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No dia
seguinte Demi saiu para dar uma volta enquanto Marie passava algum tempo ao
lado do irmão. O dia estava lindo, quente e ensolarado, e havia muita coisa a
ser vista nos arredores. Cachorrinhos e gatinhos, patos e galinhas, além de
vacas e cavalos, enchiam o ar de sons variados e vibrantes. Metida em calça
jeans e numa camiseta amarela, Demi resolveu caminhar até o curral que ficava
a alguns metros da casa. Era uma pena ter que voltar para o Arizona, quando
tudo aqui a atraía tanto! Porém os dias estavam passando com rapidez e logo
chegaria o momento da partida. Seu futuro a esperava e não havia mais nada a
fazer a não ser enfrentar as dificuldades e a solidão.
Depois da
morte dos pais, ela fora liberada das suas obrigações por algum tempo a fim de
recuperar-se. É claro que havia certas cláusulas morais a serem observadas no
seu trabalho, mas felizmente ninguém saberia o que lhe acontecera em Wyoming;
não houvera testemunhas. Demi sobressaltou-se ao perceber que um vaqueiro de
aspecto vulgar a chamava de um modo insolente. Ele estava encostado na cerca e
a fitava com ousadia.
- Srta. Lovato? Logo a reconheci.
- Nós nos
conhecemos na festa? - ela perguntou tentando ser educada.
O homem riu
com zombaria e se aproximou ainda mais, o hálito recendendo a uísque.
- Não, eu
não costumo ser convidado para esse tipo de acontecimento social. Eu a
reconheci porque a vi algumas noites atrás, na cabana. Você estava lá, com o
patrão.
Demi ficou pálida e se encostou na cerca, incapaz de pensar em algo para dizer.
Ele riu
outra vez e estendeu as mãos para tocá-la, parecendo surpreso quando a viu
encolher-se e afastar-se.
- Um
vaqueiro como eu não a atrai, hein? Mas você parecia muito excitada com o
patrão. Oh, é claro que ele tem dinheiro! E dinheiro torna as pessoas
desejáveis.
- Por favor,
pare! - ela murmurou, envergonhada demais por ter sido vista naquela situação
íntima.
- O patrão
parece já ter se cansado de você, não é mesmo? Eu vi muito bem como ele ficou
enfurecido ao descobrir que você era virgem, pois é um homem que aprecia as
mulheres experientes. Agora, eu sou diferente. Gosto das inocentes. Vamos nos
entender muito bem, coisinha linda, saberei como lhe dar prazer.
Demi cobriu a boca com a mão e correu para casa, cega pelas lágrimas. O vaqueiro
sabia o que havia acontecido entre Joe e ela e seria horrível se ele contasse
aos outros o que presenciara. Se a fofoca se espalhasse, sua reputação estaria
arruinada e nunca mais poderia retomar o trabalho que amava. Qualquer escândalo
que envolvesse o seu nome seria o ponto final da sua carreira na comunidade.
Quando se
entregara a Joe não pensara por um momento sequer nas conseqüências, e agora
teria que pagar o preço do erro.
Ela entrou
em casa e se refugiou no quarto tentando recuperar um pouco do autocontrole.
Logo teria que dar um remédio a Dwight e não suportaria se ele desconfiasse de
algo.
- O que
aconteceu? - Winnie perguntou ao vê-la entrar no quarto do noivo. - Você está
tão pálida.
A tentação
de contar tudo à amiga era grande, porém não seria justo trazer-lhe mais
preocupações, quando a saúde de Dwight ainda requeria cuidados.
- Acho que
foi a salsicha que comi no almoço - Demi falou forçando um sorriso. - Meu
estômago está um pouco embrulhado, mas já vai passar.
- Vou pedir
a Joe que mate um novilho - Dwight interveio, solícito -, e assim você poderá
comer bifes amanhã.
Demi estremeceu à simples menção do nome de Joe. Como poderia voltar a encará-lo
depois de tudo o que Rance tinha dito? Como ele
reagiria se descobrisse os comentários
maldosos que um dos seus empregados estava fazendo? Talvez ele ficasse
indiferente e pensasse que ela merecia, pois não se mostrara nem um pouco
preocupado com o que pudessem dizer de Dale depois de terem dormido juntos.
Após
verificar que tudo estava bem com Dwight, Demi retirou-se e, fechando a porta
do quarto, chorou até não ter mais forças. O preço que pagava agora pelo único
deslize da sua vida estava sendo alto demais.
Seus pais
sempre tinham insistido na importância da retidão moral e ela havia falhado,
entregando-se à paixão sem medir as conseqüências. Se sua mãe ainda estivesse
viva, ela teria alguém com quem desabafar, alguém que seria capaz de amenizar a
sua dor. Não haveria palavras de censura, de condenação, mas apenas uma
compreensão profunda das fraquezas humanas. Desde o encontro com o vaqueiro,
Demi nunca mais se aventurou a sair de casa, sob o pretexto de que não
queria ficar longe do seu paciente. Entretanto, todos perceberam que alguma
coisa não ia bem, inclusive Joe. Ele tentou perguntar-lhe o porquê da mudança
várias vezes, porém não conseguia abordá-la, já que Demi evitava a sua
companhia de maneira ostensiva.
Ela estava
diferente, calada, fechada em si mesma, como se a companhia das outras pessoas
lhe fosse penosa. Joe continuava a se culpar pelo acontecido na cabana e
sentia-se magoado com tanta indiferença, especialmente porque as mulheres não
costumavam evitá-lo; pelo contrário. Demi agia de uma maneira fria e
profissional, parecendo interessada apenas nos progressos de Dwight. Nunca ria
ou participava das conversas da família, mantendo-se inacessível e reservada ao
extremo.
Depois de
muita insistência, Winnie e Marie conseguiram-na convencer a acompanhá-las numa
tarde em que foram fazer compras. Ela acabou concordando, pensando que, com
certeza, não encontraria alguém conhecido. Mas estava errada.
- Que bom
vê-la de novo - Dale Branigan falou com um sorriso zombeteiro. - Ben se
recuperou do ferimento rapidamente, graças aos seus conhecimentos.
- Fico feliz
ao saber disso.
Dale
examinou a outra mulher com um olhar crítico e chegou à conclusão de que
Demi não era capaz de lhe fazer concorrência. Segura da sua beleza, ela
partiu para o ataque:
- Ouvi dizer
que Joe a abandonou naquela noite.
-
Desculpe-me, eu não entendi.
- Depois que
vocês dormiram juntos na cabana - Dale explicou com sarcasmo. - Você não sabia
que é este o comentário que corre na cidade? Não se pode esperar que um homem
como Danny Rance fique de boca fechada, minha querida. Ele deu com a língua nos
dentes e todos já sabem o que aconteceu. Isso é mau; você deveria ter esperado
pelos laços sagrados do matrimônio. A propósito, há um jornalista em Pryor
procurando por uma mulher missionária que conseguiu escapar da América Central
sob uma chuva de balas. Você sabe de algo a respeito?
- Não. Essa
mulher não poderia ser eu, não é mesmo?
- Não - Dale
respondeu dando uma risada. - Não se você está dormindo com Joe. Atitudes assim
não estão de acordo com a moral dos missionários.
- É verdade.
Com licença agora.
Pálida e
trêmula, Demi saiu da loja e entrou no carro tentando recuperar um pouco do
autocontrole. Depois de tudo o que ouvira, tinha certeza apenas de uma coisa: ela
estava marcada para sempre e jamais conseguiria retomar o seu trabalho. Além
disso, não possuía um lar onde pudesse se refugiar ou uma família que lhe
oferecesse consolo. Era inevitável que o jornalista a localizasse, assim como
seria impossível impedir que Dale, ou outra pessoa qualquer, acabasse por
relatar a história de seu encontro com Joe.
Ela havia
cedido à tentação e perdido tudo o que possuía: honra, dignidade, auto-
respeito. Se não fosse a sua fé num Deus misericordioso, ela teria desistido de
viver naquele instante e ido à procura da morte.
"Oh,
Deus!" Demi pensou, "Por favor, me ajude! Me perdoe!" Ao
perceberem a ausência da amiga, Winnie e Marie saíram à sua procura.
- Você está
bem? - Winnie perguntou, preocupada. - Vimos quando Dale a abordou. O que foi
que ela disse?
- Aposto que
tem a ver com Joe- Marie interveio. - Aquela mulher é uma cobra venenosa e
ciumenta!
- Está tudo
bem. Ela apenas estava me dizendo... o que eu já sabia.
- Há um
jornalista na cidade. Foi o que ela disse, Demi?
- Sim,
Winnie. É só uma questão de dias até que ele me encontre. De qualquer forma,
não faz diferença. Eu já não tenho nada a perder.
- Você tem o
seu trabalho, o seu futuro!
- Eu não
tenho mais nada. Arruinei a minha vida.
- Mas como?
Ela nada
respondeu e as três puseram-se a caminho de casa sem tocar no assunto outra
vez. Ao chegarem à fazenda, Demi se trancou no quarto, incapaz de manter-se
serena.
- O que há
de errado com ela? - Marie perguntou a Winnie. - O que Dale terá dito para
deixá-la tão abalada?
- Eu não
sei. É claro que Joe não permitirá que aquele homem venha procurá-la, aqui.
- Que homem
eu deverei impedir de vir à fazenda? - Joe perguntou entrando na sala.
- O
jornalista que está à procura de Demi - Marie respondeu.
- Por que um
jornalista estaria atrás de uma hóspede nossa?
- Acho
melhor lhe explicarmos tudo - Winnie falou, decidida. - Você precisa saber da
verdade.
Joe sentou-se disposto a escutar a história até o fim, e algo lhe dizia que não
iria gostar do que estava para ouvir.
- Alguns
anos atrás - Winnie começou -, Demi e seus pais foram enviados à América
Central com o objetivo de instalar uma pequena clínica numa das inúmeras zonas
rurais. Infelizmente a região estava em guerra e duas forças opostas disputavam
o poder.
- O que eles
estavam fazendo na América Central?
- Eram
missionários.
- Todos
eles? Inclusive Demi? - Joe perguntou, cheio de assombro.
- Sim.
Oh, Deus!
Ele havia seduzido uma missionária! Agora entendia a ingenuidade dela, a sua
confiança nas pessoas.
- Bem -
Winnie prosseguiu -, num certo dia todos os habitantes de um pequeno vilarejo
foram feitos prisioneiros e levados ao paredão de fuzilamento. Demi viu os
pais serem mortos ao seu lado, porém quando chegou a sua vez, o local foi
invadido pelos oponentes do governo e ela foi salva. Logo a força de paz
internacional chegou à região e Demi foi mandada de volta para casa. A
imprensa está ao seu encalço porque ela possui informações, em primeira mão,
sobre os acontecimentos. Demi veio para Pryor com a intenção de curar as
feridas da alma, Joe.
Ele saiu da
sala sem dizer uma palavra. O pensamento de que aquela mulher delicada estivera
à beira de uma morte tão horrível o abalava profundamente. O que a salvara fora
mesmo um milagre.
O som de
vozes que se aproximavam o arrancou do torpor no qual parecia imerso. Um dos
homens devia ser Rance e, pelo jeito, andara bebendo. Desta vez o rapaz estaria
em maus lençóis, pois não iria tolerar que seus empregados bebessem álcool
durante o dia, enquanto estivessem trabalhando.
- Ela não
quis nada comigo! Incrível, não é mesmo? - Rance estava dizendo ao companheiro.
- Ela não se importou em ir para a cama com o patrão naquela cabana, porém se
considera importante demais para me deixar tocá-la. Não é à toa que Dale a
odeia. Mas agora toda a cidade já sabe que a esnobe srta. Lovato e Joe Jonas andaram dormindo juntos. E quando eu...
Rance ficou
sem fala ao ver surgir diante de si o homem por quem nutria tanto rancor e
inveja.
- Espere,
chefe, eu só...
- Seu filho
da...
A última
palavra veio acompanhada de um soco violento que derrubou o vaqueiro no chão. A
luta foi tensa e rápida. Joe parecia enlouquecido e teria destroçado o
oponente se um dos vaqueiros mais velhos não o houvesse parado.
- Ele já
teve o que merecia, chefe, não é preciso matá-lo. Além do mais, nenhum de nós
deu ouvidos às suas insinuações maldosas. Até um cego pode ver que a srta.
Lovato é uma dama.
Joe tinha a
respiração alterada e precisou de toda a sua força para recuperar o controle.
Finalmente virou-se para os empregados que haviam presenciado a briga,
encarando-os com uma expressão firme e ameaçadora.
- Se alguém
mais perguntar, podem dizer que a srta. Lovato é minha noiva. Eu posso
merecer esse tipo de fofoca maliciosa, mas não ela. Demi é uma missionária,
e um homem que seja homem, não desrespeita uma mulher do seu tipo.
Os vaqueiros
pareciam desconcertados, até que um deles falou:
- Rance nos
contou que havia um jornalista na cidade. Nós tentamos fazê-lo pensar bem antes
de tomar alguma atitude louca, porém ele parecia ter perdido a cabeça. Dale
Branigan o atormentava também, enchendo-lhe os ouvidos de fofocas. E todos
sabemos que ele andava bebendo como um condenado nos últimos tempos.
- As coisas
voltarão aos devidos lugares - Joe falou com segurança.
Só agora ele
percebia o quanto andara relapso no trabalho, deixando a fazenda mal
administrada por estar preocupado demais com os próprios problemas. Bem, já era
hora de retomar as rédeas da situação.
- Saia das
minhas terras, Rance - Joe falou friamente, sem levantar a voz. - Se o vir por
aqui outra vez, eu lhe quebrarei o pescoço. Vá à procura de Dale Branigan, mas
não se espante se encontrar Ben Hardy fazendo-lhe companhia.
- Ben? Não é
possível!
- Ela o
enganou o tempo todo, não é? Vocês se merecem, seus tolos! E vou lhe prometer
uma coisa: amanhã todos na cidade saberão como você foi feito de bobo e como
tentou manchar a reputação da minha noiva por puro despeito.
Rance ficou
de pé com dificuldade e limpou, num gesto nervoso, o sangue que escorria do
nariz.
- Você não
tinha necessidade de bater em mim desta maneira por causa de uma mulher.
- E você não
tinha necessidade de tentar fazer dela uma vagabunda, porque ela não lhe deu
confiança - Joe respondeu, cheio de raiva. - Você está acabado em Pryor,
Rance. Ninguém lhe oferecerá trabalho aqui.
- Eu também
já estou farto do Wyoming. Vou arrumar as minhas coisas.
Joe virou-se e caminhou em direção à casa, ignorando os comentários dos homens. Com
passos rápidos subiu a escada sem dar uma palavra com Winnie e Marie que,
surpresas, haviam presenciado a cena da janela e esperavam uma explicação.
Ele bateu na
porta do quarto de Demi, mal contendo a ansiedade, e foi logo perguntando:
- Por que
você não me contou o que Rance andava espalhando a seu respeito? Por que não me
disse nada sobre os seus pais e a sua vida na América Central?
Demi mal
podia ouvir o que Joe estava dizendo, tudo o que a preocupava era o rosto
ferido do homem amado.
- Você está
machucado. O que lhe aconteceu?
- Eu estava
muito ocupado batendo em Rance antes de demiti-lo. E gostei do que fiz. Você
está chocada? Só me arrependo de não ter batido com mais força.
- Você
sabe... de tudo?
- Tudo. Oh,
Deus! Por que você não confiou em mim? Por que não me contou a verdade?
- Eu não
podia. No princípio doía demais tocar no assunto e depois eu sabia que se lhe
contasse qual era a minha profissão, você se afastaria de mim. Eu menti porque
queria me sentir viva, nem que fosse por pouco tempo. Eu queria ser como as
outras mulheres, queria ser... amada. Mas eu não tinha esse direito.
- E o que
você acha que eu estou sentindo agora? - Joefalou tomando-a nos braços com
paixão, secando as suas lágrimas com beijos. - O pior de tudo é que eu estava
tão imerso nos meus próprios problemas que fui incapaz de enxergar o seu
verdadeiro caráter. Eu ignorei os sinais evidentes da sua inocência, porque a
queria demais. Eu merecia ser morto!
- Mas eu
desejava você também - Demi murmurou. - A culpa não foi exclusivamente sua.
- Isso não
justifica o que eu fiz. E ainda ter que suportar aquele verme do Rance fazendo
fofocas a seu respeito! Eu sinto muito por tudo o que aconteceu.
- Eu não
ficarei aqui por muito tempo e se aquele jornalista não me encontrar...
- Não
acontecerá nada se ele a encontrar. Acabei de dizer aos meus homens que estamos
noivos e logo a notícia se espalhará. Dale ficará com cara de tola na frente de
toda a cidade.
- Noivos?
Mas eu não posso!
- Por que
não? - ele perguntou, tenso. - Você é missionária, não uma freira. Casamento é
permitido no seu caso.
- Mas não
por esse motivo, Joe, não para salvar a minha reputação. Não se preocupe, tudo
acabará bem. Sou uma enfermeira formada e conseguirei um emprego.
- Então
casamento não é
um trabalho? Dwight
e eu resolvemos
voltar às nossas
antigas responsabilidades e estamos felizes com a decisão. Isso
significa que passarei mais horas em casa e terei tempo para estar com você e
as crianças.
- Não há
nenhuma criança - ela murmurou enrubescendo.
- Não ainda
- Joe respondeu pegando-a no colo e levando-a para a cama. - Eu sei que a
magoei. Sua primeira vez deve ter sido um pesadelo. Se eu puder fazê-la me
desejar de novo, você se casará comigo?
- Mas eu
não...
Joe acariciou lhe os cabelos sedosos com delicadeza, desfrutando o prazer de tanta
proximidade.
- Gosto dos
seus cabelos compridos e soltos. Combinam com você. - Então ele a beijou com
ternura, usando toda a sua experiência e habilidade para fazê-la corresponder à
carícia. - Há uma barreira que precisa
ser rompida na primeira vez - ele falou com delicadeza. - Quando uma mulher
perde a virgindade, é comum que sinta dor e desconforto. Isso não se repetirá.
Agora que sei o quanto você é inocente, Demi, eu a farei conhecer o paraíso,
e a última coisa que você sentirá ao me olhar, será medo.
- Sou uma
enfermeira - ela falou tentando parecer controlada. - E conheço a anatomia
feminina.
- Naquela
noite eu estava excitado demais e não lhe dei tempo para me acompanhar. Eu
perdi a cabeça.
- Por favor,
você não devia falar assim comigo.
- Você é
minha mulher. Somos amantes, Demi, e vamos nos casar. Você terá que aceitar
a realidade.
- Não me
casarei com você!
- Com o
diabo que não se casará comigo! - ele falou com determinação. - Desculpe-me,
mas só há uma maneira de resolvermos o assunto.
Joe começou
a beijá-la, suavemente a princípio, e depois com ardor, minando-lhe a
resistência. Com extremo cuidado ele livrou-a da blusa e do sutiã, expondo os
seios firmes. Demi arqueou o corpo, deixando escapar gemidos incoerentes ao
senti-lo sugar os mamilos túrgidos e, quando percebeu que a sua calça comprida
estava sendo desabotoada, ela ensaiou um tímido protesto:
- Joe, você
não pode...
Mas ele já
estava tocando o ponto mais íntimo do seu corpo, despertando sensações que ela
nunca se julgara capaz de sentir. Era impossível lutar contra o próprio desejo,
era impossível resistir ao apelo das emoções! A carícia tornava-se mais ousada,
enlouquecendo-a de paixão.
- Joe... -
ela sussurrou, incapaz de esconder a onda de prazer que a sacudia. - Oh, Joe!
Então ele
levantou a cabeça e a viu quase desfalecida, as feições alteradas pela
intensidade do êxtase.
- É assim
que deve ser, Demi. Foi assim que me senti naquela noite na cabana. E da próxima
vez eu lhe darei uma satisfação ainda maior, só que será com o meu corpo dentro
do seu. O que você sentiu agora é nada, comparado ao que eu ainda vou lhe dar.
- Por que
você se preocupa tanto em me dar prazer?
- Porque
quero me casar com você.
- Você não é
obrigado a ir tão longe para salvar a minha reputação ou para livrar-se do
sentimento de culpa. Eu já lhe disse que não o considero culpado de nada. Joe... o que...
Ele havia
encaixado o corpo grande e forte entre as pernas elegantes dela, fitando-a com
adoração.
- Diga que
se casará comigo - Joe falou com um sorriso. - Ou eu arrancarei a sua calça
comprida e a farei gritar de prazer. Olhe que a janela está aberta e os meus
homens estão trabalhando lá fora. - Ela estremeceu de ansiedade, o desejo
entorpecendo lhe a razão. - É melhor você me dizer "sim" logo,
doçura, antes que eu perca o controle do meu corpo. Está ficando cada vez mais
difícil me conter.
- Você não
pode fazer isso comigo... Marie e Winnie...
- Estão lá
embaixo e a porta do quarto está trancada. Abra as pernas, Demi - ele
murmurou coma voz rouca, despindo-a por completo. - Não tente negar que me
deseja, que me quer com loucura.
Com
movimentos rápidos Joe despiu-se também, expondo o corpo másculo e o membro
ereto. Demi estremeceu, porém não se retraiu.
- Você vai
me deixar penetrá-la? Você será capaz de negar que me quer dentro de si? Sim,
nós nos desejamos com a mesma intensidade. Nós nos pertencemos para sempre.
- Nós não
devíamos...
- Sim, nós
vamos fazer amor.
Com dedos
trêmulos ele acariciou Demi mais uma vez e, bem devagar, com extrema
delicadeza, penetrou a maciez complacente da sua carne. Ela o fitou, entre
surpresa e maravilhada.
- Você vê?
Não dói nada. Não fique tensa e me deixe amá-la, menininha. Não é isso o que
você queria: ser amada? Olhe nos meus olhos, Demi. Quero vê-la se contorcer
de prazer, quero ouvi-la gemer em meus braços.
Incapaz de
resistir por mais tempo, Demi entregou-se às emoções que a consumiam, deixando
a natureza seguir seu rumo. Joe aumentou o ritmo das investidas, excitando-a
além da imaginação, penetrando-a cada vez mais fundo. Ela deixava escapar sons
desconexos, o rosto desfeito em êxtase e deslumbramento. E então tudo pareceu
explodir, enquanto Demi gritava o nome do homem amado.
- Isso,
querida, entregue-se aos sentimentos, não tema ser feliz.
Joe já não
podia mais conter-se. Ele segurou-a com firmeza e se soltou dentro dela, o
corpo sacudido por um prazer alucinado. E então os dois ficaram em silêncio,
envolvidos pelo torpor da paixão saciada.
- Eu devia
ter fechado a janela - ele murmurou num tom brincalhão. - Mas não se preocupe,
ninguém poderia nos ouvir, pois os homens estão trabalhando a vários metros da
casa e Dwight está dormindo. - Depois de alguns segundos, ele perguntou: - Você
sentiu dor desta vez?
- Oh, não -
Demi respondeu lânguida e trêmula. - Foi tão lindo!
- E será
sempre assim. Se você não se casar comigo, juro que não sairei deste quarto até
que me diga "sim". Eu sei que não a forcei naquela noite, a atração
sempre foi mútua. Tudo o que quero é partilhar a minha vida com você
- Só sexo
não é o suficiente para unir as pessoas - ela falou baixinho. - E você acabaria
por se arrepender.
- Nunca me
arrependerei. Você é tudo o que eu sempre quis e a farei feliz por ter aceito o
meu pedido.
Aquelas
palavras ainda ecoavam na mente de Demi quando ambos desceram para anunciar
o noivado. Ela temia acreditar em tanta felicidade e receava que a atração
física fosse o motivo pelo qual Joe a havia pedido em casamento. Mas quanto a
isso, só o tempo traria a resposta.
~
Espero que estejam gostando... Comentem! Respostas aqui' Beijos, amo vcs ♥



ainda não acredito que está no fim, amei esse capitulo e estou ansiosa para a proxima adaptação?
ResponderExcluirJá ouviram Avalanche? a voz da Demi está tão perfeita!!!
E eu queria saber que foi aqui que li uma adaptação de um cara que cuidava sozinho da filha e chegou uma nova vizinha que detesteva crianças mas eles se apaixonaram, sei que nao estava finalizada eu queria ler novamente, mas não me lembro em qual blog.
Sam, xoxo
hey!
Excluira próxima adaptação pode demorarum pouquinho para ser postada...
sim, já ouvi! eu amei ♥
não, não foi aqui... tu lembra algum detalhe? o nome da história? posso tentar achar e adaptá-la para vcs ♥
bjs
geeente que capitulo lindoooo
ResponderExcluirposta mais
postado, mozona ♥
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