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Na manhã
seguinte, perto da piscina do hotel, Joe aguardava ansioso por Demi. Durante
o desjejum, Kiki
e Elliott, ambos
de ressaca, anunciaram
que pretendiam jogar cartas no
lounge do hotel. Isso deixou Joe e Demi com seus planos de fazer canoagem, de acordo com o planejado.
Joe também
estava de ressaca, mas a dele nada tinha a ver com álcool. Demi com seu beijo
enlouquecedor o manteve acordado quase a noite toda.
— Pronto? — Demi chegou e o brindou com um brilhante sorriso.
Era nítida
sua determinação de ignorar os acontecimentos da véspera.
— Mais do
que pronto. O recepcionista me informou que os barcos partem de um ponto da
praia perto daqui.
A caminho de
lá, um silêncio constrangedor prolongou-se entre os dois.
— Joe...
— Demi...
Ela o
interrompeu:
— Sobre
ontem, quero que saiba que lamento muito o que aconteceu.
— Pois eu,
não. Nem um pouco, aliás.
— Mas devia.
Aquilo foi um erro. Não era para ter acontecido.
— Você deve
estar certa.
Talvez
tivesse sido melhor para Joe jamais ter experimentado o gosto de sua paixão,
algo que o assombrara sem cessar desde aquele momento. Mesmo agora passara a
querer muito repetir a experiência.
— Eu estava
fora de mim. Deixei-me levar pela atmosfera, pelo vinho e pela música. Poderia
ter acontecido com qualquer um.
— Está
dizendo isso para
que eu me
sinta melhor? —
Aquilo era um verdadeiro banho de água fria em seu ego.
— Espero que
o que houve não afete nossa amizade, porque nada significou.
— Não
afetará, Demi.
Ela
estava
lhe pedindo para não dar relevância ao fato. Talvez para Demi ele
tivesse sido apenas alguém que estava no lugar certo e na hora certa.
— Vamos
esquecer, está bem?
— Por mim,
já está esquecido, Demi.
Alcançaram
as canoas enfileiradas à margem. O atendente os recebeu com um sorriso cordial.
— É uma
manhã perfeita para canoagem. O mar está bastante calmo e límpido. Escolham a
canoa que preferir. — Apontou para o oeste. — Naquela direção, vocês avistarão
os magníficos penhascos caribenhos.
Joe e Demi escolheram o primeiro barco da fila, e o rapaz entregou um remo a cada um.
— Não entro
em uma canoa desde a escola secundária, quando passamos um fim de semana perto
de um lago.
— É
verdade, Joe. Você perdeu a viagem
que eu fiz no ano passado.
Precisava atender àquela reunião de vendas. Prefere que eu vá na frente ou
atrás?
— Na frente.
Demi se
posicionou no banco. Joe empurrou a embarcação para a água e entrou.
Com
movimentos fluidos e graciosos, ela mergulhou o remo na água azul cristalina e
puxou para trás. A camiseta que usava colava-se nas suas costas e nos quadris.
Distraído, Joe ajeitou o remo. Demi olhou por sobre o ombro, aguardando.
— Não há
pressa. Lembre-se: movimentos longos e suaves.
Ela deu uma
remada para ele ver.
— Está bem
assim?
Joe se deu
conta de que aquele seria um longo e torturante dia.
No jantar,
ao término do segundo prato, Kiki e Elliott iniciaram uma discussão acalorada
sobre a violência nas metrópoles, deixando Joe e Demi partilhando de uma refeição a dois, embora os quatro ocupassem a mesma mesa.
Joe observou Demi. Sua pele
bronzeada adquiria um
tom dourado no tremular da luz das velas, e seus olhos
amendoados brilhavam muito. Quantas vezes olhara para ela sem na realidade
vê-la? Como não notara aquela sua sensualidade provocante?
Durante
todos aqueles anos, Joe sempre achou que a conhecia muito bem, apenas para
descobrir que aquela mulher escondia um lado profundo que ele não teve
perspicácia para perceber. Demi era cheia de complexidade, mas que Joe a
reduziu a uma só dimensão.
— Você hoje
está tão quieto, Joe...
Demi parecia ter esquecido mesmo aquela dança erótica e o beijo que trocaram.
— É que me
sinto um trapo depois da noite passada...
“Droga, não
tenho nada de continuar flertando com ela!”
Demi arqueou as sobrancelhas.
— Isso deve
ser resultado de sua atividade extracurricular antes do jantar
.
Estaria Demi querendo obter informações sobre Joe e Kiki?
— A única
atividade extracurricular em meu quarto antes do jantar foi Kiki se arrumando
durante duas horas antes de descer. Que coisa cansativa...
Uma mulher
vaidosa como Kiki exigia uma alta manutenção.
— Não quer
experimentar a mousse de manga? Deve estar uma delícia. — Joe empurrou a
tigela em sua direção.
Demi pegou
a colher.
— Só um
bocadinho.
Joe deu
risada. Demi e seus bem dosados bocadinhos de prazer...
Ela levantou
a colher com
a mousse, suas
pálpebras se fechando
em antecipação. Abriu a boca e experimentou o doce.
— Hum... De
fato está fantástica!
Quantas
vezes ele a vira fazer aquilo: saborear algo em absoluto deleite? No entanto,
jamais, até aquele momento, o gesto causou nele tal efeito devastador. Joe
quase sufocou, à medida que seu cérebro criava um efeito visual de algo
diferente da colher escorregando por entre os lábios sensuais. Tentou apagar a
imagem, meneando a cabeça.
— É assim
tão bom?
Demi fez
que sim, as contas nas pontas de seus cabelos roçando os ombros nus.
— Mais do
que bom. Eu diria que é... melhor do que sexo.
Demi já
dissera aquilo antes, mas dessa vez a frase quase o tirou do eixo. Joe pegou o
copo com água e tomou um longo gole.
Ela tornou a
mergulhar a colher na tigela com a mousse.
— Veja que
maravilha. Inclinou-se para a frente, estendendo a colher para Joe.
— Não quero,
obrigado.
—
Experimente, pelo menos — Demi insistiu, aproximando mais a colher. O
movimento fez descer o decote de seu top, oferecendo a Joe um relance de sua
pele dourada e perfeita. — Isso é de dar água na boca.
Ela queria
matá-lo, só podia ser isso.
— Não, Demi.
— Vamos
lá... Não ficou tentado? Sempre gostou de experimentar coisas novas. — Sua voz
soou baixa e enrouquecida, e Joe não tinha certeza se a nota de sedução era
real ou pura imaginação sua.
Mas Demi não
era novidade alguma. Apenas seu modo de enxergá-la era novo, e aquilo
não era o que ela estava oferecendo. Ou era? Não era a mousse de manga
que o
tentava.
— Não estou
com vontade.
— É uma
pena. Não sabe o que está perdendo... — Demi saboreou mais uma colherada do doce e em seguida lambeu a colher, gemendo.
O coração de
Joe disparou.
Kiki de
repente consultou o relógio de pulso e levantou-se.
— Nove
horas. Preciso falar com o escritório na Califórnia, antes que feche.
Joe empurrou a cadeira para trás.
— Irei com
você. — Ele não ficaria ali diante daquela torturante mousse de manga.
Kiki fez um
gesto com a mão, para impedi-lo.
— Fique onde
está. A conversa pode demorar, e você na certa vai se aborrecer.
— Mas...
Ela o
empurrou de volta ao assento.
— Termine de
tomar seu vinho. Irei ao encontro de vocês no Jungle Room. Além do mais, quero
alguns minutos para relaxar.
Kiki não lhe
deu alternativa a não ser ficar.
— Como
quiser... Nós nos veremos no Jungle Room.
— Pode ser
que eu me atrase um pouco.
— Pode
deixar, Kiki. Tomaremos conta de Joe até você voltar — brincou Demi, provocante.
Durante a
refeição, notou o monopólio de Kiki sobre Elliott.
Os olhos de Kiki
se estreitaram, e ela piscou para Demi.
— Eu
agradeço. — Então, dirigiu-se a Elliott. — Vejo-o mais tarde.
Elliott
observou-a se afastar e balançou a cabeça, com admiração.
— Uma mulher
e tanto essa sua namorada... Aceitam mais um pouco de vinho?
Demi ergueu
a taça.
— Só mais um
pouco, obrigada.
Joe
também
aceitou mais meia taça. Deus sabia que ele não queria Elliott indo a
nocaute
todas as noites de tanto beber, embora lhe fosse conveniente, porque
desmaiado
não estaria capacitado a fazer amor com Demi. Tinha de admitir que a
idéia era atraente. Afinal, isso talvez provocasse o afastamento dos
dois e, por
conseqüência, o fim dos planos de casamento.
— Acredita
que Kiki conheceu Dean Whatley?
Joe não
fazia a menor idéia de quem se tratava. Elliott tornou a encher a taça.
— Verdade? E
como foi que ela o conheceu? — Demi quis saber.
Era o
incentivo que Elliott precisava para beber mais. Esvaziou a garrafa, começando
a enrolar a língua ao falar do sujeito, até gritar, quando derramou o restinho
do vinho tinto na frente de camisa branca:
— Que
imbecil que eu sou!
Martin de
imediato apareceu, com um pano úmido na mão.
— Deixe
comigo. — O garçom esfregou o tecido. — Mancha de vinho é difícil de
desaparecer. Conheço uma excelente lavanderia, que não arruinará sua camisa.
Posso enviar alguém para apanhar?
— Claro. —
Elliott se ergueu, apoiando-se na mesa para se equilibrar. —Bem, vou subir e me
trocar. Vejo vocês mais tarde, no Jungle Room.
E
afastou-se, cambaleando.
Martin
assentiu.
— Ah, o
Jungle Room... Excelente escolha.
Joe de
imediato se lembrou da dança sexy de Demi, na noite anterior.
Ela deu uma
risadinha, falando, um tanto rouca:
— Você
sempre acha que é uma excelente escolha, não é, Martin?
— Nem
sempre.
Joe podia
jurar que o viu olhar na direção de Elliott, que se afastava.
— Mas gosto
de apontar aquelas que de fato são, tal como seu novo visual. Ficou muito
bonito. — O garçom fez uma leve reverência. — Com licença...
Demi virou-se para Joe e pousou o cotovelo no tampo, pousando o queixo na mão.
— Será que
estou ficando muito suscetível ou Kiki e Elliott de fato estão formando uma
sociedade de mútua admiração?
— Também
notou, é?
— Precisaria
ser cega para não ver. — Sorriu com ironia.
— Suponho
que agora esteja reconsiderando o Hotel Hot Sands como uma opção ideal para
lua-de-mel.
Elliott era
um perdedor. Joe só esperava que Demi desistisse daquela loucura de casamento.
— O Hot
Sands é ótimo. O noivo é que precisa ser reconsiderado.
Joe respirou, aliviado. Demi não poderia se casar sem um noivo.
— Fico feliz
em saber que pretende pôr Elliott para correr.
— Eu não
disse isso. Mas, com certeza, não vou mais me casar com ele.
Ela estava
desistindo do casamento!
Fazia semanas
que Joe não se sentia tão bem. Em breve, tudo entre os dois voltaria à
normalidade.
— Não quer
dar um passeio na praia antes de irmos para o clube?
Demi esboçou um sorriso sensual que o fez delirar.
— Fantástica
sugestão.
Joe
se
levantou e puxou a cadeira para ela. Esbarrou a mão em suas costas
quando Demi se ergueu, e isso foi o bastante para esquentar lhe o
sangue.
Talvez as
coisas não ficassem tão normais assim, afinal...
— Apoie-se
em mim. — Joe passou o braço pela cintura de Demi após ela ter dado um feio
tropeção ao caminharem pela areia da praia.
Pararam
junto a uma das tochas acesas que davam à noite um clima primitivo. O som
pulsante da música chegava até ali, vindo do Jungle Room, e misturava com o barulho
dos insetos e dos pássaros noturnos.
Demi não
estava certa se seria capaz de afastar-se dele. Mas precisava conter aquele
ímpeto insano, inoportuno, politicamente incorreto, mas poderoso de beijá-lo e ver
se a paixão que explodira entre os dois na véspera era verdadeira.
Seria um
escândalo se Kiki ou Elliott aparecessem de repente e a vissem se insinuando para
seu melhor amigo,
que decerto ficaria
horrorizado com seu comportamento, julgando que ela havia
enlouquecido. Uma coisa era brincar de flertar à mesa e a quatro, ou em uma
pista de dança lotada, mas ali naquela praia escura, estando os dois sozinhos,
era diferente.
— Demi? Não
vai desmaiar, vai? Seu tornozelo está doendo muito?
— Um pouco,
mas não desmaiarei.
Tampouco
pretendia cair sobre ele como uma espécie de harpia faminta por sexo.
— O que deu
em mim para querer caminhar nessa areia fofa usando sandálias de plataforma? —
O calçado infrator e seu par balançavam em sua mão direita.
— Elas podem
ser inadequadas, mas estavam muitíssimo bem em você, usadas com esse vestido
curto. Pelo menos até você cair do alto delas.
— Lembre-se
de que caí do alto de uma delas apenas — Demi corrigiu-o, com ar travesso.
Os olhos de Joe brilhavam.
— Certo. Não
me importo de ser corrigido.
A
competitividade a levou a perguntar:
— Acha que
minhas pernas são mais bonitas do que...
Joe ficou
sério.
— Muito
mais... São fantásticas e capazes de tirar um homem do sério. — Não havia
brincadeira alguma suavizando a cadência rouca em sua voz. — Agora, apoie-se em
mim, já disse. Ou prefere que eu a pegue no colo?
— Você não
se atreveria.
— “Atrevido”
é meu nome do meio...
A pressão
que Demi sentia do braço forte em torno de sua cintura aumentou, e a entonação de Joe mais parecia uma carícia, afetando-lhe os nervos como uma estimulação
sexual verbal. Demi lembrou a si mesma o quanto ele devia ter praticado para atingir a nota certa.
Tentou
relaxar. Ela e Joe sempre davam apoio um ao outro, e a pressão da coxa dele
contra a dela devia lhe ser familiar o suficiente. Porém, excitava-a, evocando uma
ânsia louca em seu íntimo, que a inquietava. Será que Joe conseguia perceber seu
desejo por ele? Demi se afastou.
— Pode
deixar, Joe. Eu agora estou bem.
— Se prefere
assim... — Com um movimento rápido, tomou-a no colo.
O tempo
pareceu parar. Cada centímetro dela respondia a Joe. O roçar dos braços firmes
contra a sensível parte de trás de seus joelhos e costas, o erguer e baixar do
peito musculoso contra seu seio direito, as batidas de seu coração.
Demi se pôs
a observá-lo, considerando alguns dos sentimentos e pensamentos perigosos
surgido naqueles últimos dias, que se recusavam a ir embora. Gostava da provocação
em que Joe era mestre; de erguer o olhar e ver que ele estava por perto. Se
cerrasse as pálpebras, até conseguia imaginar-se casada com ele, ambos sozinhos
numa ensolarada manhã de domingo, saboreando café e bolo e lendo jornal. Talvez
caminhando pelo parque, partilhando os sonhos, fazendo amor... fazendo bebês...
Espantou-se
consigo mesma, e balançou a cabeça.
— Passe o
braço em torno de meu pescoço — Joe instruiu.
A razão
avisava que ela devia exigir que ele a colocasse de volta no chão. No entanto,
uma outra parte de seu cérebro reconhecia o quanto gostava da sensação de estar
aninhada a ele, sendo carregada por Joe naquela sedutora noite jamaicana. Por isso,
aconchegou-se ainda mais.
Esperou que Joe fosse cambalear com seu peso, mas, em vez disso, continuou a caminhar sem
o menor esforço.
— Em seu
quarto ou no meu?
A noite,
aquela frase sugestiva, seu perfume, sua voz enrouquecida... “Demi, meu bem, Joe pretende apenas examinar seu tornozelo.”
O quarto
dele era o mais próximo. O dela ficava na ala oeste, e quanto mais cedo ele a
colocasse de pé, melhor seria.
— O seu está
mais perto que o meu, e existe uma grande possibilidade de Elliott ter
desmaiado lá dentro. — Demi não queria pensar no namorado enquanto o magnetismo
de Joe a virava do avesso.
Joe parou
do lado de fora da porta do aposento e, ainda com ela no colo, procurou no
bolso pelo cartão-chave. Uma risadinha soou do lado de dentro.
— Para
variar, Kiki deve estar ao telefone — murmurou Joe, a boca a poucos centímetros
do ouvido de Demi.
Abriu a
porta e entrou.
Sem notar a
audiência, de costas, em um emaranhado de lençóis, pernas e braços, Kiki
gritou. Com um dique, a porta fechou atrás deles.
“Mas o
que...” Demi encarou Joe.
— Ela não
está telefonando.
Kiki ergueu
a cabeça. Seu grito subseqüente combinava com a surpresa em seu rosto ao
deparar com Joe e Demi. No meio da cama, a cabeça de Elliott surgiu sob os lençóis.
Todo
o
oxigênio parecia ter desaparecido de seus pulmões. Demi notara a atração
óbvia entre Kiki e Elliott, mas não esperava por aquilo.
Escorregou
do colo de Joe para o chão e parou, um braço ainda em torno dele. Não apenas
era Elliott aquele, na cama, nu, com outra mulher, mas dada a posição em que se
encontrava, não precisava ser uma expert
em física, como era Kiki, para adivinhar
o que estiveram fazendo. Só que ele nunca estava disposto a fazer o mesmo com
ela.
Joe arqueou
sobrancelha.
— Como vê,
seu namorado não está desmaiado.
— Não é o
que vocês estão pensando... Estamos nos divertindo, apenas isso! — Kiki soltou
a declaração do ano. — Não precisam fazer tanto alvoroço por nada.
Elliott, sem
o menor constrangimento, levantou a ponta do lençol e convidou:
— Não querem
participar da festa?
E aquele era
o homem com quem ela pretendia se casar. Demi contava com aquela temporada na
Jamaica para “soltar” o severo Elliott, mas não nada a preparara para aquilo.
Joe mantinha o braço em sua cintura, apoiando-a.
— Não,
obrigado — Joe recusou por eles dois.
Demi riu,
esperando que ninguém notasse a ponta de histeria.
— Não sou
muito de festas...
Kiki a
fitou.
— Não banque
a santinha. Reconheço que erramos, mas eu a vi na pista de dança. E embora você
e Joe tenham negado, notei o modo como se olham. E por que outro motivo dois
casais viriam para a Jamaica juntos, se não estivessem interessados em sexo em
grupo?
Tal coisa
jamais ocorreu a Demi. Não era do tipo antiquado, só que sexo grupal não fazia parte de seu repertório.
— Venha, Demi. Isso colocará um pouco de pimenta em nosso relacionamento — insistia Elliott.
— Prometo
que será bastante divertido — Kiki tentou persuadir, com meiguice. — Nós
quatro, já pensaram? E você prometeu que cuidaria de Joe.
Demi fez
isso por achar que Kiki merecia uma lição por estar se insinuando para seu
namorado. O que não significava que ela, Demi, iria para a cama com seu melhor
amigo. Sua mão dela formigava de vontade de bater em Kiki e acabar com aquele
seu olhar sedutor.
— Esse
divertimento é relativo. — Joe meneou a cabeça, o olhar duro, apesar do
divertimento calculado no semblante. — Não gosto de dividir nada com ninguém.
Elliott
bufou.
Embora Demi se sentisse ingênua e desajeitada em comparação à sofisticação sexual de Kiki,
aquele era um jogo de que não tinha interesse algum em participar. Ou pelo
menos não de acordo com as regras estabelecidas pelos dois traidores.
Tampouco se
abateria por isso. Tinha e seguia as próprias normas. Um sorriso lento suavizou
seus traços. Virou-se para Joe, pondo-os em total contato corporal, insinuando
a perna por entre suas coxas.
A surpresa
se estampou no rosto dele.
— Viu que
bom, querido? Agora não teremos mais que nos preocupar sobre como, ou quando,
dar a notícia a eles.
Joe entendeu a deixa e passou o outro braço em torno dela, correndo a mão por seus
quadris e parando em suas costas.
— Não
poderia existir momento melhor, meu bem.
— Que
novidade? — Elliott quis saber, provando sua grande estupidez ao preferir Kiki
a Demi.
— Kiki
acertou quanto a uma coisa. Demi e eu acabamos de descobrir que existe algo
mais intenso correndo entre nós dois além de uma forte amizade. Algo poderoso,
potente e explosivo. — Embora Joe se dirigisse a Kiki e a Elliott, seus olhos
não abandonavam Demi.
Ela umedeceu
os lábios de repente secos. Aquilo estava mais próximo da verdade do que ele
imaginava.
— Não
sabíamos como dizer isso a vocês — Demi completou.
— Mal
consegui afastar as mãos dela durante toda a noite. — Joe correu a palma por
suas nádegas, passando por sua cintura até parar na nuca. — Agora não preciso
mais me conter.
Aquela
carícia deixou uma trilha de fogo por onde passou. Os olhos verdes de Joe a
hipnotizavam. Por um instante, pareciam os únicos naquela suíte.
— Como pôde
fazer isso comigo, Demi?! —
protestou Elliott, de cenho franzido.
— Eles nunca
me enganaram — Kiki teve o descaramento de se indignar. — Notei o modo como se
olhavam. Eu o avisei.
E aqueles
dois ainda tinham a coragem de se sentirem ultrajados, mesmo estando ali,
juntos na cama e nus sob os lençóis! Pelo visto, o fato de irem para a cama juntos
era algo muito natural. Mas para Demi e Joe era insultante.
Demi estava
grata por ela e Joe terem virado o jogo.
— Ora, vocês
parecem muito espantados — zombou Joe, com um toque de sarcasmo. — Mas tudo
bem, logo se recuperarão.
Demi forçou
uma expressão contrita.
— Lamento
muito, Elliott. Essa coisa entre nós... — Roçou a boca na de Joe e mordiscou lhe
o lábio, com malícia. Apesar de o desempenho ser para aquela audiência exclusiva,
sua pele arrepiou. — No entanto, veja as coisas por este lado: você não ficará
a ver navios. Pelo menos receberá um prêmio de consolação.
Kiki mal
continha a fúria.
— Um minuto,
por favor...
Demi a
interrompeu:
—
Entendo
sua aflição. Em seu lugar eu também ficaria aflita. — Demi olhou bem
para Kiki na cama com Elliott. — Mas há tantos homens maravilhosos lá
fora... você só
precisava escolher um.
Ela roçou a
testa no queixo de Joe.
— E pensar
que ele esteve o tempo todo por perto...
O olhar
ardente de Joe a fez estremecer.
— Vamos,
querido. Eu gostaria de um pouco de privacidade, agora que tiramos esse peso da
consciência.
Joe abriu a
porta e se dirigiu a Elliott:
— Voltarei
em cinco minutos com suas roupas, e então pegarei as minhas.
Elliott
afastou a coberta, fazendo menção de se levantar.
— Pode
deixar que eu mesmo faço isso. Não quero minhas roupas amarrotadas.
Joe estendeu a mão.
— Não! Faça
um favor a todos nós. Fique aí mesmo.
~
GENTE, Q O BICHO PEGOU estão gostando? a parada vai esquentar, preparem-se dshjdsahgsd Comentem para o próximo, estou louca para ver/ler as reações de vcssss ♥
Beijos, amo vcs ♥
Beijos, amo vcs ♥



Caraca que perfeitos...... achei um máximo eles darem a volta por cima... não vejo a hora dos dois se pegarem pra valer kkkkkk posta mais..... faz maratona....pfvrr.....
ResponderExcluirsimmmmmm ♥
Excluiropa... hehe
postado
MARATONA ♥
Bru estou abalada pq não pude comentar novamente!!!!MENINA TIVE QUE LIGAR O CAPS ESSE CAPITULO PEGOU FOTO, eu sabia que Elliott e Kiki fariam algo do tipo só não esperava que fosse tão cedo, a proposito me tire uma duvida, essa fic é grande ou pequena? os acontecimentos estão ocorrendo muito rápido.
ResponderExcluirSam, xx
td bem, sam, rlxxxxxxx ♥
ExcluirEITA ASDJDSJHFSD
sabia msm, vc adivinhou desde o comecinho, chocada fiquei
a fic é pequenininha.. tem 11 capítulos mais o epílogo!
Beijos ♥
Eles sambaram bonito na cara dos dois kkkkkk e agora ? Como vai ser de agora em diante ?Apaixonada nessa história? Continuaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluirsimm! hm.. TB ESTOU APAIXONADA POR ELA ♥ clarooooooooooo <3
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