7.11.14

Perigosa Atração - Capítulo 9

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No dia seguinte Demi saiu para dar uma volta enquanto Marie passava algum tempo ao lado do irmão. O dia estava lindo, quente e ensolarado, e havia muita coisa a ser vista nos arredores. Cachorrinhos e gatinhos, patos e galinhas, além de vacas e cavalos, enchiam o ar de sons variados e vibrantes. Metida em calça jeans e numa camiseta amarela, Demi resolveu caminhar até o curral que ficava a alguns metros da casa. Era uma pena ter que voltar para o Arizona, quando tudo aqui a atraía tanto! Porém os dias estavam passando com rapidez e logo chegaria o momento da partida. Seu futuro a esperava e não havia mais nada a fazer a não ser enfrentar as dificuldades e a solidão.
Depois da morte dos pais, ela fora liberada das suas obrigações por algum tempo a fim de recuperar-se. É claro que havia certas cláusulas morais a serem observadas no seu trabalho, mas felizmente ninguém saberia o que lhe acontecera em Wyoming; não houvera testemunhas. Demi sobressaltou-se ao perceber que um vaqueiro de aspecto vulgar a chamava de um modo insolente. Ele estava encostado na cerca e a fitava com ousadia.

- Srta. Lovato? Logo a reconheci.

- Nós nos conhecemos na festa? - ela perguntou tentando ser educada.

O homem riu com zombaria e se aproximou ainda mais, o hálito recendendo a uísque.

- Não, eu não costumo ser convidado para esse tipo de acontecimento social. Eu a reconheci porque a vi algumas noites atrás, na cabana. Você estava lá, com o patrão.

Demi ficou pálida e se encostou na cerca, incapaz de pensar em algo para dizer.
Ele riu outra vez e estendeu as mãos para tocá-la, parecendo surpreso quando a viu encolher-se e afastar-se.

- Um vaqueiro como eu não a atrai, hein? Mas você parecia muito excitada com o patrão. Oh, é claro que ele tem dinheiro! E dinheiro torna as pessoas desejáveis.

- Por favor, pare! - ela murmurou, envergonhada demais por ter sido vista naquela situação íntima.

- O patrão parece já ter se cansado de você, não é mesmo? Eu vi muito bem como ele ficou enfurecido ao descobrir que você era virgem, pois é um homem que aprecia as mulheres experientes. Agora, eu sou diferente. Gosto das inocentes. Vamos nos entender muito bem, coisinha linda, saberei como lhe dar prazer.

Demi cobriu a boca com a mão e correu para casa, cega pelas lágrimas. O vaqueiro sabia o que havia acontecido entre Joe e ela e seria horrível se ele contasse aos outros o que presenciara. Se a fofoca se espalhasse, sua reputação estaria arruinada e nunca mais poderia retomar o trabalho que amava. Qualquer escândalo que envolvesse o seu nome seria o ponto final da sua carreira na comunidade.
Quando se entregara a Joe não pensara por um momento sequer nas conseqüências, e agora teria que pagar o preço do erro.
Ela entrou em casa e se refugiou no quarto tentando recuperar um pouco do autocontrole. Logo teria que dar um remédio a Dwight e não suportaria se ele desconfiasse de algo.

- O que aconteceu? - Winnie perguntou ao vê-la entrar no quarto do noivo. - Você está tão pálida.

A tentação de contar tudo à amiga era grande, porém não seria justo trazer-lhe mais preocupações, quando a saúde de Dwight ainda requeria cuidados.

- Acho que foi a salsicha que comi no almoço - Demi falou forçando um sorriso. - Meu estômago está um pouco embrulhado, mas já vai passar.

- Vou pedir a Joe que mate um novilho - Dwight interveio, solícito -, e assim você poderá comer bifes amanhã.

Demi estremeceu à simples menção do nome de Joe. Como poderia voltar a encará-lo depois de tudo o que Rance tinha dito? Como ele  reagiria se descobrisse os comentários  maldosos que um dos seus empregados estava fazendo? Talvez ele ficasse indiferente e pensasse que ela merecia, pois não se mostrara nem um pouco preocupado com o que pudessem dizer de Dale depois de terem dormido juntos.
Após verificar que tudo estava bem com Dwight, Demi retirou-se e, fechando a porta do quarto, chorou até não ter mais forças. O preço que pagava agora pelo único deslize da sua vida estava sendo alto demais.
Seus pais sempre tinham insistido na importância da retidão moral e ela havia falhado, entregando-se à paixão sem medir as conseqüências. Se sua mãe ainda estivesse viva, ela teria alguém com quem desabafar, alguém que seria capaz de amenizar a sua dor. Não haveria palavras de censura, de condenação, mas apenas uma compreensão profunda das fraquezas humanas. Desde o encontro com o vaqueiro, Demi nunca mais se aventurou a sair de casa, sob o pretexto de que não queria ficar longe do seu paciente. Entretanto, todos perceberam que alguma coisa não ia bem, inclusive Joe. Ele tentou perguntar-lhe o porquê da mudança várias vezes, porém não conseguia abordá-la, já que Demi evitava a sua companhia de maneira ostensiva.
Ela estava diferente, calada, fechada em si mesma, como se a companhia das outras pessoas lhe fosse penosa. Joe continuava a se culpar pelo acontecido na cabana e sentia-se magoado com tanta indiferença, especialmente porque as mulheres não costumavam evitá-lo; pelo contrário. Demi agia de uma maneira fria e profissional, parecendo interessada apenas nos progressos de Dwight. Nunca ria ou participava das conversas da família, mantendo-se inacessível e reservada ao extremo.
Depois de muita insistência, Winnie e Marie conseguiram-na convencer a acompanhá-las numa tarde em que foram fazer compras. Ela acabou concordando, pensando que, com certeza, não encontraria alguém conhecido. Mas estava errada.

- Que bom vê-la de novo - Dale Branigan falou com um sorriso zombeteiro. - Ben se recuperou do ferimento rapidamente, graças aos seus conhecimentos.

- Fico feliz ao saber disso.

Dale examinou a outra mulher com um olhar crítico e chegou à conclusão de que Demi não era capaz de lhe fazer concorrência. Segura da sua beleza, ela partiu para o ataque:

- Ouvi dizer que Joe a abandonou naquela noite.

- Desculpe-me, eu não entendi.

- Depois que vocês dormiram juntos na cabana - Dale explicou com sarcasmo. - Você não sabia que é este o comentário que corre na cidade? Não se pode esperar que um homem como Danny Rance fique de boca fechada, minha querida. Ele deu com a língua nos dentes e todos já sabem o que aconteceu. Isso é mau; você deveria ter esperado pelos laços sagrados do matrimônio. A propósito, há um jornalista em Pryor procurando por uma mulher missionária que conseguiu escapar da América Central sob uma chuva de balas. Você sabe de algo a respeito?

- Não. Essa mulher não poderia ser eu, não é mesmo?

- Não - Dale respondeu dando uma risada. - Não se você está dormindo com Joe. Atitudes assim não estão de acordo com a moral dos missionários.

- É verdade. Com licença agora.

Pálida e trêmula, Demi saiu da loja e entrou no carro tentando recuperar um pouco do autocontrole. Depois de tudo o que ouvira, tinha certeza apenas de uma coisa: ela estava marcada para sempre e jamais conseguiria retomar o seu trabalho. Além disso, não possuía um lar onde pudesse se refugiar ou uma família que lhe oferecesse consolo. Era inevitável que o jornalista a localizasse, assim como seria impossível impedir que Dale, ou outra pessoa qualquer, acabasse por relatar a história de seu encontro com Joe.
Ela havia cedido à tentação e perdido tudo o que possuía: honra, dignidade, auto- respeito. Se não fosse a sua fé num Deus misericordioso, ela teria desistido de viver naquele instante e ido à procura da morte.
"Oh, Deus!" Demi pensou, "Por favor, me ajude! Me perdoe!" Ao perceberem a ausência da amiga, Winnie e Marie saíram à sua procura.

- Você está bem? - Winnie perguntou, preocupada. - Vimos quando Dale a abordou. O que foi que ela disse?

- Aposto que tem a ver com  Joe- Marie interveio. - Aquela mulher é uma cobra venenosa e ciumenta!

- Está tudo bem. Ela apenas estava me dizendo... o que eu já sabia.

- Há um jornalista na cidade. Foi o que ela disse, Demi?

- Sim, Winnie. É só uma questão de dias até que ele me encontre. De qualquer forma, não faz diferença. Eu já não tenho nada a perder.

- Você tem o seu trabalho, o seu futuro!

- Eu não tenho mais nada. Arruinei a minha vida.

- Mas como?

Ela nada respondeu e as três puseram-se a caminho de casa sem tocar no assunto outra vez. Ao chegarem à fazenda, Demi se trancou no quarto, incapaz de manter-se serena.

- O que há de errado com ela? - Marie perguntou a Winnie. - O que Dale terá dito para deixá-la tão abalada?

- Eu não sei. É claro que Joe não permitirá que aquele homem venha procurá-la, aqui.

- Que homem eu deverei impedir de vir à fazenda? - Joe perguntou entrando na sala.

- O jornalista que está à procura de Demi - Marie respondeu.

- Por que um jornalista estaria atrás de uma hóspede nossa?

- Acho melhor lhe explicarmos tudo - Winnie falou, decidida. - Você precisa saber da verdade.
Joe sentou-se disposto a escutar a história até o fim, e algo lhe dizia que não iria gostar do que estava para ouvir.

- Alguns anos atrás - Winnie começou -, Demi e seus pais foram enviados à América Central com o objetivo de instalar uma pequena clínica numa das inúmeras zonas rurais. Infelizmente a região estava em guerra e duas forças opostas disputavam o poder. 

- O que eles estavam fazendo na América Central?

- Eram missionários.

- Todos eles? Inclusive Demi? - Joe perguntou, cheio de assombro.

- Sim.

Oh, Deus! Ele havia seduzido uma missionária! Agora entendia a ingenuidade dela, a sua confiança nas pessoas.

- Bem - Winnie prosseguiu -, num certo dia todos os habitantes de um pequeno vilarejo foram feitos prisioneiros e levados ao paredão de fuzilamento. Demi viu os pais serem mortos ao seu lado, porém quando chegou a sua vez, o local foi invadido pelos oponentes do governo e ela foi salva. Logo a força de paz internacional chegou à região e Demi foi mandada de volta para casa. A imprensa está ao seu encalço porque ela possui informações, em primeira mão, sobre os acontecimentos. Demi  veio para Pryor com a intenção de curar as feridas da alma, Joe.

Ele saiu da sala sem dizer uma palavra. O pensamento de que aquela mulher delicada estivera à beira de uma morte tão horrível o abalava profundamente. O que a salvara fora mesmo um milagre.
O som de vozes que se aproximavam o arrancou do torpor no qual parecia imerso. Um dos homens devia ser Rance e, pelo jeito, andara bebendo. Desta vez o rapaz estaria em maus lençóis, pois não iria tolerar que seus empregados bebessem álcool durante o dia, enquanto estivessem trabalhando.

- Ela não quis nada comigo! Incrível, não é mesmo? - Rance estava dizendo ao companheiro. - Ela não se importou em ir para a cama com o patrão naquela cabana, porém se considera importante demais para me deixar tocá-la. Não é à toa que Dale a odeia. Mas agora toda a cidade já sabe que a esnobe srta. Lovato e Joe Jonas andaram dormindo juntos. E quando eu...

Rance ficou sem fala ao ver surgir diante de si o homem por quem nutria tanto rancor e inveja.

- Espere, chefe, eu só...

- Seu filho da...

A última palavra veio acompanhada de um soco violento que derrubou o vaqueiro no chão. A luta foi tensa e rápida. Joe parecia enlouquecido e teria destroçado o oponente se um dos vaqueiros mais velhos não o houvesse parado.

- Ele já teve o que merecia, chefe, não é preciso matá-lo. Além do mais, nenhum de nós deu ouvidos às suas insinuações maldosas. Até um cego pode ver que a srta. Lovato é uma dama.

Joe tinha a respiração alterada e precisou de toda a sua força para recuperar o controle. Finalmente virou-se para os empregados que haviam presenciado a briga, encarando-os com uma expressão firme e ameaçadora.

- Se alguém mais perguntar, podem dizer que a srta. Lovato é minha noiva. Eu posso merecer esse tipo de fofoca maliciosa, mas não ela. Demi é uma missionária, e um homem que seja homem, não desrespeita uma mulher do seu tipo.

Os vaqueiros pareciam desconcertados, até que um deles falou:

- Rance nos contou que havia um jornalista na cidade. Nós tentamos fazê-lo pensar bem antes de tomar alguma atitude louca, porém ele parecia ter perdido a cabeça. Dale Branigan o atormentava também, enchendo-lhe os ouvidos de fofocas. E todos sabemos que ele andava bebendo como um condenado nos últimos tempos.

- As coisas voltarão aos devidos lugares - Joe falou com segurança.

Só agora ele percebia o quanto andara relapso no trabalho, deixando a fazenda mal administrada por estar preocupado demais com os próprios problemas. Bem, já era hora de retomar as rédeas da situação.

- Saia das minhas terras, Rance - Joe falou friamente, sem levantar a voz. - Se o vir por aqui outra vez, eu lhe quebrarei o pescoço. Vá à procura de Dale Branigan, mas não se espante se encontrar Ben Hardy fazendo-lhe companhia.

- Ben? Não é possível!

- Ela o enganou o tempo todo, não é? Vocês se merecem, seus tolos! E vou lhe prometer uma coisa: amanhã todos na cidade saberão como você foi feito de bobo e como tentou manchar a reputação da minha noiva por puro despeito.

Rance ficou de pé com dificuldade e limpou, num gesto nervoso, o sangue que escorria do nariz.

- Você não tinha necessidade de bater em mim desta maneira por causa de uma mulher.

- E você não tinha necessidade de tentar fazer dela uma vagabunda, porque ela não lhe deu confiança - Joe respondeu, cheio de raiva. - Você está acabado em Pryor, Rance. Ninguém lhe oferecerá trabalho aqui.

- Eu também já estou farto do Wyoming. Vou arrumar as minhas coisas.

Joe virou-se e caminhou em direção à casa, ignorando os comentários dos homens. Com passos rápidos subiu a escada sem dar uma palavra com Winnie e Marie que, surpresas, haviam presenciado a cena da janela e esperavam uma explicação.
Ele bateu na porta do quarto de Demi, mal contendo a ansiedade, e foi logo perguntando:

- Por que você não me contou o que Rance andava espalhando a seu respeito? Por que não me disse nada sobre os seus pais e a sua vida na América Central?

Demi mal podia ouvir o que Joe estava dizendo, tudo o que a preocupava era o rosto ferido do homem amado.

- Você está machucado. O que lhe aconteceu?

- Eu estava muito ocupado batendo em Rance antes de demiti-lo. E gostei do que fiz. Você está chocada? Só me arrependo de não ter batido com mais força.

- Você sabe... de tudo?

- Tudo. Oh, Deus! Por que você não confiou em mim? Por que não me contou a verdade?

- Eu não podia. No princípio doía demais tocar no assunto e depois eu sabia que se lhe contasse qual era a minha profissão, você se afastaria de mim. Eu menti porque queria me sentir viva, nem que fosse por pouco tempo. Eu queria ser como as outras mulheres, queria ser... amada. Mas eu não tinha esse direito.

- E o que você acha que eu estou sentindo agora? -  Joefalou tomando-a nos braços com paixão, secando as suas lágrimas com beijos. - O pior de tudo é que eu estava tão imerso nos meus próprios problemas que fui incapaz de enxergar o seu verdadeiro caráter. Eu ignorei os sinais evidentes da sua inocência, porque a queria demais. Eu merecia ser morto!

- Mas eu desejava você também - Demi murmurou. - A culpa não foi exclusivamente sua.

- Isso não justifica o que eu fiz. E ainda ter que suportar aquele verme do Rance fazendo fofocas a seu respeito! Eu sinto muito por tudo o que aconteceu.

- Eu não ficarei aqui por muito tempo e se aquele jornalista não me encontrar...

- Não acontecerá nada se ele a encontrar. Acabei de dizer aos meus homens que estamos noivos e logo a notícia se espalhará. Dale ficará com cara de tola na frente de toda a cidade.

- Noivos? Mas eu não posso!

- Por que não? - ele perguntou, tenso. - Você é missionária, não uma freira. Casamento é permitido no seu caso.

- Mas não por esse motivo, Joe, não para salvar a minha reputação. Não se preocupe, tudo acabará bem. Sou uma enfermeira formada e conseguirei um emprego.

-  Então  casamento  não  é  um  trabalho?  Dwight  e  eu  resolvemos  voltar  às  nossas  antigas responsabilidades e estamos felizes com a decisão. Isso significa que passarei mais horas em casa e terei tempo para estar com você e as crianças.

- Não há nenhuma criança - ela murmurou enrubescendo.

- Não ainda - Joe respondeu pegando-a no colo e levando-a para a cama. - Eu sei que a magoei. Sua primeira vez deve ter sido um pesadelo. Se eu puder fazê-la me desejar de novo, você se casará comigo?

- Mas eu não...

Joe acariciou lhe os cabelos sedosos com delicadeza, desfrutando o prazer de tanta proximidade.

- Gosto dos seus cabelos compridos e soltos. Combinam com você. - Então ele a beijou com ternura, usando toda a sua experiência e habilidade para fazê-la corresponder à carícia.  - Há uma barreira que precisa ser rompida na primeira vez - ele falou com delicadeza. - Quando uma mulher perde a virgindade, é comum que sinta dor e desconforto. Isso não se repetirá. Agora que sei o quanto você é inocente, Demi, eu a farei conhecer o paraíso, e a última coisa que você sentirá ao me olhar, será medo.

- Sou uma enfermeira - ela falou tentando parecer controlada. - E conheço a anatomia feminina.

- Naquela noite eu estava excitado demais e não lhe dei tempo para me acompanhar. Eu perdi a cabeça.

- Por favor, você não devia falar assim comigo.

- Você é minha mulher. Somos amantes, Demi, e vamos nos casar. Você terá que aceitar a realidade.

- Não me casarei com você!

- Com o diabo que não se casará comigo! - ele falou com determinação. - Desculpe-me, mas só há uma maneira de resolvermos o assunto.

Joe começou a beijá-la, suavemente a princípio, e depois com ardor, minando-lhe a resistência. Com extremo cuidado ele livrou-a da blusa e do sutiã, expondo os seios firmes. Demi arqueou o corpo, deixando escapar gemidos incoerentes ao senti-lo sugar os mamilos túrgidos e, quando percebeu que a sua calça comprida estava sendo desabotoada, ela ensaiou um tímido protesto:

- Joe, você não pode...

Mas ele já estava tocando o ponto mais íntimo do seu corpo, despertando sensações que ela nunca se julgara capaz de sentir. Era impossível lutar contra o próprio desejo, era impossível resistir ao apelo das emoções! A carícia tornava-se mais ousada, enlouquecendo-a de paixão.

- Joe... - ela sussurrou, incapaz de esconder a onda de prazer que a sacudia. - Oh, Joe!

Então ele levantou a cabeça e a viu quase desfalecida, as feições alteradas pela intensidade do êxtase.

- É assim que deve ser, Demi. Foi assim que me senti naquela noite na cabana. E da próxima vez eu lhe darei uma satisfação ainda maior, só que será com o meu corpo dentro do seu. O que você sentiu agora é nada, comparado ao que eu ainda vou lhe dar.

- Por que você se preocupa tanto em me dar prazer?

- Porque quero me casar com você.

- Você não é obrigado a ir tão longe para salvar a minha reputação ou para livrar-se do sentimento de culpa. Eu já lhe disse que não o considero culpado de nada. Joe... o que...

Ele havia encaixado o corpo grande e forte entre as pernas elegantes dela, fitando-a com adoração.

- Diga que se casará comigo - Joe falou com um sorriso. - Ou eu arrancarei a sua calça comprida e a farei gritar de prazer. Olhe que a janela está aberta e os meus homens estão trabalhando lá fora. - Ela estremeceu de ansiedade, o desejo entorpecendo lhe a razão. - É melhor você me dizer "sim" logo, doçura, antes que eu perca o controle do meu corpo. Está ficando cada vez mais difícil me conter.

- Você não pode fazer isso comigo... Marie e Winnie...

- Estão lá embaixo e a porta do quarto está trancada. Abra as pernas, Demi - ele murmurou coma voz rouca, despindo-a por completo. - Não tente negar que me deseja, que me quer com loucura.

Com movimentos rápidos Joe despiu-se também, expondo o corpo másculo e o membro ereto. Demi estremeceu, porém não se retraiu.

- Você vai me deixar penetrá-la? Você será capaz de negar que me quer dentro de si? Sim, nós nos desejamos com a mesma intensidade. Nós nos pertencemos para sempre.

- Nós não devíamos...

- Sim, nós vamos fazer amor.

Com dedos trêmulos ele acariciou Demi mais uma vez e, bem devagar, com extrema delicadeza, penetrou a maciez complacente da sua carne. Ela o fitou, entre surpresa e maravilhada.

- Você vê? Não dói nada. Não fique tensa e me deixe amá-la, menininha. Não é isso o que você queria: ser amada? Olhe nos meus olhos, Demi. Quero vê-la se contorcer de prazer, quero ouvi-la gemer em meus braços.

Incapaz de resistir por mais tempo, Demi entregou-se às emoções que a consumiam, deixando a natureza seguir seu rumo. Joe aumentou o ritmo das investidas, excitando-a além da imaginação, penetrando-a cada vez mais fundo. Ela deixava escapar sons desconexos, o rosto desfeito em êxtase e deslumbramento. E então tudo pareceu explodir, enquanto Demi gritava o nome do homem amado.

- Isso, querida, entregue-se aos sentimentos, não tema ser feliz.

Joe já não podia mais conter-se. Ele segurou-a com firmeza e se soltou dentro dela, o corpo sacudido por um prazer alucinado. E então os dois ficaram em silêncio, envolvidos pelo torpor da paixão saciada.

- Eu devia ter fechado a janela - ele murmurou num tom brincalhão. - Mas não se preocupe, ninguém poderia nos ouvir, pois os homens estão trabalhando a vários metros da casa e Dwight está dormindo. - Depois de alguns segundos, ele perguntou: - Você sentiu dor desta vez?

- Oh, não - Demi respondeu lânguida e trêmula. - Foi tão lindo!

- E será sempre assim. Se você não se casar comigo, juro que não sairei deste quarto até que me diga "sim". Eu sei que não a forcei naquela noite, a atração sempre foi mútua. Tudo o que quero é partilhar a minha vida com você

- Só sexo não é o suficiente para unir as pessoas - ela falou baixinho. - E você acabaria por se arrepender.

- Nunca me arrependerei. Você é tudo o que eu sempre quis e a farei feliz por ter aceito o meu pedido.

Aquelas palavras ainda ecoavam na mente de Demi quando ambos desceram para anunciar o noivado. Ela temia acreditar em tanta felicidade e receava que a atração física fosse o motivo pelo qual Joe a havia pedido em casamento. Mas quanto a isso, só o tempo traria a resposta.

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Espero que estejam gostando... Comentem! Respostas aqui' Beijos, amo vcs ♥

4 comentários:

  1. ainda não acredito que está no fim, amei esse capitulo e estou ansiosa para a proxima adaptação?
    Já ouviram Avalanche? a voz da Demi está tão perfeita!!!
    E eu queria saber que foi aqui que li uma adaptação de um cara que cuidava sozinho da filha e chegou uma nova vizinha que detesteva crianças mas eles se apaixonaram, sei que nao estava finalizada eu queria ler novamente, mas não me lembro em qual blog.
    Sam, xoxo

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    1. hey!
      a próxima adaptação pode demorarum pouquinho para ser postada...
      sim, já ouvi! eu amei ♥
      não, não foi aqui... tu lembra algum detalhe? o nome da história? posso tentar achar e adaptá-la para vcs ♥
      bjs

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  2. geeente que capitulo lindoooo
    posta mais

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