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30.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 9 - MARATONA 2/4


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Joe deixou a suíte após ter recusado o convite que Demi lhe fez de juntar-se a ela na piscina. Tinha algumas coisas para providenciar antes que anoitecesse. Afinal, não era todo dia que um homem propunha casamento a uma mulher.
Verificou as horas no relógio de pulso e dirigiu-se ao restaurante. A primeira coisa a fazer era encontrar Martin e pedir sua ajuda.
O restaurante ainda estava fechado, porém Martin já estava a postos, dobrando uma pilha de guardanapos junto com dois colegas. Ao avistá-lo, o garçom cruzou o salão com um amistoso sorriso nos lábios.

— Olá! Posso ajudá-lo?

— Sim, eu queria um favorzinho.

— Diga.

— Amanhã será nosso último dia na Jamaica.

— Que pena... Espero que tenha gostado daqui.

— Gostei muito, tanto que pretendo voltar em breve, em nossa lua-de-mel.

— Então vão se casar? Meus parabéns! Grandes comemorações esta noite?

— É por isso que estou aqui. Quero programar algo, fazer uma surpresa para Demi.

Martin sorriu mais largo.

— É a magia da ilha mais uma vez funcionando. Notei esse encantamento entre vocês dois no momento em que os vi. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo e com Mathilde.

— Bem, quero que esta noite seja especial. Pode nos reservar uma das mesas de frente para o mar? Eu gostaria também de um bom vinho para brindarmos o grande acontecimento. — Joe então se lembrou de algo muito importante. — Oh, claro! E um anel de noivado. Não posso fazer o pedido sem ele.

— Sim, o anel. Minha prima Angelique trabalha na joalheria do saguão do hotel. Ela lhe mostrará seu belo estoque de jóias.

— Obrigado pela ajuda, Martin.

Demi talvez preferisse a tradicional aliança de brilhantes. Quando chegassem a Nashville, ele providenciaria uma. Por enquanto, o anel da prima de Martin serviria muito bem.

— Não precisa agradecer, Joe. Foi um prazer.

(...)

— Estamos um pouco adiantados para nossa reserva. Que tal tomarmos um drinque no bar? Ou prefere um passeio pela praia? — Joe parou do lado de fora do restaurante, lindo em seu traje formal.

— Prefiro o passeio. A praia está quase deserta.

Demi precisava de alguma atividade física. A perspectiva da partida no dia seguinte a punha melancólica. E seu estado de espírito piorou quando Joe recusou seu convite para irem para a piscina. Aquilo lhe representou o começo do fim.
Foram em direção à praia. Demi parou na areia, já próxima da água, e começou a descalçar as sandálias.

— Melhor tirar isso. Não quero virar o tornozelo, como da outra vez.

Joe passou a carregar suas sandálias na mão direita, o braço esquerdo passado pela cintura estreita.

— No fim, tudo acabou bem. Nossas férias na Jamaica foram perfeitas.

Pararam à beira do mar, onde a areia era úmida e firme, abraçados, sentindo a maré alcançar seus pés e tornozelos.

— É espantoso como as marés são constantes, não importa o que esteja acontecendo no planeta.

— É verdade...

Caminharam devagar pela orla. Os prédios do resort deram lugar a uma densa vegetação.

— Está vendo aquele banco ali entre as árvores, Joe? Por que não nos sentamos para apreciar o pôr-do-sol?

— Certo. Dali teremos uma bela visão do oceano, além de toda privacidade.

Demi tornou a calçar-se. Joe afastou um galho de árvore, e os dois se sentaram. Como conseguir apreciar a paisagem quando ela não podia pensar em outra coisa além da pressão da coxa dele contra a sua? Quando a ânsia louca dentro dela implorava para ser saciada? Tinham tão pouco tempo... Até o dia seguinte, quando iriam para casa e tudo o que viveram se tornaria apenas recordações.

— Demi? — Joe respirou contra seu pescoço, com voz baixa e acariciante.

— Sim?

— Lembra-se daquela noite na praia?

— Claro que me lembro.

— É super excitante fazer amor em um lugar público, não acha?

— Sem dúvida... é muito estimulante.

Joe se levantou e contornou a banco, parando atrás dela, excitadíssimo.

— Levante-se, Demi.

Ela o obedeceu. O ruído de um zíper sendo aberto e a respiração forte de Joe soaram atrás dela. Ele aproximou-se mais, encostando-se nela, fazendo-a sentir o quanto o agradava.
Demi  observou  o  sol,  uma  bola  incandescente  aos  poucos  baixando  no

firmamento. Estremeceu em antecipação ao que estava para vir.
Joe levantou a parte de trás de seu vestido e afastou a calcinha para o lado, enlaçando-a.

—  Você  alguma  vez  viu  um  pôr-do-sol  mais  bonito?  —  perguntou  ele, penetrando-a.

Demi engoliu em seco.

— Nunca. — De fato foi espetacular.

Agarrando-se aos quadris dele, Demi inclinou-se para a frente, para que Joe mergulhasse mais fundo dentro dela. Joe avançava, cada vez mais, enquanto Demi apertava-o firme, dizendo coisas com o corpo que jamais se atreveria a verbalizar.
Concentrou-se no astro-rei até que bola de fogo explodisse em um estonteante leque de cores, antes de desaparecer nas profundezas do horizonte.

— Isso não foi nada... — As palavras lhe faltavam. Com os joelhos bambos, Demi ajeitou o vestido.

Na praia, a uns poucos metros, um casal surgiu caminhando.

—... nada decente — Joe terminou por ela, mordiscando sua nuca, fazendo-a se arrepiar. — Mas absolutamente incrível.

(...)

Martin os recebeu à porta.

— Por aqui, por favor. Esta noite nós temos um lugar especial para vocês, com uma vista deslumbrante da praia.

Martin os levou a uma mesa que dava de frente para mar, onde alguns vasos com folhagens viçosas forneciam a intimidade e a privacidade que eles desejavam.

— A mesa está de seu agrado, Joe? — Martin quis saber.

O fogo da vela acesa tremulava na brisa que roçava em nos braços nus e no pescoço de Demi. A louça de porcelana e os talheres de prata cintilavam contra a toalha de linho. Além do terraço, o crepúsculo transformava o oceano em turquesa líquida.

— Sim, Martin. Está perfeita.

Com um leve floreio, o garçom puxou a cadeira para que Demi sentasse.

— Que bom que gostou...

Ela se acomodou no assento almofadado. Joe sentou-se na cadeira ao lado, tomou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Seu coração bateu mais rápido.

— Aceitam uma taça de champanhe, para começar?

Os  olhos  de  Joe  prenderam  os  dela,  lembranças  da  intimidade  que partilhavam unindo-os. Demi umedeceu os lábios de repente secos.

— Sim, obrigada, Martin.

Será que não era mais capaz de dizer nada além de aquiescer? Mas o que havia para objetar? A vista espetacular? O champanhe? Joe lhe oferecendo tudo o que sabia que a agradaria?
Quanto  mais  Demi  fazia  força  para  não  pensar  do  amanhã,  mais  ele  se intrometia. Ela e Joe precisariam de algumas normas quando voltassem a Nashville, e seria melhor que não tocassem no assunto Jamaica, e que deixassem a coisa toda se desvanecer, como se tivesse sido um sonho. Talvez aquele momento fosse o ideal para conversar com ele a esse respeito.

— Joe, eu...

— Demi...

— Diga você. — Achou melhor deixá-lo falar primeiro.

— Precisamos conversar.

— Está bem. Prossiga.

— Temos de falar sobre nós dois.

Demi quase caiu da cadeira.

— Estava pensando nisso...

Como regra, os homens nunca se sentiam impelidos a falar. E Joe não era uma exceção.
Ele passou a mão nos cabelos. Costumava fazer isso quando estava nervoso. Por que estaria tenso?
Martin chegou com o champanhe. Joe sorriu e ajeitou a gravata.
O garçom se afastou.

— Não achei que seria tão difícil...

— Pelo amor de Deus, Joe, fale de uma vez, ou então eu falarei. — Havia uma ponta de desespero na voz dela. Seria tão difícil dizer que eles precisavam terminar?

Joe arqueou uma sobrancelha.

— Será que estamos querendo dizer a mesma coisa?

— Somos amigos há muitos anos, e não há necessidade de rodeios. Fale.

Joe pareceu surpreso e aliviado.

— Muito bem. Quando você quer se casar?

— Viu? Não foi tão difícil... — Demi gelou ao assimilar o que ouviu, e que não era o que antecipara. Podia jurar que ele dissera “casar”. Mas não pode ser. — Você disse “casar”?

— Sim. Isso mesmo

O estômago de Demi deu voltas. Não podia ser. Duas semanas atrás ele mal conseguia pronunciar aquela palavra.

— E com quem pretende se casar?

Ele deu risada.

— Não seja tola, Demi. Quero me casar com você.

— Nós dois?

— Eu e você. Nós dois.

Demi conteve sua crescente histeria. Joe Jonas lhe propondo casamento... “Meu Deus!” Um flerte durante as férias era uma coisa, casamento era outra, bem diferente.

— Por que está  me propondo isso? — Sem  esperar pela resposta, Demi apanhou a taça e tomou um longo gole de champanhe.

— Ei, nós devíamos comemorar, mas apenas após você ter dito “sim”.

— Desculpe-me, mas eu precisava de uma bebida. — E tornou a levar à taça aos lábios. Só a depositou de volta ao tampo quando ficou vazia.

— Achei que você fosse ficar eufórica.

— Estou sem fala.

— Eu notei.

— Por que iríamos querer nos casar um com o outro? — Demi tentava manter uma entonação neutra, como se estivessem discutindo o clima, e não o futuro enlace deles.

O natural bom-humor de Joe deu lugar à frustração.

— Você vive dizendo que quer se casar.

— Sim, eu sei. E você se lembra da outra parte? Ter minha própria família?

— Está bem. Em dois anos, começaremos a nos empenhar nela.

Demi tentou ver algum sentido na incompreensível proposta de Joe e em sua boa vontade quanto a iniciar uma família.

— Por que, Joe?

— Droga, Demi! É só isso que tem para dizer? Porque você quer, é óbvio.

— Mas não podemos nos casar e ter filhos só porque eu quero isso. — Não podia permitir a si mesma cair na tentação de imaginar um futuro com ele. Serviu-se de mais uma taça.

— Agora é você que não está sendo sensata. O que impede dois amigos de se casarem um com o outro?

— Esqueça isso. Quero saber por que devemos nos casar.

— Raciocine,  Demi.  Nós nos gostamos,  nos  damos  bem...  —  Joe  se aproximou mais. -— E o sexo que fazemos é fenomenal.

Até mesmo no meio do rompimento, ele a reduzia à vela derretida com um simples olhar.

— Não se pode casar com uma pessoa só porque o sexo é fenomenal.

— E o que acontecerá entre nós, Demi? Pare e pense nisso. Seu próximo namorado poderá não ser tão tolerante quanto a nossa amizade, sobretudo após esta semana. Confesso que, no lugar dele, eu não seria.

— Então quer se casar comigo por achar que meu próximo namorado, ou até meu marido, fará objeção a nossa amizade porque já fomos amantes?

— Evidente. Você é muito importante para mim.

Em nenhum lugar ao longo do caminho ele mencionou amor ou o fato de estar apaixonado.

— Ah, sei... Está tentando proteger seus interesses. Falando assim, isso soa...

— Absurdo? Egoísta?

— Eu não colocaria desse modo.

— Não? Então como colocaria?

— Sei lá! Você costuma ser tão racional...

— Está tentando dizer que não estou sendo razoável? Talvez tenha ficado um pouco alta devido às duas taças de champanhe que ingeri de estômago vazio, mas irracional, não.

O que era irracional era a idéia de eles dois se casando.

— Não coloque palavras em minha boca.

— Não estou fazendo isso. Você está fazendo um bom trabalho, sem precisar de ajuda.

— Demi, admita que é um bom plano. Nós entendemos um ao outro, gostamos um do outro. Por que não funcionaria?

— Será que faz alguma idéia do quanto sua amizade significa para mim, Joe? Sabe o quanto é importante? — As lágrimas ardiam em seus olhos, O desespero, a confusão e a frustração a transtornavam. Mordeu o lábio. Não podia chorar.

— Mais razões para nos casarmos.

— Mais razões para não fazermos isso. Um mau casamento nos destruiria, e você é querido demais para que eu permita que corramos o risco.

Sua ligação com Joe foi a única que Demi aceitou após ter sido abandonada pelos pais. Por várias vezes, pensou que seria mais fácil se eles tivessem morrido em vez  de  tê-la  abandonado.  Então,  todas  as  suas  esperanças  morreriam  com  eles.
Imaginar-se perdendo Joe, porém, era intolerável.

— Por que está assumindo que o nosso seria um mau casamento?
— Casamento  é  um  compromisso  para  uma  vida  inteira.  Você  mesmo confessou que gosta de mudar de canais. Não ficarei sentada esperando que os mude, Joe.

— Isso não é justo. Agora é diferente. Somos amigos há quanto tempo? Você não considera isso um compromisso para sempre?

— Amizade é uma coisa, casamento é outra.

Demi não queria magoá-lo, mas sempre foram honestos um com o outro. Ela se sentia presa em uma armadilha, sufocada, e não suportaria ficar àquela mesa nem mais um segundo.


— Você é o melhor amigo que já tive, Joe. E jamais terei outro tão bom. — Demi arrastou a cadeira para trás e se levantou. — No entanto, é o último homem com quem eu me casaria.

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Comentem, bbês... Amo vcs szsz

Capítulo programado.

Apenas Amigos? - Capítulo 8 - MARATONA 1/4

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 Demi entrou no quarto, suada após sua costumeira corrida matinal. A praia vazia e a brisa marítima lhe deram uma nova perspectiva.
As coisas enlouqueceram. Ela e Joe foram aprisionados pela magia sensual da ilha. Mas aquele era um novo dia. Após um longo e refrescante banho, os dois tomariam o desjejum e, juntos, pensariam em um novo plano. Aí então, tudo voltaria ao normal.
Sentia-se cheia de determinação, mas até entrar no quarto e ver Joe sair do banheiro, usando apenas a parte de baixo do pijama, uma toalha presa no pescoço e, no rosto, um sorriso sensual.

— Como foi sua corrida? Boa? — Ele passou a mãos nos cabelos, os músculos do abdome ondulando com o movimento.

Um lento e metódico pulsar começou em suas entranhas, espalhando-se depois por cada célula, deixando-a perigosamente perto de mandar a própria determinação para o espaço.

— Foi ótima. Vou tomar uma chuveirada e em seguida tomaremos café. — Demi devia ignorar aquele desejo insano, por ele e tratá-lo como amigo. Por isso, cruzou o quarto em direção ao banheiro, com ele a segui-la. — Não me ouviu dizer que queria tomar um banho, Joe?

— Ouvi, mas eu estava para fazer a barba. Importa-se se eu fizer isso enquanto você vai para o chuveiro?

Havia um desafio ali, para ver se eles eram capazes de voltar ao que eram antes.
Seu lado sensato e racional lhe dizia não ser uma boa idéia. O competitivo desafiava-a a enfrentar a situação.

— Tudo bem, Joe, mas me deixe entrar primeiro.

Demi girou o registro do chuveiro e esperou que a água esquentasse. Tirou os tênis e a as meias.
Joe pôs a cabeça para dentro do banheiro e entrou em seguida.

— Vire-se, para eu poder me despir.

Aquele lugar, com o ar carregado de vapor, tornava o clima tão erótico...
Joe se virou, O fino tecido de seu pijama delineava seu corpo com perfeição.
Demi se despiu rápido e entrou no boxe, para baixo do jato de água morna.

— Já posso me virar?

— Pode.

— Como está a água?

— Deliciosa.

Demi fazia força para se lembrar de algum fato a respeito dele que fosse revoltante, aviltante, para compensar seu estado geral de extrema excitação. Era uma lástima, mas não se lembrou de nenhum, só o quanto era sensual falar com as costas nuas de Joe, enquanto a água quente escorria por seus ombros, seios, nádegas e a extensão das pernas.
Estaria ela destinada a passar aquelas férias inteiras molhada, ou nua, ou excitada? Aquela altura, o melhor curso de ação era terminar com aquele banho o quanto antes.
Procurou pelo sabonete. Maravilha! Ela, dentro do boxe; o sabonete, na pia, perto de Joe.

— Pode me passar o sabonete, Joe?

— Claro. Precisa de mais alguma coisa?

A sugestão, feita naquele tom rouco de voz, a fez recordar eles dois fazendo amor na piscina.

— Apenas o sabonete.

Ele o passou para ela através das portas de vidro, tomando cuidado para não olhar lá dentro. Seus dedos se roçaram quando Demi apanhou o sabonete, e o simples contato enrijeceu seus mamilos.

— Obrigada.

Frustração, exasperação e mais do que um pouco de confusão se agitavam dentro dela. Sentiu as bases de sua amizade com Joe mudarem diante de seus olhos, minadas pela atração latejante entre eles. Mesmo naquele momento, no silêncio que se estendeu, embora estivessem separados pelas portas de vidro, sentiam-se unidos por uma potente linha de tensão sexual.

— Não está funcionando, Demi.

— Não?

— Não. Você aí dentro, nua e molhada... Eu aqui fora.

— Mas...

Joe se virou como em câmara lenta. Demi interrompeu a sentença. Havia desejo  transformando  suas  feições.  Através  da  barreira  de  vidro,  seus  olhos  a devoravam.

— Eu te desejo tanto que chega a doer!

Demi abriu a porta e puxou-o, cansada de lutar contra a correnteza. Joe entrou, de pijama e tudo, sua boca capturando a dela, empurrando-a através do jato de água até suas costas e nádegas encostarem a parede de mármore.

— Oh, Demi... — Ele gemeu contra seus lábios, antes de prender seus pulsos e, com a mão esquerda, elevá-los ao alto de sua cabeça, imobilizando-a.

Era uma posição bastante vulnerável, que exigia um certo nível de confiança no parceiro. A água caía sobre eles fazendo seus olhos arderem. Com a mão direita, ele pegou o sabonete e apertou na mão até que virasse um creme.
Ofegante, Demi antecipava seu toque, até que, com muito cuidado, ele correu os dedos lambuzados com o sabonete ao longo de seu pescoço e do colo. Em vez de satisfazê-la, seu toque alimentou-lhe o desejo. Os mamilos endureceram e apontaram ávidos para o jato de água, esperando por suas carícias. Com as palmas da mão ele os saciou.
Demi cerrou as pálpebras e atirou a cabeça para trás, apoiando-a na parede, entregando-se às sensações enlouquecedoras. Joe foi em frente com aquela doce tortura, passando sabonete na curva suave de sua cintura e na expansão de seu ventre.

— Seu corpo é por demais sensual...

Os dedos de Joe contornaram seu umbigo, enquanto, com a outra mão, ele mantinha-lhe os pulsos cativos acima da cabeça.
Aquela devia ser uma posição de escravizar, uma posição poderosa, o que tornava-se evidente no tremor das mãos dele, na rouquidão, no fogo intenso em seus olhos verdes.
Joe correu a mão até linha arredondada de seu quadril. Demi separou as pernas, abrindo-se para ele que, passou a acariciar a parte interna de suas coxas.
Ela não pôde conter o gemido que escapou de seus lábios. Se Joe movesse a mão um pouquinho...

— Vire-se. Quero ensaboar suas costas.

Demi o encarou. Ele a estava matando, toque a toque.

— Mas...

— Tudo a seu tempo. Seja paciente. Confie em mim.

— Vou confiar.

— Seus braços estão cansados?

— Não. Eu gosto assim.

— Eu também. Agora, vire-se.

Demi o obedeceu, pressionando o rosto e o torso ensaboado contra a parede.
Mordeu o lábio quando Joe a fez sentir o que ela fazia com ele. Massageou e acariciou a linha de suas costas, os músculos tensos de seus ombros com toques suaves e gentis.
Demi colou-se ao mármore escorregadio quando Joe correu a mão abaixo de sua espinha. Ansiando pelos afagos que ele adiava de propósito, ela trouxe as nádegas arredondadas para perto de sua mão, mantendo os pés afastados.
Estremeceu ao primeiro toque, e seu corpo inteiro se enrijeceu. Escorregou parede abaixo, os braços musculosos de Joe em torno dela, apoiando-a.

— Agora, doçura, apenas relaxe.

Talvez fosse uma depravada. Devia ser. Porque quanto melhor era o sexo, mais ela queria. Quanto maior a satisfação, mais satisfação queria. Acabava de experimentar o mais incrível clímax de sua vida, e já sentia a comichão do desejo tornando a despertar. Sabia que não podia continuar com aquela situação com Joe, mas não era capaz de se conter.
Até aquele momento, Demi não planejava tocá-lo. Mas ele a levara ao outro lado do paraíso, e queria satisfazê-lo com a mesma intensidade.
Foi então que ali, no chão do boxe, ela aproximou-se dele, usando as mãos e os joelhos para caminhar, com a água batendo em sua cabeça e em seus ombros. Com delicadeza, acariciou-o com intimidade.
Joe abriu os olhos e cerrou os dentes.

— Demi... Oh, doçura...

Indo mais para a frente, ela começou a lambê-lo, cada vez mais desinibida.
Os olhos dele se abriram.

— Gosto de tocá-lo, Joe, mas o que eu quero mesmo é provar você. — Com a ponta da língua ela o percorria, centímetro a centímetro, fazendo-o arfar.  — Joe agarrou-se às portas do boxe, nos lábios um sorriso quente e sensual. — Só espero sobreviver a isso, porque você de fato está me matando.

(...)

— A praia está lotada — Joe comentou, à mesa onde eles jantaram na noite anterior.

Tudo aquilo de fato aconteceu fazia apenas vinte e quatro horas? Inacreditável.
Podia ser o tempo de uma vida inteira, tanto havia mudado entre os dois.
Martin os serviu de café, e mais uma vez, partilharam de um grande sortimento de frutas, pães frescos e doces.
Joe observou um barco se afastando. Fazer amor com Demi era como praticar mergulho. Aquilo revelou lhe uma nova faceta dela, que ele não conhecia, cheia de beleza e mística para descobrir e partilhar. Estava encantado.
Demi serviu-se de uma fatia de manga.

— Esqueça a praia, Joe. Precisamos pensar em um plano.

Graças a Deus ela desistira da idéia maluca daquela manhã.
Demi colocou na boca um grande pedaço de manga, e o suco da fruta escorreu por seu queixo.
Joe o limpou com o dedo. A textura de sua pele era firme e sedosa.

— Joe...

O calor se acendeu entre eles, evocando lembranças daquela manhã. O banho.
O vapor. As mãos dela. A boca. O prazer. Em seguida, o alívio.

— Sim, eu sei. — E como ele sabia.

Tomou um gole de café, deleitando-se com seu rico sabor.
Concentração. Joe precisava se concentrar. E não na boca carnuda e sensual.
Prometeu ajudá-la a pensar em algo. E faria isso, quando conseguisse raciocinar com clareza.

— Como isso foi acontecer conosco? — Demi já perguntara aquilo antes, mas a resposta dele não a confortava.

Joe  não  respondeu  de  imediato.  Detestava  a  angústia  que  sentia  nela.  
Diferente dele, Demi exigia saber o porquê de tudo, antes de aceitar qualquer situação.

— Não sei, Demi. Talvez tenha sido este lugar. O sol brilhante, o céu tão azul, o mar... Aqui tudo fica mais intenso.

— Você ficou mais intenso.

Joe sabia disso. Sentia isso. Fazer amor com Demi despertara algo dentro dele, maior do que satisfação. Ela estava assustada... Mas tudo aconteceu rápido demais. Sua insistência em seguir um plano refletia muito bem a necessidade de agarrar-se a algo familiar no meio de tantas mudanças.

— Talvez tenha razão, Joe. Deve ser a Jamaica. — Ela fez uma pausa. — Já sei! Se quisermos dar um fim nisso que está havendo entre nós... Bem, terá de ser como se estivéssemos iniciando uma dieta.

— Como assim? Não entendi.

Joe supunha que tanta criatividade era o que a tornava tão bem-sucedida no trabalho, mas algumas vezes seu confuso processo mental o intrigava.

— Quando você inicia uma dieta, a última coisa que precisa é de um doce coberto de chocolate, não é verdade? No entanto, é tudo o que você deseja: um doce bem grande coberto de chocolate. — Ela agitou as mãos para dar mais ênfase. — Então, nem é preciso fechar os olhos para sentir seu sabor. Uma simples  mordida e o chocolate derrete em sua língua quando você o morde, fazendo o recheio, também de chocolate, levá-lo às alturas.

As palavras dela e seu tom de voz rouco causaram um verdadeiro rebuliço dentro dele.

— Continuo não entendendo aonde quer chegar, Demi.

Ela suspirou.

— Tente me acompanhar, Joe. Uma pessoa comeu um doce coberto de chocolate e adorou, e agora não consegue pensar em outra coisa, no quanto foi gostoso. Mas ela sabe que não deve tornar a comer se quiser continuar com a dieta.

— No entanto, ela não vê a hora de fazer isso. — Justamente como foi com eles na primeira vez.

— Isso mesmo. Como acontece toda vez que fazemos amor.

Joe ficou excitado só de ouvi-la dizer aquilo.

— E qual seria a solução?

— É muito fácil, a bem da verdade. Antes de iniciar a dieta, você deve comer toneladas de doce, até se fartar. O primeiro é divino, o segundo mais ainda, e o terceiro, esplêndido. O quarto, no entanto, é apenas bom. Quando for comer o décimo, já estará enjoado, e não quererá nem ouvir falar sobre eles. Entendeu agora?

— Confesso que você me assusta com suas lógicas absurdas.

Seu sorriso provocante o pôs em brasa.

— Ótimo, porque também me assusta quando resolve agir feito um macho superior.

Joe alcançou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Os dedos de Demi, assim  como  suas  gloriosas  pernas,  eram  longos.  E  calorosos.  E  quando  elas  o enlaçavam...

— Vejamos se eu entendi. Você está sugerindo que nós nos empanturremos de sexo até enjoar?

— Certo. Começando agora e até voltarmos para casa. — Os dedos dela apertaram os dele. Seus lábios se entreabriram.

— Pena estarmos em um lugar público, mocinha, caso contrário eu iria lhe mostrar que gostei tanto do que planejou que resolvi implementá-lo de imediato.

— Que bom que gostou! — As batidas do coração dela aceleraram.

— Em geral, não sofro de comportamento obsessivo-compulsivo, mas quanto a fazer sexo com você posso abrir uma exceção. Mas tenho uma pergunta a fazer.

— Diga.

Com ou sem a teoria do doce de chocolate, Joe não podia imaginar-se não desejando Demi. Sabia com certeza que quatro dias mais de intimidade com ela não seriam suficientes. Mas não acreditava que Demi estivesse pronta para ouvir isso, pois sempre fora uma pessoa que precisava se mover um passo de cada vez.

— Por que está tão ansiosa para acabar com isso entre nós? Por que tem de terminar quando partirmos? Por que não deixamos acontecer?

Ela brincou com um pedaço de fruta.

— Porque tem de acabar enquanto ainda somos amigos. — Fitou-o. — Ambos sabemos que não vai durar, Joe.

— Como pode estar tão certa?

— Porque seu mais longo relacionamento durou apenas quatro semanas. E, pelo menos desse modo, nenhum de nós dois sairá ferido. Afinal, nossa amizade significa tudo para mim.

— Mas nós podemos...

Demi ergueu a mão, silenciando-o.

— Não. Não diga mais nada. Eu não arriscaria nossa amizade por um mero relacionamento físico inconsequente. E juntar-me ao harém de Joe Jonas, para mim, não é uma opção.

Qualquer outro homem teria ficado ofendido. Mas pelo menos agora Joe sabia em que pé estava com ela.
Demi pendurou a tabuleta “Não perturbe” no lado de fora da porta e entrou na suíte, fechando a porta atrás de si.
O dia deles agora seguia um padrão. Delicioso, por sinal.
Faziam amor pela manhã. Depois disso, antes do almoço, saíam em excursão para mergulhar para em seguida retornar à privacidade do quarto para a siesta. À tarde, vez ou outra, participavam de alguma atividade. Por fim o jantar, antes da longa noite tropical.
Nos últimos três dias, eles praticaram windsurf, foram à Prospect Plantation com sua vista deslumbrante do White River George e, naquela manhã, escalaram a Dunn’s River Falls, subindo pelos degraus de pedras e enfrentando a água fria da montanha caindo em cascata.
Demi perdeu a conta das vezes em que fizeram amor e onde, mas as férias chegavam ao fim. Apenas mais um dia antes da partida, e pretendia aproveitar cada minuto dele. Mais tarde pensaria sobre tudo... Só mais tarde.
Joe atravessou o aposento e aproximou-se da cama, na qual Demi sentara, com um brilho lascivo nos olhos verdes. Escorregou as mãos sob a barra de seu vestido e segurou-lhe as nádegas.
Demi encostou-se nele, adorando o contato.

— Quer ir ao mercado esta tarde fazer compras? — Demi sugeriu.

— Podemos ir. — Joe enlaçou as pernas dela com as suas, trazendo-a de encontro à sua masculinidade potente. — Só que mais tarde... bem mais tarde.

— Eu  queria  ver  de  encontrava...  —  Ela  interrompeu  o que ia  dizendo, distraída, pois ele passou a acariciar a parte interna de suas coxas.

Uma ânsia agora tão familiar a invadiu, endurecendo seus mamilos, vibrando entre suas pernas.
A risada sensual de Joe reverberou contra sua pele quando ele mordiscou a base de seu pescoço, ciente de que destruía seu autocontrole. Do mesmo modo como Demi fazia com ele. Era uma verdade assustadora aquela.
Mesmo sem soltá-la, Joe sentou-se na beirada. Então, fez com que Demi se ajoelhasse no colchão, pousou as mãos em seus quadris e puxou-a para a frente, massageando lhe as coxas com os polegares.
Demi fechou os olhos à reação instantânea que experimentou. O tecido da saia e da  calcinha  deveria  diminuir a excitação, mas, ao contrário,  acrescentou  mais sensualidade. Estava ofegante.
Joe a encarou e enterrou as mãos em sua cabeleira. Embora, naquela posição, Demi estivesse em cima dele, sentia-se submissa a seus desejos. Ele mantinha o olhar fixo e sedutor, fascinando-a, hipnotizando-a.
Devagar e sem deixar de observá-la, Joe se ergueu o tirou-lhe a camiseta pela cabeça.
Seus lábios se encontraram, e suas línguas se misturaram, ávidas. Demi exalou um suspiro deleitado quando as mãos dele alcançaram seus seios.
Joe passou a beijar-lhe o pescoço e a nuca, com os lábios quentes e úmidos.
Beijou-lhe a boca de novo, os dedos acariciando lhe os mamilos, enquanto a outra suportava seu peso. Até que ele não mais se conteve.

— Por Deus, Demi, quero você agora... Preciso de você!

Demi segurou-lhe o rosto e pressionou-o contra seus seios. Joe circundou o mamilo com a ponta da língua antes de erguer a cabeça e tornar a beijá-la.
A respiração dela ficava cada vez mais rápida. Uma tensão sensacional a invadiu quando Joe tirou sua saia e jogou-a para o lado. Gemeu quando ele a fez deitar-se de costas e dobrou-lhe as pernas.

— Acho que vou gostar muito disto... — ele disse, movendo os lábios contra a pele sedosa de suas coxas. — E você também.

O  primeiro  auge  de  Demi  veio  logo,  explodindo  dentro  dela  como  um terremoto, deixando-a trêmula e lânguida.

— Podemos fazer melhor do que isso — Joe sussurrou, levando-a mais uma vez até o limite de outra explosão lasciva. — Muito melhor.

— Venha para mim, Joe — Demi implorou, com suavidade. — Por favor.

Ele a encarou.

— Sim... Também estou desesperado.

No instante seguinte, estava dentro dela, e Demi mergulhava em ondas de ardente prazer.

— Joe... — Demi o puxou, fazendo com que ele a penetrasse de todo.
Os movimentos rítmicos aceleraram, aquecendo mais e mais seu sangue. Demi segurava a cabeça dele e beijava-lhe a boca, com seus corpos se movendo juntos. Seus gemidos mesclavam-se, e suas línguas uniam-se, frenéticas.
Demi sentiu como se o céu tivesse vindo a seu encontro, enquanto o desespero e a felicidade explodiam dentro dela como um vulcão. Seu corpo convulsionou-se uma, duas, três vezes, até que foi levada para o centro de um ciclone.
Cada músculo de Joe enrijeceu, ele emitiu um grito sufocado, antes que os dois caíssem ofegantes e exaustos.
Demi mantinha-se colada nele, os braços enlaçando-lhe a cintura, o coração disparado.
Pouco depois, Demi observava absorta a sombra de uma palmeira que a brisa agitava.  Sentia-se  igual  àquela  árvore:  leve,  completa,  satisfeita  com  a  própria natureza.
O ritmo cadenciado da respiração de Joe lhe dizia que ele adormecera.
Pressionou os lábios no braço forte que lhe servia de travesseiro.
De repente, uma constatação assustadora a imobilizou.
Amava  Joe  profundamente.  Sempre  o  amou,  talvez  desde  o  dia  que  o conheceu. E aquele amor trouxe alegria, conforto e profundidade a sua existência, e ela sentia que trouxera o mesmo à vida dele.
Joe sempre foi uma constante, em todas as férias, em todos os aniversários e em todas as funções escolares, após seus pais terem prometido comparecer, ou vir apanhá-la sem jamais terem se dado ao trabalho de cumprir a palavra ou de ao menos telefonar. Mas Joe sempre estava lá. E fazia o que preciso fosse para animá-la, fazê-la esquecer seu mais recente abandono, mesmo sendo apenas para ouvir, distrair, praguejar ou fazê-la rir.
E agora Demi se dava conta de que o amava, e que sempre o amou. Uma dor profunda ameaçou dilacerar seu peito. Cerrou as pálpebras, abalada com a revelação.

(...)

Havia barracas ladeando as ruas estreitas. Uma combinação dissonante de sons enchia a atmosfera. Alguns vendedores anunciavam suas mercadorias, em mantas estendidas no chão.
Ziguezagueando  por  entre  a  multidão,  Joe  mantinha  Demi  a  seu  lado, conduzindo-a firme pela mão.

—  Existe  alguma  chance  de  você  e  Elliott  reatarem,  estando  de  volta  a Nashville?

Demi estacou no meio da calçada.

— Você enlouqueceu? Claro que não!

Era uma distinta possibilidade. Porque eles estariam retornando a seus lares no dia seguinte, e a idéia de vê-la com outro homem o atormentava. E Elliott foi o único nome que lhe ocorreu. Mas havia outros que gostariam de participar dos planos dela.

— Tem certeza?

— Por que está querendo saber? Pretende tornar a ver Kiki?

— Não é nada disso. Só queria saber se Elliott é de fato uma carta fora do baralho. Ele não a merece.

Era estranho discutir outro homem com Demi e ao mesmo tempo segurar sua mão, perambulando pelo mercado. Sem dúvida, aquela era uma conversa estranha para ter com qualquer mulher com quem se estivesse dormindo. Mas nada era normal entre eles dois. Aquela ânsia louca por ela, que Joe carregava consigo, não tinha nada de comum.
Imaginar outro homem tocando-a era intolerável. No entanto, mesmo que Joe superasse aquilo, onde ficaria a amizade que partilhavam? Quando Demi encontrasse outro namorado, ele poderia não ser tão tolerante com Joe. E o que aconteceria se ela insistisse com aquele sonho de se casar e ter filhos, que era óbvio que pretendia perseguir, com ou sem Elliott? Onde aquilo o deixaria?
Passeando pelo mercado, entre vendedores de rua e turistas, Joe foi assaltado por uma epifania, uma manifestação divina: ele, Joseph Jonas, de muito bom grado, se casaria com Demi. Ela queria um marido. Joe se importava com ela. Os dois se entendiam bem, e o sexo era perfeito. E não haveria ninguém para desaprová-lo.
Assim, pegou o braço de Demi e praticamente a arrastou.
Ela deu risada.

— O que é isso, Joe? O que você está tramando?

— Nada...

Não era hora e nem lugar para eles conversarem. Queria que o momento da proposta fosse perfeito. Demi ficaria surpresa.

— Hum... — Ela enlaçou-o pelo pescoço e o beijou, os lábios cheirando a menta. — Pretende comprar muitas coisas?

— Só algumas lembrancinhas, para meus colegas de trabalho. Também quero encontrar um chapéu para você.

— Obrigada!

— Ei, senhor! — Um vendedor acenou em sua direção, segurando alguns colares. — Não quer dar uma olhada? Os meus são os mais belos colares da Jamaica. Compre um para a sua mulher. Ela vai gostar.

Sua mulher. Sua Demi.
Após a noite anterior, quanto a isso não havia dúvida alguma.

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SURPRISE MÃE DA FOCA! Maratona (surpresa) para vcs! Estou mt animada com essa história e ao decorrer desses capítulos as coisas vão ~finalmente~ acontecer! É uma maratona pequena pq é para encerrar a história... mas para a próxima eu faço uma maiorzinha, ok? Comentem para o próximo! Os capítulos serão postados de 3 em 3 horas, por favor comentem, eu vou estar de olho, ok? Beijos, amo vcs!

Capítulo programado.

28.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 7

Respostas aqui'

 

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 Demi abriu os olhos e tornou a fechá-los. As emoções causavam um verdadeiro rebuliço dentro dela. Fazer amor com Joe lhe deu um prazer indescritível, uma sensação de completude tão clara e pura que chegava a lhe causar melancolia.
Com uma surpreendente clareza, ela se deu conta de que escondia sempre algo de si mesma quando fazia amor. Uma reserva emocional. Uma parte que era só dela, e que se recusava a partilhar. Era como se estivesse apenas participando, sem nenhum comprometimento.
Mas com Joe foi diferente. Com ele não se tratou de uma decisão consciente, apenas aconteceu. Demi se entregou de corpo e alma, e em retorno experimentou uma satisfação que jamais havia encontrado.
Joe se moveu perto dela, os dedos percorrendo a linha de seu quadril, o hálito em seu pescoço.

— Está dormindo, Demi?

Ela relutava em lidar tão rápido com o lado prático daquele relacionamento.
Ciente, no entanto, de que não podia ficar para sempre ali, repousando depois de fazer amor, tirou as pernas de cima de Joe.

— Não. Não estou.

Assim como Demi, Joe também parecia relutar em afastar-se. Deus, eles tinham apenas piorado tudo!
Rolando para o lado, Demi colocou toda a largura do colchão entre os dois e puxou a ponta do edredom sobre si, de repente cônscia da própria nudez.

— Que coisa, hein? — O embaraço, as conseqüências, a incerteza em como proceder a seguir instalaram-se entre eles.

— Você está...

— Acho que nós...

Ambos riram, aliviando um pouco a tensão. Mas Demi cometeu o erro de olhá-lo. Todo ele. Esplêndido, vibrante em sua nudez. Mesmo naquele instante, ela sentiu-se excitar em resposta àquela perfeita anatomia e proximidade.
E aquilo não fazia parte de seu plano. Esperava que, fazendo amor apenas uma vez, dispersaria a mística. Só que isso não aconteceu. Que desastre! Fitou-lhe o rosto, apenas o rosto, decidida a ignorar tudo o que estivesse abaixo de seu pescoço.

— Fale, Joe.

— Você primeiro.

— Você. Eu insisto.

Joe deu de ombros.
Demi  engoliu  em  seco.  Espantoso,  sem  dúvida  espantoso  o  número  de músculos que esticavam-se e retesavam-se de forma tão sensual quando um homem nu dava de ombros.

— Eu ia perguntar se você está pronta para ir para a cama. Digo, para dormir. — Um fogo sem chamas ardeu nas pupilas dele.

Demi cerrou as pálpebras, imaginando-os abraçados. A idéia de se enfiar sob os lençóis com Joe não lhe parecia sensata. Balançou a cabeça.

— Acho que não. Não estou nem um pouco cansada. Na realidade, me sinto energizada como nunca. — Enquanto falava, ela tentava alcançar seu vestido, entre o pé da cama e o colchão, ao mesmo tempo lutando para manter o edredom em torno de si. — Mas durma você, se quiser... Ficarei aqui, bem quietinha, e nem notará que estou aqui.

Joe a fitava, os olhos verdes acariciando a curva de seus seios sob o edredom, um sorriso predatório levantando os cantos de sua boca sensual.

— Como se isso fosse possível...

A mão que segurava o edredom tremeu. E seus mamilos traiçoeiros tinham de se pronunciar, enrijecendo diante daquele olhar ardente e daquele sorriso repleto de sugestões! O que lhe passava pela cabeça ao se colocar naquela posição com seu melhor amigo?
Estava tudo errado. Fizeram amor uma vez, e aquela ânsia desesperada dentro dela devia ter acabado. Uma grande frustração a tomou ao constatar que o queria ainda mais do que antes.
Deus, ela estaria perdida se não colocasse um fim naquilo tudo, e já!

— Preciso de meu vestido, Joe.

— Claro. — Ele estendeu o braço para pegá-lo, a cabeça perto demais dos seios dela, destruindo sua paz de espírito.

Apesar do tamanho do leito, meros centímetros os separavam. Quando Joe olhou para sua boca carnuda, seu lábio inferior estremeceu.
Ele lhe passou o vestido. Demi prendeu-o sob as axilas, cobrindo a parte da frente do corpo, afastando-se de costas para o lado.

— Vou pôr um biquíni e sair para nadar.

E, ainda de costas, caminhou rumo ao banheiro.

— O que está havendo, Demi?

Seria aquela uma nota de exasperação?

— Nada. Vou vestir um biquíni, já disse.

— Por que está andando de costas?

Agora ela se sentiu a própria tola desajeitada.

— Você sabe... Não gosto de andar por aí despida. — Enfurecida por se encontrar em tal posição, ela quase gritou a última parte.

— Eu já a vi sem roupa. Bem, quase sem roupa, exceto por essa calcinha minúscula, que achei tão sexy.

Demi encontrou a maçaneta, abriu a porta e entrou no banheiro.

— Também o vi... Despido. — Ela bateu a porta e a trancou, como medida de segurança.

Demi o vira, sentira, ouvira, provara, cheirara, e tinha sido uma experiência incrível. Era ali que estava o xis da questão. Decerto, tão cedo não se esqueceria de tão grandiosa experiência.
Joe também foi colocar sua bermuda. Nada comentou quando Demi deixou o banheiro, atravessou o quarto e saiu. E agora ela estava lá fora, na piscina pequena e redonda, que, pelo jeito fora designada para os prazeres do sexo, nadando tão rápido e em voltas circulares que o deixavam zonzo.
Pegou o balde de gelo, uma garrafa de champanhe e duas taças da suíte.  
Embora conhecesse Demi havia tantos anos, não tinha uma pista sequer do que se passava em sua cabeça. Mas tinha toda a intenção de descobrir.
Empurrou a porta com o ombro, e em seguida saiu para o pátio, escuro exceto pela luz do luar. Demi parara de dar voltas, e agora flutuava de costas.
Colocou o balde com o champanhe e as taças na borda da piscina e escorregou para dentro da água.

— Vá embora — Demi ordenou, sem abrir os olhos.

— Precisamos conversar.

— Agora, não.

— Você é quem sabe... Posso ficar sentado aqui a noite inteira, se preciso for.

Ela pensava que era a única envolvida ali? Pelo que entendia, ele era a outra metade da equação.
Joe abriu garrafa e encheu as duas taças com o líquido borbulhante.

— Nunca vi ninguém tão teimoso quanto você.

— Pode ser. Mas agora há um delicioso champanhe esperando por você ao alcance de sua mão, para quando decidir que está pronta.

Demi atravessou a piscina e, lançando lhe um olhar aborrecido, aceitou a taça que lhe era oferecida.

— Fale.

— Por que está zangada comigo, Demi?

— Não estou zangada.

— Então, por que gritou comigo?

— Você também gritou. — Ela tomou um gole.

— Essa conversa não nos levará a nada.

— Estou muito frustrada, Joe.

— Frustrada? Mas eu pensei... Você pareceu ter gostado.

— Esse é o problema. Gostei muito.

— Ah, sei...

Então ela estava brava por ter apreciado fazer sexo com ele. De fato foi bom.
Não apenas bom, mas incrível. Estupendo. Joe ficava excitado só de se lembrar daqueles momentos de puro êxtase com ela.
Demi  levantou  a  taça  em  sua  direção,  para  que  ele  tornasse  a  enchê-la.  
Encostou a cabeça na beirada da piscina e olhou com ar sonhador para a meia-lua no céu.

— Teria sido constrangedor para nós dois se tivesse sido sem graça, mas em compensação poderíamos dizer que a química não funcionou, e ponto final. — Ela fez uma pausa apenas suficiente para tomar champanhe. — Mas não. Foi espetacular. O melhor sexo que já experimentei desde que perdi a virgindade, e tinha de ser justo com você.

— Queria que tivesse sido ruim? E agora se sente frustrada porque foi bom?  

A mente de uma mulher era complicada, e de algum modo misteriosa, o que tornava ainda mais interessante ter uma melhor amiga. Só que, parte do tempo, Demi raciocinava feito um homem. Pelo menos era o que Joe achava. Mas os homens jamais esperavam fazer sexo ruim, embora algumas vezes acontecesse. Apesar disso, ele tentava com todo o empenho compreender seu ponto de vista.

— A idéia era dormirmos juntos para acabarmos com essa loucura. Mas a coisa piorou. Como poderei ficar perto de você, pensando no quanto foi bom? Não em um futuro previsível, posso garantir. — Demi deu-lhe as costas, apoiando os braços cruzados e o queixo na borda.

— Entendo aonde você quer chegar.

Ela o olhou por sobre o ombro.

— Entende mesmo?

Seu aroma, seu sabor, a sensação fantástica de tê-la abraçando-o enquanto se enterrava bem fundo dentro dela... Fazer amor com Demi abria seu apetite.

— Eu também não conseguirei esquecer tão já o quanto foi delicioso estar com você.

Demi desviou o olhar, um novo plano se formando em sua mente, nascido do desespero: sexo selvagem à luz do luar e duas, talvez três, taças de champanhe para entorpecer os sentidos.

— Aposto que, se repetirmos, não tornará a ser tão bom — disse, e não precisou virar-se para saber que Joe estava bem atrás dela. Sentiu sua proximidade, seu calor.

— Não acho muito provável. — O coração de Demi batia disparado, quando deu voz àquele absurdo:

— Se tivéssemos coragem para tentar de novo, na certa seria terrível, um verdadeiro desastre.

Joe aproximou-se devagar e abraçou-a por trás.

— Estou disposto a tentar mais uma vez, se você quiser...

Demi reconheceu a excitação que tomava conta dele, assim como dela mesma.
Era como se seu corpo tivesse despertado depois de uma longa hibernação. Ficou surpresa.
No instante seguinte, Joe começou a beijar seu ombro. Virando seu rosto para o lado, colou os lábios nos seus, de maneira que ela não tivesse tempo, nem chance, de dizer qualquer coisa. Demi retribuiu sem pensar, cedendo à insistência dele.
Era como se estivesse em transe. Joe continuou beijando e acariciando cada parte dela.

— Quer que eu a toque? Diga, Demi, eu quero ouvir...

Aquela rouquidão a fez delirar. Demi sentiu de encontro aos quadris a investida poderosa de Joe. Moveu-se, por instinto, para mais perto.

— Sim, quero...

Joe ergueu a mão e escorregou-a para dentro do top de seu biquíni. Demi agarrou seus antebraços, incentivando-o a ir em frente. Joe segurou seus seios com as mãos em concha, incendiando-a.
Ela, enfim, libertou o ardor que estivera reprimindo até então. Gemeu baixinho contorceu-se, deleitada, quando as carícias se tornaram mais íntimas e ousadas. Era tudo tão excitante... Muito melhor do que já imaginara e sentira. A sensação da água gelada e do frio noturno contrastando com o fogo que Joe atiçava dentro dela era a coisa mais sensacional da face da terra.

— Vai ser bom outra vez, não vai? — A antecipação e o temor aumentavam sua fome insaciável.

— Está parecendo que sim, doçura.

O coração de Joe batia forte contra as costas dela, a respiração era quente contra sua nuca.
Demi já estava pronta para ele, e prestes a se desintegrar. Sussurrou por sobre o ombro:

— Agora, Joe. Eu te quero agora!

No mesmo momento, Demi arrancou a parte de cima do biquíni, e em seguida foi a vez da calcinha. Atirou-as longe, para fora d’água.
Joe gemeu quando ela se inclinou, oferecendo-se para ele. O luar iluminava seu rosto, o desejo transtornando-o. Devorava-a com os olhos, enquanto tirava a sunga.
Ansiando para que ele a penetrasse, Demi virou-se de costas e, abrindo as pernas, agarrou-se na beirada da piscina.
Joe segurou-a pela cintura, faminto. Sem demora, posicionou-se entre as coxas perfeitas e a penetrou. Demi arqueou as costas, tentando diminuir ainda mais a distância entre eles.
Na água, era como fazer amor em câmera lenta. Ela estremecia, gloriosamente ligada em cada nuance, o peso das tranças no pescoço. As mãos de Joe prendendo-a pelos quadris, a compacta extensão dele toda dentro dela, a sólida parede de suas coxas aprisionando-a por trás, enquanto sussurrava as frases de um amante em seu ouvido.
Demi lhe respondia, sussurrava, frases entrecortadas flutuando no ar.
Ligeiros tremores irradiavam-se de sua coluna, crescendo em intensidade a cada investida. Justo como antes, não houve contenção. Um turbilhão de emoções cresceu dentro dela, junto com as sensações devastadoras.
Acompanhou  os  movimentos  de  Joe com  ardor,  querendo  que  aquele momento jamais terminasse e, pouco a pouco, seguindo rápido em direção ao êxtase.
Um grito escapou de sua garganta no instante em que Joe estremecia, ao se fundirem e se tornarem um só.
Quando a explosão chegou, tomou conta de ambos, sem deixar lugar para nada além da mais pura paixão.
Joe puxou-a com ele para a parte mais rasa e deixou-se cair sentado, com Demi no colo, os braços em torno dela.
Exausta e quase incoerente, Demi ali se deixou ficar, o rosto encontrando conforto nos sólidos planos do tórax largo.
Ficaram abraçados pelo que podiam ser horas, minutos, segundos, uma vida inteira. A água fria os acalmou até que suas respirações e as pulsações normalizassem.
Demi sentiu gosto de água salgada, e percebeu que era das suas próprias lágrimas escorrendo-lhe pelas faces. Tentou contê-las, desesperada.
Joe a abraçou-a mais forte.

— Demi, meu bem, por que está chorando? — A mão forte em suas costas se moveu em pequenos círculos. — Não chore, por favor... Ficará tudo bem. — Ela não podia falar, a garganta fechada pela emoção. — Ficará tudo bem...

A luz deixava dourados os cabelos dele, queimados pelo sol, e seu rosto refletia uma ternura imensa. Deus, Joe lhe era tão querido! Era uma parte importante demais de sua existência.
Um grande pânico a assaltou. E se ela tivesse destruído isso?

— Mas e se não ficar, Joe? E se nada entre nós voltar a ser o mesmo?

A  boca  de  Joe  encontrou  a  dela.  Seus  lábios  ofereciam  conforto  e

reafirmação. Ela aceitou sem resistir o que ele oferecia, seu beijo acalmando lhe o pavor. Mesmo após ter feito menção de se afastar, os lábios dele se demoraram alguns segundos a mais nos dela.
Demi afastou-se um pouco, apoiando as costas em seu braço.

— Em uma escala de um a dez, que nota você daria para aquela nossa primeira vez?

— Não me peça tal coisa, querida. Não gosto de ficar dando notas, sobretudo em se tratando de você. — Distraído, brincava com uma de suas trancinhas, enrolando-a entre os dedos.

— Nesse caso, finja que não sou eu. Digo, não o “eu” com quem você fez amor, nem o “eu” sua amiga. Finja que sou uma estranha que você pegou na praia para fazer sexo.

— Isso seria fácil se não estivesse sentada em meu colo, e estando ambos sem roupas. Se continuar aqui, enquanto falamos sobre sexo... — Ele se moveu contra seu quadril.

“Oh, meu Deus...”

— Duas vezes numa noite? Você não pode... — Demi pulou do colo de ele.

— Nossa, Demi! Quem a ouvisse falando pensaria que sou uma aberração. Se me sinto excitado logo após ter feito amor, a culpada é você. — Sem saber se ficava satisfeita ou morrendo de vergonha, Demi moveu-se para o mais longe possível dele. — Está bem... Encontrei esta estranha na praia e com ela tive um dos melhores momentos de sexo de minha vida — disse ele. — “Só um dos melhores?!” Demi se conteve para não brigar. — Costuma fazer isso com outros homens? Dá nota para o desempenho de cada um? Porque, se for, preciso lhe dizer que não é boa idéia. — Joe fez uma pausa. — Mas se insiste, eu direi. Em uma escala de um a dez, naquela primeira vez eu daria nota doze.

— Claro que não faço isso com outros namorados. No entanto, quem está aqui comigo é você. Doze? Está bem. Também daria nota doze. Que tal sobre alguns minutos atrás?

— Não gostará de ouvir.

— É provável que não. Mas prossiga, por favor.

Joe respirou fundo.

— O melhor sexo de minha vida. Pelo menos treze e meio.

— Mas que droga! Não deveria ter sido!

— Sei disso. E quanto a você? Que nota daria?

— Um sólido... catorze.

Demi apoiou a cabeça na beirada da piscina, olhando para o céu estrelado à procura de inspiração, determinada a não entrar em pânico. A idéia de estar arriscando o mais importante relacionamento que já teve a aterrorizava.

— Precisamos de uma outra estratégia. Os planos A e B foram um desastre. Alguma idéia?

A noite estava silenciosa, exceto pelo rugido das ondas do mar batendo contra os rochedos. E, embora o firmamento estivesse lindo, repleto de estrelas, a noite não lhe oferecia nenhuma solução. Nem Joe, que parecia ter adormecido.

— Joe? — Ele não estava dormindo. Demi percebeu que, ao erguer o corpo, deixara os seios para fora da água, os mamilos mal escondidos. A amante ardorosa dentro dela desejou levantar-se por inteiro e permitir que Joe apreciasse suas curvas. A amiga quis afundar-se na piscina. Sentou-se, quieta, incapaz de optar por nenhum dos dois. — Joe... — Demi pigarreou. — Eu disse que precisamos de um plano.

— Outro? Que tal deixarmos o barco correr e ver o que acontece?

— Não posso. Você sabe que não.

— Bem, então planejar ficará, como sempre, por sua conta.

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Postando rapidinho para vcs... Desculpem a demora! Espero q estejam gostando! Maratona... Surpresa? Ela pode começar a qualquer momento! COMENTEM! Beijo, amo vcs!