30.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 8 - MARATONA 1/4

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 Demi entrou no quarto, suada após sua costumeira corrida matinal. A praia vazia e a brisa marítima lhe deram uma nova perspectiva.
As coisas enlouqueceram. Ela e Joe foram aprisionados pela magia sensual da ilha. Mas aquele era um novo dia. Após um longo e refrescante banho, os dois tomariam o desjejum e, juntos, pensariam em um novo plano. Aí então, tudo voltaria ao normal.
Sentia-se cheia de determinação, mas até entrar no quarto e ver Joe sair do banheiro, usando apenas a parte de baixo do pijama, uma toalha presa no pescoço e, no rosto, um sorriso sensual.

— Como foi sua corrida? Boa? — Ele passou a mãos nos cabelos, os músculos do abdome ondulando com o movimento.

Um lento e metódico pulsar começou em suas entranhas, espalhando-se depois por cada célula, deixando-a perigosamente perto de mandar a própria determinação para o espaço.

— Foi ótima. Vou tomar uma chuveirada e em seguida tomaremos café. — Demi devia ignorar aquele desejo insano, por ele e tratá-lo como amigo. Por isso, cruzou o quarto em direção ao banheiro, com ele a segui-la. — Não me ouviu dizer que queria tomar um banho, Joe?

— Ouvi, mas eu estava para fazer a barba. Importa-se se eu fizer isso enquanto você vai para o chuveiro?

Havia um desafio ali, para ver se eles eram capazes de voltar ao que eram antes.
Seu lado sensato e racional lhe dizia não ser uma boa idéia. O competitivo desafiava-a a enfrentar a situação.

— Tudo bem, Joe, mas me deixe entrar primeiro.

Demi girou o registro do chuveiro e esperou que a água esquentasse. Tirou os tênis e a as meias.
Joe pôs a cabeça para dentro do banheiro e entrou em seguida.

— Vire-se, para eu poder me despir.

Aquele lugar, com o ar carregado de vapor, tornava o clima tão erótico...
Joe se virou, O fino tecido de seu pijama delineava seu corpo com perfeição.
Demi se despiu rápido e entrou no boxe, para baixo do jato de água morna.

— Já posso me virar?

— Pode.

— Como está a água?

— Deliciosa.

Demi fazia força para se lembrar de algum fato a respeito dele que fosse revoltante, aviltante, para compensar seu estado geral de extrema excitação. Era uma lástima, mas não se lembrou de nenhum, só o quanto era sensual falar com as costas nuas de Joe, enquanto a água quente escorria por seus ombros, seios, nádegas e a extensão das pernas.
Estaria ela destinada a passar aquelas férias inteiras molhada, ou nua, ou excitada? Aquela altura, o melhor curso de ação era terminar com aquele banho o quanto antes.
Procurou pelo sabonete. Maravilha! Ela, dentro do boxe; o sabonete, na pia, perto de Joe.

— Pode me passar o sabonete, Joe?

— Claro. Precisa de mais alguma coisa?

A sugestão, feita naquele tom rouco de voz, a fez recordar eles dois fazendo amor na piscina.

— Apenas o sabonete.

Ele o passou para ela através das portas de vidro, tomando cuidado para não olhar lá dentro. Seus dedos se roçaram quando Demi apanhou o sabonete, e o simples contato enrijeceu seus mamilos.

— Obrigada.

Frustração, exasperação e mais do que um pouco de confusão se agitavam dentro dela. Sentiu as bases de sua amizade com Joe mudarem diante de seus olhos, minadas pela atração latejante entre eles. Mesmo naquele momento, no silêncio que se estendeu, embora estivessem separados pelas portas de vidro, sentiam-se unidos por uma potente linha de tensão sexual.

— Não está funcionando, Demi.

— Não?

— Não. Você aí dentro, nua e molhada... Eu aqui fora.

— Mas...

Joe se virou como em câmara lenta. Demi interrompeu a sentença. Havia desejo  transformando  suas  feições.  Através  da  barreira  de  vidro,  seus  olhos  a devoravam.

— Eu te desejo tanto que chega a doer!

Demi abriu a porta e puxou-o, cansada de lutar contra a correnteza. Joe entrou, de pijama e tudo, sua boca capturando a dela, empurrando-a através do jato de água até suas costas e nádegas encostarem a parede de mármore.

— Oh, Demi... — Ele gemeu contra seus lábios, antes de prender seus pulsos e, com a mão esquerda, elevá-los ao alto de sua cabeça, imobilizando-a.

Era uma posição bastante vulnerável, que exigia um certo nível de confiança no parceiro. A água caía sobre eles fazendo seus olhos arderem. Com a mão direita, ele pegou o sabonete e apertou na mão até que virasse um creme.
Ofegante, Demi antecipava seu toque, até que, com muito cuidado, ele correu os dedos lambuzados com o sabonete ao longo de seu pescoço e do colo. Em vez de satisfazê-la, seu toque alimentou-lhe o desejo. Os mamilos endureceram e apontaram ávidos para o jato de água, esperando por suas carícias. Com as palmas da mão ele os saciou.
Demi cerrou as pálpebras e atirou a cabeça para trás, apoiando-a na parede, entregando-se às sensações enlouquecedoras. Joe foi em frente com aquela doce tortura, passando sabonete na curva suave de sua cintura e na expansão de seu ventre.

— Seu corpo é por demais sensual...

Os dedos de Joe contornaram seu umbigo, enquanto, com a outra mão, ele mantinha-lhe os pulsos cativos acima da cabeça.
Aquela devia ser uma posição de escravizar, uma posição poderosa, o que tornava-se evidente no tremor das mãos dele, na rouquidão, no fogo intenso em seus olhos verdes.
Joe correu a mão até linha arredondada de seu quadril. Demi separou as pernas, abrindo-se para ele que, passou a acariciar a parte interna de suas coxas.
Ela não pôde conter o gemido que escapou de seus lábios. Se Joe movesse a mão um pouquinho...

— Vire-se. Quero ensaboar suas costas.

Demi o encarou. Ele a estava matando, toque a toque.

— Mas...

— Tudo a seu tempo. Seja paciente. Confie em mim.

— Vou confiar.

— Seus braços estão cansados?

— Não. Eu gosto assim.

— Eu também. Agora, vire-se.

Demi o obedeceu, pressionando o rosto e o torso ensaboado contra a parede.
Mordeu o lábio quando Joe a fez sentir o que ela fazia com ele. Massageou e acariciou a linha de suas costas, os músculos tensos de seus ombros com toques suaves e gentis.
Demi colou-se ao mármore escorregadio quando Joe correu a mão abaixo de sua espinha. Ansiando pelos afagos que ele adiava de propósito, ela trouxe as nádegas arredondadas para perto de sua mão, mantendo os pés afastados.
Estremeceu ao primeiro toque, e seu corpo inteiro se enrijeceu. Escorregou parede abaixo, os braços musculosos de Joe em torno dela, apoiando-a.

— Agora, doçura, apenas relaxe.

Talvez fosse uma depravada. Devia ser. Porque quanto melhor era o sexo, mais ela queria. Quanto maior a satisfação, mais satisfação queria. Acabava de experimentar o mais incrível clímax de sua vida, e já sentia a comichão do desejo tornando a despertar. Sabia que não podia continuar com aquela situação com Joe, mas não era capaz de se conter.
Até aquele momento, Demi não planejava tocá-lo. Mas ele a levara ao outro lado do paraíso, e queria satisfazê-lo com a mesma intensidade.
Foi então que ali, no chão do boxe, ela aproximou-se dele, usando as mãos e os joelhos para caminhar, com a água batendo em sua cabeça e em seus ombros. Com delicadeza, acariciou-o com intimidade.
Joe abriu os olhos e cerrou os dentes.

— Demi... Oh, doçura...

Indo mais para a frente, ela começou a lambê-lo, cada vez mais desinibida.
Os olhos dele se abriram.

— Gosto de tocá-lo, Joe, mas o que eu quero mesmo é provar você. — Com a ponta da língua ela o percorria, centímetro a centímetro, fazendo-o arfar.  — Joe agarrou-se às portas do boxe, nos lábios um sorriso quente e sensual. — Só espero sobreviver a isso, porque você de fato está me matando.

(...)

— A praia está lotada — Joe comentou, à mesa onde eles jantaram na noite anterior.

Tudo aquilo de fato aconteceu fazia apenas vinte e quatro horas? Inacreditável.
Podia ser o tempo de uma vida inteira, tanto havia mudado entre os dois.
Martin os serviu de café, e mais uma vez, partilharam de um grande sortimento de frutas, pães frescos e doces.
Joe observou um barco se afastando. Fazer amor com Demi era como praticar mergulho. Aquilo revelou lhe uma nova faceta dela, que ele não conhecia, cheia de beleza e mística para descobrir e partilhar. Estava encantado.
Demi serviu-se de uma fatia de manga.

— Esqueça a praia, Joe. Precisamos pensar em um plano.

Graças a Deus ela desistira da idéia maluca daquela manhã.
Demi colocou na boca um grande pedaço de manga, e o suco da fruta escorreu por seu queixo.
Joe o limpou com o dedo. A textura de sua pele era firme e sedosa.

— Joe...

O calor se acendeu entre eles, evocando lembranças daquela manhã. O banho.
O vapor. As mãos dela. A boca. O prazer. Em seguida, o alívio.

— Sim, eu sei. — E como ele sabia.

Tomou um gole de café, deleitando-se com seu rico sabor.
Concentração. Joe precisava se concentrar. E não na boca carnuda e sensual.
Prometeu ajudá-la a pensar em algo. E faria isso, quando conseguisse raciocinar com clareza.

— Como isso foi acontecer conosco? — Demi já perguntara aquilo antes, mas a resposta dele não a confortava.

Joe  não  respondeu  de  imediato.  Detestava  a  angústia  que  sentia  nela.  
Diferente dele, Demi exigia saber o porquê de tudo, antes de aceitar qualquer situação.

— Não sei, Demi. Talvez tenha sido este lugar. O sol brilhante, o céu tão azul, o mar... Aqui tudo fica mais intenso.

— Você ficou mais intenso.

Joe sabia disso. Sentia isso. Fazer amor com Demi despertara algo dentro dele, maior do que satisfação. Ela estava assustada... Mas tudo aconteceu rápido demais. Sua insistência em seguir um plano refletia muito bem a necessidade de agarrar-se a algo familiar no meio de tantas mudanças.

— Talvez tenha razão, Joe. Deve ser a Jamaica. — Ela fez uma pausa. — Já sei! Se quisermos dar um fim nisso que está havendo entre nós... Bem, terá de ser como se estivéssemos iniciando uma dieta.

— Como assim? Não entendi.

Joe supunha que tanta criatividade era o que a tornava tão bem-sucedida no trabalho, mas algumas vezes seu confuso processo mental o intrigava.

— Quando você inicia uma dieta, a última coisa que precisa é de um doce coberto de chocolate, não é verdade? No entanto, é tudo o que você deseja: um doce bem grande coberto de chocolate. — Ela agitou as mãos para dar mais ênfase. — Então, nem é preciso fechar os olhos para sentir seu sabor. Uma simples  mordida e o chocolate derrete em sua língua quando você o morde, fazendo o recheio, também de chocolate, levá-lo às alturas.

As palavras dela e seu tom de voz rouco causaram um verdadeiro rebuliço dentro dele.

— Continuo não entendendo aonde quer chegar, Demi.

Ela suspirou.

— Tente me acompanhar, Joe. Uma pessoa comeu um doce coberto de chocolate e adorou, e agora não consegue pensar em outra coisa, no quanto foi gostoso. Mas ela sabe que não deve tornar a comer se quiser continuar com a dieta.

— No entanto, ela não vê a hora de fazer isso. — Justamente como foi com eles na primeira vez.

— Isso mesmo. Como acontece toda vez que fazemos amor.

Joe ficou excitado só de ouvi-la dizer aquilo.

— E qual seria a solução?

— É muito fácil, a bem da verdade. Antes de iniciar a dieta, você deve comer toneladas de doce, até se fartar. O primeiro é divino, o segundo mais ainda, e o terceiro, esplêndido. O quarto, no entanto, é apenas bom. Quando for comer o décimo, já estará enjoado, e não quererá nem ouvir falar sobre eles. Entendeu agora?

— Confesso que você me assusta com suas lógicas absurdas.

Seu sorriso provocante o pôs em brasa.

— Ótimo, porque também me assusta quando resolve agir feito um macho superior.

Joe alcançou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Os dedos de Demi, assim  como  suas  gloriosas  pernas,  eram  longos.  E  calorosos.  E  quando  elas  o enlaçavam...

— Vejamos se eu entendi. Você está sugerindo que nós nos empanturremos de sexo até enjoar?

— Certo. Começando agora e até voltarmos para casa. — Os dedos dela apertaram os dele. Seus lábios se entreabriram.

— Pena estarmos em um lugar público, mocinha, caso contrário eu iria lhe mostrar que gostei tanto do que planejou que resolvi implementá-lo de imediato.

— Que bom que gostou! — As batidas do coração dela aceleraram.

— Em geral, não sofro de comportamento obsessivo-compulsivo, mas quanto a fazer sexo com você posso abrir uma exceção. Mas tenho uma pergunta a fazer.

— Diga.

Com ou sem a teoria do doce de chocolate, Joe não podia imaginar-se não desejando Demi. Sabia com certeza que quatro dias mais de intimidade com ela não seriam suficientes. Mas não acreditava que Demi estivesse pronta para ouvir isso, pois sempre fora uma pessoa que precisava se mover um passo de cada vez.

— Por que está tão ansiosa para acabar com isso entre nós? Por que tem de terminar quando partirmos? Por que não deixamos acontecer?

Ela brincou com um pedaço de fruta.

— Porque tem de acabar enquanto ainda somos amigos. — Fitou-o. — Ambos sabemos que não vai durar, Joe.

— Como pode estar tão certa?

— Porque seu mais longo relacionamento durou apenas quatro semanas. E, pelo menos desse modo, nenhum de nós dois sairá ferido. Afinal, nossa amizade significa tudo para mim.

— Mas nós podemos...

Demi ergueu a mão, silenciando-o.

— Não. Não diga mais nada. Eu não arriscaria nossa amizade por um mero relacionamento físico inconsequente. E juntar-me ao harém de Joe Jonas, para mim, não é uma opção.

Qualquer outro homem teria ficado ofendido. Mas pelo menos agora Joe sabia em que pé estava com ela.
Demi pendurou a tabuleta “Não perturbe” no lado de fora da porta e entrou na suíte, fechando a porta atrás de si.
O dia deles agora seguia um padrão. Delicioso, por sinal.
Faziam amor pela manhã. Depois disso, antes do almoço, saíam em excursão para mergulhar para em seguida retornar à privacidade do quarto para a siesta. À tarde, vez ou outra, participavam de alguma atividade. Por fim o jantar, antes da longa noite tropical.
Nos últimos três dias, eles praticaram windsurf, foram à Prospect Plantation com sua vista deslumbrante do White River George e, naquela manhã, escalaram a Dunn’s River Falls, subindo pelos degraus de pedras e enfrentando a água fria da montanha caindo em cascata.
Demi perdeu a conta das vezes em que fizeram amor e onde, mas as férias chegavam ao fim. Apenas mais um dia antes da partida, e pretendia aproveitar cada minuto dele. Mais tarde pensaria sobre tudo... Só mais tarde.
Joe atravessou o aposento e aproximou-se da cama, na qual Demi sentara, com um brilho lascivo nos olhos verdes. Escorregou as mãos sob a barra de seu vestido e segurou-lhe as nádegas.
Demi encostou-se nele, adorando o contato.

— Quer ir ao mercado esta tarde fazer compras? — Demi sugeriu.

— Podemos ir. — Joe enlaçou as pernas dela com as suas, trazendo-a de encontro à sua masculinidade potente. — Só que mais tarde... bem mais tarde.

— Eu  queria  ver  de  encontrava...  —  Ela  interrompeu  o que ia  dizendo, distraída, pois ele passou a acariciar a parte interna de suas coxas.

Uma ânsia agora tão familiar a invadiu, endurecendo seus mamilos, vibrando entre suas pernas.
A risada sensual de Joe reverberou contra sua pele quando ele mordiscou a base de seu pescoço, ciente de que destruía seu autocontrole. Do mesmo modo como Demi fazia com ele. Era uma verdade assustadora aquela.
Mesmo sem soltá-la, Joe sentou-se na beirada. Então, fez com que Demi se ajoelhasse no colchão, pousou as mãos em seus quadris e puxou-a para a frente, massageando lhe as coxas com os polegares.
Demi fechou os olhos à reação instantânea que experimentou. O tecido da saia e da  calcinha  deveria  diminuir a excitação, mas, ao contrário,  acrescentou  mais sensualidade. Estava ofegante.
Joe a encarou e enterrou as mãos em sua cabeleira. Embora, naquela posição, Demi estivesse em cima dele, sentia-se submissa a seus desejos. Ele mantinha o olhar fixo e sedutor, fascinando-a, hipnotizando-a.
Devagar e sem deixar de observá-la, Joe se ergueu o tirou-lhe a camiseta pela cabeça.
Seus lábios se encontraram, e suas línguas se misturaram, ávidas. Demi exalou um suspiro deleitado quando as mãos dele alcançaram seus seios.
Joe passou a beijar-lhe o pescoço e a nuca, com os lábios quentes e úmidos.
Beijou-lhe a boca de novo, os dedos acariciando lhe os mamilos, enquanto a outra suportava seu peso. Até que ele não mais se conteve.

— Por Deus, Demi, quero você agora... Preciso de você!

Demi segurou-lhe o rosto e pressionou-o contra seus seios. Joe circundou o mamilo com a ponta da língua antes de erguer a cabeça e tornar a beijá-la.
A respiração dela ficava cada vez mais rápida. Uma tensão sensacional a invadiu quando Joe tirou sua saia e jogou-a para o lado. Gemeu quando ele a fez deitar-se de costas e dobrou-lhe as pernas.

— Acho que vou gostar muito disto... — ele disse, movendo os lábios contra a pele sedosa de suas coxas. — E você também.

O  primeiro  auge  de  Demi  veio  logo,  explodindo  dentro  dela  como  um terremoto, deixando-a trêmula e lânguida.

— Podemos fazer melhor do que isso — Joe sussurrou, levando-a mais uma vez até o limite de outra explosão lasciva. — Muito melhor.

— Venha para mim, Joe — Demi implorou, com suavidade. — Por favor.

Ele a encarou.

— Sim... Também estou desesperado.

No instante seguinte, estava dentro dela, e Demi mergulhava em ondas de ardente prazer.

— Joe... — Demi o puxou, fazendo com que ele a penetrasse de todo.
Os movimentos rítmicos aceleraram, aquecendo mais e mais seu sangue. Demi segurava a cabeça dele e beijava-lhe a boca, com seus corpos se movendo juntos. Seus gemidos mesclavam-se, e suas línguas uniam-se, frenéticas.
Demi sentiu como se o céu tivesse vindo a seu encontro, enquanto o desespero e a felicidade explodiam dentro dela como um vulcão. Seu corpo convulsionou-se uma, duas, três vezes, até que foi levada para o centro de um ciclone.
Cada músculo de Joe enrijeceu, ele emitiu um grito sufocado, antes que os dois caíssem ofegantes e exaustos.
Demi mantinha-se colada nele, os braços enlaçando-lhe a cintura, o coração disparado.
Pouco depois, Demi observava absorta a sombra de uma palmeira que a brisa agitava.  Sentia-se  igual  àquela  árvore:  leve,  completa,  satisfeita  com  a  própria natureza.
O ritmo cadenciado da respiração de Joe lhe dizia que ele adormecera.
Pressionou os lábios no braço forte que lhe servia de travesseiro.
De repente, uma constatação assustadora a imobilizou.
Amava  Joe  profundamente.  Sempre  o  amou,  talvez  desde  o  dia  que  o conheceu. E aquele amor trouxe alegria, conforto e profundidade a sua existência, e ela sentia que trouxera o mesmo à vida dele.
Joe sempre foi uma constante, em todas as férias, em todos os aniversários e em todas as funções escolares, após seus pais terem prometido comparecer, ou vir apanhá-la sem jamais terem se dado ao trabalho de cumprir a palavra ou de ao menos telefonar. Mas Joe sempre estava lá. E fazia o que preciso fosse para animá-la, fazê-la esquecer seu mais recente abandono, mesmo sendo apenas para ouvir, distrair, praguejar ou fazê-la rir.
E agora Demi se dava conta de que o amava, e que sempre o amou. Uma dor profunda ameaçou dilacerar seu peito. Cerrou as pálpebras, abalada com a revelação.

(...)

Havia barracas ladeando as ruas estreitas. Uma combinação dissonante de sons enchia a atmosfera. Alguns vendedores anunciavam suas mercadorias, em mantas estendidas no chão.
Ziguezagueando  por  entre  a  multidão,  Joe  mantinha  Demi  a  seu  lado, conduzindo-a firme pela mão.

—  Existe  alguma  chance  de  você  e  Elliott  reatarem,  estando  de  volta  a Nashville?

Demi estacou no meio da calçada.

— Você enlouqueceu? Claro que não!

Era uma distinta possibilidade. Porque eles estariam retornando a seus lares no dia seguinte, e a idéia de vê-la com outro homem o atormentava. E Elliott foi o único nome que lhe ocorreu. Mas havia outros que gostariam de participar dos planos dela.

— Tem certeza?

— Por que está querendo saber? Pretende tornar a ver Kiki?

— Não é nada disso. Só queria saber se Elliott é de fato uma carta fora do baralho. Ele não a merece.

Era estranho discutir outro homem com Demi e ao mesmo tempo segurar sua mão, perambulando pelo mercado. Sem dúvida, aquela era uma conversa estranha para ter com qualquer mulher com quem se estivesse dormindo. Mas nada era normal entre eles dois. Aquela ânsia louca por ela, que Joe carregava consigo, não tinha nada de comum.
Imaginar outro homem tocando-a era intolerável. No entanto, mesmo que Joe superasse aquilo, onde ficaria a amizade que partilhavam? Quando Demi encontrasse outro namorado, ele poderia não ser tão tolerante com Joe. E o que aconteceria se ela insistisse com aquele sonho de se casar e ter filhos, que era óbvio que pretendia perseguir, com ou sem Elliott? Onde aquilo o deixaria?
Passeando pelo mercado, entre vendedores de rua e turistas, Joe foi assaltado por uma epifania, uma manifestação divina: ele, Joseph Jonas, de muito bom grado, se casaria com Demi. Ela queria um marido. Joe se importava com ela. Os dois se entendiam bem, e o sexo era perfeito. E não haveria ninguém para desaprová-lo.
Assim, pegou o braço de Demi e praticamente a arrastou.
Ela deu risada.

— O que é isso, Joe? O que você está tramando?

— Nada...

Não era hora e nem lugar para eles conversarem. Queria que o momento da proposta fosse perfeito. Demi ficaria surpresa.

— Hum... — Ela enlaçou-o pelo pescoço e o beijou, os lábios cheirando a menta. — Pretende comprar muitas coisas?

— Só algumas lembrancinhas, para meus colegas de trabalho. Também quero encontrar um chapéu para você.

— Obrigada!

— Ei, senhor! — Um vendedor acenou em sua direção, segurando alguns colares. — Não quer dar uma olhada? Os meus são os mais belos colares da Jamaica. Compre um para a sua mulher. Ela vai gostar.

Sua mulher. Sua Demi.
Após a noite anterior, quanto a isso não havia dúvida alguma.

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SURPRISE MÃE DA FOCA! Maratona (surpresa) para vcs! Estou mt animada com essa história e ao decorrer desses capítulos as coisas vão ~finalmente~ acontecer! É uma maratona pequena pq é para encerrar a história... mas para a próxima eu faço uma maiorzinha, ok? Comentem para o próximo! Os capítulos serão postados de 3 em 3 horas, por favor comentem, eu vou estar de olho, ok? Beijos, amo vcs!

Capítulo programado.

28.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 7

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 Demi abriu os olhos e tornou a fechá-los. As emoções causavam um verdadeiro rebuliço dentro dela. Fazer amor com Joe lhe deu um prazer indescritível, uma sensação de completude tão clara e pura que chegava a lhe causar melancolia.
Com uma surpreendente clareza, ela se deu conta de que escondia sempre algo de si mesma quando fazia amor. Uma reserva emocional. Uma parte que era só dela, e que se recusava a partilhar. Era como se estivesse apenas participando, sem nenhum comprometimento.
Mas com Joe foi diferente. Com ele não se tratou de uma decisão consciente, apenas aconteceu. Demi se entregou de corpo e alma, e em retorno experimentou uma satisfação que jamais havia encontrado.
Joe se moveu perto dela, os dedos percorrendo a linha de seu quadril, o hálito em seu pescoço.

— Está dormindo, Demi?

Ela relutava em lidar tão rápido com o lado prático daquele relacionamento.
Ciente, no entanto, de que não podia ficar para sempre ali, repousando depois de fazer amor, tirou as pernas de cima de Joe.

— Não. Não estou.

Assim como Demi, Joe também parecia relutar em afastar-se. Deus, eles tinham apenas piorado tudo!
Rolando para o lado, Demi colocou toda a largura do colchão entre os dois e puxou a ponta do edredom sobre si, de repente cônscia da própria nudez.

— Que coisa, hein? — O embaraço, as conseqüências, a incerteza em como proceder a seguir instalaram-se entre eles.

— Você está...

— Acho que nós...

Ambos riram, aliviando um pouco a tensão. Mas Demi cometeu o erro de olhá-lo. Todo ele. Esplêndido, vibrante em sua nudez. Mesmo naquele instante, ela sentiu-se excitar em resposta àquela perfeita anatomia e proximidade.
E aquilo não fazia parte de seu plano. Esperava que, fazendo amor apenas uma vez, dispersaria a mística. Só que isso não aconteceu. Que desastre! Fitou-lhe o rosto, apenas o rosto, decidida a ignorar tudo o que estivesse abaixo de seu pescoço.

— Fale, Joe.

— Você primeiro.

— Você. Eu insisto.

Joe deu de ombros.
Demi  engoliu  em  seco.  Espantoso,  sem  dúvida  espantoso  o  número  de músculos que esticavam-se e retesavam-se de forma tão sensual quando um homem nu dava de ombros.

— Eu ia perguntar se você está pronta para ir para a cama. Digo, para dormir. — Um fogo sem chamas ardeu nas pupilas dele.

Demi cerrou as pálpebras, imaginando-os abraçados. A idéia de se enfiar sob os lençóis com Joe não lhe parecia sensata. Balançou a cabeça.

— Acho que não. Não estou nem um pouco cansada. Na realidade, me sinto energizada como nunca. — Enquanto falava, ela tentava alcançar seu vestido, entre o pé da cama e o colchão, ao mesmo tempo lutando para manter o edredom em torno de si. — Mas durma você, se quiser... Ficarei aqui, bem quietinha, e nem notará que estou aqui.

Joe a fitava, os olhos verdes acariciando a curva de seus seios sob o edredom, um sorriso predatório levantando os cantos de sua boca sensual.

— Como se isso fosse possível...

A mão que segurava o edredom tremeu. E seus mamilos traiçoeiros tinham de se pronunciar, enrijecendo diante daquele olhar ardente e daquele sorriso repleto de sugestões! O que lhe passava pela cabeça ao se colocar naquela posição com seu melhor amigo?
Estava tudo errado. Fizeram amor uma vez, e aquela ânsia desesperada dentro dela devia ter acabado. Uma grande frustração a tomou ao constatar que o queria ainda mais do que antes.
Deus, ela estaria perdida se não colocasse um fim naquilo tudo, e já!

— Preciso de meu vestido, Joe.

— Claro. — Ele estendeu o braço para pegá-lo, a cabeça perto demais dos seios dela, destruindo sua paz de espírito.

Apesar do tamanho do leito, meros centímetros os separavam. Quando Joe olhou para sua boca carnuda, seu lábio inferior estremeceu.
Ele lhe passou o vestido. Demi prendeu-o sob as axilas, cobrindo a parte da frente do corpo, afastando-se de costas para o lado.

— Vou pôr um biquíni e sair para nadar.

E, ainda de costas, caminhou rumo ao banheiro.

— O que está havendo, Demi?

Seria aquela uma nota de exasperação?

— Nada. Vou vestir um biquíni, já disse.

— Por que está andando de costas?

Agora ela se sentiu a própria tola desajeitada.

— Você sabe... Não gosto de andar por aí despida. — Enfurecida por se encontrar em tal posição, ela quase gritou a última parte.

— Eu já a vi sem roupa. Bem, quase sem roupa, exceto por essa calcinha minúscula, que achei tão sexy.

Demi encontrou a maçaneta, abriu a porta e entrou no banheiro.

— Também o vi... Despido. — Ela bateu a porta e a trancou, como medida de segurança.

Demi o vira, sentira, ouvira, provara, cheirara, e tinha sido uma experiência incrível. Era ali que estava o xis da questão. Decerto, tão cedo não se esqueceria de tão grandiosa experiência.
Joe também foi colocar sua bermuda. Nada comentou quando Demi deixou o banheiro, atravessou o quarto e saiu. E agora ela estava lá fora, na piscina pequena e redonda, que, pelo jeito fora designada para os prazeres do sexo, nadando tão rápido e em voltas circulares que o deixavam zonzo.
Pegou o balde de gelo, uma garrafa de champanhe e duas taças da suíte.  
Embora conhecesse Demi havia tantos anos, não tinha uma pista sequer do que se passava em sua cabeça. Mas tinha toda a intenção de descobrir.
Empurrou a porta com o ombro, e em seguida saiu para o pátio, escuro exceto pela luz do luar. Demi parara de dar voltas, e agora flutuava de costas.
Colocou o balde com o champanhe e as taças na borda da piscina e escorregou para dentro da água.

— Vá embora — Demi ordenou, sem abrir os olhos.

— Precisamos conversar.

— Agora, não.

— Você é quem sabe... Posso ficar sentado aqui a noite inteira, se preciso for.

Ela pensava que era a única envolvida ali? Pelo que entendia, ele era a outra metade da equação.
Joe abriu garrafa e encheu as duas taças com o líquido borbulhante.

— Nunca vi ninguém tão teimoso quanto você.

— Pode ser. Mas agora há um delicioso champanhe esperando por você ao alcance de sua mão, para quando decidir que está pronta.

Demi atravessou a piscina e, lançando lhe um olhar aborrecido, aceitou a taça que lhe era oferecida.

— Fale.

— Por que está zangada comigo, Demi?

— Não estou zangada.

— Então, por que gritou comigo?

— Você também gritou. — Ela tomou um gole.

— Essa conversa não nos levará a nada.

— Estou muito frustrada, Joe.

— Frustrada? Mas eu pensei... Você pareceu ter gostado.

— Esse é o problema. Gostei muito.

— Ah, sei...

Então ela estava brava por ter apreciado fazer sexo com ele. De fato foi bom.
Não apenas bom, mas incrível. Estupendo. Joe ficava excitado só de se lembrar daqueles momentos de puro êxtase com ela.
Demi  levantou  a  taça  em  sua  direção,  para  que  ele  tornasse  a  enchê-la.  
Encostou a cabeça na beirada da piscina e olhou com ar sonhador para a meia-lua no céu.

— Teria sido constrangedor para nós dois se tivesse sido sem graça, mas em compensação poderíamos dizer que a química não funcionou, e ponto final. — Ela fez uma pausa apenas suficiente para tomar champanhe. — Mas não. Foi espetacular. O melhor sexo que já experimentei desde que perdi a virgindade, e tinha de ser justo com você.

— Queria que tivesse sido ruim? E agora se sente frustrada porque foi bom?  

A mente de uma mulher era complicada, e de algum modo misteriosa, o que tornava ainda mais interessante ter uma melhor amiga. Só que, parte do tempo, Demi raciocinava feito um homem. Pelo menos era o que Joe achava. Mas os homens jamais esperavam fazer sexo ruim, embora algumas vezes acontecesse. Apesar disso, ele tentava com todo o empenho compreender seu ponto de vista.

— A idéia era dormirmos juntos para acabarmos com essa loucura. Mas a coisa piorou. Como poderei ficar perto de você, pensando no quanto foi bom? Não em um futuro previsível, posso garantir. — Demi deu-lhe as costas, apoiando os braços cruzados e o queixo na borda.

— Entendo aonde você quer chegar.

Ela o olhou por sobre o ombro.

— Entende mesmo?

Seu aroma, seu sabor, a sensação fantástica de tê-la abraçando-o enquanto se enterrava bem fundo dentro dela... Fazer amor com Demi abria seu apetite.

— Eu também não conseguirei esquecer tão já o quanto foi delicioso estar com você.

Demi desviou o olhar, um novo plano se formando em sua mente, nascido do desespero: sexo selvagem à luz do luar e duas, talvez três, taças de champanhe para entorpecer os sentidos.

— Aposto que, se repetirmos, não tornará a ser tão bom — disse, e não precisou virar-se para saber que Joe estava bem atrás dela. Sentiu sua proximidade, seu calor.

— Não acho muito provável. — O coração de Demi batia disparado, quando deu voz àquele absurdo:

— Se tivéssemos coragem para tentar de novo, na certa seria terrível, um verdadeiro desastre.

Joe aproximou-se devagar e abraçou-a por trás.

— Estou disposto a tentar mais uma vez, se você quiser...

Demi reconheceu a excitação que tomava conta dele, assim como dela mesma.
Era como se seu corpo tivesse despertado depois de uma longa hibernação. Ficou surpresa.
No instante seguinte, Joe começou a beijar seu ombro. Virando seu rosto para o lado, colou os lábios nos seus, de maneira que ela não tivesse tempo, nem chance, de dizer qualquer coisa. Demi retribuiu sem pensar, cedendo à insistência dele.
Era como se estivesse em transe. Joe continuou beijando e acariciando cada parte dela.

— Quer que eu a toque? Diga, Demi, eu quero ouvir...

Aquela rouquidão a fez delirar. Demi sentiu de encontro aos quadris a investida poderosa de Joe. Moveu-se, por instinto, para mais perto.

— Sim, quero...

Joe ergueu a mão e escorregou-a para dentro do top de seu biquíni. Demi agarrou seus antebraços, incentivando-o a ir em frente. Joe segurou seus seios com as mãos em concha, incendiando-a.
Ela, enfim, libertou o ardor que estivera reprimindo até então. Gemeu baixinho contorceu-se, deleitada, quando as carícias se tornaram mais íntimas e ousadas. Era tudo tão excitante... Muito melhor do que já imaginara e sentira. A sensação da água gelada e do frio noturno contrastando com o fogo que Joe atiçava dentro dela era a coisa mais sensacional da face da terra.

— Vai ser bom outra vez, não vai? — A antecipação e o temor aumentavam sua fome insaciável.

— Está parecendo que sim, doçura.

O coração de Joe batia forte contra as costas dela, a respiração era quente contra sua nuca.
Demi já estava pronta para ele, e prestes a se desintegrar. Sussurrou por sobre o ombro:

— Agora, Joe. Eu te quero agora!

No mesmo momento, Demi arrancou a parte de cima do biquíni, e em seguida foi a vez da calcinha. Atirou-as longe, para fora d’água.
Joe gemeu quando ela se inclinou, oferecendo-se para ele. O luar iluminava seu rosto, o desejo transtornando-o. Devorava-a com os olhos, enquanto tirava a sunga.
Ansiando para que ele a penetrasse, Demi virou-se de costas e, abrindo as pernas, agarrou-se na beirada da piscina.
Joe segurou-a pela cintura, faminto. Sem demora, posicionou-se entre as coxas perfeitas e a penetrou. Demi arqueou as costas, tentando diminuir ainda mais a distância entre eles.
Na água, era como fazer amor em câmera lenta. Ela estremecia, gloriosamente ligada em cada nuance, o peso das tranças no pescoço. As mãos de Joe prendendo-a pelos quadris, a compacta extensão dele toda dentro dela, a sólida parede de suas coxas aprisionando-a por trás, enquanto sussurrava as frases de um amante em seu ouvido.
Demi lhe respondia, sussurrava, frases entrecortadas flutuando no ar.
Ligeiros tremores irradiavam-se de sua coluna, crescendo em intensidade a cada investida. Justo como antes, não houve contenção. Um turbilhão de emoções cresceu dentro dela, junto com as sensações devastadoras.
Acompanhou  os  movimentos  de  Joe com  ardor,  querendo  que  aquele momento jamais terminasse e, pouco a pouco, seguindo rápido em direção ao êxtase.
Um grito escapou de sua garganta no instante em que Joe estremecia, ao se fundirem e se tornarem um só.
Quando a explosão chegou, tomou conta de ambos, sem deixar lugar para nada além da mais pura paixão.
Joe puxou-a com ele para a parte mais rasa e deixou-se cair sentado, com Demi no colo, os braços em torno dela.
Exausta e quase incoerente, Demi ali se deixou ficar, o rosto encontrando conforto nos sólidos planos do tórax largo.
Ficaram abraçados pelo que podiam ser horas, minutos, segundos, uma vida inteira. A água fria os acalmou até que suas respirações e as pulsações normalizassem.
Demi sentiu gosto de água salgada, e percebeu que era das suas próprias lágrimas escorrendo-lhe pelas faces. Tentou contê-las, desesperada.
Joe a abraçou-a mais forte.

— Demi, meu bem, por que está chorando? — A mão forte em suas costas se moveu em pequenos círculos. — Não chore, por favor... Ficará tudo bem. — Ela não podia falar, a garganta fechada pela emoção. — Ficará tudo bem...

A luz deixava dourados os cabelos dele, queimados pelo sol, e seu rosto refletia uma ternura imensa. Deus, Joe lhe era tão querido! Era uma parte importante demais de sua existência.
Um grande pânico a assaltou. E se ela tivesse destruído isso?

— Mas e se não ficar, Joe? E se nada entre nós voltar a ser o mesmo?

A  boca  de  Joe  encontrou  a  dela.  Seus  lábios  ofereciam  conforto  e

reafirmação. Ela aceitou sem resistir o que ele oferecia, seu beijo acalmando lhe o pavor. Mesmo após ter feito menção de se afastar, os lábios dele se demoraram alguns segundos a mais nos dela.
Demi afastou-se um pouco, apoiando as costas em seu braço.

— Em uma escala de um a dez, que nota você daria para aquela nossa primeira vez?

— Não me peça tal coisa, querida. Não gosto de ficar dando notas, sobretudo em se tratando de você. — Distraído, brincava com uma de suas trancinhas, enrolando-a entre os dedos.

— Nesse caso, finja que não sou eu. Digo, não o “eu” com quem você fez amor, nem o “eu” sua amiga. Finja que sou uma estranha que você pegou na praia para fazer sexo.

— Isso seria fácil se não estivesse sentada em meu colo, e estando ambos sem roupas. Se continuar aqui, enquanto falamos sobre sexo... — Ele se moveu contra seu quadril.

“Oh, meu Deus...”

— Duas vezes numa noite? Você não pode... — Demi pulou do colo de ele.

— Nossa, Demi! Quem a ouvisse falando pensaria que sou uma aberração. Se me sinto excitado logo após ter feito amor, a culpada é você. — Sem saber se ficava satisfeita ou morrendo de vergonha, Demi moveu-se para o mais longe possível dele. — Está bem... Encontrei esta estranha na praia e com ela tive um dos melhores momentos de sexo de minha vida — disse ele. — “Só um dos melhores?!” Demi se conteve para não brigar. — Costuma fazer isso com outros homens? Dá nota para o desempenho de cada um? Porque, se for, preciso lhe dizer que não é boa idéia. — Joe fez uma pausa. — Mas se insiste, eu direi. Em uma escala de um a dez, naquela primeira vez eu daria nota doze.

— Claro que não faço isso com outros namorados. No entanto, quem está aqui comigo é você. Doze? Está bem. Também daria nota doze. Que tal sobre alguns minutos atrás?

— Não gostará de ouvir.

— É provável que não. Mas prossiga, por favor.

Joe respirou fundo.

— O melhor sexo de minha vida. Pelo menos treze e meio.

— Mas que droga! Não deveria ter sido!

— Sei disso. E quanto a você? Que nota daria?

— Um sólido... catorze.

Demi apoiou a cabeça na beirada da piscina, olhando para o céu estrelado à procura de inspiração, determinada a não entrar em pânico. A idéia de estar arriscando o mais importante relacionamento que já teve a aterrorizava.

— Precisamos de uma outra estratégia. Os planos A e B foram um desastre. Alguma idéia?

A noite estava silenciosa, exceto pelo rugido das ondas do mar batendo contra os rochedos. E, embora o firmamento estivesse lindo, repleto de estrelas, a noite não lhe oferecia nenhuma solução. Nem Joe, que parecia ter adormecido.

— Joe? — Ele não estava dormindo. Demi percebeu que, ao erguer o corpo, deixara os seios para fora da água, os mamilos mal escondidos. A amante ardorosa dentro dela desejou levantar-se por inteiro e permitir que Joe apreciasse suas curvas. A amiga quis afundar-se na piscina. Sentou-se, quieta, incapaz de optar por nenhum dos dois. — Joe... — Demi pigarreou. — Eu disse que precisamos de um plano.

— Outro? Que tal deixarmos o barco correr e ver o que acontece?

— Não posso. Você sabe que não.

— Bem, então planejar ficará, como sempre, por sua conta.

~

Postando rapidinho para vcs... Desculpem a demora! Espero q estejam gostando! Maratona... Surpresa? Ela pode começar a qualquer momento! COMENTEM! Beijo, amo vcs!

26.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 6

Respostas aqui'

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Demi sentou-se no barco para verificar a máscara de mergulho que iria usar. O sol aquecia seus ombros e suas costas.
A paisagem em torno deles era de tirar o fôlego. Abaixo da superfície do mar, algas e corais se agitavam na correnteza. O som do reggae fluía dos alto-falantes do barco.
Junto  dela,  Joe  tirou  a  camisa.  Demi  estava  mais  do  que  pronta  para mergulhar. Não se sentia apenas ansiosa para explorar as águas tropicais, mas também para aliviar aquela tensão que a sujeitava a Joe.
Eles sempre foram próximos, mas isso agora se tornara uma ligação profunda e primária. Demi ainda não estava certa sobre aquilo que aconteceu durante o desjejum.
O que começou como um show armado para Kiki e Elliott se transformou em uma intrigante sedução de sentidos.
Mesmo naquele momento, cada um de seus nervos respondia à proximidade dele, ao ritmo de sua respiração, a seu cheiro, ao calor de seu corpo. Com certeza, a água cálida haveria de ser benéfica para seu tormento.
A música parou de repente quando o capitão, um homem com a pele bastante bronzeada, pegou o microfone:

— Eu gostaria de dar as boas-vindas a nossos amigos forasteiros. Antes de entrarem no mar, quero que se lembrem de umas poucas regras importantes. Não toquem nos corais. São seres vivos, e acredito que ninguém aqui pretende danificar o recife. — Ele fez uma pausa para se assegurar de que todos o ouviam. — Por favor, para sua segurança, mergulhem sempre com um parceiro. E também, no interesse de todos vocês, enquanto estiverem na água, não ultrapassem as marcas cor de laranja. O recife não se estende além daquele ponto; os barcos, sim. Ser apanhado por um deles é um modo desagradável de acabar com suas férias. — Risadas sufocadas ecoaram do pequeno grupo reunido no convés. — Temos petiscos e refrescos a bordo. Cortesia do hotel. Sirvam-se, por favor. E, para terminar, há rumores de que Barba Negra afundou um galeão espanhol nestas águas. — O capitão deu de ombros. — Se encontrarem escombros dele, por favor, avisem-nos. — Mais risadas. — Estaremos por aqui durante duas horas. Divirtam-se e apreciem os belos tesouros do mar do Caribe.

— Está pronta? Seus tesouros a esperam, princesa do mar. — O sorriso fácil de Joe acompanhou a brincadeira.

— Só falta prender as nadadeiras. — Demi abaixou-se. Joe meneou cabeça, chacoalhando os cabelos clareados pelo sol e pela água salgada.

Demi se atirou no mar, e Joe seguiu logo atrás.
Ela tornou à superfície e tirou a máscara.

— Tem certeza de que deseja me seguir, marinheiro?

— Sempre.

Demi, então colocou o bocal, pegou-o pela mão e o conduziu a outro mundo.
Visto de cima, o oceano era intrigante, mas lá embaixo, o recife revelava uma maior intensidade e vibração, um panorama surreal e de beleza incomparável.
Juntos,  Demi  e  Joe  exploraram  desfiladeiros  e  cavernas  formados  por brilhantes corais. Diante deles nadavam peixes tropicais multicoloridos.
Joe dirigiu a atenção para o fundo arenoso. Uma raia, saindo de sua posição camuflada, exibindo graça e velocidade, deixou seu lugar e passou por eles.
Mesmo ali, cercados pela água, a forte consciência um do outro pulsava entre os dois.
As horas se passaram como minutos. Demi ficou atônita quando Joe mostrou-
lhe o relógio, avisando que o tempo deles estava para se esgotar.
Chegaram juntos à superfície.

— Absolutamente fantástico!

Joe deu uma risadinha, puxando-a consigo para o lado do barco.
Subiram a bordo, devolveram o equipamento e se acomodaram nos assentos almofadados, um ao lado do outro. Mergulhar nas águas azuis do Caribe foi uma experiência especial, em parte, devido à presença de Joe. Estando com Elliott, Demi não teria apreciado tanto.

— Obrigada, Joe. — Ela pegou duas toalhas da pilha fornecida pelo hotel e passou para ele uma delas. Joe enxugou os cabelos.

— Por que está me agradecendo?

— Por ter colocado nossos nomes na lista para mergulhar. Nunca vi nada tão magnífico.

Joe a encarou de uma maneira muito enigmática.

— Posso lhe assegurar que eu também nunca vi nada tão belo.

— Demi! Joe! Aqui!

Demi olhou por sobre o ombro. Kiki lhes acenava de uma das cadeiras em torno da piscina do hotel. Elliott estava com ela.
Joe se virou na direção do desagradável casal.

— Acha que eles pretendem nos convidar para outra... festa íntima?

— Em se tratando daqueles dois, é bom possível.

Demi fitou Elliott, e nada. Nem sequer um leve tremor. Nada de joelhos moles e desejo febril. Por outro lado, como algum tipo de piada, Joe despertava tudo aquilo nela, e muito mais.

— Ei, pessoal, só queríamos nos certificar se estamos perdoados por ontem! — disse Kiki.

Demi passou o braço pela cintura de Joe.

— Você só pode estar brincando... Estávamos até pensando em lhes enviar uma garrafa de champanhe em agradecimento!

Elliott pareceu ter se ofendido.

— Não precisa exagerar, Demi.

— Eu e Joe estamos radiantes por termos encontrado um ao outro. E isso foi graças a vocês. E pensar que durante todo esse tempo... — Demi suspirou e fez um afago no rosto de Joe.

— Estiveram na praia esta manhã? — Kiki quis saber.

— Não. Só à tarde. Passamos a manhã mergulhando. Foi incrível. Vocês deviam experimentar.

Elliott balançou a cabeça.

— Não podemos. Iremos com um grupo a uma ilha de nudismo. Mas imagino que isso não interesse a vocês.

— Sério? Pode ser que nos encontremos por lá. — Demi sorria.

— A não ser que surja um programa mais interessante — corrigiu Joe. — Até mais. Nós nos veremos por aí.

Joe afastou Demi dali em tempo recorde, quase arrastando-a. Em vez do restaurante, levou-a de volta à suíte.

— O restaurante não é por aqui, Joe.

— Sei disso. — Ele adentrou o quarto em silêncio, mas explodiu quando fechou a porta atrás deles: — Saiba que não pretendo ir à tal ilha de nudismo! Se você faz questão de ir, vá sozinha!

Sua veemência a surpreendeu. Joe jamais perdia o controle.

— O que há com você? Que mal há em ir até lá? Haverá apenas um grupo de estrangeiros.

— Torno a lhe pedir, Demi... Vamos esquecer aqueles dois.

— Não. Não quero esquecer. — Estreitou os olhos quando uma idéia medonha lhe ocorreu. — Acho que você não quer ver Kiki nua, já que não pode ficar com ela. É isso?

Joe avançou, seu bom-humor sendo substituído por uma fúria que a espantou.

— Pela última vez, Demi: esqueça.

— Não posso. — Joe chegou mais perto e parou diante dela, os punhos cerrados. Demi se recusava a ceder. — Vamos conversar, está bem?

— Conversar? Quer conversar? Por Deus, Demi! Esse é o problema. Não posso conversar com você. Eu a desejo tanto que às vezes penso que vou enlouquecer, e não responderei por mim se tiver de vê-la nua naquela ilha!

Então, de repente e como um raio, ele a abraçou.

— O que está fazendo?!

— Cale-se.

— Joe...

Ele se manteve quieto por um longo instante, mas não havia tensão no silêncio. Por fim, curvou a cabeça e roçou os lábios na base do pescoço dela.
Demi jamais sentiu algo tão delicioso, tanto que ficou de pernas bambas. Era bom estar apoiada contra a parede, pois, caso contrário, teria derretido no assoalho. O coração batia tão forte que retirava o ar de seus pulmões.
Não havia a mínima tentativa de domínio ou de aplicação de força. Joe a acariciava com a mesma delicadeza com que brincava com uma haste de taça de cristal, algo que despertava seu fascínio pelos dedos dele.
Como seria senti-los à volta dos seios?, ela passara a imaginar. A idéia a fez respirar fundo. Os lábios de Joe hesitaram, e ela sussurrou:

— Por favor...

Ele avaliou o sentido do pedido e o interpretou como sendo vontade de que os beijos continuassem. A carícia tornou-se mais lenta quando alcançou o latejar de uma veia sob seu queixo. Demi percebeu que Joe passava a língua sobre o ritmo flutuante. Sentia o calor e a umidade. Jamais imaginaria algo tão sensual.
Joe afastou-se por um instante e ergueu lhe o rosto. Ela abriu os olhos. O verde das íris dele estava límpido, brilhante. A boca não sorria, exibia uma linha severa.
Demi queria os lábios dele nos seus. Sem perceber, umedeceu-os com a ponta da língua. Ele seguiu o movimento e cerrou as pálpebras para esconder a chama da paixão. Mas aceitou o oferecimento. Baixou a cabeça e a beijou profundamente.
Suas respirações se misturaram. Demi viu-se à deriva. Uma paixão louca a puxava para aquela correnteza traiçoeira e perigosa. Pouco a pouco conseguiu emergir, procurando por ar.

—Você tem razão, Joe. Não devemos ir àquela ilha amanhã... — Joe deixou cair as mãos aos lados do corpo. — Creio que eu devia dizer que sinto muito... Mas não direi, porque estive o dia todo desejando fazer isto.

— A culpa é toda minha. Dei início a essa história quando encontramos aqueles dois.

— Não. Talvez Martin tenha razão. Há algo de mágico nesta ilha.

A  situação  era  meio  constrangedora,  mas  pelo  menos  eles  estavam esclarecendo os fatos. Não querendo deixar nenhuma mentira ou omissão pendente entre os dois, Demi se viu na obrigação de confessar, e para isso precisaria de toda a coragem. Mas confessar fazia um bem imenso à alma.

— Quero dizer-lhe algo, Joe.

— Acha que preciso me sentar?

— Só se estiver cansado. — Ela andou até outro lado da suíte.

— Eu estava acordada quando você despertou, esta manhã.

Joe respirou fundo, o único som que se ouviu no aposento, além do zunido do ar-condicionado.

— Fazia muito tempo?

O modo como ele pegou seu seio, tocou seus mamilos, sua excitação contra suas nádegas... o quanto daquilo tudo ela sentiu?
Demi não era de mentir, a si mesma ou aos demais. No entanto, enfrentar Joe com aquela realidade foi uma das coisas mais difíceis que ela já precisou fazer.

— O suficiente. Sei que isso ficará para sempre entre nós, mas eu sabia muito bem o que estava acontecendo. Permiti que você me tocasse, porque queria isso.

— Eu também não estava dormindo, e lamento muito. Não existe desculpa para meu comportamento, mas só o que posso fazer agora é ser sincero. Jamais desejei uma mulher como a desejo.

Demi percorreu o espaço que os separava.

— O que houve conosco, Joe?

— Nem imagino. Só tenho consciência de que a quero mais do que qualquer coisa no mundo. — Então, traçou a linha das faces dela com a ponta do dedo. Demi estremeceu. — Sei também que não acordei e de repente decidi complicar minha vida desejando-a a ponto de enlouquecer, Demi. Mas foi isso o que fiz.

Ela tomou-lhe a mão.

— Isso é loucura. Elliott foi só... Elliott. Mas você é meu melhor amigo, de quem sou mais próxima do que a qualquer outra pessoa. É meu confidente, me conhece e me aceita como sou... Não posso arruinar isso.

— Você me quer? Não minta pra mim, nem para si mesma. Diga: me quer, Demi?

Joe sabia a resposta, mas precisava se certificar de que ela também sabia. Estava estampada nos olhos dela, junto com o pânico. Ele entendia como Demi se sentia a respeito de mudanças, e uma de tal magnitude, óbvio, a enchia de pavor. Até mesmo Joe estava perturbado. Mas Demi não podia fugir disso.

— Sabe que sim.

— Você é uma das pessoas mais importantes de minha vida, Demi, e também não pretendo perder sua amizade. Contudo, fingir que não a quero é pedir demais. Essa ânsia absurda que nos consome não passará se resolvermos ignorá-la.

Demi estudou seu semblante por minutos, digerindo aquilo que ouviu.

— Tocá-lo era tudo em que eu pensava na praia, esta tarde. E ser tocada por você. — As palavras dela o incendiaram. — Se não tomarmos nenhuma atitude, essa mística, a tentação, a fantasia irão sempre nos atormentar.

De repente, a expressão de Demi se modificou. Joe conhecia aquele olhar. Ela planejava algo.
Ousada, Demi começou a soltar os botões da camisa dele.

— Quer saber o que eu acho? Que você tem razão. Não existe volta. A única maneira de lidar com isso é saciar essa sede... — Abriu mais um botão. Em seguida, mais três botões. — Você acertou quando disse que não podemos tão-só ignorar essa sensualidade entre nós.

Joe prendeu o fôlego quando ela correu as costas das mãos por seu abdome. Seu corpo inteiro vibrou.

— Eu falei isso, é?

Ela parou.

— Não falou?

— Isso significa que precisamos fazer amor?

Os dedos dela alcançaram seu cinto.

— Acho que sim.

Joe recostou-se na parede, puxando-a consigo.

— Então, foi isso mesmo o que eu disse.

Demi não resistiu, entregando-se à boca que se apossava da sua com uma avidez que beirava à sandice.
Não havia necessidade de controlar a ansiedade ou disfarçar o ardor. Naquele instante não havia planos a seguir, passos a dar ou jogos tolos de sedução a tentar, pois agarrava-se a Joe com igual desespero.
Deixando escapar um gemido rouco, Joe deslizou a língua para dentro da boca carnuda. Sem demora, Demi correspondia à carícia, querendo tomar parte ativa em cada momento.
Pelos céus, aquela mulher era diferente de todas! Era sua Demi! Apertando-a com lascívia, Joe a obrigou sentir a extensão de seu desejo.
Joe não se lembrava de ter experimentado por nenhuma outra uma paixão tão poderosa quanto a que experimentava por ela. E nenhuma mulher jamais parecera tão adequada para seus braços.
Aquele corpo esbelto era tão sensível a seus afagos, a pele, tão macia e tentadora, os seios, tão perfeitos nas mãos dele. E aquelas mãos fortes e obsequiosas conduziam-no ao paraíso, quando usadas para afagá-lo.
Demi sonhara, mas jamais acreditou que um dia viria a sentir aquele turbilhão de emoções. Estava nos braços de Joe, que a beijava e murmurava seu nome.
Naquela noite, fosse qual fosse o resultado, mostraria a Joe Jonas o quanto o queria.
Colocando-a de costas contra a parede, Joe beijou-a com sofreguidão. Demi retribuiu com igual ardor, entregando-se à volúpia. Ele então pegou-a no colo e carregou-a até o quarto.
Demi nada dizia. Não existiam palavras capazes de expressar o que lhe ia no íntimo, fazendo-a delirar. Sabia que o queria, e era Joe. Sem deixar de fitá-lo, começou a se despir.
O desejo mútuo era o único mestre ali. Em questão de segundos, estavam na cama, as roupas espalhadas pelo chão. Nus e desinibidos, tinham consciência apenas um do outro e do desejo, que já não podia ser negada.
Enquanto se exploravam, Demi se deu conta de que nunca se sentira daquele jeito. Era como se seu corpo fosse argila nas mãos de Joe, sendo moldado de acordo com as necessidades dele.
E não eram apenas as mãos, mas os lábios, a língua... tudo nele a fazia sentir um prazer assustador em sua intensidade.
E quando Joe pressionou um joelho entre as suas pernas, Demi abriu-se como uma flor buscando o sol. Agarrando-o pelos ombros, beijou-o sem reservas.
Joe penetrou-a com uma única investida. Demi enlaçou as pernas ao redor da cintura dele, querendo sentir cada centímetro da pele nua de encontro a si.
Num  movimento  instintivo,  carregado  de  uma  sensualidade  animal,  ela começou a mover os quadris. Transtornado, Joe sentia-se como um rapazinho virgem, apreciando, pela primeira vez, as delícias do corpo de uma mulher. Jamais vivenciara algo semelhante antes, jamais se sentira tão livre para soltar as rédeas da paixão e do desejo.
Juntos  alcançaram o clímax, e  era  como se estivessem  no meio  de uma explosão de estrelas.
Ofegante, exausto, saciado, Joe se virou de costas e trouxe Demi consigo, não querendo romper o elo que os unia. Aquele era um momento de grande emoção, e aquela mulher, sua melhor amiga, era a responsável. Não importava quantas vezes repetisse aquele ato, pois a alegria, o prazer... A ternura que sentia por ela jamais iria diminuir.

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Olá! Desculpem-me pela demora, eu n estava conseguindo acessar minha conta onde deixo as adaptações hospedadas :c Consegui só agr... A maratona, bem, vou deixar para amanhã, ok? N vou a aula e saiopela manhã, porém vou deixar os capítulos programados! Comentem, por favor... Beijos, amo vcs ♥
Bruna.