2.11.14

Perigosa Atração - Capítulo 5

 

~


Joe e Demi escolheram seus lugares com facilidade, já que o cinema estava quase vazio. Ele esticou as longas pernas sobre o espaldar da poltrona da frente, enquanto ela se distraía com um enorme saco de pipoca.
Muito tempo havia se passado desde que Demi fora ao cinema pela última vez, pois onde estivera trabalhando nos últimos anos não havia sequer um aparelho de televisão.
Demi sabia o quanto estava desatualizada em vários assuntos, principalmente no que dizia respeito a mudanças comportamentais. E a história que se desenrolava na tela servia apenas para enfatizar a sua ignorância, as cenas de sexo fazendo-a corar da cabeça aos pés. Joe estivera com razão, pois embora o enredo girasse em torno de fazendeiros e seus problemas relativos ao gado, a ação transcorria quase sempre nos quartos de dormir. Joe a olhava com curiosidade, surpreso diante de tanta timidez. Qualquer pessoa, nos dias de hoje, que possuísse um televisor não ficaria chocada ao assistir determinadas cenas. Talvez Demi  se sentisse nervosa por estar na sua companhia, já que pouco se conheciam. Talvez ela não fosse muito experiente e só tivesse tido um ou dois homens. Estranho como ele podia sentir-se tão perturbado ao imaginá-la nos braços de outro.
Joe pegou uma das mãos de Demi e a levou aos lábios, mordiscando as pontas dos dedos com sensualidade, fazendo-a estremecer de prazer. Ela tentou retirar a mão, assustada com as reações do próprio corpo e chocada com o que se passava agora na tela.
Joe fitou-a, notando o quanto a cena de sexo explícito a deixava desconcertada e não parou para pensar no que tanto embaraço poderia significar.

- É incrível como eles conseguem fazer um filme desses passar pela censura, não é mesmo? - ele falou em voz baixa - Está se sentindo embaraçada?

- Sim.

- Pensei que você havia me dito ser uma mulher moderna.

- E eu pensei que você considerasse o sexo como algo a ser feito, não assistido.

A cena na tela alcançava agora o clímax, o casal tendo um orgasmo alucinado. Joe reparou que Demi estremecia, totalmente envolvida pelo que se passava.
Num movimento inconsciente, ele deslizou a mão dela sobre os músculos da perna, subindo em direção à sua virilidade. Só percebeu o que estava fazendo ao senti-la ficar tensa, e parou no mesmo instante.

- Desculpe-me - Joe falou soltando-lhe a mão. - Acho que o filme acabou me envolvendo.

- Eles não deveriam mostrar cenas como esta.

- Concordo. Não pensei que o filme fosse tão explícito. Como nós dois não estamos gostando, acho melhor irmos embora.

Eles saíram do cinema, ignorando os olhares curiosos com que o resto da audiência os brindava.

- Acho que os casais mais jovens pensam que somos uns tolos por nos sentirmos incomodados com esse tipo de filme, não é mesmo? 

- Sem dúvida, Demi. É que eles pertencem a uma geração diferente; assim como você.

- Mas eu sou apenas nove anos mais nova do que você!

- E isso é quase uma geração. Bem, já que não queremos saber de sexo explícito, que tal um sorvete acompanhado de boa música? Billings é famosa por seus concertos ao ar livre, nas noites de verão.

Demi ficou encantada ao chegarem ao enorme parque da cidade. Embora houvesse várias mesas e cadeiras espalhadas sob árvores frondosas, a maioria das pessoas havia estendido mantas sobre a grama bem cuidada e ali se sentara. A orquestra que ocupava o coreto tocava músicas suaves, enchendo o ar de magia.
Joe sorriu ao perceber o prazer genuíno que Demi estava experimentando.

- Tenho que admitir que este tipo de programa faz muito mais o meu gênero do que filmes ditos eróticos - ele falou com um ar divertido. - Fazer sexo é uma coisa, mas assistir outras pessoas fazendo, ou fingindo que o fazem, não me interessa muito.

- Imagino que você entenda do assunto, considerando a sua reputação - Demi falou enquanto se dirigiam à mesa onde o sorvete estava sendo servido e entravam na fila.
- Você gostaria que eu negasse? O que as pessoas de Pryor dizem sobre mim é verdade, nunca fiz segredo de que aprecio as mulheres. Apenas não tenho sido muito discreto nestes últimos tempos.

Demi sentia-se nervosa. Joe não era um homem com quem se pudesse brincar e a sensualidade que emanava dele era algo cada vez mais envolvente.

- E sobre você? - ele perguntou numa voz rouca. - Quase não fala sobre a sua vida particular.

- Não há muito a ser dito.

- Eu não acredito nisso - Joe retrucou enlaçando-a pela cintura e sentindo-a estremecer. - Que sabor de sorvete você vai querer?

- Baunilha.

- Eu prefiro chocolate.

- Como a maioria dos homens - Demi comentou com um sorriso, lembrando-se das reclamações dos seus pacientes quando faltava esse sabor.

- É algo que você sabe por experiência própria?

- De uma certa maneira, sim.

- E o quão experiente é você?

- Este é um tipo de pergunta que um cavalheiro não deve fazer - ela respondeu tentando levar
a situação na brincadeira.

Depois de servirem-se, eles se acomodaram numa manta cedida por outro casal e Joe se apresentou, dizendo que Demi e ele haviam vindo de Pryor.

- Então vocês vieram para o concerto no parque? - perguntou o rapaz louro e magro.

- Para dizer a verdade, viemos para ir ao cinema, mas saímos antes do filme acabar.

- Nós também não ficamos até o final - interveio a garota ruiva. - Meu pai me mataria se descobrisse que eu fui assistir a um filme daqueles. Então convenci Johnny que o melhor seria sairmos antes do fim, embora ele estivesse gostando muito.

- Tudo faz parte da vida, Gertie. E afinal vamos nos casar em dois meses!

- Johnny! - ela murmurou, ficando vermelha. - Acho melhor ir buscar mais um pouco de sorvete.

- Virgens... - o rapaz falou com um sorriso, admirando a noiva que se afastava.

Aquele sorriso de pura alegria incomodou Joe. Ele nunca, em toda a sua vida, havia namorado uma mulher virgem. E uma parte do seu íntimo invejava o rapaz que estava para se casar com alguém que soubera guardar algo tão precioso para entregar ao homem da sua vida. Johnny nunca teria que se preocupar com os ex-amantes da sua mulher. Ele seria o primeiro, o único.
Joe olhou para Demi imaginando como as coisas seriam entre os dois, caso ela fosse virgem. Seria fascinante ensinar-lhe os segredos do sexo... Será que Demi ficaria chocada ou tudo já não apresentava uma novidade sequer? É claro que as mulheres experientes costumam ser inventivas e desinibidas na cama, o que não deixa de ser um ponto positivo. Entretanto, ter a oportunidade de tocar uma mulher virgem, de fazê-la gemer de prazer devia ser algo muito especial.
Os pensamentos de Joe o estavam deixando incomodado. Com certeza Demi era experiente: o que mais se poderia esperar de uma mulher de vinte e cinco anos? De qualquer modo o relacionamento entre ambos não deveria passar de um caso rápido, já que se interessavam apenas por sexo. Que importância poderia ter o fato dela não ser mais virgem?

- Odeio ter que dizer isso, Demi, mas é hora de irmos embora. Temos um longo caminho pela frente.

- Nós vimos o seu jipe - Johnny comentou. - É um modelo antigo. Temos uma caminhonete ano 1956. É um pouco dura, porém ótima para transitar na fazenda.

- Eu bem o sei - respondeu Joe. - Costumo usar uma caminhonete 1955 para ir atrás do gado. Não há nada de errado em gostar de veículos antigos.

- Você pode apostar que sim! A propósito, vocês dois são casados?

- Não - Joe respondeu parecendo muito à vontade. - Ela jamais aceitaria se eu a pedisse em casamento.

- É uma pena, pois formam um belo casal - interveio Gertie.

- Vocês também - Demi falou com delicadeza. - Felicidades.

- Para vocês também.

Joe se recusava a pensar em casamento; era a última coisa que tinha em mente. Graças a Deus que Demi também levara a pergunta de Johnny na brincadeira. Talvez ela fosse do tipo que não se interessasse em se casar, o que facilitaria bastante o caso entre os dois.

- Foi tudo muito agradável - ela falou parando ao lado do jipe. - Obrigada.

- Poderemos repetir o programa de hoje num outro dia. Estarei muito ocupado no início da semana, mas poderemos combinar algo para sexta-feira. Quem sabe você não gostaria de ir até Cody, para assistir ao rodeio?

- Ótimo! - Demi respondeu sem hesitar. - Eu gostaria muito. - A proximidade dele aatordoava. Embora seus corpos não se tocassem, ela estava a ponto de desfalecer.

Não passava despercebida a Joe a maneira com que Demi reagia à sua presença. Era excitante poder atraí-la tanto assim. Ela o fazia sentir-se especial, como se fosse o primeiro homem a seduzi-la. Sim, ele poderia tê-la no instante que desejasse, mas preferia aguardar mais um pouco até que o desejo fosse insustentável.
Uma das vantagens da experiência era poder reconhecer quando uma mulher estava a ponto de entregar-se.
Ele iria manter-se a distância por um ou dois dias, deixando que a tensão sexual crescesse ainda mais. Todos os seus movimentos seriam calculados e fariam da primeira vez entre ambos uma experiência explosiva, completa.
A volta para Pryor foi muito agradável, embora os dois quase nada dissessem e parecessem entregues aos próprios pensamentos. Mas o silêncio era confortável, cheio de expectativas.
Ao chegarem à casa dos Manley, Demi se surpreendeu ao perceber que já eram três horas da manhã.

Tudo estava às escuras, exceto pela luz da varanda, que continuava acesa.

- Eu a avisei que chegaríamos tarde. Pelo menos Winnie parece não ter ficado preocupada com você.

- Não acredite nisso - Demi respondeu sorrindo. - As luzes da casa podem estar apagadas, mas aposto que Winnie ainda está acordada. Às vezes ela age como se fosse minha mãe.

Joe passou a mão sobre os cabelos sedosos de Demi e perguntou com suavidade:

- E você precisa de proteção?

Ela ficou tensa. A noite inteira tinha sido uma guerra de nervos entre os dois. Joe havia deixado claro que a desejava, entretanto ainda não chegara a beijá-la. E tudo o que ela queria agora era sentir aquela boca sensual cobrir a sua, aplacando a febre que a consumia.

- Não, acho que... não.

Ele notou o quanto Demi estava excitada e sentiu o sangue correr mais rápido nas veias, orgulhoso por ser capaz de despertar reações tão fortes. Ela não procurava disfarçar as emoções, o que era estranho, em se tratando de uma mulher experiente.
Joe acariciou os lábios de Demi com as pontas dos dedos, pressionando-os de uma maneira possessiva e sensual.
Ela prendeu a respiração, lutando para conter os tremores que lhe percorriam o corpo. 

- Você usa pouca maquiagem - ele falou baixinho. - Fico satisfeito. Não gosto de camadas de batom sobre os lábios que pretendo beijar.

Demi estava em fogo. Winnie a havia avisado para ter cuidado com Joe Jonas e ela não havia entendido a extensão do perigo. Ele era envolvente demais e a estava deixando fora de si.
Joe percebeu o quanto a afetava e a abraçou com mais força, dizendo:

- Me beije.

Demi mal podia respirar e enterrou as unhas naquelas costas másculas, tonta de desejo.

- Me morda - Joe falou com a voz rouca. - Gosto de beijos selvagens. Você também?
Ela não sabia realmente como preferia ser beijada ou o que deveria fazer para agradá-lo. Incapaz de pensar com clareza, Demi se aconchegou ainda mais e passou os braços ao redor do pescoço de Joe, sentindo-o estremecer.
O beijo foi ávido e prolongado. Ele não se lembrava de já ter se sentido daquela maneira nos braços de alguma mulher.
Demi respondia com sofreguidão às suas carícias deixando-o a ponto de perder o controle.
Joe a puxou para o colo, sua língua contornando os lábios macios que tinham o poder de embriagá-lo. Ela enrijeceu de súbito e se afastou.

- O que foi? - ele perguntou.

Demi engoliu em seco, sentindo-se desconcertada. Alguma coisa havia mudado no corpo de Joe enquanto eles estavam se beijando. Era algo puramente masculino e fora da sua experiência.
Quando ela tentou sair do seu colo, ele entendeu o motivo de tanta timidez e sorriu com ironia dizendo:

- Então é este o problema? Estamos indo rápido demais, Demetria? De qualquer modo a reação do meu corpo está fora do meu controle.

- Por favor - ela falou num fio de voz, tentando se afastar.

Demi sabia que devia estar dando a impressão de uma virgem ultrajada, mas como poderia agir de outra maneira se lhe faltava experiência?

- Você tem vinte e cinco anos. Já está crescida demais para jogos amorosos infantis.

Ele a pressionou ainda mais de encontro às coxas, deixando-a sentir toda a extensão do seu desejo.
Demi enrubesceu e fechou os olhos, surpresa com as reações do próprio corpo.
Suas têmporas latejavam e tudo o que desejava era ser beijada e acariciada.
Joe se inclinou e sussurrou algo tão erótico e explícito que a deixou imóvel. Como se quisesse enfatizar o que acabara de dizer, ele penetrou aqueles lábios macios com a língua, explorando e sugando o gosto de  Demi lentamente.
Ainda surpresa, ela deixou escapar um gemido. O que Joe estava fazendo era... ultrajante! Rude, sugestivo e... sensual.
Ele continuou a beijá-la enquanto deslizava as mãos sobre os seios entumecidos de Demi. Mesmo por sobre o vestido, o toque de Joe desencadeou uma onda de sensações devastadoras que quase a faziam desfalecer. Ele parecia fascinado pelas reações de Demi. Não era possível que ela conseguisse simular tanta surpresa. Entretanto, como poderia uma mulher experiente não estar acostumada a tal tipo de carícias?
Quando Joe pressionou um dos mamilos eretos, ela não conseguiu sufocar um gemido alto que deixava claro o quanto estava excitada, totalmente sem resistência.

- Sim, isso é muito bom - ele falou com uma leve arrogância ao percebê-la entregue aos seus carinhos. - Você está muito, muito excitada, pequena Demi, e vou lhe dar algo para que não se esqueça de mim até o nosso próximo encontro...

Antes que ela percebesse o que Joe pretendia fazer, ele abaixou-se e colou os lábios sobre o mamilo enrijecido, prendendo-o entre os dentes. Demi o empurrou sentindo-se chocada com tamanha intimidade.

- Meu Deus, você tem  medo que eu  a machuque? Desculpe-me se a assustei.  Você deve estar acostumada com homens mais gentis.

- Sim... estou - ela respondeu num fio de voz.

Demi estava trêmula, todo o corpo ainda sentindo o impacto das emoções que Joe soubera despertar. Nunca em sua vida havia se sentido tão indefesa e estava certa de que não teria sido capaz de resistir àquele homem, mesmo se ele houvesse tentado ir até o fim.

- Eu não sou um amante delicado. Nunca precisei sê-lo, já que o meu tipo de mulher sempre foi capaz de responder ao meu ardor com a mesma intensidade. Sexo para mim sempre foi algo a ser feito com paixão e desatino. Gosto que seja assim. Nunca, até este momento, havia me ocorrido que uma mulher pudesse se sentir intimidada com certas carícias.

- Eu sinto muito - Demi murmurou. - Eu não sabia muito bem o que devia esperar.

Por que, em nome de Deus, ele estava se sentindo culpado?

- Da próxima vez eu serei menos agressivo e muito mais gentil. A última coisa que desejo é assustá-la.

Demi fitou-o cheia de encantamento. Por instantes tivera a impressão de que ele se sentira tão perturbado quanto ela diante dos sentimentos que parecia uni-los. Como gostaria de poder admitir a sua ingenuidade e saber-se compreendida. Entretanto, se ele a soubesse virgem, tudo estaria acabado antes mesmo de começar.

- Eu não estava com medo - Demi respondeu tentando demonstrar uma segurança que estava longe de sentir.

Joe tocou-lhe os lábios de leve com as pontas dos dedos, inebriando-se no prazer de tê-la entre os braços.
Ela precisava de ternura e delicadeza, era uma mulher muito diferente das que estava acostumado. Quisera não ter dito aquelas palavras fortes quando haviam começado a se beijar.

- O que há agora? - Demi perguntou ao notar a expressão preocupada do rosto dele.

- Poucos minutos atrás eu lhe disse algo muito indelicado. Desculpe-me. Creio que me esqueci que por ser experiente uma mulher não precisa deixar de ser uma dama e deve ser atada como tal. Da próxima vez que nos acariciarmos, será diferente.

Joe abriu a porta do jipe e a acompanhou até a varanda.

- Ainda bem que Winnie não está acordada - ele comentou ao perceber que o vestido dela tinha uma mancha úmida sobre um dos seios, exatamente no lugar onde ele havia colado a boca. - Mas não se preocupe, ninguém vai vê-la. Da próxima vez não haverá vestido para me atrapalhar e tocarei a sua pele nua.

Ele a beijou ao se despedirem, sentindo o corpo ficar rígido de desejo outra vez.

- Deus, como você me excita! Acho melhor ir embora já, antes que eu cometa alguma loucura. Vou lhe telefonar daqui a uns dois dias e então combinaremos nossa ida a Hardin. A propósito, você pode dizer ao seu anjo-da-guarda que não vou trazê-la de volta tão tarde na próxima vez que sairmos juntos.

- Farei isso. Bem, boa noite. Gostei muito do jantar e do concerto.

- E do filme, não? - ele perguntou sorrindo diante do embaraço dela. - Não tem importância. Talvez eu esteja ficando velho demais para me entregar a paixões descuidadas. Eu serei gentil com você, tenho experiência suficiente para lhe dar muito prazer. E quando o momento chegar, eu a farei conhecer o paraíso. É uma promessa. 

Antes que Demi pudesse pensar em algo para dizer, Joe já havia se afastado. As emoções que ele a fizera sentir eram aterradoras. Nunca havia se sentido tão vulnerável, tão pronta a entregar-se. Só não queria pensar no que faria da vida quando fosse embora de Pryor e o perdesse para sempre.
Joe ligou o motor do jipe e foi embora sem olhar para trás, embora soubesse que Demi ainda estava na varanda. Sentia-se confuso, tomado por sentimentos novos e poderosos. Seu plano de sedução estava indo muito bem, entretanto sua consciência começava a incomodá-lo.
Demi entrou em casa temerosa de que Winnie ainda estivesse acordada e pudesse notar a mancha em seu vestido. Ao ver um agasalho sobre a cadeira, ela imediatamente o vestiu, o que foi a sua sorte.

- Já era hora de você chegar - Winnie falou cheia de preocupação. - Onde vocês estiveram?

Demi falou sobre o jantar, o concerto no parque, o sorvete, tentando parecer alegre e jovial.

- Então foi apenas isso. Desculpe-me, sei que estou exagerando. Porém Joe é tão envolvente, tão másculo...

- É mesmo?

- Acho melhor lhe contar. Eu saí com Joe antes de conhecer Dwight. Nossos encontros foram inocentes, não chegamos a dormir juntos. Entretanto, eu teria ido para a cama com ele se tivesse tido oportunidade. Felizmente me apaixonei por Dwight e tudo acabou bem. É por isso que me preocupo com você. Joe toma o que quer e não dá nada em troca. Você está brincando com fogo. Eu poderia sobreviver a uma desilusão, mas você é muito inocente, Demi, e não sei como reagiria se fosse seduzida e abandonada.

- Eu também não sei se suportaria... Ele é tão viril.

- Não fique assim - Winnie falou com delicadeza. - Eu posso entender muito bem. É difícil resistir a um homem como ele. Não se culpe por ser humana, mas encontrar-se com Joe é ir atrás de problemas.

- Eu sei. Acho que estou... me apaixonando.

- Ele não tem culpa de ser tão atraente. Porém não é um homem que saiba amar ou que queira se envolver num relacionamento duradouro.

- Há sempre uma esperança.

- E você já está envolvida demais para aceitar conselhos, não é? - Winnie abraçou a amiga com carinho. - Tente não perder a cabeça, Demi.

- Farei isso. Complicação é a última coisa que eu preciso.

- Pelo menos você sabe as precauções que devem ser tomadas para evitar uma gravidez. OK, chega de sermão, é hora de irmos para a cama. Ele vai voltar a procurá-la?

- Sim, no meio da semana. Estamos planejando ir ao rodeio em Cody.

Embora preocupada, Winnie não disse mais nada e foi deitar-se. Demi vestiu a camisola pensando nos momentos de intimidade que acabara de partilhar com Joe. Quisera ter sido capaz de admitir a sua inocência, pois tinha horror a mentiras. Entretanto, fingira ser o que não era por puro medo de perdê-lo. Ele havia deixado bem claro que não gostava de mulheres inexperientes e ela não quisera desapontá-lo. 
Estava apaixonada e só queria uma oportunidade de estar ao lado do homem amado. Quem sabe Joe não se apaixonaria também?
Exceto que no meio tempo ele poderia seduzi-la e sendo o desejo um sentimento transitório, seria mera questão de dias até que Joe não quisesse mais vê-la. A perspectiva de ser abandonada era amarga, mas ela não saberia como resistir ao ardor daquele homem. As sensações que experimentara em seus braços foram poderosas e ela ansiava por mais. Demi custou a dormir e, quando conseguiu, teve um sono agitado, povoado por sonhos eróticos e pela imagem viril de Joe.

~

Até q enfim, os pegas começaram e estão aí p vcs, tchucasssss ♥ Estão gostando? Já estou adaptando a próxima história <3 Comentem! Respostas aqui' Beijos, amo vcs ♥

11 comentários:

  1. Ah poxa Demi podia deixar rolar kkkkk
    posta mais.

    ResponderExcluir
  2. Que capitulo hein :99
    haha posta logo

    ResponderExcluir
  3. " E quando o momento chegar, eu a farei conhecer o paraíso. É uma promessa. "
    SEGURA ESSE FORNINHO!
    surtei aqui, mulher *-* finalmente os pega e que pega, senhor Jesus! onde está o meu ventilador, onde?! kkkkkkkkkkk
    ansiosa pro hot deles... tipo... MUITOOO!
    beijos e posta logo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. MEU DEUS ♥
      fique msm sz
      bjs e postado!

      Excluir
  4. Adorei!!!! Ansiosa para o próximo!!! Postaaaaaaa.......

    ResponderExcluir