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A mãe de
Joe começou a passar mais tempo companhia de Demi. Ela nunca mencionou o
domingo fatídico, mas mudou seu modo de agir e falar.
Jenny
Jonas orgulhava-se do filho. Apesar de ainda ser jovem, era um homem de
sucesso, e ela sabia que tentações não faltavam para uma pessoa do calibre de Joe. As mulheres se interessavam tanto pelos olhos escuros e porte atlético,
como por sua habilidade de transformar em dinheiro tudo que tocava. Jenny não
era tola, e, mesmo sem saber o que pusera em perigo o casamento do filho, podia
imaginar muito bem. Decidiu então passar mais tempo com a nora, oferecendo
apoio morai, e Demi agradeceu, pois sabia que ela era sua única amiga no novo
tipo de vida que levava. Alias, sentia-se fraca
e insatisfeita com a pessoa vazia na qual se transformara. A
casa, que já
havia sido motivo
de orgulho e
prazer, transformou-se num lugar
passível de criticas em cada canto.
Era boa o suficiente
para ela, mas
não para Joe.
A ascensão social
trazia como consequência uma
demanda por coisas que refletissem o homem poderoso no qual se transformara. Demi lembrou-se da insistência dele em mudar para um lugar maior e melhor e
entendeu o motivo. Nunca trazia seus amigos de negócios porque, provavelmente,
tinha vergonha da própria casa. Irritou-se por ele não ter permitido que o
acompanhasse no novo tipo de vida. Admitia o próprio erro. Fora infantil e não amadurecera
em sete anos, mas Joe também tinha sua parcela de culpa ao mantê-la afastada, como se fosse um pecado secreto que não combinava com sua imagem de
sucesso! A raiva transformou-se em ressentimento, tornando Demi irritada e imprevisível a ponto de preocupar a família, e não havia nada que ela pudesse fazer. Uma
noite, depois de manter por muito tempo a regularidade de horário, chegando
sempre às seis e meia, Joe ficou trabalhando até tarde, e ela sentiu-se mais
impotente, porque a presença dele por perto lhe dava um pouco de paz. Foi
dormir angustiada e triste.
No dia
seguinte, não conseguia
concentrar-se. Resolveu não
culpar apenas Joe. Passara muito tempo dentro do seu pequeno mundo
sem se importar com o que ele fazia fora de casa. Sabia que jantares de
negócios eram importantes e que o marido precisava frequentar a sociedade, mas
nunca se preocupara em acompanhá-lo, em lhe dar apoio! Nem sabia que o caso
Harvey havia terminado, até Mandy lhe contar. Aliás, só soube da existência
porque um dia reclamou da ausência do marido e a sogra defendeu-o, dizendo: “Ele
está muito ocupado com o caso Harvey. Não percebe como é importante que Joe vença esta disputa?” Não sabia e continuava sem saber,
porque nunca se
preocupara a respeito. Em seu
casamento, ela e Joe partilhavam apenas a casa, sexo e três crianças.
Olhou-se no espelho e se deu conta de que, apesar de ter um corpo bonito, o
rosto infantil não
combinava com a
mulher que deveria
ser companheira de Joe. Usava o mesmo cabelo comprido desde que tinha
a idade de Kate, e suas roupas eram sempre juvenis! A solução era mudar tudo.
—Sabe o que vou fazer, Mike? — disse ao bebê,
que brincava no chão. — Vou pedir para vovó ficar com você e vou sair e renovar
meu guarda-roupa! E, se ela não puder, levo você até o escritório de Joe e
ele que se vire. — Mas Jenny podia ficar com Michael e, assim que ela chegou, Demi pegou um táxi para o centro de Londres. Vibrara com a ideia de entrar no
moderno escritório de Joe e deixar a criança nos braços dele, mesmo sabendo
que jamais teria coragem. A suave Demi era feliz sendo boa esposa e mãe. Não
tinha ambição pessoal. Sua realização era na casa, com as crianças e o marido.
A tensão desaparecia do rosto de Joe quando chegava sobrecarregado e
encontrava um lar confortável e a família toda à sua espera. Adorava brincar
com os gêmeos e o pequeno Michael, e Demi sabia que a casa era o refúgio para
as tensões do dia-a-dia. Será que o inverso era verdadeiro? Ou seria um alívio
deixar de lado o papei de pai e marido, para assumir o papel do empresário
poderoso, cercado de pessoas sofisticadas e de alto nível intelectual? Mais uma
vez lamentou ter ficado estagnada enquanto Joe crescia.
Ao chegar
depois das seis horas, Demi ficou feliz, pois não viu o carro dele em casa. Carregada de pacotes, tocou a campainha.
—Meu Deus do
Céu! — a mãe de Joe exclamou, ao abrir a porta. Olhou todos os pacotes e
principalmente o rosto da nora.
—O que
achou? — Demi perguntou.
A mulher que
saíra de casa cedo era completamente diferente da que esperava ansiosa pela
opinião da sogra.
O cabelo
fora cortado na altura do queixo e repicado nas laterais. O rosto recebera uma
maquiagem tão natural que era quase impossível saber o que havia de diferente,
mas Jenny percebeu que a mudança era perturbadora. Não era tudo. Demi saíra
vestida com calça jeans e moletom. Voltara com um conjunto de minissaia e
blazer cinturado, de lã risca-de-giz cinza e preto, meia-calça preta e sapatos
de salto alto.
—Eu acho —
Jenny finalmente murmurou — que é melhor termos um uísque duplo pronto
para quando meu filho chegar. —Era a melhor resposta que Demi poderia
desejar. Sentia-se preparada para um desafio.
Sam entrou
correndo na sala e gritou ao ver a mãe. —Uau! — E continuou como se a nova Demi não fosse diferente da que ele estava acostumado a ver. — Ei, o que é
que tem nestes pacotes?
Em menos de
dez minutos, o chão da sala encheu-se com a metade dos pacotes abertos.
Sam correu para seu
quarto com um
novo jogo para o computador e Kate ficou entretida com os
presentes que Demi comprara por impulso quando Joe entrou. Ele ficou
imóvel, assim como todos na sala. Kate parou de lidar com o brinquedo, Jenny
parou de tentar arrumar a bagunça e Demi levantou-se com as pernas tremendo e
encarou Joe com uma mistura de desafio e desamparo. Foi à mãe dele quem
quebrou o encanto, carregando Michael e chamando Kate para fora da sala. Jenny
dissera a Demi que as crianças ouvem e sentem mais do que
percebemos e ela
recebera a mensagem.
Provavelmente andaram dizendo
coisas à avó que não poderiam dizer aos pais. No momento, sua atenção não
estava nos filhos, mas em Joe, que a encarava sem demonstrar emoção. Começou
a ficar nervosa ao perceber o sorriso que se desenhava nos lábios dele, o mesmo
sorriso de anos atrás, quando ele a vira na discoteca.
—Bem, bem.
Posso ver que o segundo estágio começou. Vai a algum lugar especial?
Desculpe-me Demi, mas se me avisou de planos para esta noite, creio que
esqueci completamente. — O modo como ele disse “especial”, irritou-a. Joe sabia muito bem que ela não ia a lugar algum, então o que queria dizer com
“segundo estágio”? Também ficou óbvio que ele não diria nada a respeito de sua
nova aparência. Talvez não tivesse gostado, talvez preferisse a versão simples
e sem graça que não lhe causaria problemas.
Ou talvez
estivesse inseguro quanto a esta Demi! E se a pergunta fosse séria e ele pensasse mesmo que ela ia a algum lugar?
—Se eu
estiver pensando em sair, o que vai dizer? — ela perguntou.
—Acho que
perguntaria com quem pretende ir — ele respondeu, muito melhor que ela nesta
espécie de jogo.
—Para julgar
se ele ou ela é a companhia certa para sua jovem esposa?
—Ele? E quem é ele?
— Joe perguntou, com
uma suavidade que escondia a apreensão.
—Eu não
me lembro de
você me contar
com quem sai
para seus programas — respondeu,
seca. O rosto dele ficou
sério e os
olhos cinzentos lhe
enviaram uma breve advertência.
—Diga um
nome, isto é tudo, apenas um nome! —Desde que não ia a lugar algum, a conversa
esta sendo absurda.
—Não há um
nome — ela disse triste, e toda a excitação do dia se fora. — Estou chegando em
casa e não saindo. Joe andou pela sala até uma caixa ainda intocada pelas mãos curiosas das crianças.
—O que tem
aqui?
—Um
conjunto.
—E ali? —
ele apontou outra caixa fechada.
—Lingerie. —
Corou porque a caixa estava lotada de caros conjuntos de seda e renda.
—E esta?
—Alguns
vestidos novos! Por quê? Não vai me passar um sermão, não é? Você me deu todos
aqueles cartões de crédito!
Ele ignorou
o comentário e perguntou casualmente: —Tem algum vestido que possa usar num dos
restaurantes mais finos de Londres e depois talvez dançar em algum lugar?
Demi já ia
sair da sala, mas o convite pegou-a de surpresa. —Está me convidando para sair?
— ela perguntou tão direta que o sorriso de Joe apagou.
—Sim — ele
concordou sarcástico. Demi teve certeza de que ele se divertia com sua falta de charme. Corou e quis desaparecer. Nada que fizesse seria suficiente para
mudar sua imagem de garota ingênua! —Sim, Demi — ele repetiu mais gentil,
percebendo a apreensão dela e sentindo-se culpado. —Estou convidando você para
sair e jantar comigo esta noite.
—Oh — ela
disse, insegura do que responder, e ficou aliviada quando Sam entrou correndo
na sala e atirou-se no colo do pai.
—Oi, sabe
que a mamãe comprou um jogo novo para o computador? Posso trazer aqui para baixo
e jogar na televisão grande? É um simulador de vôo!
—É claro que
pode. — Joe sorriu para o filho, sem deixar de olhar para a esposa. — Se sua
avó não se importar, porque vou pedir para ela ficar com vocês enquanto saio
para jantar fora com sua mãe.
—Vai sair
com a mamãe? — O garoto parecia tão surpreso quanto ela, e Joe sorriu. Sam gritou para a mãe. —Que legal! O papai vai sair com você, então não precisa
mais sair sozinha como...
—Sam — O tom
de voz de Joe calou o garoto.
—Talvez sua
mãe não possa ficar — Demi disse, sem graça, achando que fora convidada por
obrigação. — Ela já passou o dia todo aqui. Não é justo...
—Fico com
prazer — disse Jenny, entrando na sala. —Joe, leve-a a um lugar agradável.
—Eu ainda
não disse se quero sair — respondeu impaciente, sentindo-se manipulada.
—É lógico
que quer, minha querida! — Jenny insistiu. —Agora suba se arrume e leve estes
pacotes. Kate, Sam, venham ajudar sua mãe.
Os três
subiram a escada carregados com as compras. Demi escutou a voz da sogra dizer baixinho: —Sabe, meu filho, esta noite fora vai fazer bem a vocês. E seria
muito bom se Demi começasse a participar de sua vida social também!
Demi parou
no alto da escada, curiosa de ouvir a resposta de Joe, mas ele falou muito baixo. Ao contrário, a voz de Jenny era bem audível.
—Bobagem.
Como sabe que ela vai odiar se nunca lhe deu a oportunidade de saber?
O problema com
você Joe, é
que manteve sua
mulher tão protegida, que ela
nunca pôde saber o que quer da vida! — Será que Jenny acreditava que ela
quisesse ser algo mais, além de boa mãe e esposa?
—E tem mais
uma coisa — Jenny continuou, com a voz ríspida, — não descobri o que aconteceu
por aqui que entristeceu as crianças, só sei que elas perceberam alguma coisa
desagradável, e sei muito bem de quem é a culpa! — Uma pontada atravessou o
coração de Demi, a mesma sensação que tinha cada vez que se lembrava do
telefonema de Mandy. —Aceite meu conselho, filho —Jenny acrescentou, — e aja
com muito cuidado daqui em diante, porque se algum dia Demi... — Ela correu
para o quarto. Não queria saber o futuro. O que estava acontecendo àquela noite
já era o suficiente.
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Eu amo qd chega a mudança do visual jhfsasdh Td bem? Eu estou bem, obrigada! To tão feliz ao ver que vcs estão amando a história ♥ Gente, ela n é minha, é uma adaptação de um livro, ok? O nome da autora está lá na página "Fanfics" do blog, certo? Mesmo assim, fico mt feliz com o s elogios <3 Comentem mais para o próximo! Respostas aqui' Beijos, amo vcs ♥
Eu amo qd chega a mudança do visual jhfsasdh Td bem? Eu estou bem, obrigada! To tão feliz ao ver que vcs estão amando a história ♥ Gente, ela n é minha, é uma adaptação de um livro, ok? O nome da autora está lá na página "Fanfics" do blog, certo? Mesmo assim, fico mt feliz com o s elogios <3 Comentem mais para o próximo! Respostas aqui' Beijos, amo vcs ♥





