9.12.14

Remember Me - Capítulo 2

Entrem no blog da Emma, ela vai voltar a postar e vai voltar lacrando ♥ Jemi Histórias
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Denver, Colorado: Dois Anos Depois

A chuva de outubro batia no capacete de Joseph Jonas enquanto ele colocava o cinto de ferramentas no assento da caminhonete.
— Chega por hoje, pessoal. Para casa. Não podemos fazer mais nada enquanto continuar essa chuva.
Os homens resmungaram, mas sabiam que o chefe tinha razão. Trabalhar com um tempo daqueles aumentava o risco de acidentes de trabalho, e nenhum deles queria ir parar numa cama de hospital.
Joseph olhou para trás, para o edifício que construíam, e entrou na caminhonete. Ser patrão era diferente de ser capataz. Produzia outros tipos de dor de cabeça, eram precisos outros tipos de regras. Mas substituir o pai havia sido o que garantira sua sanidade mental.
Ligou o motor e começou a dar a ré, parando para olhar mais uma vez a construção que estava em sua fase final. Tudo parecia estar certo. Com um suspiro, engatou a primeira e saiu devagar até o leito da rua.
Os últimos vinte e quatro meses haviam sido de reabilitação, tanto para ele quanto para a empresa.
Mas, durante esse tempo, havia sido perseguido pela polícia, caluniado pela imprensa local e tratado como um assassino pela sociedade em geral, se bem que não houvessem descoberto nada que provasse isso.
Uma mulher desaparecera e alguém tinha que ser responsabilizado. O marido, neste caso, Joseph, era a escolha óbvia. O fato de que a luz desaparecera de seu mundo não importava a ninguém a não ser a ele e a seus pais. A opinião pública o rotulara como o homem que cometera um crime perfeito. Ele se tornara amargo e, em boa parte, endurecido. De vez em quando sofria ao lembrar e se surpreendia pelo sofrimento reaparecer como se tudo houvesse acontecido naquele dia. Por mais que houvesse tentado continuar sua vida até que tudo se encerrasse de algum modo, isso nunca acontecera.
Naquele momento, por exemplo, em que era forçado a pensar em algo mais além do trabalho, tinha medo de voltar para casa. Na verdade não se tratava mais de um lar; era apenas o lugar onde ele dormia. Fazia apenas alguns meses que seus pais haviam desistido de convencê-lo a mudar-se. Aquela pequena casa era o último lugar em que ele havia sido feliz. Era o último lugar onde vira Demetria e ainda não se sentia capaz de romper aquela conexão.
Nos últimos dois anos perdera a conta das horas que passara indo ver cadáveres não identificados nos institutos médico-legais do Estado. Depois
da terceira vez que fora chamado para fazer uma identificação, algo morrera dentro dele. Continuava a ir quando era chamado, porém cada vez com menor vigor. Era quase como se Demetria Jonas jamais houvesse existido. E se não fossem o pequeno álbum com fotografias do casamento e o vazio deixado pela ausência dela em seu coração, até mesmo ele teria duvidado.
Mais adiante, um caminhão de bombeiros passou pelo cruzamento a toda velocidade, com as sirenes ao máximo. Joseph ficou olhando até que nada mais havia a não ser um fugidio reflexo vermelho no aguaceiro. Estremeceu. Era esquisito pensar em algo queimando sob aquele verdadeiro dilúvio, mas ninguém mais do que ele sabia que coisas estranhas aconteciam. Como pessoas desaparecendo sem deixar traço.
Alguns minutos depois entrou na rua onde morava. Quando viu a pequena casa seu peito se apertou. Era sempre assim e piorava tudo o fato de na semana anterior ter transcorrido o terceiro aniversário do casamento deles, data que fora relembrada por uma tevê local como o segundo ano do desaparecimento de Demetria Jonas. Era impossível para ele esquecer a impressão que a reportagem dera de que Joseph Jonas era um homem feliz e com uma próspera empresa de construções, enquanto o responsável pelo desaparecimento de sua esposa continuava impune. Ainda o culpavam. Aliás, não era novidade.
Entrou com o carro na rampa para a garagem e parou. Ficou sentado por alguns instantes, ouvindo a chuva bater no teto. Talvez tivessem razão: não fora capaz de proteger Demetria. Se alguém devia ser culpado, era ele.
— Que inferno! — resmungou e saiu do carro.
Quando chegou à porta estava ensopado. Abriu-a, com a mesma sensação de medo ao entrar.
A casa.
Estava sempre tão terrivelmente silenciosa!
No momento seguinte achava-se lá dentro, acendendo as luzes e ligando a televisão, na tentativa de acrescentar uma pretensa normalidade à sua existência. Jogou as chaves sobre o console do hall, depois olhou para o chão em busca da correspondência que em geral ali estava, enfiada por baixo da porta pelo carteiro.
Não havia nada.
Com a testa franzida, voltou-se e viu a pequena pilha de envelopes sobre a mesa. Mesmo sabendo que ele tinha uma faxineira, sua mãe de vez em quando ia até lá dar uma arrumação geral.
Sem pegar a correspondência, foi para a cozinha. Uma xícara de café bem quente seria eficaz para livrá-lo do frio que sentia nos ossos.
Enquanto colocava a cafeteira para funcionar, viu um prato e um garfo sujos dentro da pia e sorriu. Betty Jonas comera o último pedaço de torta de cereja. Que pena! Havia pensado nele várias vezes naquela tarde.
Sacudiu os ombros; um pedaço de torta era o que menos o preocupava. Enquanto esperava a água ferver, foi para o quarto. Talvez um chuveiro quente e roupas secas melhorassem seu ânimo. A televisão estava com o som muito alto quando passou pela sala de estar; foi pegar o controle remoto e nesse momento começou o noticiário local.

Repercussões do terremoto que sacudiu o sul da Califórnia ontem a tarde ainda se fazem sentir. O transporte está difícil, dentro e fora do Estado. Algumas companhias aéreas reiniciaram as operações, porém está sendo desencorajado que por enquanto se viaje pela região. O número de vítimas subiu e ainda se supõe que haja mais.

Joseph meneou a cabeça, acionou o controle remoto e quando um antigo capítulo da série Eu amo Lucy apareceu na telinha, aumentou o volume, largou o controle numa poltrona e dirigiu-se para o quarto.
Enquanto desabotoava a camisa reparou que suas botas estavam enlameadas e esperou não ter deixado uma trilha pela casa. Tudo estava limpo. Para garantir que assim continuasse, encostou-se na parede, tirou as botas e entrou no quarto, carregando-as na mãos.
Olhou automaticamente para a cama e surpreendeu-se ao vê-la desarrumada. Poderia jurar que a arrumara antes de sair. Enquanto continuava olhando, as cobertas moveram-se, revelando uma cabeça de cabelos negros e um braço. Joseph deu um passo para trás. Seu estômago contraiu-se e ele fechou os olhos.
— Santo Deus… Não mereço isto…
Respirou fundo. Olhou de novo, certo de que o fantasma teria desaparecido. Estava errado. Ele…ela… continuava lá.
Completamente transtornado pela visão de Demetria dormindo na cama, ele abriu os dedos e as botas caíram no chão com um baque surdo.
Com o ruído, o fantasma rolou o corpo, ficando de costas, abriu os olhos escuros e deu-lhe aquele sorriso atraente que ele conhecia tão bem.
— Olá, querido! — Em seguida Demi olhou para a janela. — Ainda está chovendo?
Recuando, ele encostou-se na parede para não cair. Fazia meses que se sentia esquisito, mas nunca pensara que havia perdido o juízo. Não completamente.
— Demetria?
O nome murmurado deu a impressão de pairar no ar. Ele temia repetir o nome por medo que ela se desvanecesse. Então, algo pareceu ligar-se dentro dele e seu coração começou a bater mais acelerado. E se ela fosse real? No mesmo instante em que pensou isso, descartou a possibilidade. Era impossível.
Olhou-a sentar-se na cama. Ao fazê-lo, ela ficou pálida e levou uma das mãos à cabeça.
— Aiii, como dói… — disse.
— Demi?
Ela sacudiu a cabeça, como se tentasse clarear as idéias.
— Joseph, meu bem, você está ensopado. Por que não toma um banho de chuveiro enquanto preparo o jantar?
Joseph atravessou o quarto como se estivesse em transe. Quando ela se pôs em pé ele sentiu um impulso violento de voltar-se e fugir. Então, Demi cambaleou e deixou-se cair sentada na cama de novo.
— Não me sinto bem — queixou-se. — Minha cabeça está girando.
Porém Joseph não a ouvia. Estava em estado de choque. Inclinou-se para a frente e estendeu as mãos, esperando nada mais sentir além de ar. Em vez disso, seus dedos fecharam-se ao redor dos pulsos dela, recebendo o calor de sua pele.
— Santo Deus… — repetiu ele e segurou-a pelos ombros. — Demi… Demi… Meu Deus, você é real!
Ela ergueu as sobrancelhas.
— Você andou bebendo?
Ele não conseguiu responder. Sentou-se ao lado dela e abraçou-a, embalando-a.
Então, a realidade o atingiu, e tão rapidamente quanto a abraçara, Joseph a soltou. A voz dele soou baixa e alterada, enquanto a fitava.
— Onde você esteve?
Os olhos de Demetria tornaram-se maiores.
— Você andou mesmo bebendo!
Joseph se ergueu, bruscamente.
— Quero respostas, Demetria.
— Que respostas?
— Para começar — ele a fitava como se ela houvesse enlouquecido —, quero saber onde você esteve nos últimos dois anos.
Alguma coisa agitou-se na mente de Demetria. Algo escuro, assustador. Mas desapareceu antes de se tornar um pensamento sólido. Sem dar-lhe tempo para responder, Joseph agarrou-a pelos braços, virou-os com as palmas das mãos voltadas para cima, causando-lhe dor, e olhou-os de perto.
Assustada com o modo estranho de Joseph agir, ela não reparou no transtorno espelhado no rosto dele.
Ele ficou perplexo. Havia marcas de agulhas nos braços dela.
— Drogas? Você andou se drogando?
Demetria olhou para ele como se tivesse ficado maluco.
— Do que está falando?
— Disto! — gritou e indicou as marcas.
Ela olhou para os braços e franziu as sobrancelhas. De novo algo roçou sua memória e mais uma vez desapareceu sem entrar em foco. Passou os dedos nas marcas, surpreendida com sua presença. Quando ergueu a cabeça, havia lágrimas em seus olhos.
— Eu não uso drogas e você sabe disso — murmurou.
Nesse momento o quarto começou a girar e Demi fechou os olhos.
— Então, explique-me isto — insistiu ele.
Demetria gemeu. A dor de cabeça aumentava e ela começava a sentir náuseas. Soltou-se e segurou a cabeça com as duas mãos.
— Não me sinto bem, Joseph.
Ele tremia tanto que não conseguia pensar.
— Eu também não Demetria. Você desapareceu da minha vida durante dois anos e agora reaparece de repente, falando em minhas roupas molhadas e em fazer o jantar, como se nunca houvesse saído daqui. Por acaso, enlouqueceu?
Ela nada podia fazer a não ser olhá-lo. O que Joseph dizia não fazia sentido. Dois anos? Ele havia saído de casa fazia apenas algumas horas. Mas antes que pudesse dizer alguma coisa o quarto recomeçou a girar.
Joseph viu que ela cambaleava e a segurou antes que caísse. Em segundos, colocou-a na cama e discou o 911.
— Qual é sua emergência? — perguntou a atendente.
Por uma fração de segundo ele não soube o que responder. Sua esposa havia voltado para casa. Uma mulher desaparecida havia reaparecido. Então, a realidade se impôs e ele reagiu.
— Minha mulher perdeu os sentidos. Não sei o que há de errado, mas penso que seja overdose de drogas. Por favor… preciso de ajuda.
— Ela está respirando senhor?
Joseph inclinou-se e sentiu a fraca respiração de Demetria em seu rosto. Lágrimas subiram-lhe aos olhos.
— Sim, sim! O que eu faço?
Suas mãos tremiam enquanto seguia as instruções da policial.
Meu Deus, não a deixe morrer! Não aqui. Não agora. Não a leve embora no momento em que a recuperei!
A atendente da policia desligou e ele entrou em pânico até que o som de uma sirene on fez erguer-se e ir abrir a porta da frente, acenando freneticamente para os paramédicos que corriam para a casa, debaixo da chuva.
O pânico aumentou enquanto os via medir pulsação e a pressão dela, ouvindo o jargão médico que mal entendia. Quando a colocaram em uma maca e se encaminharam para a porta, tudo que Joseph sabia era que não poderia deixá-la desaparecer . De novo, não.
— Por favor, deixem-me ir com ela — implorou.
— Não há lugar na ambulância, senhor.
— Para onde vão levá-la?
— Para o hospital Mercy. Pode ir atrás de nós.
Joseph entrou correndo em casa, pegou o paletó e as chaves. Estava de novo à porta quando reparou que se achava descalço.
— Não! — gemeu e correu de volta ao quarto.
Suas mãos tremiam quando sentou-se para calçar as botas. Só então ocorreu-lhe que ia precisar de apoio.
Pegou o telefone e discou. Estava tão transtornado que quando seu pai atendeu não sabia se conseguiria falar de modo coerente
— Residência Jonas.
— Pai, sou eu, Joseph.
— Olá, meu filho. Parou o trabalho cedo, hoje, não? Por que não vem jantar aqui? Sua mãe está fazendo carne assada, a sua preferida.
— Papai, preciso que você e mamãe vão para o Hospital Mercy o mais rápido possível.
O coração de Winston falhou.
— O que foi?
— Demetria… Ela voltou. Estava em nossa cama, dormindo, quando cheguei em casa. Há algo errado com ela. A ambulância já a levou e vou sair para o hospital agora.
Houve um momento de aturdido silêncio.
— Santa Mãe de… — começou Winston — Vamos já para lá.
Joseph desligava o telefone quando lhe ocorreu mais um pensamento. Digitou outro número, só que desta vez sua atitude era de autodefesa, em vez de procura de ajuda. Olhou nervosamente para o relógio de pulso enquanto esperava que atendessem. Haviam se passado quatro minutos desde que a ambulância fora embora. Ia desligar quando soou a voz de um homem.
— Terceira delegacia, Dawson falando.
Joseph segurou o telefone com mais força.
— Investigador Dawson, aqui é Joseph Jonas. Se está interessado em encerrar o caso do desaparecimento da minha esposa, sugiro que vá para o Hospital Mercy, agora.
Avery Dawson hesitou por um instante.
— O que está querendo dizer? — perguntou.
De repente, lágrimas de raiva desceram dos olhos de Joseph.
— E antes de ir — disse ele —, por que não chama os canais de TV, os jornalistas e todos mais que quiseram me ver condenado nos últimos dois anos?
— Isso é uma confissão? — reagiu Avery.
— Se quiser ver assim…
— Estarei lá em dez minutos — garantiu o policial. E desligou. Joseph recolocou o telefone no gancho e saiu.
— Ele disse, mesmo, que estava confessando? — perguntou Ramsey.
Dawson fitou o parceiro e logo voltou a olhar para a rua. Dirigir naquela velocidade com chuva era arriscado, mas tinha medo que se demorasse Joseph Jonas poderia mudar de idéia sobre o telefonema que acabara de dar.
— Ele disse que se eu quisesse ver como uma confissão…
Dawson teve que manobrar o volante agilmente quando o carro deslizou sobre uma poça de água e quase bateu em um ônibus que vinha.
— Opa, essa foi por pouco — comentou Ramsey, ajeitando o cinto de segurança.
A very olhou pelo espelhinho retrovisor.
— Esse trecho da rua está precisando de reparos…
Ramsey assentiu. A luz azulada no painel do carro faziam sobressair as linhas de preocupação no rosto do investigador. O desaparecimento de Demetria Jonas fora o caso que mais o intrigara entre muitos que tivera e resolvera. Para começar, sentia-se frustrado diante da completa ausência de pistas e, apesar dos meses de investigação, não fora capaz de conseguir argumentos suficientes para convencer o promotor público a levar Joseph Jonas a julgamento. Agitava-se só de pensar no telefonema dele. O crime fora perfeito, por que então confessaria agora?
— Lá esta o hospital.
Ramsey apontou para a entrada iluminada de um edifício mais adiante.
— É, estou vendo — resmungou Dawson, parando num sinal vermelho.
Nesse momento, a caminhonete da empresa Jonas parou ao lado dele.
— Ei, olhe ele aí!— apontou Ramsey.
— Estou vendo — irritou-se Dawson.
Entraram no estacionamento perto do pronto-socorro e Joseph já corria para a entrada do hospital antes que Dawson soltasse o cinto de segurança.
— Ele está com pressa por causa de alguma coisa — deduziu Ramsey.
Os dois policiais saíram correndo sob a chuva, espirrando água a cada passo. Quando entraram, estavam molhados.
Para surpresa deles, o pai de Joseph Jonas os esperava junto à porta.
— Os senhores podem me acompanhar, por favor?
Os dois olharam-se desconfiados. O que Jonas estava maquinando?
— Olhe, sr. Jonas, viemos falar com seu filho e preferimos fazê-lo aqui no saguão.
Winston assentiu.
— Se preferirem assim… Mas se querem saber a verdade, venham comigo.
Voltou-se e saiu pelo corredor até uma saleta cheia de cadeiras, onde a esposa o esperava.
— Ei, ali está Joseph Jonas — apontou Ramsey para um homem encostado na parede.
Momentos depois os dois adversários estavam frente a frente mais uma vez.
— Então, Jonas, o que tem a me dizer?
A expressão de Joseph era indecifrável quando ele apontou para uma porta.
— Senhores, quero apresentar-lhes minha esposa, Demetria Jonas. Ela reapareceu lá em casa hoje e enquanto conversávamos passou mal. Os médicos a estão examinando, mas as marcas de agulhas nos braços dela são sinal de que há algo muito errado.
Ramsey passou pelo parceiro, que olhava fixo para a mulher estendida na mesa de exames.
— Isto é uma brincadeira? — zangou-se Dawson.
Joseph encarou o policial como se ele tivesse ficado louco.
— Por acaso estou rindo?
Os dois policiais entraram um pouco na sala para ver a mulher que era examinada.
Demi sentia-se envolta num negro túnel de dor. Tinha a impressão de ouvir a voz de Joseph à distância, mas não conseguia compreender o que ele dizia. Voltou a cabeça na direção da voz dele, dando a Dawson e Ramsey uma clara visão de seu rosto.
— Santa Mãe de Deus! — murmurou Ramsey, fazendo o sinal da cruz.
Dawson apenas olhava.
Betty Jonas levantou-se de onde estava sentada.
— Sim… É um milagre, não?
— Parece — respondeu Dawson e saiu da sala.
A sra. Jonas abraçou o filho. Ele parecia sem saber o que fazer. Ela pegou-o pela mão.
— Joseph, meu bem, venha sentar-se aqui comigo — exortou, docemente.
— Obrigado, mamãe, mas acho que não consigo ficar sentado.
Ela deu-lhe amorosas pancadinhas no braço, depois foi sentar-se junto do marido, buscando conforto na presença dele, como fizera tantas vezes no decorrer de anos. Apesar da confusão do que estava acontecendo, havia algo a respeito das condições de Demetria que a afligia. Betty jamais tinha visto alguém sob o efeito de uma overdose até então, mas lera sobre o assunto, e alguns sintomas não estavam de acordo.
Enquanto isso Dawson aproximou-se de Joseph, desconfiado daquele miraculoso reaparecimento.
— Onde ela estava?— perguntou.
Os olhos de Joseph escureceram e ele apontou para a sala de exames.
— Eu gostaria de saber… Ela não tinha essas marcas nos braços quando sumiu.
O policial foi olhar de novo, dessa vez reparando nas marcas de agulhas nos braços de Demi.
— Mas que coisa! — resmungou.
Ramsey olhou para o parceiro, depois enfiou as mãos nos bolsos.
— Olhe sr. Jonas, sinto muito pelo modo como o pressionamos, mas o senhor sabe o que parecia.
Joseph assentiu.
— Sim e sei como as coisas eram do meu lado, também.
Dawson teve a decência de corar. Estendeu a mão.
— Se isto ajuda, peço desculpas.
Na sala do pronto-socorro, de repente, Demetria gemeu e em seguida gritou, como se estivesse sentindo uma dor terrível.
O coração de Joseph confrangeu-se, e antes que pudessem detê-lo, entrou.
— O que está acontecendo?
— Por favor, vá esperar lá fora, senhor — disse uma enfermeira.
Empurrava-o para a saleta quando Demetria arquejou:
— Cuidado com o ônibus!
Um alarme começou a soar, Joseph olhou ansiosamente para a esposa e as máquinas que a rodeavam. Antes que pudesse ver qual delas dera o alarme, puseram-no para fora da sala.

guess who's back?
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Olá, morecos ♥ Td bem? Postando esse aqui rapidinho p recompensar minha demora de postar o primeiro. E tb pq estou mt feliz, comprei meu Electra Heart de presente de aniversário p mim msm asdfdsh ngm segura essa bruninha B| Comentem, amores! Beijos, amo vcs <3

7 comentários:

  1. Meu Deus que história mais intrigante!!!!! Muito envolvente!!!! Já estou completamente dependente ..... Continuaaaaa.....

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  2. Socorro bru!!!!!! Essa história é muito envolvente, não sei o que comentar, apenas quero capitulos enlouquecidamente, já sinto como se estivesse em abstinencia da história!! posta logo pelo amor de Deus, e ela que eu nao sou de exigir postagens!!!
    Sam, xx

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  3. Acertou na mosca a escolha dessa historia, completamente viciante!!! Tem chance de maratona? Por favor!!!

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  4. O que será que aconteceu com ela nesses dois anos? É alguma sociedade secreta? Alguma seita? Minha cabeça esta a mil por hora. Posta logo.

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  5. PASSANDO RÁPIDO PARA DIZER QUE...
    SURTEI DE MADRUGADA LENDO ESSE CAPÍTULO!
    SOCORRO, JÉSSICA ESTÁ DESMAIADA!
    QUERO SÓ VER ONDE DEMI ANDOU ESSES 2 ANOS, HEIN'
    TÁ PERFEITO E EU ESTOU CURIOSA PARA O PRÓXIMA o/
    BJOS E POSTA LOGO.
    te amo <3

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  6. MEU DEUS, O QUE É ISSO?
    EU ESTOU EM CHOQUE, O QUE ESTÁ ACONTECENDO????????
    CURIOSÍSSIMA
    PELAMOR POSTA LOGO
    TE AMO
    BJS

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  7. Eu amei, amei, essa história é fascinante, eu não to me aguentando.. Posta logo por favor!!
    Beijos.

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