30.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 8 - MARATONA 1/4

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 Demi entrou no quarto, suada após sua costumeira corrida matinal. A praia vazia e a brisa marítima lhe deram uma nova perspectiva.
As coisas enlouqueceram. Ela e Joe foram aprisionados pela magia sensual da ilha. Mas aquele era um novo dia. Após um longo e refrescante banho, os dois tomariam o desjejum e, juntos, pensariam em um novo plano. Aí então, tudo voltaria ao normal.
Sentia-se cheia de determinação, mas até entrar no quarto e ver Joe sair do banheiro, usando apenas a parte de baixo do pijama, uma toalha presa no pescoço e, no rosto, um sorriso sensual.

— Como foi sua corrida? Boa? — Ele passou a mãos nos cabelos, os músculos do abdome ondulando com o movimento.

Um lento e metódico pulsar começou em suas entranhas, espalhando-se depois por cada célula, deixando-a perigosamente perto de mandar a própria determinação para o espaço.

— Foi ótima. Vou tomar uma chuveirada e em seguida tomaremos café. — Demi devia ignorar aquele desejo insano, por ele e tratá-lo como amigo. Por isso, cruzou o quarto em direção ao banheiro, com ele a segui-la. — Não me ouviu dizer que queria tomar um banho, Joe?

— Ouvi, mas eu estava para fazer a barba. Importa-se se eu fizer isso enquanto você vai para o chuveiro?

Havia um desafio ali, para ver se eles eram capazes de voltar ao que eram antes.
Seu lado sensato e racional lhe dizia não ser uma boa idéia. O competitivo desafiava-a a enfrentar a situação.

— Tudo bem, Joe, mas me deixe entrar primeiro.

Demi girou o registro do chuveiro e esperou que a água esquentasse. Tirou os tênis e a as meias.
Joe pôs a cabeça para dentro do banheiro e entrou em seguida.

— Vire-se, para eu poder me despir.

Aquele lugar, com o ar carregado de vapor, tornava o clima tão erótico...
Joe se virou, O fino tecido de seu pijama delineava seu corpo com perfeição.
Demi se despiu rápido e entrou no boxe, para baixo do jato de água morna.

— Já posso me virar?

— Pode.

— Como está a água?

— Deliciosa.

Demi fazia força para se lembrar de algum fato a respeito dele que fosse revoltante, aviltante, para compensar seu estado geral de extrema excitação. Era uma lástima, mas não se lembrou de nenhum, só o quanto era sensual falar com as costas nuas de Joe, enquanto a água quente escorria por seus ombros, seios, nádegas e a extensão das pernas.
Estaria ela destinada a passar aquelas férias inteiras molhada, ou nua, ou excitada? Aquela altura, o melhor curso de ação era terminar com aquele banho o quanto antes.
Procurou pelo sabonete. Maravilha! Ela, dentro do boxe; o sabonete, na pia, perto de Joe.

— Pode me passar o sabonete, Joe?

— Claro. Precisa de mais alguma coisa?

A sugestão, feita naquele tom rouco de voz, a fez recordar eles dois fazendo amor na piscina.

— Apenas o sabonete.

Ele o passou para ela através das portas de vidro, tomando cuidado para não olhar lá dentro. Seus dedos se roçaram quando Demi apanhou o sabonete, e o simples contato enrijeceu seus mamilos.

— Obrigada.

Frustração, exasperação e mais do que um pouco de confusão se agitavam dentro dela. Sentiu as bases de sua amizade com Joe mudarem diante de seus olhos, minadas pela atração latejante entre eles. Mesmo naquele momento, no silêncio que se estendeu, embora estivessem separados pelas portas de vidro, sentiam-se unidos por uma potente linha de tensão sexual.

— Não está funcionando, Demi.

— Não?

— Não. Você aí dentro, nua e molhada... Eu aqui fora.

— Mas...

Joe se virou como em câmara lenta. Demi interrompeu a sentença. Havia desejo  transformando  suas  feições.  Através  da  barreira  de  vidro,  seus  olhos  a devoravam.

— Eu te desejo tanto que chega a doer!

Demi abriu a porta e puxou-o, cansada de lutar contra a correnteza. Joe entrou, de pijama e tudo, sua boca capturando a dela, empurrando-a através do jato de água até suas costas e nádegas encostarem a parede de mármore.

— Oh, Demi... — Ele gemeu contra seus lábios, antes de prender seus pulsos e, com a mão esquerda, elevá-los ao alto de sua cabeça, imobilizando-a.

Era uma posição bastante vulnerável, que exigia um certo nível de confiança no parceiro. A água caía sobre eles fazendo seus olhos arderem. Com a mão direita, ele pegou o sabonete e apertou na mão até que virasse um creme.
Ofegante, Demi antecipava seu toque, até que, com muito cuidado, ele correu os dedos lambuzados com o sabonete ao longo de seu pescoço e do colo. Em vez de satisfazê-la, seu toque alimentou-lhe o desejo. Os mamilos endureceram e apontaram ávidos para o jato de água, esperando por suas carícias. Com as palmas da mão ele os saciou.
Demi cerrou as pálpebras e atirou a cabeça para trás, apoiando-a na parede, entregando-se às sensações enlouquecedoras. Joe foi em frente com aquela doce tortura, passando sabonete na curva suave de sua cintura e na expansão de seu ventre.

— Seu corpo é por demais sensual...

Os dedos de Joe contornaram seu umbigo, enquanto, com a outra mão, ele mantinha-lhe os pulsos cativos acima da cabeça.
Aquela devia ser uma posição de escravizar, uma posição poderosa, o que tornava-se evidente no tremor das mãos dele, na rouquidão, no fogo intenso em seus olhos verdes.
Joe correu a mão até linha arredondada de seu quadril. Demi separou as pernas, abrindo-se para ele que, passou a acariciar a parte interna de suas coxas.
Ela não pôde conter o gemido que escapou de seus lábios. Se Joe movesse a mão um pouquinho...

— Vire-se. Quero ensaboar suas costas.

Demi o encarou. Ele a estava matando, toque a toque.

— Mas...

— Tudo a seu tempo. Seja paciente. Confie em mim.

— Vou confiar.

— Seus braços estão cansados?

— Não. Eu gosto assim.

— Eu também. Agora, vire-se.

Demi o obedeceu, pressionando o rosto e o torso ensaboado contra a parede.
Mordeu o lábio quando Joe a fez sentir o que ela fazia com ele. Massageou e acariciou a linha de suas costas, os músculos tensos de seus ombros com toques suaves e gentis.
Demi colou-se ao mármore escorregadio quando Joe correu a mão abaixo de sua espinha. Ansiando pelos afagos que ele adiava de propósito, ela trouxe as nádegas arredondadas para perto de sua mão, mantendo os pés afastados.
Estremeceu ao primeiro toque, e seu corpo inteiro se enrijeceu. Escorregou parede abaixo, os braços musculosos de Joe em torno dela, apoiando-a.

— Agora, doçura, apenas relaxe.

Talvez fosse uma depravada. Devia ser. Porque quanto melhor era o sexo, mais ela queria. Quanto maior a satisfação, mais satisfação queria. Acabava de experimentar o mais incrível clímax de sua vida, e já sentia a comichão do desejo tornando a despertar. Sabia que não podia continuar com aquela situação com Joe, mas não era capaz de se conter.
Até aquele momento, Demi não planejava tocá-lo. Mas ele a levara ao outro lado do paraíso, e queria satisfazê-lo com a mesma intensidade.
Foi então que ali, no chão do boxe, ela aproximou-se dele, usando as mãos e os joelhos para caminhar, com a água batendo em sua cabeça e em seus ombros. Com delicadeza, acariciou-o com intimidade.
Joe abriu os olhos e cerrou os dentes.

— Demi... Oh, doçura...

Indo mais para a frente, ela começou a lambê-lo, cada vez mais desinibida.
Os olhos dele se abriram.

— Gosto de tocá-lo, Joe, mas o que eu quero mesmo é provar você. — Com a ponta da língua ela o percorria, centímetro a centímetro, fazendo-o arfar.  — Joe agarrou-se às portas do boxe, nos lábios um sorriso quente e sensual. — Só espero sobreviver a isso, porque você de fato está me matando.

(...)

— A praia está lotada — Joe comentou, à mesa onde eles jantaram na noite anterior.

Tudo aquilo de fato aconteceu fazia apenas vinte e quatro horas? Inacreditável.
Podia ser o tempo de uma vida inteira, tanto havia mudado entre os dois.
Martin os serviu de café, e mais uma vez, partilharam de um grande sortimento de frutas, pães frescos e doces.
Joe observou um barco se afastando. Fazer amor com Demi era como praticar mergulho. Aquilo revelou lhe uma nova faceta dela, que ele não conhecia, cheia de beleza e mística para descobrir e partilhar. Estava encantado.
Demi serviu-se de uma fatia de manga.

— Esqueça a praia, Joe. Precisamos pensar em um plano.

Graças a Deus ela desistira da idéia maluca daquela manhã.
Demi colocou na boca um grande pedaço de manga, e o suco da fruta escorreu por seu queixo.
Joe o limpou com o dedo. A textura de sua pele era firme e sedosa.

— Joe...

O calor se acendeu entre eles, evocando lembranças daquela manhã. O banho.
O vapor. As mãos dela. A boca. O prazer. Em seguida, o alívio.

— Sim, eu sei. — E como ele sabia.

Tomou um gole de café, deleitando-se com seu rico sabor.
Concentração. Joe precisava se concentrar. E não na boca carnuda e sensual.
Prometeu ajudá-la a pensar em algo. E faria isso, quando conseguisse raciocinar com clareza.

— Como isso foi acontecer conosco? — Demi já perguntara aquilo antes, mas a resposta dele não a confortava.

Joe  não  respondeu  de  imediato.  Detestava  a  angústia  que  sentia  nela.  
Diferente dele, Demi exigia saber o porquê de tudo, antes de aceitar qualquer situação.

— Não sei, Demi. Talvez tenha sido este lugar. O sol brilhante, o céu tão azul, o mar... Aqui tudo fica mais intenso.

— Você ficou mais intenso.

Joe sabia disso. Sentia isso. Fazer amor com Demi despertara algo dentro dele, maior do que satisfação. Ela estava assustada... Mas tudo aconteceu rápido demais. Sua insistência em seguir um plano refletia muito bem a necessidade de agarrar-se a algo familiar no meio de tantas mudanças.

— Talvez tenha razão, Joe. Deve ser a Jamaica. — Ela fez uma pausa. — Já sei! Se quisermos dar um fim nisso que está havendo entre nós... Bem, terá de ser como se estivéssemos iniciando uma dieta.

— Como assim? Não entendi.

Joe supunha que tanta criatividade era o que a tornava tão bem-sucedida no trabalho, mas algumas vezes seu confuso processo mental o intrigava.

— Quando você inicia uma dieta, a última coisa que precisa é de um doce coberto de chocolate, não é verdade? No entanto, é tudo o que você deseja: um doce bem grande coberto de chocolate. — Ela agitou as mãos para dar mais ênfase. — Então, nem é preciso fechar os olhos para sentir seu sabor. Uma simples  mordida e o chocolate derrete em sua língua quando você o morde, fazendo o recheio, também de chocolate, levá-lo às alturas.

As palavras dela e seu tom de voz rouco causaram um verdadeiro rebuliço dentro dele.

— Continuo não entendendo aonde quer chegar, Demi.

Ela suspirou.

— Tente me acompanhar, Joe. Uma pessoa comeu um doce coberto de chocolate e adorou, e agora não consegue pensar em outra coisa, no quanto foi gostoso. Mas ela sabe que não deve tornar a comer se quiser continuar com a dieta.

— No entanto, ela não vê a hora de fazer isso. — Justamente como foi com eles na primeira vez.

— Isso mesmo. Como acontece toda vez que fazemos amor.

Joe ficou excitado só de ouvi-la dizer aquilo.

— E qual seria a solução?

— É muito fácil, a bem da verdade. Antes de iniciar a dieta, você deve comer toneladas de doce, até se fartar. O primeiro é divino, o segundo mais ainda, e o terceiro, esplêndido. O quarto, no entanto, é apenas bom. Quando for comer o décimo, já estará enjoado, e não quererá nem ouvir falar sobre eles. Entendeu agora?

— Confesso que você me assusta com suas lógicas absurdas.

Seu sorriso provocante o pôs em brasa.

— Ótimo, porque também me assusta quando resolve agir feito um macho superior.

Joe alcançou-lhe a mão, entrelaçando os dedos nos dela. Os dedos de Demi, assim  como  suas  gloriosas  pernas,  eram  longos.  E  calorosos.  E  quando  elas  o enlaçavam...

— Vejamos se eu entendi. Você está sugerindo que nós nos empanturremos de sexo até enjoar?

— Certo. Começando agora e até voltarmos para casa. — Os dedos dela apertaram os dele. Seus lábios se entreabriram.

— Pena estarmos em um lugar público, mocinha, caso contrário eu iria lhe mostrar que gostei tanto do que planejou que resolvi implementá-lo de imediato.

— Que bom que gostou! — As batidas do coração dela aceleraram.

— Em geral, não sofro de comportamento obsessivo-compulsivo, mas quanto a fazer sexo com você posso abrir uma exceção. Mas tenho uma pergunta a fazer.

— Diga.

Com ou sem a teoria do doce de chocolate, Joe não podia imaginar-se não desejando Demi. Sabia com certeza que quatro dias mais de intimidade com ela não seriam suficientes. Mas não acreditava que Demi estivesse pronta para ouvir isso, pois sempre fora uma pessoa que precisava se mover um passo de cada vez.

— Por que está tão ansiosa para acabar com isso entre nós? Por que tem de terminar quando partirmos? Por que não deixamos acontecer?

Ela brincou com um pedaço de fruta.

— Porque tem de acabar enquanto ainda somos amigos. — Fitou-o. — Ambos sabemos que não vai durar, Joe.

— Como pode estar tão certa?

— Porque seu mais longo relacionamento durou apenas quatro semanas. E, pelo menos desse modo, nenhum de nós dois sairá ferido. Afinal, nossa amizade significa tudo para mim.

— Mas nós podemos...

Demi ergueu a mão, silenciando-o.

— Não. Não diga mais nada. Eu não arriscaria nossa amizade por um mero relacionamento físico inconsequente. E juntar-me ao harém de Joe Jonas, para mim, não é uma opção.

Qualquer outro homem teria ficado ofendido. Mas pelo menos agora Joe sabia em que pé estava com ela.
Demi pendurou a tabuleta “Não perturbe” no lado de fora da porta e entrou na suíte, fechando a porta atrás de si.
O dia deles agora seguia um padrão. Delicioso, por sinal.
Faziam amor pela manhã. Depois disso, antes do almoço, saíam em excursão para mergulhar para em seguida retornar à privacidade do quarto para a siesta. À tarde, vez ou outra, participavam de alguma atividade. Por fim o jantar, antes da longa noite tropical.
Nos últimos três dias, eles praticaram windsurf, foram à Prospect Plantation com sua vista deslumbrante do White River George e, naquela manhã, escalaram a Dunn’s River Falls, subindo pelos degraus de pedras e enfrentando a água fria da montanha caindo em cascata.
Demi perdeu a conta das vezes em que fizeram amor e onde, mas as férias chegavam ao fim. Apenas mais um dia antes da partida, e pretendia aproveitar cada minuto dele. Mais tarde pensaria sobre tudo... Só mais tarde.
Joe atravessou o aposento e aproximou-se da cama, na qual Demi sentara, com um brilho lascivo nos olhos verdes. Escorregou as mãos sob a barra de seu vestido e segurou-lhe as nádegas.
Demi encostou-se nele, adorando o contato.

— Quer ir ao mercado esta tarde fazer compras? — Demi sugeriu.

— Podemos ir. — Joe enlaçou as pernas dela com as suas, trazendo-a de encontro à sua masculinidade potente. — Só que mais tarde... bem mais tarde.

— Eu  queria  ver  de  encontrava...  —  Ela  interrompeu  o que ia  dizendo, distraída, pois ele passou a acariciar a parte interna de suas coxas.

Uma ânsia agora tão familiar a invadiu, endurecendo seus mamilos, vibrando entre suas pernas.
A risada sensual de Joe reverberou contra sua pele quando ele mordiscou a base de seu pescoço, ciente de que destruía seu autocontrole. Do mesmo modo como Demi fazia com ele. Era uma verdade assustadora aquela.
Mesmo sem soltá-la, Joe sentou-se na beirada. Então, fez com que Demi se ajoelhasse no colchão, pousou as mãos em seus quadris e puxou-a para a frente, massageando lhe as coxas com os polegares.
Demi fechou os olhos à reação instantânea que experimentou. O tecido da saia e da  calcinha  deveria  diminuir a excitação, mas, ao contrário,  acrescentou  mais sensualidade. Estava ofegante.
Joe a encarou e enterrou as mãos em sua cabeleira. Embora, naquela posição, Demi estivesse em cima dele, sentia-se submissa a seus desejos. Ele mantinha o olhar fixo e sedutor, fascinando-a, hipnotizando-a.
Devagar e sem deixar de observá-la, Joe se ergueu o tirou-lhe a camiseta pela cabeça.
Seus lábios se encontraram, e suas línguas se misturaram, ávidas. Demi exalou um suspiro deleitado quando as mãos dele alcançaram seus seios.
Joe passou a beijar-lhe o pescoço e a nuca, com os lábios quentes e úmidos.
Beijou-lhe a boca de novo, os dedos acariciando lhe os mamilos, enquanto a outra suportava seu peso. Até que ele não mais se conteve.

— Por Deus, Demi, quero você agora... Preciso de você!

Demi segurou-lhe o rosto e pressionou-o contra seus seios. Joe circundou o mamilo com a ponta da língua antes de erguer a cabeça e tornar a beijá-la.
A respiração dela ficava cada vez mais rápida. Uma tensão sensacional a invadiu quando Joe tirou sua saia e jogou-a para o lado. Gemeu quando ele a fez deitar-se de costas e dobrou-lhe as pernas.

— Acho que vou gostar muito disto... — ele disse, movendo os lábios contra a pele sedosa de suas coxas. — E você também.

O  primeiro  auge  de  Demi  veio  logo,  explodindo  dentro  dela  como  um terremoto, deixando-a trêmula e lânguida.

— Podemos fazer melhor do que isso — Joe sussurrou, levando-a mais uma vez até o limite de outra explosão lasciva. — Muito melhor.

— Venha para mim, Joe — Demi implorou, com suavidade. — Por favor.

Ele a encarou.

— Sim... Também estou desesperado.

No instante seguinte, estava dentro dela, e Demi mergulhava em ondas de ardente prazer.

— Joe... — Demi o puxou, fazendo com que ele a penetrasse de todo.
Os movimentos rítmicos aceleraram, aquecendo mais e mais seu sangue. Demi segurava a cabeça dele e beijava-lhe a boca, com seus corpos se movendo juntos. Seus gemidos mesclavam-se, e suas línguas uniam-se, frenéticas.
Demi sentiu como se o céu tivesse vindo a seu encontro, enquanto o desespero e a felicidade explodiam dentro dela como um vulcão. Seu corpo convulsionou-se uma, duas, três vezes, até que foi levada para o centro de um ciclone.
Cada músculo de Joe enrijeceu, ele emitiu um grito sufocado, antes que os dois caíssem ofegantes e exaustos.
Demi mantinha-se colada nele, os braços enlaçando-lhe a cintura, o coração disparado.
Pouco depois, Demi observava absorta a sombra de uma palmeira que a brisa agitava.  Sentia-se  igual  àquela  árvore:  leve,  completa,  satisfeita  com  a  própria natureza.
O ritmo cadenciado da respiração de Joe lhe dizia que ele adormecera.
Pressionou os lábios no braço forte que lhe servia de travesseiro.
De repente, uma constatação assustadora a imobilizou.
Amava  Joe  profundamente.  Sempre  o  amou,  talvez  desde  o  dia  que  o conheceu. E aquele amor trouxe alegria, conforto e profundidade a sua existência, e ela sentia que trouxera o mesmo à vida dele.
Joe sempre foi uma constante, em todas as férias, em todos os aniversários e em todas as funções escolares, após seus pais terem prometido comparecer, ou vir apanhá-la sem jamais terem se dado ao trabalho de cumprir a palavra ou de ao menos telefonar. Mas Joe sempre estava lá. E fazia o que preciso fosse para animá-la, fazê-la esquecer seu mais recente abandono, mesmo sendo apenas para ouvir, distrair, praguejar ou fazê-la rir.
E agora Demi se dava conta de que o amava, e que sempre o amou. Uma dor profunda ameaçou dilacerar seu peito. Cerrou as pálpebras, abalada com a revelação.

(...)

Havia barracas ladeando as ruas estreitas. Uma combinação dissonante de sons enchia a atmosfera. Alguns vendedores anunciavam suas mercadorias, em mantas estendidas no chão.
Ziguezagueando  por  entre  a  multidão,  Joe  mantinha  Demi  a  seu  lado, conduzindo-a firme pela mão.

—  Existe  alguma  chance  de  você  e  Elliott  reatarem,  estando  de  volta  a Nashville?

Demi estacou no meio da calçada.

— Você enlouqueceu? Claro que não!

Era uma distinta possibilidade. Porque eles estariam retornando a seus lares no dia seguinte, e a idéia de vê-la com outro homem o atormentava. E Elliott foi o único nome que lhe ocorreu. Mas havia outros que gostariam de participar dos planos dela.

— Tem certeza?

— Por que está querendo saber? Pretende tornar a ver Kiki?

— Não é nada disso. Só queria saber se Elliott é de fato uma carta fora do baralho. Ele não a merece.

Era estranho discutir outro homem com Demi e ao mesmo tempo segurar sua mão, perambulando pelo mercado. Sem dúvida, aquela era uma conversa estranha para ter com qualquer mulher com quem se estivesse dormindo. Mas nada era normal entre eles dois. Aquela ânsia louca por ela, que Joe carregava consigo, não tinha nada de comum.
Imaginar outro homem tocando-a era intolerável. No entanto, mesmo que Joe superasse aquilo, onde ficaria a amizade que partilhavam? Quando Demi encontrasse outro namorado, ele poderia não ser tão tolerante com Joe. E o que aconteceria se ela insistisse com aquele sonho de se casar e ter filhos, que era óbvio que pretendia perseguir, com ou sem Elliott? Onde aquilo o deixaria?
Passeando pelo mercado, entre vendedores de rua e turistas, Joe foi assaltado por uma epifania, uma manifestação divina: ele, Joseph Jonas, de muito bom grado, se casaria com Demi. Ela queria um marido. Joe se importava com ela. Os dois se entendiam bem, e o sexo era perfeito. E não haveria ninguém para desaprová-lo.
Assim, pegou o braço de Demi e praticamente a arrastou.
Ela deu risada.

— O que é isso, Joe? O que você está tramando?

— Nada...

Não era hora e nem lugar para eles conversarem. Queria que o momento da proposta fosse perfeito. Demi ficaria surpresa.

— Hum... — Ela enlaçou-o pelo pescoço e o beijou, os lábios cheirando a menta. — Pretende comprar muitas coisas?

— Só algumas lembrancinhas, para meus colegas de trabalho. Também quero encontrar um chapéu para você.

— Obrigada!

— Ei, senhor! — Um vendedor acenou em sua direção, segurando alguns colares. — Não quer dar uma olhada? Os meus são os mais belos colares da Jamaica. Compre um para a sua mulher. Ela vai gostar.

Sua mulher. Sua Demi.
Após a noite anterior, quanto a isso não havia dúvida alguma.

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SURPRISE MÃE DA FOCA! Maratona (surpresa) para vcs! Estou mt animada com essa história e ao decorrer desses capítulos as coisas vão ~finalmente~ acontecer! É uma maratona pequena pq é para encerrar a história... mas para a próxima eu faço uma maiorzinha, ok? Comentem para o próximo! Os capítulos serão postados de 3 em 3 horas, por favor comentem, eu vou estar de olho, ok? Beijos, amo vcs!

Capítulo programado.

2 comentários:

  1. UHU VAI TER CASAMENTO!!!! Adorei que é maratona!!! Posta.....

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  2. simplesmente...
    URRANDOOOO!
    o que é isso?
    que calor...
    I'm burnin' up, come put me out O/
    posta logo, mulher'
    TÁ PERFEITO DEMAIS ♥

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