30.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 9 - MARATONA 2/4


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Joe deixou a suíte após ter recusado o convite que Demi lhe fez de juntar-se a ela na piscina. Tinha algumas coisas para providenciar antes que anoitecesse. Afinal, não era todo dia que um homem propunha casamento a uma mulher.
Verificou as horas no relógio de pulso e dirigiu-se ao restaurante. A primeira coisa a fazer era encontrar Martin e pedir sua ajuda.
O restaurante ainda estava fechado, porém Martin já estava a postos, dobrando uma pilha de guardanapos junto com dois colegas. Ao avistá-lo, o garçom cruzou o salão com um amistoso sorriso nos lábios.

— Olá! Posso ajudá-lo?

— Sim, eu queria um favorzinho.

— Diga.

— Amanhã será nosso último dia na Jamaica.

— Que pena... Espero que tenha gostado daqui.

— Gostei muito, tanto que pretendo voltar em breve, em nossa lua-de-mel.

— Então vão se casar? Meus parabéns! Grandes comemorações esta noite?

— É por isso que estou aqui. Quero programar algo, fazer uma surpresa para Demi.

Martin sorriu mais largo.

— É a magia da ilha mais uma vez funcionando. Notei esse encantamento entre vocês dois no momento em que os vi. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo e com Mathilde.

— Bem, quero que esta noite seja especial. Pode nos reservar uma das mesas de frente para o mar? Eu gostaria também de um bom vinho para brindarmos o grande acontecimento. — Joe então se lembrou de algo muito importante. — Oh, claro! E um anel de noivado. Não posso fazer o pedido sem ele.

— Sim, o anel. Minha prima Angelique trabalha na joalheria do saguão do hotel. Ela lhe mostrará seu belo estoque de jóias.

— Obrigado pela ajuda, Martin.

Demi talvez preferisse a tradicional aliança de brilhantes. Quando chegassem a Nashville, ele providenciaria uma. Por enquanto, o anel da prima de Martin serviria muito bem.

— Não precisa agradecer, Joe. Foi um prazer.

(...)

— Estamos um pouco adiantados para nossa reserva. Que tal tomarmos um drinque no bar? Ou prefere um passeio pela praia? — Joe parou do lado de fora do restaurante, lindo em seu traje formal.

— Prefiro o passeio. A praia está quase deserta.

Demi precisava de alguma atividade física. A perspectiva da partida no dia seguinte a punha melancólica. E seu estado de espírito piorou quando Joe recusou seu convite para irem para a piscina. Aquilo lhe representou o começo do fim.
Foram em direção à praia. Demi parou na areia, já próxima da água, e começou a descalçar as sandálias.

— Melhor tirar isso. Não quero virar o tornozelo, como da outra vez.

Joe passou a carregar suas sandálias na mão direita, o braço esquerdo passado pela cintura estreita.

— No fim, tudo acabou bem. Nossas férias na Jamaica foram perfeitas.

Pararam à beira do mar, onde a areia era úmida e firme, abraçados, sentindo a maré alcançar seus pés e tornozelos.

— É espantoso como as marés são constantes, não importa o que esteja acontecendo no planeta.

— É verdade...

Caminharam devagar pela orla. Os prédios do resort deram lugar a uma densa vegetação.

— Está vendo aquele banco ali entre as árvores, Joe? Por que não nos sentamos para apreciar o pôr-do-sol?

— Certo. Dali teremos uma bela visão do oceano, além de toda privacidade.

Demi tornou a calçar-se. Joe afastou um galho de árvore, e os dois se sentaram. Como conseguir apreciar a paisagem quando ela não podia pensar em outra coisa além da pressão da coxa dele contra a sua? Quando a ânsia louca dentro dela implorava para ser saciada? Tinham tão pouco tempo... Até o dia seguinte, quando iriam para casa e tudo o que viveram se tornaria apenas recordações.

— Demi? — Joe respirou contra seu pescoço, com voz baixa e acariciante.

— Sim?

— Lembra-se daquela noite na praia?

— Claro que me lembro.

— É super excitante fazer amor em um lugar público, não acha?

— Sem dúvida... é muito estimulante.

Joe se levantou e contornou a banco, parando atrás dela, excitadíssimo.

— Levante-se, Demi.

Ela o obedeceu. O ruído de um zíper sendo aberto e a respiração forte de Joe soaram atrás dela. Ele aproximou-se mais, encostando-se nela, fazendo-a sentir o quanto o agradava.
Demi  observou  o  sol,  uma  bola  incandescente  aos  poucos  baixando  no

firmamento. Estremeceu em antecipação ao que estava para vir.
Joe levantou a parte de trás de seu vestido e afastou a calcinha para o lado, enlaçando-a.

—  Você  alguma  vez  viu  um  pôr-do-sol  mais  bonito?  —  perguntou  ele, penetrando-a.

Demi engoliu em seco.

— Nunca. — De fato foi espetacular.

Agarrando-se aos quadris dele, Demi inclinou-se para a frente, para que Joe mergulhasse mais fundo dentro dela. Joe avançava, cada vez mais, enquanto Demi apertava-o firme, dizendo coisas com o corpo que jamais se atreveria a verbalizar.
Concentrou-se no astro-rei até que bola de fogo explodisse em um estonteante leque de cores, antes de desaparecer nas profundezas do horizonte.

— Isso não foi nada... — As palavras lhe faltavam. Com os joelhos bambos, Demi ajeitou o vestido.

Na praia, a uns poucos metros, um casal surgiu caminhando.

—... nada decente — Joe terminou por ela, mordiscando sua nuca, fazendo-a se arrepiar. — Mas absolutamente incrível.

(...)

Martin os recebeu à porta.

— Por aqui, por favor. Esta noite nós temos um lugar especial para vocês, com uma vista deslumbrante da praia.

Martin os levou a uma mesa que dava de frente para mar, onde alguns vasos com folhagens viçosas forneciam a intimidade e a privacidade que eles desejavam.

— A mesa está de seu agrado, Joe? — Martin quis saber.

O fogo da vela acesa tremulava na brisa que roçava em nos braços nus e no pescoço de Demi. A louça de porcelana e os talheres de prata cintilavam contra a toalha de linho. Além do terraço, o crepúsculo transformava o oceano em turquesa líquida.

— Sim, Martin. Está perfeita.

Com um leve floreio, o garçom puxou a cadeira para que Demi sentasse.

— Que bom que gostou...

Ela se acomodou no assento almofadado. Joe sentou-se na cadeira ao lado, tomou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Seu coração bateu mais rápido.

— Aceitam uma taça de champanhe, para começar?

Os  olhos  de  Joe  prenderam  os  dela,  lembranças  da  intimidade  que partilhavam unindo-os. Demi umedeceu os lábios de repente secos.

— Sim, obrigada, Martin.

Será que não era mais capaz de dizer nada além de aquiescer? Mas o que havia para objetar? A vista espetacular? O champanhe? Joe lhe oferecendo tudo o que sabia que a agradaria?
Quanto  mais  Demi  fazia  força  para  não  pensar  do  amanhã,  mais  ele  se intrometia. Ela e Joe precisariam de algumas normas quando voltassem a Nashville, e seria melhor que não tocassem no assunto Jamaica, e que deixassem a coisa toda se desvanecer, como se tivesse sido um sonho. Talvez aquele momento fosse o ideal para conversar com ele a esse respeito.

— Joe, eu...

— Demi...

— Diga você. — Achou melhor deixá-lo falar primeiro.

— Precisamos conversar.

— Está bem. Prossiga.

— Temos de falar sobre nós dois.

Demi quase caiu da cadeira.

— Estava pensando nisso...

Como regra, os homens nunca se sentiam impelidos a falar. E Joe não era uma exceção.
Ele passou a mão nos cabelos. Costumava fazer isso quando estava nervoso. Por que estaria tenso?
Martin chegou com o champanhe. Joe sorriu e ajeitou a gravata.
O garçom se afastou.

— Não achei que seria tão difícil...

— Pelo amor de Deus, Joe, fale de uma vez, ou então eu falarei. — Havia uma ponta de desespero na voz dela. Seria tão difícil dizer que eles precisavam terminar?

Joe arqueou uma sobrancelha.

— Será que estamos querendo dizer a mesma coisa?

— Somos amigos há muitos anos, e não há necessidade de rodeios. Fale.

Joe pareceu surpreso e aliviado.

— Muito bem. Quando você quer se casar?

— Viu? Não foi tão difícil... — Demi gelou ao assimilar o que ouviu, e que não era o que antecipara. Podia jurar que ele dissera “casar”. Mas não pode ser. — Você disse “casar”?

— Sim. Isso mesmo

O estômago de Demi deu voltas. Não podia ser. Duas semanas atrás ele mal conseguia pronunciar aquela palavra.

— E com quem pretende se casar?

Ele deu risada.

— Não seja tola, Demi. Quero me casar com você.

— Nós dois?

— Eu e você. Nós dois.

Demi conteve sua crescente histeria. Joe Jonas lhe propondo casamento... “Meu Deus!” Um flerte durante as férias era uma coisa, casamento era outra, bem diferente.

— Por que está  me propondo isso? — Sem  esperar pela resposta, Demi apanhou a taça e tomou um longo gole de champanhe.

— Ei, nós devíamos comemorar, mas apenas após você ter dito “sim”.

— Desculpe-me, mas eu precisava de uma bebida. — E tornou a levar à taça aos lábios. Só a depositou de volta ao tampo quando ficou vazia.

— Achei que você fosse ficar eufórica.

— Estou sem fala.

— Eu notei.

— Por que iríamos querer nos casar um com o outro? — Demi tentava manter uma entonação neutra, como se estivessem discutindo o clima, e não o futuro enlace deles.

O natural bom-humor de Joe deu lugar à frustração.

— Você vive dizendo que quer se casar.

— Sim, eu sei. E você se lembra da outra parte? Ter minha própria família?

— Está bem. Em dois anos, começaremos a nos empenhar nela.

Demi tentou ver algum sentido na incompreensível proposta de Joe e em sua boa vontade quanto a iniciar uma família.

— Por que, Joe?

— Droga, Demi! É só isso que tem para dizer? Porque você quer, é óbvio.

— Mas não podemos nos casar e ter filhos só porque eu quero isso. — Não podia permitir a si mesma cair na tentação de imaginar um futuro com ele. Serviu-se de mais uma taça.

— Agora é você que não está sendo sensata. O que impede dois amigos de se casarem um com o outro?

— Esqueça isso. Quero saber por que devemos nos casar.

— Raciocine,  Demi.  Nós nos gostamos,  nos  damos  bem...  —  Joe  se aproximou mais. -— E o sexo que fazemos é fenomenal.

Até mesmo no meio do rompimento, ele a reduzia à vela derretida com um simples olhar.

— Não se pode casar com uma pessoa só porque o sexo é fenomenal.

— E o que acontecerá entre nós, Demi? Pare e pense nisso. Seu próximo namorado poderá não ser tão tolerante quanto a nossa amizade, sobretudo após esta semana. Confesso que, no lugar dele, eu não seria.

— Então quer se casar comigo por achar que meu próximo namorado, ou até meu marido, fará objeção a nossa amizade porque já fomos amantes?

— Evidente. Você é muito importante para mim.

Em nenhum lugar ao longo do caminho ele mencionou amor ou o fato de estar apaixonado.

— Ah, sei... Está tentando proteger seus interesses. Falando assim, isso soa...

— Absurdo? Egoísta?

— Eu não colocaria desse modo.

— Não? Então como colocaria?

— Sei lá! Você costuma ser tão racional...

— Está tentando dizer que não estou sendo razoável? Talvez tenha ficado um pouco alta devido às duas taças de champanhe que ingeri de estômago vazio, mas irracional, não.

O que era irracional era a idéia de eles dois se casando.

— Não coloque palavras em minha boca.

— Não estou fazendo isso. Você está fazendo um bom trabalho, sem precisar de ajuda.

— Demi, admita que é um bom plano. Nós entendemos um ao outro, gostamos um do outro. Por que não funcionaria?

— Será que faz alguma idéia do quanto sua amizade significa para mim, Joe? Sabe o quanto é importante? — As lágrimas ardiam em seus olhos, O desespero, a confusão e a frustração a transtornavam. Mordeu o lábio. Não podia chorar.

— Mais razões para nos casarmos.

— Mais razões para não fazermos isso. Um mau casamento nos destruiria, e você é querido demais para que eu permita que corramos o risco.

Sua ligação com Joe foi a única que Demi aceitou após ter sido abandonada pelos pais. Por várias vezes, pensou que seria mais fácil se eles tivessem morrido em vez  de  tê-la  abandonado.  Então,  todas  as  suas  esperanças  morreriam  com  eles.
Imaginar-se perdendo Joe, porém, era intolerável.

— Por que está assumindo que o nosso seria um mau casamento?
— Casamento  é  um  compromisso  para  uma  vida  inteira.  Você  mesmo confessou que gosta de mudar de canais. Não ficarei sentada esperando que os mude, Joe.

— Isso não é justo. Agora é diferente. Somos amigos há quanto tempo? Você não considera isso um compromisso para sempre?

— Amizade é uma coisa, casamento é outra.

Demi não queria magoá-lo, mas sempre foram honestos um com o outro. Ela se sentia presa em uma armadilha, sufocada, e não suportaria ficar àquela mesa nem mais um segundo.


— Você é o melhor amigo que já tive, Joe. E jamais terei outro tão bom. — Demi arrastou a cadeira para trás e se levantou. — No entanto, é o último homem com quem eu me casaria.

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Comentem, bbês... Amo vcs szsz

Capítulo programado.

3 comentários:

  1. Tadinho do Joe!!!! Pq ele não diz logo que a ama e acaba logo com isso? Continuaaaa......

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  2. Quantos capítulos vai ter ??

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  3. AI MEU CORE, TADINHO!
    ele precisa se declarar logo, porra...
    quero esses dois juntos! </3 preciso disso...
    esta perfeito e eu estou aqui me roendo de curiosidade!
    bjos e posta logo'
    ti amoO

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