25.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 5 - Leiam as notas finais, pls ♥

Respostas aqui'

 

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Joe largou a bagagem no chão.

— Verifiquei na recepção e até a Martin eu recorri, e nada. Não há um só quarto vago. Existem uns poucos desocupados, mas estão sendo reformados. Acho que teremos de dividir a suíte pelo resto da semana.

Elliott superara todas as expectativas. Joe achava que ele e Kiki não iriam além de um flerte, por isso foi uma grande surpresa encontrar os dois juntos na cama.
As coisas foram mais longe do que antecipara. Na realidade, preferia não partilhar  do  mesmo  quarto  com  Demi,  porque  ela,  pouco  a  pouco,  o  estava enlouquecendo.
Demi  mordeu  o  lábio  inferior  e  deu  de  ombros,  não  parecendo  muito preocupada.

— O que há de mal nisso? Quantas vezes você já dormiu em minha casa?

Mas isso foi antes de Joe tocá-la como homem, e não como amigo. Antes de ter experimentado seu doce sabor. Agora, seu único pensamento era colocá-la no colo, passar as mãos em seus quadris, seus seios, e enterrar a boca em seu pescoço, ouvir seu gemido de prazer, o estremecimento do desejo que ele sabia que encontraria. Queria isso tudo, e seus instintos lhe diziam que ela não se recusaria a dar.

— Sem dúvida, isso tornaria mais válida nossa história da recém-descoberta paixão.

Joe deu uma risadinha.

— Deve estar querendo muito a oportunidade de competir com Kiki.

Demi o ignorou e começou a caminhar de um lado para o outro, seu vestido colado às nádegas firmes.

— Dá para acreditar que eles estavam juntos no leito? Mesmo que minha relação com Elliott andasse meio estremecida, Kiki que não pense que o roubou de mim. — Colocou as mãos nos quadris, sua fúria competitiva aumentando.

Joe notou a mágoa sob toda aquela zanga. Riscar Elliott de sua lista de prováveis maridos era uma coisa, encontrá-lo fazendo sexo com outra mulher era outra. Demi era uma mistura de indignidade e vulnerabilidade. Só de olhar para ela, ele sentia o coração se apertar.

— Isso é tão só uma questão de opinião. Eu ficaria com a melhor, que é você. Elliott é um tolo.

— Está falando como um verdadeiro amigo, Joe. Obrigada.

Seria aquilo uma afirmação ou um lembrete? Ele nunca mentiu para Demi, e não começaria a fazer isso agora. E o remorso que o atormentava por ter encorajado Kiki e Elliott o fez confessar:

— Estou falando como homem.

Aquela frase pairou entre eles dois. Provocantes, irreversíveis.
Demi o encarou com uma intensidade que o deixou pasmo.

— Kiki é uma idiota.

— Eles têm muito em comum. — Joe se aproximou. — Venha comigo até a cama, Demi.

Ela empalideceu.

— Joe, nós não podemos... Não creio que...

Seria uma combinação de culpa, confusão e desejo escurecendo os olhos dela? Ou seriam suas próprias emoções aquelas que via refletidas?

— Precisamos cuidar desse tornozelo.

— Ah... Certo. — Demi sentou-se na beira do colchão e ergueu a perna, deslocando-se para o lado para dar lugar a ele.

— Como está?

— Bem. Não deve ter sido nada sério.

Joe era uma prova viva de que homens eram visualmente estimulados, porque foi o que aconteceu. A posição em que Demi se encontrava, na cama e reclinada para trás, era muito provocante.

— Você vai fazer isso ou mudou de idéia? — Quando Demi virou a perna, Joe estremeceu.

Procurou conter-se. O tornozelo. Ela se referia ao tornozelo. Como sobreviver durante seis noites naquela suíte com ela?

— Sim, lógico. — Joe se virou de costas e inclinou-se na beirada do colchão, de frente para os pés dela.
Um ser humano não podia suportar tamanha tortura. E com aquele vestido curto...

— Joe?

Ele a olhou por sobre o ombro.

— Sim?

— Quando os dois sugeriram que nos juntássemos a eles, você ficou tentado a aceitar?

Joe se virou devagar, com os dedos sondando a pele suave do tornozelo dela.

— Você ficou, Demi?

— Perguntei primeiro.

— Não. Nem um pouco. E você?

— Sou por demais competitiva para participar de sexo em grupo. Ficaria tão concentrada em um bom desempenho que me esqueceria de tentar apreciar a coisa toda. — Joe mudou de posição, para observar Demi. Jamais se importou tanto com alguém como se importava com ela. E ele, mais do que ninguém, sabia que importar-se com uma pessoa e querer fazer sexo com ela eram duas coisas distintas. — O que foi?

Ele acariciou lhe o rosto.

— Confesso que, em todos esses anos que nos conhecemos, nunca tinha notado essa sua notável estrutura óssea.

— Martin disse a mesma coisa... Julguei que ele estivesse atrás de uma boa gorjeta.

— Não acredito que Martin seja disso.

Demi  pretenderia  adotar  aquele  visual  exótico  para  sempre?  Joe  lhe perguntou isso.

— Não. É algo que combina bem apenas na Jamaica. Uma vez em casa, tornarei a ser o que era antes.

Joe teve a impressão de que ela não falava apenas dos cabelos.

— Há coisas na vida que nunca mais voltam a ser como antes.

Ou seja, ele tornaria a encontrar Demi para o costumeiro almoço no Birelli’s, sem sentir aquela poderosa atração, por ela? Demi endireitou os ombros e empinou o queixo, como que aprontando-se para uma batalha.

— Você teria ficado interessado se eu não fosse sua amiga e não fizesse parte da equação?

Será que Demi não percebia seu intenso desejo por ela?

— Está brincando ou falando sério?

— Por acaso eu estou rindo, Joe?

— Não. De qualquer modo, não gosto de dividir.

— Oh...

— Prefiro fazer amor a dois. — Os olhos dele prendiam os dela. — Prefiro total atenção, sem nada que me distraia. Mas isso é coisa minha. Apenas um lembrete: você era a única parte da equação que tinha algum interesse por mim.

Sua crua admissão pairou entre eles. Demi respirou fundo.

— E então, Dr. Jonas, o que recomenda para o meu tornozelo?

— Recomendo que mantenha a perna erguida e coloque gelo no local da contusão. — Joe apanhou um travesseiro. — Se fizer isso, amanhã estará novinha em folha.

Demi pousou o calcanhar no travesseiro, o que sem querer ofereceu a Joe a visão das coxas bronzeadas sob a barra do seu vestido branco.

— Vou pegar um pouco de gelo. Por que não coloca seu pijama enquanto faço isso? — Caso contrário, ele corria o sério risco de esquecer que aquelas pernas gloriosas pertenciam a Demi.
Sem dúvida, quando ela estivesse dentro daquela camiseta larga e da calça de moletom, suas roupas usuais de dormir, ele teria um pouco de sossego.

— Mas ainda é tão cedo...

— Sei disso. Porém, amanhecerá em excelente estado se permanecer quietinha, sem forçar a musculatura. Caso contrário, isso poderá arruinar sua semana inteira.

— Tem razão. Pode sair sem mim. Prometo me comportar.

Não havia como Joe sair e deixá-la sozinha planejando vinganças contra Kiki e Elliott. De qualquer modo, sem Demi, nada teria graça.

— Esqueça. Estamos juntos nisso. De qualquer modo, prefiro não me encontrar com Kiki e Elliott. Além disso, para eles devo estar na cama com você...

— Ah, claro!

Joe se dirigiu à saída.

— Trarei o gelo. Não demoro.

Demi foi mancando para o banheiro, determinada a recuperar a serenidade de espírito antes que Joe voltasse.
“Prefiro fazer amor a dois... com total atenção, sem nada que me distraia... você era a única parte da equação interessada em mim.”
Amigos. Amigos. Amigos. Demi repetiu a palavra vezes sem fim para tentar banir de si o eco daquelas frases sedutoras, a recordação dos dedos dele em sua pele e o fogo da paixão em suas íris verdes.
Joe abriu a porta.

— O gelo. — Trazendo um balde, ele atravessou o quarto sem olhar na direção dela. — Eu disse para você manter o tornozelo alto, se quiser melhorar. Por favor, obedeça.

Ao sentar-se, Demi experimentou  um arrepio nervoso. Ficou  vendo Joe acondicionar o gelo dentro de um saco de plástico que encontrou no armário. Embora parecesse  ser  o  mesmo  Joe,  aquele  ali  era  um  homem  diferente.  Ou  melhor, demonstrava uma diferente faceta daquele que ela conhecia.
Demi ajeitou a alça do sutiã. Joe por várias vezes a vira se preparar para dormir.  Só  que  naquela  viagem  ela  não  trouxera  suéteres  velhos,  moletons  ou camisetas extra largas. Armara-se com uma sacola de lingerie feitas para seduzir.
Aquele conjunto de calcinha de seda e renda cor de bronze, com o sutiã combinando, entre muitos outros, era o mais comportado que tinha. Olhou para a delicada confecção. Talvez Joe nem notasse que o sutiã mal a cobria.
Ele se virou, enrolando uma toalha em torno do saco de gelo. Levantou a cabeça e parou a meio caminho. Demi piscou, confusa. Vê-la ali deitada, com uma perna erguida, os cabelos espalhados sobre o travesseiro...
Joe praguejou contra a própria relutância. O desejo físico, entretanto, não se aplacou, e ele ficou agradecido pela penumbra reinante.
A pulsação de Demi era tão forte que entrecortava sua respiração.

— Onde estão suas camisetas de dormir? Eu pego para você. — O tom grave da voz dele a excitou.

— Eu não trouxe. — Demi pendia entre satisfação e consternação.

Seu ego agradeceria por aquela dose saudável de admiração masculina. Mas aquele era Joe.

— Você deve estar com frio, Demi. Não quer seu roupão? Diga onde está que vou pegar.

— Também não trouxe.

Joe cerrou os olhos e pressionou as mandíbulas.

— Olharei para você em cinco segundos. Se de fato sabe o que é melhor para nós dois, tratará de se esconder debaixo do lençol.

Em três segundos, ela estava escondida sob a coberta, deixando de fora apenas o pé do tornozelo machucado sobre o travesseiro.

Quando Joe tornou a fitá-la, já tinha conseguido voltar ao normal.

— Isto deve ajudar. — Ele colocou o gelo sobre o tornozelo dela e ajeitou o travesseiro sob sua perna.

— Está bem assim. Obrigada.

Joe foi para longe da cama, e Demi respirou fundo. Riu, o tom forçado até mesmo aos próprios ouvidos.

— Isso não é nem de longe o que planejei. Na Jamaica e presa no leito com um tornozelo machucado...

— E encontrar seu namorado na cama com minha namorada fazia parte do que planejou? — Joe deu-lhe as costas e começou a desabotoar a camisa.

— Não, de modo algum. — Ela o olhava pelo espelho do armário.

Pêlos castanho-dourados cobriam boa parte do tórax largo para desaparecer na cintura da calça.
Joe a flagrou. Demi o queria.
Sem dizer nada, ele foi para o banheiro e fechou-se lá dentro. Demi apagou a luz do abajur e lutou para recuperar a sanidade mental.
Joe era seu melhor amigo. Não devia se esquecer disso.
Era um tremendo conquistador. Ela, mais do que nunca, não devia se esquecer disso.
O toque de Joe a punha em brasas. Isso tinha o poder de metê-la em sérias encrencas.
Demi se mexeu, aconchegando-se ao sólido calor sob seu rosto e sua perna, ao emergir das profundezas do sono.
Um  perfume familiar e excitante invadiu  seus  sentidos  despertando-a por completo. Acordou para sentir o peso de uma coxa masculina jogada sobre si, os pelos do peito fazendo cócegas em seu seio. O contorno rígido das formas masculinas a pressioná-la.
Abriu os olhos. Ela. Joe. Entrelaçados.
Na noite anterior, eles se acomodaram em lados opostos da enorme cama de casal. Enquanto dormiam, encontraram-se no meio dela. Graças a Deus ele ainda dormia.
O mais correto a fazer era sair dali. E Demi faria isso, em um minuto. Mas que mal poderia haver em alguns instantes mais de sensual indulgência?
Cerrou as pálpebras e deliciou-se com a sensação de tê-lo tão perto.
Uma volúpia lânguida fluiu em cada terminação nervosa. Aninhada ao calor dele, Demi se deu conta de que nunca antes sentira verdadeiro desejo por alguém. 
Joe era o objeto de seu desejo. E também seu melhor amigo.
Mas Joe a queria muito, tanto quanto ela a ele. Vira o fogo em suas pupilas, ouvira a paixão na rouquidão em sua voz.
A atitude mais fácil seria acordá-lo escorregando a mão sob o cós de seu pijama e envolvê-lo com os dedos, enquanto passava a língua em seu mamilo.
O escudo da amizade oferecia segurança. Mas não havia nada de seguro em Joe como amante. Quantas vezes o vira passar de uma namorada para outra? Joe jamais a magoaria de propósito, mas seria capaz de devastá-la.
Demi não planejou aquilo que estava acontecendo, e não tinha uma estratégia para lidar com a situação. Todavia, existia um mundo de diferença entre o mais fácil a fazer e o mais certo.
Retirou a perna de entre as dele e ajeitou o sutiã. Com o máximo cuidado, rolou para o outro lado e avançou para a beirada.
No sono, Joe se virou para perto dela, passando o braço por seu pescoço e pousando a mão em seu peito. O outro braço a enlaçou pela cintura, prendendo-a a ele.
Sua excitação encontrou as nádegas dela.
Demi devia se afastar. Pular dali e correr para longe. Em vez disso, contorceu-se de encontro a  ele.  Joe  deslizou  a  mão  direita  para segurar seu  seio.  Com movimentos sonolentos, apertou seu mamilo entre os dedos.
Uma sensação indescritível espalhou-se dentro de Demi. Atrás dela, a boca calorosa mordiscava a junção sensível entre seu pescoço e o ombro. Um gemido deliciado escapou de seus lábios.
Soube o exato instante em que Joe recobrou a consciência. A mão que brincava com seu mamilo estacou.

— Demi? Já acordou?

Como poderia virar-se e dizer que sim? Demi estendeu os braços para cima, fingindo despertar.

— Hum... O que foi? — Evitou encará-lo. — Sou a primeira a tomar banho.

Assim que fechou a porta do banheiro, Demi se recostou nela. Mais um segundo e nada a impediria de se entregar a Joe, para pôr um fim àquele tormento todo.
Joe tomou uma chuveirada rápida. Na véspera, tomara um banho longo e gelado antes de juntar-se a Demi no leito.
Demi, sua melhor amiga.
Vestiu-se rápido e voltou para o quarto.

— Pronto para o desjejum? — Demi não olhava para ele desde que se levantou.

Ele deveria estar se sentindo mal com tudo aquilo. Tinha mexido com sua melhor amiga naquela manhã, enquanto ela dormia. No entanto, Joe gostou demais daquilo. Ainda podia sentir nos lábios seu calor gostoso, a curva de suas costas contra seu tórax, o tormento de suas nádegas contra o baixo-ventre.

— Mais do que pronto. Como está seu tornozelo?

Demi roçou em seu braço ao passar, e o breve contato e sua frescura de após o banho o excitaram.
Ela calçou a sandália e mexeu o pé.

— Muito melhor. Apenas uma pontada ocasional.

— Acha que poderá mergulhar? Partiremos do píer em uma hora e meia. Coloquei nosso nome na lista, enquanto você tomava banho.

— Creio que sim. Estou muito bem. — Demi endireitou os ombros. — E não se esqueça  de que, quando encontrarmos  Kiki e Elliott,  precisaremos  fingir que estamos envolvidos em uma grande paixão.

— Tem certeza de que não prefere deixar tudo como está?

— Eles nos enganaram ao decidirem nos trair sob nossos narizes. Como você pode sugerir “deixar como está”?

Não havia como fazer Demi mudar de idéia quando ela decidia competir por algo.

— Como quiser, Demi. Fingiremos estar apaixonados, então.

Mais seis dias e cinco longas noites. Joe precisava ter em mente que Demi não era como qualquer mulher, ela era... bem, Demi.
Joe passou um braço pelos ombros dela, e saíram da suíte.

As águas translúcidas e cor de esmeralda do Caribe cintilavam sob o céu azul. Vários banhistas já se encontravam na praia em suas espreguiçadeiras ao longo da areia branca, evitando a sombra das palmeiras.

— Um novo dia no paraíso — comentou Demi, dando voz aos pensamentos dele ao adentrarem o restaurante ao ar livre que tanto apreciavam.

O café da manhã era informal. O bufê oferecia uma enorme variedade de itens.
Joe avistou Kiki e Elliott no momento em que chegaram.

— Não olhe agora, Demi. Inimigo à vista.

Demi não se deu ao trabalho de olhar em torno. De imediato grudou nele como um ímã.
A mesma torrente de paixão de antes, na qual Joe quase se afogou, tornou a ameaçá-lo.
Demi acariciou seu rosto, os lábios a milímetros de sua orelha.

— Vamos, Joe. Precisa olhar para mim como se nós dois tivéssemos acabado de sair da cama, e você mal consegue esperar para levar-me de volta para lá.

— Talvez isso esteja mais perto da verdade do que imagina — murmurou ele contra sua boca, sentindo o gosto de menta do creme dental. Abraçou-a e pousou a mão aberta em seu quadril.
Cruzaram o imenso salão, dirigindo-se a uma das mesas perto da água. Joe sentou-se ao lado de Demi, como se não tolerasse ficar longe, o que era mesmo o caso. Tomou-lhe as mãos, deliciado.
Martin apareceu com seu sorriso largo.

— Como estão as coisas, amigos? — Ele olhou para suas mãos juntas e sorriu mais  ainda.  —  Está  parecendo  que  vocês  dois  não  puderam  resistir  aos  ares caribenhos...

— Sim. E fomos agraciados com esta linda manhã.

— Era óbvio que isso iria acontecer. Dois casais que chegaram juntos partirão separados. É a magia da ilha. Ela lança um encantamento e traz para fora a verdade de nossos corações. — Martin deu risada. — Posso ver, por sua expressão, que você não acredita  na  magia  da  Jamaica,  Joe.  Eu  também  não  acreditava,  até  que  fui presenteado com a melhor das esposas.

Demi se inclinou para a frente, interessada no que Martin dizia.

— Eu adoraria saber como conheceu Mathilde. Você não, Joe?

— Claro que sim.

Joe julgava que Martin, embora um bom homem, seria bem capaz de inventar aquelas histórias só para agradar aos turistas.

— Mathilde e eu costumávamos jogar vôlei juntos. Crescemos no mesmo vilarejo. Éramos amigos, mas eu não a via como mulher. Isso até que, aos dezenove anos, passei a temporada de verão trabalhando em Negril, para me preparar para meu serviço aqui. Quando voltei, encontrei um forasteiro cortejando-a. Foi aí que, através da magia da ilha, vi Mathilde como era de verdade, e acabamos nos casando.
Joe moveu-se no assento. Aquele relato tinha muito a ver com ele. “E veja aonde isso levou Martin: ao casamento. Unido a uma só mulher.” Mas se ele afirmava que existia magia na ilha, quem era Joe para discordar?
Um quê de pânico brilhou nos olhos de Demi. Ela também teria notado a semelhança?

— Muito lindo o que nos contou, Martin. Como você era quando jovem? Tímido? Sossegado?

Martin pensou um pouco e deu de ombros.

—  Nada  disso.  Na  juventude,  fui  terrível,  incorrigível.  Minha  Mathilde costumava  ficar  muito  desgostosa.  Mas  aquilo  passou,  tanto  que  acabamos  nos casando. Posso trazer-lhes um pouco do excelente café jamaicano? Consta do bufê, mas trarei um bule fresquinho para os dois.

— Obrigado.

— Será um prazer, Joe. Ah! Eu gostaria de sugerir nosso pain au chocolat, que encontrarão no bufê. — Martin se afastou para providenciar o café.

Joe empurrou a cadeira para trás e levantou-se.

— Espere aqui, Demi. Farei um prato para você. — Interrompeu o protesto dela colocando o dedo indicador sobre seus lábios. — Descanse o tornozelo, mocinha. E não se preocupe, sei do que você gosta.

Ela tornou a recostar-se.

— Obrigada. Só uma louca se recusaria a ser servida por você.

Joe voltou logo, trazendo um prato com fatias de manga, mamão papaia, maçã e morangos, e um outro com um variado sortimento de pãezinhos, doces e fatias de bolo.
Enquanto ele estivera ausente, Martin trouxera o café. Demi olhou o prato com os pãezinhos, os doces e o bolo.

— Joe, você sabe que não resisto a doces. Quer que eu engorde?

— Está de férias, Demi. Faça dieta quando voltar para Nashville. — E partiu o pain au chocolate ao meio. O chocolate derretido escorreu de dentro do croissant amanteigado.
Demi serviu-se de um pedaço de mamão papaia. Antes que começasse a comer, Joe chegou mais perto até ver o céu azul refletido nas íris castanhas e ofereceu o bocado ante seus lábios entreabertos.
Bem devagar, Demi afundou os dentes no  croissant. A calda de chocolate derretido escorreu para o dedo dele. O ruído dos pratos, xícaras e talheres e da conversa ao redor diminuiu até desaparecer, enquanto ela lambia o chocolate de seu dedo.

— Chocolate e frutas. Adoro essa mistura.

A cadência rouca da voz dela o tentou, tão rica e convidativa como o chocolate. Seu olhar prendeu os de Joe ao levar um pedaço de mamão à boca.
Os bicos enrijecidos de seus seios projetavam-se no tecido de algodão da blusa.
Estava tão excitada quanto ele.
Joe gemeu baixinho, sem saber com certeza se sobreviveria àquele desjejum.
Demi ofereceu um pedaço de mamão para Joe.

— Experimente.

Ele saboreou  a doçura  da  fruta, seu  corpo latejando em  resposta. Jamais sonharia  que partilhar de  um café  da  manhã com  Demi  poderia  se tornar  uma experiência daquelas, quase indecente.

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Olá... Tudo bem? Eu vou bem! Me desculpem postar só agr, faltou energia em quase toda a cidade aq, por causa de uma chuvinha! Nunca chove e qd chove falta energia ¬¬ Enfim, estão gostando? Sam disse q está acontecendo muito rápido as coisas... Mas ta dando p entender? Agr começa uns hots aí... hehe' Comentem, ok? Beijos, amo vcs ♥
Até o próximo capítulo...

PS: O que acham de uma maratona amanhã? De 3 capítulos? A história é bem curtinha...

8 comentários:

  1. É claro que estamos amando, eu falei sobre os acontecimentos porque achei que era uma longfic, ela tem segunda temporada? eu estou amando a história.
    Ficarei sem celular até sexta *crying* mas amaria uma maratona. Bru é sério estou muito apaixonada por essa história, quero ver quem irá ceder primeiro Joe ou Demi...
    Sam, xx

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    1. yaaay ♥ n é n, sorry
      mas a próxima é maiorzinha, ent *3*
      pq??????? eu sem meu celular n sou nd, ele é uma porcaria, porém é meu ♥
      vou fazê-la amanhã... Ou espero até sábado, faço uma maratona com os capítulos finais...
      bjs ♥

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  2. Também quero saber quem vai dar o braço a torcer primeiro.... estou ficando louca esperando a maratona....kkkkkk atualizo toda hora ...... posta logo antes que me mandem para o sanatório...... apaixonada nessa história.....

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    1. awn! Estou pensando como vou fazê-la!
      ai q paixão ♥
      postado!
      beijos e queijos <3

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  3. Cadê a maratona flor? Ansiosa demais!!!

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    1. estou pensando cmo vou fazer, relaxe :3

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  4. Cadê você mulher? Ansiosa pra saber se eles vão se pegar já no próximo capítulo. Quem vai dar o primeiro passo? Postaaaa.......

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    1. uia gghsdaf vcs são pura ozadeas ♥
      eu tb sou, ent jdsfsad
      postado!

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