

Joe respirou fundo, o único som que se ouviu no aposento, além do zunido do ar-condicionado.

— Fazia muito tempo?

O modo como ele pegou seu seio, tocou seus mamilos, sua excitação contra suas nádegas... o quanto daquilo tudo ela sentiu?
Demi não era de mentir, a si mesma ou aos demais. No entanto, enfrentar Joe com aquela realidade foi uma das coisas mais difíceis que ela já precisou fazer.

— O suficiente. Sei que isso ficará para sempre entre nós, mas eu sabia muito bem o que estava acontecendo. Permiti que você me tocasse, porque queria isso.

— Eu também não estava dormindo, e lamento muito. Não existe desculpa para meu comportamento, mas só o que posso fazer agora é ser sincero. Jamais desejei uma mulher como a desejo.

Demi percorreu o espaço que os separava.

— O que houve conosco, Joe?

— Nem imagino. Só tenho consciência de que a quero mais do que qualquer coisa no mundo. — Então, traçou a linha das faces dela com a ponta do dedo. Demi estremeceu. — Sei também que não acordei e de repente decidi complicar minha vida desejando-a a ponto de enlouquecer, Demi. Mas foi isso o que fiz.

Ela tomou-lhe a mão.

— Isso é loucura. Elliott foi só... Elliott. Mas você é meu melhor amigo, de quem sou mais próxima do que a qualquer outra pessoa. É meu confidente, me conhece e me aceita como sou... Não posso arruinar isso.

— Você me quer? Não minta pra mim, nem para si mesma. Diga: me quer, Demi?

Joe sabia a resposta, mas precisava se certificar de que ela também sabia. Estava estampada nos olhos dela, junto com o pânico. Ele entendia como Demi se sentia a respeito de mudanças, e uma de tal magnitude, óbvio, a enchia de pavor. Até mesmo Joe estava perturbado. Mas Demi não podia fugir disso.

— Sabe que sim.

— Você é uma das pessoas mais importantes de minha vida, Demi, e também não pretendo perder sua amizade. Contudo, fingir que não a quero é pedir demais. Essa ânsia absurda que nos consome não passará se resolvermos ignorá-la.

Demi estudou seu semblante por minutos, digerindo aquilo que ouviu.

— Tocá-lo era tudo em que eu pensava na praia, esta tarde. E ser tocada por você. — As palavras dela o incendiaram. — Se não tomarmos nenhuma atitude, essa mística, a tentação, a fantasia irão sempre nos atormentar.

De repente, a expressão de Demi se modificou. Joe conhecia aquele olhar. Ela planejava algo.
Ousada, Demi começou a soltar os botões da camisa dele.

— Quer saber o que eu acho? Que você tem razão. Não existe volta. A única maneira de lidar com isso é saciar essa sede... — Abriu mais um botão. Em seguida, mais três botões. — Você acertou quando disse que não podemos tão-só ignorar essa sensualidade entre nós.

Joe prendeu o fôlego quando ela correu as costas das mãos por seu abdome. Seu corpo inteiro vibrou.

— Eu falei isso, é?

Ela parou.

— Não falou?

— Isso significa que precisamos fazer amor?

Os dedos dela alcançaram seu cinto.

— Acho que sim.

Joe recostou-se na parede, puxando-a consigo.

— Então, foi isso mesmo o que eu disse.

Demi não resistiu, entregando-se à boca que se apossava da sua com uma avidez que beirava à sandice.
Não havia necessidade de controlar a ansiedade ou disfarçar o ardor. Naquele instante não havia planos a seguir, passos a dar ou jogos tolos de sedução a tentar, pois agarrava-se a Joe com igual desespero.
Deixando escapar um gemido rouco, Joe deslizou a língua para dentro da boca carnuda. Sem demora, Demi correspondia à carícia, querendo tomar parte ativa em cada momento.
Pelos céus, aquela mulher era diferente de todas! Era sua Demi! Apertando-a com lascívia, Joe a obrigou sentir a extensão de seu desejo.
Joe não se lembrava de ter experimentado por nenhuma outra uma paixão tão poderosa quanto a que experimentava por ela. E nenhuma mulher jamais parecera tão adequada para seus braços.
Aquele corpo esbelto era tão sensível a seus afagos, a pele, tão macia e tentadora, os seios, tão perfeitos nas mãos dele. E aquelas mãos fortes e obsequiosas conduziam-no ao paraíso, quando usadas para afagá-lo.
Demi sonhara, mas jamais acreditou que um dia viria a sentir aquele turbilhão de emoções. Estava nos braços de Joe, que a beijava e murmurava seu nome.
Naquela noite, fosse qual fosse o resultado, mostraria a Joe Jonas o quanto o queria.
Colocando-a de costas contra a parede, Joe beijou-a com sofreguidão. Demi retribuiu com igual ardor, entregando-se à volúpia. Ele então pegou-a no colo e carregou-a até o quarto.
Demi nada dizia. Não existiam palavras capazes de expressar o que lhe ia no íntimo, fazendo-a delirar. Sabia que o queria, e era Joe. Sem deixar de fitá-lo, começou a se despir.
O desejo mútuo era o único mestre ali. Em questão de segundos, estavam na cama, as roupas espalhadas pelo chão. Nus e desinibidos, tinham consciência apenas um do outro e do desejo, que já não podia ser negada.
Enquanto se exploravam, Demi se deu conta de que nunca se sentira daquele jeito. Era como se seu corpo fosse argila nas mãos de Joe, sendo moldado de acordo com as necessidades dele.
E não eram apenas as mãos, mas os lábios, a língua... tudo nele a fazia sentir um prazer assustador em sua intensidade.
E quando Joe pressionou um joelho entre as suas pernas, Demi abriu-se como uma flor buscando o sol. Agarrando-o pelos ombros, beijou-o sem reservas.
Joe penetrou-a com uma única investida. Demi enlaçou as pernas ao redor da cintura dele, querendo sentir cada centímetro da pele nua de encontro a si.
Num  movimento  instintivo,  carregado  de  uma  sensualidade  animal,  ela começou a mover os quadris. Transtornado, Joe sentia-se como um rapazinho virgem, apreciando, pela primeira vez, as delícias do corpo de uma mulher. Jamais vivenciara algo semelhante antes, jamais se sentira tão livre para soltar as rédeas da paixão e do desejo.
Juntos  alcançaram o clímax, e  era  como se estivessem  no meio  de uma explosão de estrelas.
Ofegante, exausto, saciado, Joe se virou de costas e trouxe Demi consigo, não querendo romper o elo que os unia. Aquele era um momento de grande emoção, e aquela mulher, sua melhor amiga, era a responsável. Não importava quantas vezes repetisse aquele ato, pois a alegria, o prazer... A ternura que sentia por ela jamais iria diminuir.

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Olá! Desculpem-me pela demora, eu n estava conseguindo acessar minha conta onde deixo as adaptações hospedadas :c Consegui só agr... A maratona, bem, vou deixar para amanhã, ok? N vou a aula e saiopela manhã, porém vou deixar os capítulos programados! Comentem, por favor... Beijos, amo vcs ♥
Bruna.

25.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 5 - Leiam as notas finais, pls ♥

Respostas aqui'

 

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Joe largou a bagagem no chão.

— Verifiquei na recepção e até a Martin eu recorri, e nada. Não há um só quarto vago. Existem uns poucos desocupados, mas estão sendo reformados. Acho que teremos de dividir a suíte pelo resto da semana.

Elliott superara todas as expectativas. Joe achava que ele e Kiki não iriam além de um flerte, por isso foi uma grande surpresa encontrar os dois juntos na cama.
As coisas foram mais longe do que antecipara. Na realidade, preferia não partilhar  do  mesmo  quarto  com  Demi,  porque  ela,  pouco  a  pouco,  o  estava enlouquecendo.
Demi  mordeu  o  lábio  inferior  e  deu  de  ombros,  não  parecendo  muito preocupada.

— O que há de mal nisso? Quantas vezes você já dormiu em minha casa?

Mas isso foi antes de Joe tocá-la como homem, e não como amigo. Antes de ter experimentado seu doce sabor. Agora, seu único pensamento era colocá-la no colo, passar as mãos em seus quadris, seus seios, e enterrar a boca em seu pescoço, ouvir seu gemido de prazer, o estremecimento do desejo que ele sabia que encontraria. Queria isso tudo, e seus instintos lhe diziam que ela não se recusaria a dar.

— Sem dúvida, isso tornaria mais válida nossa história da recém-descoberta paixão.

Joe deu uma risadinha.

— Deve estar querendo muito a oportunidade de competir com Kiki.

Demi o ignorou e começou a caminhar de um lado para o outro, seu vestido colado às nádegas firmes.

— Dá para acreditar que eles estavam juntos no leito? Mesmo que minha relação com Elliott andasse meio estremecida, Kiki que não pense que o roubou de mim. — Colocou as mãos nos quadris, sua fúria competitiva aumentando.

Joe notou a mágoa sob toda aquela zanga. Riscar Elliott de sua lista de prováveis maridos era uma coisa, encontrá-lo fazendo sexo com outra mulher era outra. Demi era uma mistura de indignidade e vulnerabilidade. Só de olhar para ela, ele sentia o coração se apertar.

— Isso é tão só uma questão de opinião. Eu ficaria com a melhor, que é você. Elliott é um tolo.

— Está falando como um verdadeiro amigo, Joe. Obrigada.

Seria aquilo uma afirmação ou um lembrete? Ele nunca mentiu para Demi, e não começaria a fazer isso agora. E o remorso que o atormentava por ter encorajado Kiki e Elliott o fez confessar:

— Estou falando como homem.

Aquela frase pairou entre eles dois. Provocantes, irreversíveis.
Demi o encarou com uma intensidade que o deixou pasmo.

— Kiki é uma idiota.

— Eles têm muito em comum. — Joe se aproximou. — Venha comigo até a cama, Demi.

Ela empalideceu.

— Joe, nós não podemos... Não creio que...

Seria uma combinação de culpa, confusão e desejo escurecendo os olhos dela? Ou seriam suas próprias emoções aquelas que via refletidas?

— Precisamos cuidar desse tornozelo.

— Ah... Certo. — Demi sentou-se na beira do colchão e ergueu a perna, deslocando-se para o lado para dar lugar a ele.

— Como está?

— Bem. Não deve ter sido nada sério.

Joe era uma prova viva de que homens eram visualmente estimulados, porque foi o que aconteceu. A posição em que Demi se encontrava, na cama e reclinada para trás, era muito provocante.

— Você vai fazer isso ou mudou de idéia? — Quando Demi virou a perna, Joe estremeceu.

Procurou conter-se. O tornozelo. Ela se referia ao tornozelo. Como sobreviver durante seis noites naquela suíte com ela?

— Sim, lógico. — Joe se virou de costas e inclinou-se na beirada do colchão, de frente para os pés dela.
Um ser humano não podia suportar tamanha tortura. E com aquele vestido curto...

— Joe?

Ele a olhou por sobre o ombro.

— Sim?

— Quando os dois sugeriram que nos juntássemos a eles, você ficou tentado a aceitar?

Joe se virou devagar, com os dedos sondando a pele suave do tornozelo dela.

— Você ficou, Demi?

— Perguntei primeiro.

— Não. Nem um pouco. E você?

— Sou por demais competitiva para participar de sexo em grupo. Ficaria tão concentrada em um bom desempenho que me esqueceria de tentar apreciar a coisa toda. — Joe mudou de posição, para observar Demi. Jamais se importou tanto com alguém como se importava com ela. E ele, mais do que ninguém, sabia que importar-se com uma pessoa e querer fazer sexo com ela eram duas coisas distintas. — O que foi?

Ele acariciou lhe o rosto.

— Confesso que, em todos esses anos que nos conhecemos, nunca tinha notado essa sua notável estrutura óssea.

— Martin disse a mesma coisa... Julguei que ele estivesse atrás de uma boa gorjeta.

— Não acredito que Martin seja disso.

Demi  pretenderia  adotar  aquele  visual  exótico  para  sempre?  Joe  lhe perguntou isso.

— Não. É algo que combina bem apenas na Jamaica. Uma vez em casa, tornarei a ser o que era antes.

Joe teve a impressão de que ela não falava apenas dos cabelos.

— Há coisas na vida que nunca mais voltam a ser como antes.

Ou seja, ele tornaria a encontrar Demi para o costumeiro almoço no Birelli’s, sem sentir aquela poderosa atração, por ela? Demi endireitou os ombros e empinou o queixo, como que aprontando-se para uma batalha.

— Você teria ficado interessado se eu não fosse sua amiga e não fizesse parte da equação?

Será que Demi não percebia seu intenso desejo por ela?

— Está brincando ou falando sério?

— Por acaso eu estou rindo, Joe?

— Não. De qualquer modo, não gosto de dividir.

— Oh...

— Prefiro fazer amor a dois. — Os olhos dele prendiam os dela. — Prefiro total atenção, sem nada que me distraia. Mas isso é coisa minha. Apenas um lembrete: você era a única parte da equação que tinha algum interesse por mim.

Sua crua admissão pairou entre eles. Demi respirou fundo.

— E então, Dr. Jonas, o que recomenda para o meu tornozelo?

— Recomendo que mantenha a perna erguida e coloque gelo no local da contusão. — Joe apanhou um travesseiro. — Se fizer isso, amanhã estará novinha em folha.

Demi pousou o calcanhar no travesseiro, o que sem querer ofereceu a Joe a visão das coxas bronzeadas sob a barra do seu vestido branco.

— Vou pegar um pouco de gelo. Por que não coloca seu pijama enquanto faço isso? — Caso contrário, ele corria o sério risco de esquecer que aquelas pernas gloriosas pertenciam a Demi.
Sem dúvida, quando ela estivesse dentro daquela camiseta larga e da calça de moletom, suas roupas usuais de dormir, ele teria um pouco de sossego.

— Mas ainda é tão cedo...

— Sei disso. Porém, amanhecerá em excelente estado se permanecer quietinha, sem forçar a musculatura. Caso contrário, isso poderá arruinar sua semana inteira.

— Tem razão. Pode sair sem mim. Prometo me comportar.

Não havia como Joe sair e deixá-la sozinha planejando vinganças contra Kiki e Elliott. De qualquer modo, sem Demi, nada teria graça.

— Esqueça. Estamos juntos nisso. De qualquer modo, prefiro não me encontrar com Kiki e Elliott. Além disso, para eles devo estar na cama com você...

— Ah, claro!

Joe se dirigiu à saída.

— Trarei o gelo. Não demoro.

Demi foi mancando para o banheiro, determinada a recuperar a serenidade de espírito antes que Joe voltasse.
“Prefiro fazer amor a dois... com total atenção, sem nada que me distraia... você era a única parte da equação interessada em mim.”
Amigos. Amigos. Amigos. Demi repetiu a palavra vezes sem fim para tentar banir de si o eco daquelas frases sedutoras, a recordação dos dedos dele em sua pele e o fogo da paixão em suas íris verdes.
Joe abriu a porta.

— O gelo. — Trazendo um balde, ele atravessou o quarto sem olhar na direção dela. — Eu disse para você manter o tornozelo alto, se quiser melhorar. Por favor, obedeça.

Ao sentar-se, Demi experimentou  um arrepio nervoso. Ficou  vendo Joe acondicionar o gelo dentro de um saco de plástico que encontrou no armário. Embora parecesse  ser  o  mesmo  Joe,  aquele  ali  era  um  homem  diferente.  Ou  melhor, demonstrava uma diferente faceta daquele que ela conhecia.
Demi ajeitou a alça do sutiã. Joe por várias vezes a vira se preparar para dormir.  Só  que  naquela  viagem  ela  não  trouxera  suéteres  velhos,  moletons  ou camisetas extra largas. Armara-se com uma sacola de lingerie feitas para seduzir.
Aquele conjunto de calcinha de seda e renda cor de bronze, com o sutiã combinando, entre muitos outros, era o mais comportado que tinha. Olhou para a delicada confecção. Talvez Joe nem notasse que o sutiã mal a cobria.
Ele se virou, enrolando uma toalha em torno do saco de gelo. Levantou a cabeça e parou a meio caminho. Demi piscou, confusa. Vê-la ali deitada, com uma perna erguida, os cabelos espalhados sobre o travesseiro...
Joe praguejou contra a própria relutância. O desejo físico, entretanto, não se aplacou, e ele ficou agradecido pela penumbra reinante.
A pulsação de Demi era tão forte que entrecortava sua respiração.

— Onde estão suas camisetas de dormir? Eu pego para você. — O tom grave da voz dele a excitou.

— Eu não trouxe. — Demi pendia entre satisfação e consternação.

Seu ego agradeceria por aquela dose saudável de admiração masculina. Mas aquele era Joe.

— Você deve estar com frio, Demi. Não quer seu roupão? Diga onde está que vou pegar.

— Também não trouxe.

Joe cerrou os olhos e pressionou as mandíbulas.

— Olharei para você em cinco segundos. Se de fato sabe o que é melhor para nós dois, tratará de se esconder debaixo do lençol.

Em três segundos, ela estava escondida sob a coberta, deixando de fora apenas o pé do tornozelo machucado sobre o travesseiro.

Quando Joe tornou a fitá-la, já tinha conseguido voltar ao normal.

— Isto deve ajudar. — Ele colocou o gelo sobre o tornozelo dela e ajeitou o travesseiro sob sua perna.

— Está bem assim. Obrigada.

Joe foi para longe da cama, e Demi respirou fundo. Riu, o tom forçado até mesmo aos próprios ouvidos.

— Isso não é nem de longe o que planejei. Na Jamaica e presa no leito com um tornozelo machucado...

— E encontrar seu namorado na cama com minha namorada fazia parte do que planejou? — Joe deu-lhe as costas e começou a desabotoar a camisa.

— Não, de modo algum. — Ela o olhava pelo espelho do armário.

Pêlos castanho-dourados cobriam boa parte do tórax largo para desaparecer na cintura da calça.
Joe a flagrou. Demi o queria.
Sem dizer nada, ele foi para o banheiro e fechou-se lá dentro. Demi apagou a luz do abajur e lutou para recuperar a sanidade mental.
Joe era seu melhor amigo. Não devia se esquecer disso.
Era um tremendo conquistador. Ela, mais do que nunca, não devia se esquecer disso.
O toque de Joe a punha em brasas. Isso tinha o poder de metê-la em sérias encrencas.
Demi se mexeu, aconchegando-se ao sólido calor sob seu rosto e sua perna, ao emergir das profundezas do sono.
Um  perfume familiar e excitante invadiu  seus  sentidos  despertando-a por completo. Acordou para sentir o peso de uma coxa masculina jogada sobre si, os pelos do peito fazendo cócegas em seu seio. O contorno rígido das formas masculinas a pressioná-la.
Abriu os olhos. Ela. Joe. Entrelaçados.
Na noite anterior, eles se acomodaram em lados opostos da enorme cama de casal. Enquanto dormiam, encontraram-se no meio dela. Graças a Deus ele ainda dormia.
O mais correto a fazer era sair dali. E Demi faria isso, em um minuto. Mas que mal poderia haver em alguns instantes mais de sensual indulgência?
Cerrou as pálpebras e deliciou-se com a sensação de tê-lo tão perto.
Uma volúpia lânguida fluiu em cada terminação nervosa. Aninhada ao calor dele, Demi se deu conta de que nunca antes sentira verdadeiro desejo por alguém. 
Joe era o objeto de seu desejo. E também seu melhor amigo.
Mas Joe a queria muito, tanto quanto ela a ele. Vira o fogo em suas pupilas, ouvira a paixão na rouquidão em sua voz.
A atitude mais fácil seria acordá-lo escorregando a mão sob o cós de seu pijama e envolvê-lo com os dedos, enquanto passava a língua em seu mamilo.
O escudo da amizade oferecia segurança. Mas não havia nada de seguro em Joe como amante. Quantas vezes o vira passar de uma namorada para outra? Joe jamais a magoaria de propósito, mas seria capaz de devastá-la.
Demi não planejou aquilo que estava acontecendo, e não tinha uma estratégia para lidar com a situação. Todavia, existia um mundo de diferença entre o mais fácil a fazer e o mais certo.
Retirou a perna de entre as dele e ajeitou o sutiã. Com o máximo cuidado, rolou para o outro lado e avançou para a beirada.
No sono, Joe se virou para perto dela, passando o braço por seu pescoço e pousando a mão em seu peito. O outro braço a enlaçou pela cintura, prendendo-a a ele.
Sua excitação encontrou as nádegas dela.
Demi devia se afastar. Pular dali e correr para longe. Em vez disso, contorceu-se de encontro a  ele.  Joe  deslizou  a  mão  direita  para segurar seu  seio.  Com movimentos sonolentos, apertou seu mamilo entre os dedos.
Uma sensação indescritível espalhou-se dentro de Demi. Atrás dela, a boca calorosa mordiscava a junção sensível entre seu pescoço e o ombro. Um gemido deliciado escapou de seus lábios.
Soube o exato instante em que Joe recobrou a consciência. A mão que brincava com seu mamilo estacou.

— Demi? Já acordou?

Como poderia virar-se e dizer que sim? Demi estendeu os braços para cima, fingindo despertar.

— Hum... O que foi? — Evitou encará-lo. — Sou a primeira a tomar banho.

Assim que fechou a porta do banheiro, Demi se recostou nela. Mais um segundo e nada a impediria de se entregar a Joe, para pôr um fim àquele tormento todo.
Joe tomou uma chuveirada rápida. Na véspera, tomara um banho longo e gelado antes de juntar-se a Demi no leito.
Demi, sua melhor amiga.
Vestiu-se rápido e voltou para o quarto.

— Pronto para o desjejum? — Demi não olhava para ele desde que se levantou.

Ele deveria estar se sentindo mal com tudo aquilo. Tinha mexido com sua melhor amiga naquela manhã, enquanto ela dormia. No entanto, Joe gostou demais daquilo. Ainda podia sentir nos lábios seu calor gostoso, a curva de suas costas contra seu tórax, o tormento de suas nádegas contra o baixo-ventre.

— Mais do que pronto. Como está seu tornozelo?

Demi roçou em seu braço ao passar, e o breve contato e sua frescura de após o banho o excitaram.
Ela calçou a sandália e mexeu o pé.

— Muito melhor. Apenas uma pontada ocasional.

— Acha que poderá mergulhar? Partiremos do píer em uma hora e meia. Coloquei nosso nome na lista, enquanto você tomava banho.

— Creio que sim. Estou muito bem. — Demi endireitou os ombros. — E não se esqueça  de que, quando encontrarmos  Kiki e Elliott,  precisaremos  fingir que estamos envolvidos em uma grande paixão.

— Tem certeza de que não prefere deixar tudo como está?

— Eles nos enganaram ao decidirem nos trair sob nossos narizes. Como você pode sugerir “deixar como está”?

Não havia como fazer Demi mudar de idéia quando ela decidia competir por algo.

— Como quiser, Demi. Fingiremos estar apaixonados, então.

Mais seis dias e cinco longas noites. Joe precisava ter em mente que Demi não era como qualquer mulher, ela era... bem, Demi.
Joe passou um braço pelos ombros dela, e saíram da suíte.

As águas translúcidas e cor de esmeralda do Caribe cintilavam sob o céu azul. Vários banhistas já se encontravam na praia em suas espreguiçadeiras ao longo da areia branca, evitando a sombra das palmeiras.

— Um novo dia no paraíso — comentou Demi, dando voz aos pensamentos dele ao adentrarem o restaurante ao ar livre que tanto apreciavam.

O café da manhã era informal. O bufê oferecia uma enorme variedade de itens.
Joe avistou Kiki e Elliott no momento em que chegaram.

— Não olhe agora, Demi. Inimigo à vista.

Demi não se deu ao trabalho de olhar em torno. De imediato grudou nele como um ímã.
A mesma torrente de paixão de antes, na qual Joe quase se afogou, tornou a ameaçá-lo.
Demi acariciou seu rosto, os lábios a milímetros de sua orelha.

— Vamos, Joe. Precisa olhar para mim como se nós dois tivéssemos acabado de sair da cama, e você mal consegue esperar para levar-me de volta para lá.

— Talvez isso esteja mais perto da verdade do que imagina — murmurou ele contra sua boca, sentindo o gosto de menta do creme dental. Abraçou-a e pousou a mão aberta em seu quadril.
Cruzaram o imenso salão, dirigindo-se a uma das mesas perto da água. Joe sentou-se ao lado de Demi, como se não tolerasse ficar longe, o que era mesmo o caso. Tomou-lhe as mãos, deliciado.
Martin apareceu com seu sorriso largo.

— Como estão as coisas, amigos? — Ele olhou para suas mãos juntas e sorriu mais  ainda.  —  Está  parecendo  que  vocês  dois  não  puderam  resistir  aos  ares caribenhos...

— Sim. E fomos agraciados com esta linda manhã.

— Era óbvio que isso iria acontecer. Dois casais que chegaram juntos partirão separados. É a magia da ilha. Ela lança um encantamento e traz para fora a verdade de nossos corações. — Martin deu risada. — Posso ver, por sua expressão, que você não acredita  na  magia  da  Jamaica,  Joe.  Eu  também  não  acreditava,  até  que  fui presenteado com a melhor das esposas.

Demi se inclinou para a frente, interessada no que Martin dizia.

— Eu adoraria saber como conheceu Mathilde. Você não, Joe?

— Claro que sim.

Joe julgava que Martin, embora um bom homem, seria bem capaz de inventar aquelas histórias só para agradar aos turistas.

— Mathilde e eu costumávamos jogar vôlei juntos. Crescemos no mesmo vilarejo. Éramos amigos, mas eu não a via como mulher. Isso até que, aos dezenove anos, passei a temporada de verão trabalhando em Negril, para me preparar para meu serviço aqui. Quando voltei, encontrei um forasteiro cortejando-a. Foi aí que, através da magia da ilha, vi Mathilde como era de verdade, e acabamos nos casando.
Joe moveu-se no assento. Aquele relato tinha muito a ver com ele. “E veja aonde isso levou Martin: ao casamento. Unido a uma só mulher.” Mas se ele afirmava que existia magia na ilha, quem era Joe para discordar?
Um quê de pânico brilhou nos olhos de Demi. Ela também teria notado a semelhança?

— Muito lindo o que nos contou, Martin. Como você era quando jovem? Tímido? Sossegado?

Martin pensou um pouco e deu de ombros.

—  Nada  disso.  Na  juventude,  fui  terrível,  incorrigível.  Minha  Mathilde costumava  ficar  muito  desgostosa.  Mas  aquilo  passou,  tanto  que  acabamos  nos casando. Posso trazer-lhes um pouco do excelente café jamaicano? Consta do bufê, mas trarei um bule fresquinho para os dois.

— Obrigado.

— Será um prazer, Joe. Ah! Eu gostaria de sugerir nosso pain au chocolat, que encontrarão no bufê. — Martin se afastou para providenciar o café.

Joe empurrou a cadeira para trás e levantou-se.

— Espere aqui, Demi. Farei um prato para você. — Interrompeu o protesto dela colocando o dedo indicador sobre seus lábios. — Descanse o tornozelo, mocinha. E não se preocupe, sei do que você gosta.

Ela tornou a recostar-se.

— Obrigada. Só uma louca se recusaria a ser servida por você.

Joe voltou logo, trazendo um prato com fatias de manga, mamão papaia, maçã e morangos, e um outro com um variado sortimento de pãezinhos, doces e fatias de bolo.
Enquanto ele estivera ausente, Martin trouxera o café. Demi olhou o prato com os pãezinhos, os doces e o bolo.

— Joe, você sabe que não resisto a doces. Quer que eu engorde?

— Está de férias, Demi. Faça dieta quando voltar para Nashville. — E partiu o pain au chocolate ao meio. O chocolate derretido escorreu de dentro do croissant amanteigado.
Demi serviu-se de um pedaço de mamão papaia. Antes que começasse a comer, Joe chegou mais perto até ver o céu azul refletido nas íris castanhas e ofereceu o bocado ante seus lábios entreabertos.
Bem devagar, Demi afundou os dentes no  croissant. A calda de chocolate derretido escorreu para o dedo dele. O ruído dos pratos, xícaras e talheres e da conversa ao redor diminuiu até desaparecer, enquanto ela lambia o chocolate de seu dedo.

— Chocolate e frutas. Adoro essa mistura.

A cadência rouca da voz dela o tentou, tão rica e convidativa como o chocolate. Seu olhar prendeu os de Joe ao levar um pedaço de mamão à boca.
Os bicos enrijecidos de seus seios projetavam-se no tecido de algodão da blusa.
Estava tão excitada quanto ele.
Joe gemeu baixinho, sem saber com certeza se sobreviveria àquele desjejum.
Demi ofereceu um pedaço de mamão para Joe.

— Experimente.

Ele saboreou  a doçura  da  fruta, seu  corpo latejando em  resposta. Jamais sonharia  que partilhar de  um café  da  manhã com  Demi  poderia  se tornar  uma experiência daquelas, quase indecente.

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Olá... Tudo bem? Eu vou bem! Me desculpem postar só agr, faltou energia em quase toda a cidade aq, por causa de uma chuvinha! Nunca chove e qd chove falta energia ¬¬ Enfim, estão gostando? Sam disse q está acontecendo muito rápido as coisas... Mas ta dando p entender? Agr começa uns hots aí... hehe' Comentem, ok? Beijos, amo vcs ♥
Até o próximo capítulo...

PS: O que acham de uma maratona amanhã? De 3 capítulos? A história é bem curtinha...