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Joe largou
a bagagem no chão.
— Verifiquei
na recepção e até a Martin eu recorri, e nada. Não há um só quarto vago.
Existem uns poucos desocupados, mas estão sendo reformados. Acho que teremos de
dividir a suíte pelo resto da semana.
Elliott
superara todas as expectativas. Joe achava que ele e Kiki não iriam além de um
flerte, por isso foi uma grande surpresa encontrar os dois juntos na cama.
As coisas
foram mais longe do que antecipara. Na realidade, preferia não partilhar do
mesmo quarto com Demi, porque ela,
pouco a pouco,
o estava enlouquecendo.
Demi mordeu
o lábio inferior
e deu de
ombros, não parecendo
muito preocupada.
— O que há
de mal nisso? Quantas vezes você já dormiu em minha casa?
Mas isso foi
antes de Joe tocá-la como homem, e não como amigo. Antes de ter experimentado
seu doce sabor. Agora, seu único pensamento era colocá-la no colo, passar as
mãos em seus quadris, seus seios, e enterrar a boca em seu pescoço, ouvir seu
gemido de prazer, o estremecimento do desejo que ele sabia que encontraria.
Queria isso tudo, e seus instintos lhe diziam que ela não se recusaria a dar.
— Sem
dúvida, isso tornaria mais válida nossa história da recém-descoberta paixão.
Joe deu uma
risadinha.
— Deve estar
querendo muito a oportunidade de competir com Kiki.
Demi o
ignorou e começou a caminhar de um lado para o outro, seu vestido colado às
nádegas firmes.
— Dá para
acreditar que eles estavam juntos no leito? Mesmo que minha relação com Elliott
andasse meio estremecida, Kiki que não pense que o roubou de mim. — Colocou as
mãos nos quadris, sua fúria competitiva aumentando.
Joe notou a
mágoa sob toda aquela zanga. Riscar Elliott de sua lista de prováveis maridos
era uma coisa, encontrá-lo fazendo sexo com outra mulher era outra. Demi era
uma mistura de indignidade e vulnerabilidade. Só de olhar para ela, ele sentia
o coração se apertar.
— Isso é tão
só uma questão de opinião. Eu ficaria com a melhor, que é você. Elliott é um
tolo.
— Está
falando como um verdadeiro amigo, Joe. Obrigada.
Seria aquilo
uma afirmação ou um lembrete? Ele nunca mentiu para Demi, e não começaria a
fazer isso agora. E o remorso que o atormentava por ter encorajado Kiki e
Elliott o fez confessar:
— Estou
falando como homem.
Aquela frase
pairou entre eles dois. Provocantes, irreversíveis.
Demi o
encarou com uma intensidade que o deixou pasmo.
— Kiki é uma
idiota.
— Eles têm
muito em comum. — Joe se aproximou. — Venha comigo até a cama, Demi.
Ela
empalideceu.
— Joe, nós
não podemos... Não creio que...
Seria uma
combinação de culpa, confusão e desejo escurecendo os olhos dela? Ou seriam
suas próprias emoções aquelas que via refletidas?
— Precisamos
cuidar desse tornozelo.
— Ah... Certo.
— Demi sentou-se na beira do colchão e ergueu a perna, deslocando-se para o
lado para dar lugar a ele.
— Como está?
— Bem. Não
deve ter sido nada sério.
Joe era uma
prova viva de que homens eram visualmente estimulados, porque foi o que aconteceu.
A posição em que Demi se encontrava, na cama e reclinada para trás, era muito
provocante.
— Você vai
fazer isso ou mudou de idéia? — Quando Demi virou a perna, Joe estremeceu.
Procurou
conter-se. O tornozelo. Ela se referia ao tornozelo. Como sobreviver durante
seis noites naquela suíte com ela?
— Sim,
lógico. — Joe se virou de costas e inclinou-se na beirada do colchão, de
frente para os pés dela.
Um ser
humano não podia suportar tamanha tortura. E com aquele vestido curto...
— Joe?
Ele a olhou
por sobre o ombro.
— Sim?
— Quando os
dois sugeriram que nos juntássemos a eles, você ficou tentado a aceitar?
Joe se
virou devagar, com os dedos sondando a pele suave do tornozelo dela.
— Você
ficou, Demi?
— Perguntei
primeiro.
— Não. Nem
um pouco. E você?
— Sou por
demais competitiva para participar de sexo em grupo. Ficaria tão concentrada em
um bom desempenho que me esqueceria de tentar apreciar a coisa toda. — Joe
mudou de posição, para observar Demi. Jamais se importou tanto com alguém como
se importava com ela. E ele, mais do que ninguém, sabia que importar-se com uma
pessoa e querer fazer sexo com ela eram duas coisas distintas. — O que foi?
Ele acariciou
lhe o rosto.
— Confesso
que, em todos esses anos que nos conhecemos, nunca tinha notado essa sua
notável estrutura óssea.
— Martin
disse a mesma coisa... Julguei que ele estivesse atrás de uma boa gorjeta.
— Não
acredito que Martin seja disso.
Demi pretenderia
adotar aquele visual
exótico para sempre? Joe lhe perguntou isso.
— Não. É
algo que combina bem apenas na Jamaica. Uma vez em casa, tornarei a ser o que
era antes.
Joe teve a
impressão de que ela não falava apenas dos cabelos.
— Há coisas
na vida que nunca mais voltam a ser como antes.
Ou seja, ele
tornaria a encontrar Demi para o costumeiro almoço no Birelli’s, sem sentir
aquela poderosa atração, por ela? Demi endireitou os ombros e empinou o
queixo, como que aprontando-se para uma batalha.
— Você teria
ficado interessado se eu não fosse sua amiga e não fizesse parte da equação?
Será que Demi não percebia seu intenso desejo por ela?
— Está
brincando ou falando sério?
— Por acaso
eu estou rindo, Joe?
— Não. De
qualquer modo, não gosto de dividir.
— Oh...
— Prefiro
fazer amor a dois. — Os olhos dele prendiam os dela. — Prefiro total atenção,
sem nada que me distraia. Mas isso é coisa minha. Apenas um lembrete: você era
a única parte da equação que tinha algum interesse por mim.
Sua crua
admissão pairou entre eles. Demi respirou fundo.
— E então,
Dr. Jonas, o que recomenda para o meu tornozelo?
— Recomendo
que mantenha a perna erguida e coloque gelo no local da contusão. — Joe
apanhou um travesseiro. — Se fizer isso, amanhã estará novinha em folha.
Demi pousou
o calcanhar no travesseiro, o que sem querer ofereceu a Joe a visão das coxas
bronzeadas sob a barra do seu vestido branco.
— Vou pegar
um pouco de gelo. Por que não coloca seu pijama enquanto faço isso? — Caso
contrário, ele corria o sério risco de esquecer que aquelas pernas gloriosas
pertenciam a Demi.
Sem dúvida,
quando ela estivesse dentro daquela camiseta larga e da calça de moletom, suas
roupas usuais de dormir, ele teria um pouco de sossego.
— Mas ainda
é tão cedo...
— Sei disso.
Porém, amanhecerá em excelente estado se permanecer quietinha, sem forçar a
musculatura. Caso contrário, isso poderá arruinar sua semana inteira.
— Tem razão.
Pode sair sem mim. Prometo me comportar.
Não havia
como Joe sair e deixá-la sozinha planejando vinganças contra Kiki e Elliott.
De qualquer modo, sem Demi, nada teria graça.
— Esqueça.
Estamos juntos nisso. De qualquer modo, prefiro não me encontrar com Kiki e
Elliott. Além disso, para eles devo estar na cama com você...
— Ah, claro!
Joe se
dirigiu à saída.
— Trarei o
gelo. Não demoro.
Demi foi
mancando para o banheiro, determinada a recuperar a serenidade de espírito
antes que Joe voltasse.
“Prefiro
fazer amor a dois... com total atenção, sem nada que me distraia... você era a
única parte da equação interessada em mim.”
Amigos.
Amigos. Amigos. Demi repetiu a palavra vezes sem fim para tentar banir de si o
eco daquelas frases sedutoras, a recordação dos dedos dele em sua pele e o fogo
da paixão em suas íris verdes.
Joe abriu a
porta.
— O gelo. —
Trazendo um balde, ele atravessou o quarto sem olhar na direção dela. — Eu
disse para você manter o tornozelo alto, se quiser melhorar. Por favor,
obedeça.
Ao
sentar-se, Demi experimentou um arrepio
nervoso. Ficou vendo Joe acondicionar o
gelo dentro de um saco de plástico que encontrou no armário. Embora
parecesse ser o
mesmo Joe, aquele
ali era um
homem diferente. Ou
melhor, demonstrava uma diferente faceta daquele que ela conhecia.
Demi ajeitou a alça do sutiã. Joe por várias vezes a vira se preparar para
dormir. Só que
naquela viagem ela
não trouxera suéteres
velhos, moletons ou camisetas extra largas. Armara-se com uma
sacola de lingerie feitas para seduzir.
Aquele
conjunto de calcinha de seda e renda cor de bronze, com o sutiã combinando, entre
muitos outros, era o mais comportado que tinha. Olhou para a delicada
confecção. Talvez Joe nem notasse que o sutiã mal a cobria.
Ele se
virou, enrolando uma toalha em torno do saco de gelo. Levantou a cabeça e parou
a meio caminho. Demi piscou, confusa. Vê-la ali deitada, com uma perna
erguida, os cabelos espalhados sobre o travesseiro...
Joe praguejou contra a própria relutância. O desejo físico, entretanto, não se
aplacou, e ele ficou agradecido pela penumbra reinante.
A pulsação
de Demi era tão forte que entrecortava sua respiração.
— Onde estão
suas camisetas de dormir? Eu pego para você. — O tom grave da voz dele a
excitou.
— Eu não
trouxe. — Demi pendia entre satisfação e consternação.
Seu ego
agradeceria por aquela dose saudável de admiração masculina. Mas aquele era Joe.
— Você deve
estar com frio, Demi. Não quer seu roupão? Diga onde está que vou pegar.
— Também não
trouxe.
Joe cerrou
os olhos e pressionou as mandíbulas.
— Olharei
para você em cinco segundos. Se de fato sabe o que é melhor para nós dois,
tratará de se esconder debaixo do lençol.
Em três
segundos, ela estava escondida sob a coberta, deixando de fora apenas o pé do
tornozelo machucado sobre o travesseiro.
Quando Joe
tornou a fitá-la, já tinha conseguido voltar ao normal.
— Isto deve
ajudar. — Ele colocou o gelo sobre o tornozelo dela e ajeitou o travesseiro sob
sua perna.
— Está bem
assim. Obrigada.
Joe foi
para longe da cama, e Demi respirou fundo. Riu, o tom forçado até mesmo aos
próprios ouvidos.
— Isso não é
nem de longe o que planejei. Na Jamaica e presa no leito com um tornozelo
machucado...
— E
encontrar seu namorado na cama com minha namorada fazia parte do que planejou?
— Joe deu-lhe as costas e começou a desabotoar a camisa.
— Não, de
modo algum. — Ela o olhava pelo espelho do armário.
Pêlos
castanho-dourados cobriam boa parte do tórax largo para desaparecer na cintura
da calça.
Joe a
flagrou. Demi o queria.
Sem dizer
nada, ele foi para o banheiro e fechou-se lá dentro. Demi apagou a luz do
abajur e lutou para recuperar a sanidade mental.
Joe era seu
melhor amigo. Não devia se esquecer disso.
Era um
tremendo conquistador. Ela, mais do que nunca, não devia se esquecer disso.
O toque de Joe a punha em brasas. Isso tinha o poder de metê-la em sérias encrencas.
Demi se
mexeu, aconchegando-se ao sólido calor sob seu rosto e sua perna, ao emergir
das profundezas do sono.
Um perfume familiar e excitante invadiu seus
sentidos despertando-a por
completo. Acordou para sentir o peso de uma coxa masculina jogada sobre si, os
pelos do peito fazendo cócegas em seu seio. O contorno rígido das formas
masculinas a pressioná-la.
Abriu os
olhos. Ela. Joe. Entrelaçados.
Na noite
anterior, eles se acomodaram em lados opostos da enorme cama de casal. Enquanto
dormiam, encontraram-se no meio dela. Graças a Deus ele ainda dormia.
O mais
correto a fazer era sair dali. E Demi faria isso, em um minuto. Mas que mal
poderia haver em alguns instantes mais de sensual indulgência?
Cerrou as
pálpebras e deliciou-se com a sensação de tê-lo tão perto.
Uma volúpia
lânguida fluiu em cada terminação nervosa. Aninhada ao calor dele, Demi se deu
conta de que nunca antes sentira verdadeiro desejo por alguém.
Joe era o
objeto de seu desejo. E também seu melhor amigo.
Mas Joe a
queria muito, tanto quanto ela a ele. Vira o fogo em suas pupilas, ouvira a
paixão na rouquidão em sua voz.
A atitude
mais fácil seria acordá-lo escorregando a mão sob o cós de seu pijama e
envolvê-lo com os dedos, enquanto passava a língua em seu mamilo.
O escudo da
amizade oferecia segurança. Mas não havia nada de seguro em Joe como amante.
Quantas vezes o vira passar de uma namorada para outra? Joe jamais a magoaria
de propósito, mas seria capaz de devastá-la.
Demi não
planejou aquilo que estava acontecendo, e não tinha uma estratégia para lidar
com a situação. Todavia, existia um mundo de diferença entre o mais fácil a fazer
e o mais certo.
Retirou a
perna de entre as dele e ajeitou o sutiã. Com o máximo cuidado, rolou para o
outro lado e avançou para a beirada.
No sono, Joe se virou para perto dela, passando o braço por seu pescoço e pousando a
mão em seu peito. O outro braço a enlaçou pela cintura, prendendo-a a ele.
Sua
excitação encontrou as nádegas dela.
Demi devia
se afastar. Pular dali e correr para longe. Em vez disso, contorceu-se de
encontro a ele. Joe
deslizou a mão
direita para segurar seu seio.
Com movimentos sonolentos, apertou seu mamilo entre os dedos.
Uma sensação
indescritível espalhou-se dentro de Demi. Atrás dela, a boca calorosa
mordiscava a junção sensível entre seu pescoço e o ombro. Um gemido deliciado
escapou de seus lábios.
Soube o
exato instante em que Joe recobrou a consciência. A mão que brincava com seu
mamilo estacou.
— Demi? Já
acordou?
Como poderia
virar-se e dizer que sim? Demi estendeu os braços para cima, fingindo
despertar.
— Hum... O
que foi? — Evitou encará-lo. — Sou a primeira a tomar banho.
Assim que
fechou a porta do banheiro, Demi se recostou nela. Mais um segundo e nada a
impediria de se entregar a Joe, para pôr um fim àquele tormento todo.
Joe tomou
uma chuveirada rápida. Na véspera, tomara um banho longo e gelado antes de
juntar-se a Demi no leito.
Demi, sua
melhor amiga.
Vestiu-se
rápido e voltou para o quarto.
— Pronto
para o desjejum? — Demi não olhava para ele desde que se levantou.
Ele deveria
estar se sentindo mal com tudo aquilo. Tinha mexido com sua melhor amiga
naquela manhã, enquanto ela dormia. No entanto, Joe gostou demais daquilo.
Ainda podia sentir nos lábios seu calor gostoso, a curva de suas costas contra seu
tórax, o tormento de suas nádegas contra o baixo-ventre.
— Mais do
que pronto. Como está seu tornozelo?
Demi roçou
em seu braço ao passar, e o breve contato e sua frescura de após o banho o
excitaram.
Ela calçou a
sandália e mexeu o pé.
— Muito
melhor. Apenas uma pontada ocasional.
— Acha que poderá
mergulhar? Partiremos do píer em uma hora e meia. Coloquei nosso nome na lista,
enquanto você tomava banho.
— Creio que
sim. Estou muito bem. — Demi endireitou os ombros. — E não se esqueça de que, quando encontrarmos Kiki e Elliott, precisaremos
fingir que estamos envolvidos em uma grande paixão.
— Tem
certeza de que não prefere deixar tudo como está?
— Eles nos
enganaram ao decidirem nos trair sob nossos narizes. Como você pode sugerir
“deixar como está”?
Não havia
como fazer Demi mudar de idéia quando ela decidia competir por algo.
— Como
quiser, Demi. Fingiremos estar apaixonados, então.
Mais seis
dias e cinco longas noites. Joe precisava ter em mente que Demi não era como
qualquer mulher, ela era... bem, Demi.
Joe passou
um braço pelos ombros dela, e saíram da suíte.
As águas
translúcidas e cor de esmeralda do Caribe cintilavam sob o céu azul. Vários
banhistas já se encontravam na praia em suas espreguiçadeiras ao longo da areia
branca, evitando a sombra das palmeiras.
— Um novo
dia no paraíso — comentou Demi, dando voz aos pensamentos dele ao adentrarem o
restaurante ao ar livre que tanto apreciavam.
O café da
manhã era informal. O bufê oferecia uma enorme variedade de itens.
Joe avistou
Kiki e Elliott no momento em que chegaram.
— Não olhe
agora, Demi. Inimigo à vista.
Demi não se
deu ao trabalho de olhar em torno. De imediato grudou nele como um ímã.
A mesma
torrente de paixão de antes, na qual Joe quase se afogou, tornou a ameaçá-lo.
Demi acariciou seu rosto, os lábios a milímetros de sua orelha.
— Vamos, Joe. Precisa olhar para mim como se nós dois tivéssemos acabado de sair da
cama, e você mal consegue esperar para levar-me de volta para lá.
— Talvez
isso esteja mais perto da verdade do que imagina — murmurou ele contra sua
boca, sentindo o gosto de menta do creme dental. Abraçou-a e pousou a mão
aberta em seu quadril.
Cruzaram o
imenso salão, dirigindo-se a uma das mesas perto da água. Joe sentou-se ao
lado de Demi, como se não tolerasse ficar longe, o que era mesmo o caso. Tomou-lhe
as mãos, deliciado.
Martin
apareceu com seu sorriso largo.
— Como estão
as coisas, amigos? — Ele olhou para suas mãos juntas e sorriu mais ainda.
— Está parecendo
que vocês dois
não puderam resistir
aos ares caribenhos...
— Sim. E
fomos agraciados com esta linda manhã.
— Era óbvio
que isso iria acontecer. Dois casais que chegaram juntos partirão separados. É
a magia da ilha. Ela lança um encantamento e traz para fora a verdade de nossos
corações. — Martin deu risada. — Posso ver, por sua expressão, que você não acredita na
magia da Jamaica, Joe. Eu também
não acreditava, até
que fui presenteado com a melhor
das esposas.
Demi se
inclinou para a frente, interessada no que Martin dizia.
— Eu
adoraria saber como conheceu Mathilde. Você não, Joe?
— Claro que
sim.
Joe julgava
que Martin, embora um bom homem, seria bem capaz de inventar aquelas histórias
só para agradar aos turistas.
— Mathilde e
eu costumávamos jogar vôlei juntos. Crescemos no mesmo vilarejo. Éramos amigos,
mas eu não a via como mulher. Isso até que, aos dezenove anos, passei a
temporada de verão trabalhando em Negril, para me preparar para meu serviço
aqui. Quando voltei, encontrei um forasteiro cortejando-a. Foi aí que, através da
magia da ilha, vi Mathilde como era de verdade, e acabamos nos casando.
Joe moveu-se no assento. Aquele relato tinha muito a ver com ele. “E veja aonde
isso levou Martin: ao casamento. Unido a uma só mulher.” Mas se ele afirmava que
existia magia na ilha, quem era Joe para discordar?
Um quê de
pânico brilhou nos olhos de Demi. Ela também teria notado a semelhança?
— Muito
lindo o que nos contou, Martin. Como você era quando jovem? Tímido? Sossegado?
Martin
pensou um pouco e deu de ombros.
— Nada
disso. Na juventude,
fui terrível, incorrigível.
Minha Mathilde costumava ficar
muito desgostosa. Mas
aquilo passou, tanto
que acabamos nos casando. Posso trazer-lhes um pouco do
excelente café jamaicano? Consta do bufê, mas trarei um bule fresquinho para os
dois.
— Obrigado.
— Será um
prazer, Joe. Ah! Eu gostaria de sugerir nosso pain au chocolat, que
encontrarão no bufê. — Martin se afastou para providenciar o café.
Joe empurrou a cadeira para trás e levantou-se.
— Espere
aqui, Demi. Farei um prato para você. — Interrompeu o protesto dela colocando
o dedo indicador sobre seus lábios. — Descanse o tornozelo, mocinha. E não se
preocupe, sei do que você gosta.
Ela tornou a
recostar-se.
— Obrigada.
Só uma louca se recusaria a ser servida por você.
Joe voltou
logo, trazendo um prato com fatias de manga, mamão papaia, maçã e morangos, e
um outro com um variado sortimento de pãezinhos, doces e fatias de bolo.
Enquanto ele
estivera ausente, Martin trouxera o café. Demi olhou o prato com os pãezinhos,
os doces e o bolo.
— Joe, você
sabe que não resisto a doces. Quer que eu engorde?
— Está de
férias, Demi. Faça dieta quando voltar para Nashville. — E partiu o pain au chocolate
ao meio. O chocolate derretido escorreu de dentro do croissant amanteigado.
Demi serviu-se de um pedaço de mamão papaia. Antes que começasse a comer, Joe
chegou mais perto até ver o céu azul refletido nas íris castanhas e ofereceu o bocado
ante seus lábios entreabertos.
Bem devagar, Demi afundou os dentes no croissant. A
calda de chocolate derretido escorreu para o dedo dele. O ruído dos pratos,
xícaras e talheres e da conversa ao redor diminuiu até desaparecer, enquanto
ela lambia o chocolate de seu dedo.
— Chocolate
e frutas. Adoro essa mistura.
A cadência
rouca da voz dela o tentou, tão rica e convidativa como o chocolate. Seu olhar
prendeu os de Joe ao levar um pedaço de mamão à boca.
Os bicos
enrijecidos de seus seios projetavam-se no tecido de algodão da blusa.
Estava tão
excitada quanto ele.
Joe gemeu
baixinho, sem saber com certeza se sobreviveria àquele desjejum.
Demi ofereceu um pedaço de mamão para Joe.
—
Experimente.
Ele
saboreou a doçura da
fruta, seu corpo latejando
em resposta. Jamais sonharia que partilhar de um café
da manhã com Demi
poderia se tornar uma experiência daquelas, quase indecente.
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Olá... Tudo bem? Eu vou bem! Me desculpem postar só agr, faltou energia em quase toda a cidade aq, por causa de uma chuvinha! Nunca chove e qd chove falta energia ¬¬ Enfim, estão gostando? Sam disse q está acontecendo muito rápido as coisas... Mas ta dando p entender? Agr começa uns hots aí... hehe' Comentem, ok? Beijos, amo vcs ♥
Até o próximo capítulo...
Olá... Tudo bem? Eu vou bem! Me desculpem postar só agr, faltou energia em quase toda a cidade aq, por causa de uma chuvinha! Nunca chove e qd chove falta energia ¬¬ Enfim, estão gostando? Sam disse q está acontecendo muito rápido as coisas... Mas ta dando p entender? Agr começa uns hots aí... hehe' Comentem, ok? Beijos, amo vcs ♥
Até o próximo capítulo...
PS: O que acham de uma maratona amanhã? De 3 capítulos? A história é bem curtinha...


