24.11.14

Apenas Amigos? - Capítulo 4

Respostas aqui'

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 Na manhã seguinte, perto da piscina do hotel, Joe aguardava ansioso por Demi.  Durante  o  desjejum,  Kiki  e  Elliott,  ambos  de  ressaca,  anunciaram  que pretendiam jogar cartas no
lounge do hotel. Isso deixou Joe e Demi com seus planos de fazer canoagem, de acordo com o planejado.
Joe também estava de ressaca, mas a dele nada tinha a ver com álcool. Demi com seu beijo enlouquecedor o manteve acordado quase a noite toda.

— Pronto? — Demi chegou e o brindou com um brilhante sorriso.

Era nítida sua determinação de ignorar os acontecimentos da véspera.

— Mais do que pronto. O recepcionista me informou que os barcos partem de um ponto da praia perto daqui.

A caminho de lá, um silêncio constrangedor prolongou-se entre os dois.

— Joe...

— Demi...

Ela o interrompeu:

— Sobre ontem, quero que saiba que lamento muito o que aconteceu.

— Pois eu, não. Nem um pouco, aliás.

— Mas devia. Aquilo foi um erro. Não era para ter acontecido.

— Você deve estar certa.

Talvez tivesse sido melhor para Joe jamais ter experimentado o gosto de sua paixão, algo que o assombrara sem cessar desde aquele momento. Mesmo agora passara a querer muito repetir a experiência.

— Eu estava fora de mim. Deixei-me levar pela atmosfera, pelo vinho e pela música. Poderia ter acontecido com qualquer um.

—  Está  dizendo  isso  para  que  eu  me  sinta  melhor?  —  Aquilo  era  um verdadeiro banho de água fria em seu ego.

— Espero que o que houve não afete nossa amizade, porque nada significou.

— Não afetará, Demi.

Ela estava lhe pedindo para não dar relevância ao fato. Talvez para Demi ele tivesse sido apenas alguém que estava no lugar certo e na hora certa.

— Vamos esquecer, está bem?

— Por mim, já está esquecido, Demi.

Alcançaram as canoas enfileiradas à margem. O atendente os recebeu com um sorriso cordial.

— É uma manhã perfeita para canoagem. O mar está bastante calmo e límpido. Escolham a canoa que preferir. — Apontou para o oeste. — Naquela direção, vocês avistarão os magníficos penhascos caribenhos.

Joe e Demi escolheram o primeiro barco da fila, e o rapaz entregou um remo a cada um.

— Não entro em uma canoa desde a escola secundária, quando passamos um fim de semana perto de um lago.

— É verdade,  Joe. Você perdeu  a viagem  que eu  fiz no ano passado. Precisava atender àquela reunião de vendas. Prefere que eu vá na frente ou atrás?

— Na frente.

Demi se posicionou no banco. Joe empurrou a embarcação para a água e entrou.
Com movimentos fluidos e graciosos, ela mergulhou o remo na água azul cristalina e puxou para trás. A camiseta que usava colava-se nas suas costas e nos quadris.
Distraído, Joe ajeitou o remo. Demi olhou por sobre o ombro, aguardando.

— Não há pressa. Lembre-se: movimentos longos e suaves.

Ela deu uma remada para ele ver.

— Está bem assim?

Joe se deu conta de que aquele seria um longo e torturante dia.

No jantar, ao término do segundo prato, Kiki e Elliott iniciaram uma discussão acalorada sobre a violência nas metrópoles, deixando Joe e Demi partilhando de uma refeição a dois, embora os quatro ocupassem a mesma mesa.
Joe  observou  Demi.  Sua  pele  bronzeada  adquiria  um  tom  dourado  no tremular da luz das velas, e seus olhos amendoados brilhavam muito. Quantas vezes olhara para ela sem na realidade vê-la? Como não notara aquela sua sensualidade provocante?
Durante todos aqueles anos, Joe sempre achou que a conhecia muito bem, apenas para descobrir que aquela mulher escondia um lado profundo que ele não teve perspicácia para perceber. Demi era cheia de complexidade, mas que Joe a reduziu a uma só dimensão.

— Você hoje está tão quieto, Joe...

Demi parecia ter esquecido mesmo aquela dança erótica e o beijo que trocaram.

— É que me sinto um trapo depois da noite passada...

“Droga, não tenho nada de continuar flertando com ela!”
Demi arqueou as sobrancelhas.

— Isso deve ser resultado de sua atividade extracurricular antes do jantar
.
Estaria Demi querendo obter informações sobre Joe e Kiki?

— A única atividade extracurricular em meu quarto antes do jantar foi Kiki se arrumando durante duas horas antes de descer. Que coisa cansativa...

Uma mulher vaidosa como Kiki exigia uma alta manutenção.

— Não quer experimentar a mousse de manga? Deve estar uma delícia. — Joe empurrou a tigela em sua direção.

Demi pegou a colher.

— Só um bocadinho.

Joe deu risada. Demi e seus bem dosados bocadinhos de prazer...
Ela  levantou  a  colher  com  a  mousse,  suas  pálpebras  se  fechando  em antecipação. Abriu a boca e experimentou o doce.

— Hum... De fato está fantástica!

Quantas vezes ele a vira fazer aquilo: saborear algo em absoluto deleite? No entanto, jamais, até aquele momento, o gesto causou nele tal efeito devastador. Joe quase sufocou, à medida que seu cérebro criava um efeito visual de algo diferente da colher escorregando por entre os lábios sensuais. Tentou apagar a imagem, meneando a cabeça.

— É assim tão bom?

Demi fez que sim, as contas nas pontas de seus cabelos roçando os ombros nus.

— Mais do que bom. Eu diria que é... melhor do que sexo.

Demi já dissera aquilo antes, mas dessa vez a frase quase o tirou do eixo. Joe pegou o copo com água e tomou um longo gole.
Ela tornou a mergulhar a colher na tigela com a mousse.

— Veja que maravilha. Inclinou-se para a frente, estendendo a colher para Joe.

— Não quero, obrigado.

— Experimente, pelo menos — Demi insistiu, aproximando mais a colher. O movimento fez descer o decote de seu top, oferecendo a Joe um relance de sua pele dourada e perfeita. — Isso é de dar água na boca.

Ela queria matá-lo, só podia ser isso.

— Não, Demi.

— Vamos lá... Não ficou tentado? Sempre gostou de experimentar coisas novas. — Sua voz soou baixa e enrouquecida, e Joe não tinha certeza se a nota de sedução era real ou pura imaginação sua.

Mas Demi não era novidade alguma. Apenas seu modo de enxergá-la era novo, e aquilo não era o que ela estava oferecendo. Ou era? Não era a mousse de manga que o tentava.

— Não estou com vontade.

— É uma pena. Não sabe o que está perdendo... — Demi saboreou mais uma colherada do doce e em seguida lambeu a colher, gemendo.

O coração de Joe disparou.
Kiki de repente consultou o relógio de pulso e levantou-se.

— Nove horas. Preciso falar com o escritório na Califórnia, antes que feche.

Joe empurrou a cadeira para trás.

— Irei com você. — Ele não ficaria ali diante daquela torturante mousse de manga.

Kiki fez um gesto com a mão, para impedi-lo.

— Fique onde está. A conversa pode demorar, e você na certa vai se aborrecer.

— Mas...

Ela o empurrou de volta ao assento.

— Termine de tomar seu vinho. Irei ao encontro de vocês no Jungle Room. Além do mais, quero alguns minutos para relaxar.

Kiki não lhe deu alternativa a não ser ficar.

— Como quiser... Nós nos veremos no Jungle Room.

— Pode ser que eu me atrase um pouco.

— Pode deixar, Kiki. Tomaremos conta de Joe até você voltar — brincou Demi, provocante.

Durante a refeição, notou o monopólio de Kiki sobre Elliott.
Os olhos de Kiki se estreitaram, e ela piscou para Demi.

— Eu agradeço. — Então, dirigiu-se a Elliott. — Vejo-o mais tarde.

Elliott observou-a se afastar e balançou a cabeça, com admiração.

— Uma mulher e tanto essa sua namorada... Aceitam mais um pouco de vinho?

Demi ergueu a taça.

— Só mais um pouco, obrigada.

Joe também aceitou mais meia taça. Deus sabia que ele não queria Elliott indo a nocaute todas as noites de tanto beber, embora lhe fosse conveniente, porque desmaiado não estaria capacitado a fazer amor com Demi. Tinha de admitir que a idéia era atraente. Afinal, isso talvez provocasse o afastamento dos dois e, por conseqüência, o fim dos planos de casamento.

— Acredita que Kiki conheceu Dean Whatley?

Joe não fazia a menor idéia de quem se tratava. Elliott tornou a encher a taça.

— Verdade? E como foi que ela o conheceu? — Demi quis saber.

Era o incentivo que Elliott precisava para beber mais. Esvaziou a garrafa, começando a enrolar a língua ao falar do sujeito, até gritar, quando derramou o restinho do vinho tinto na frente de camisa branca:

— Que imbecil que eu sou!

Martin de imediato apareceu, com um pano úmido na mão.

— Deixe comigo. — O garçom esfregou o tecido. — Mancha de vinho é difícil de desaparecer. Conheço uma excelente lavanderia, que não arruinará sua camisa. Posso enviar alguém para apanhar?

— Claro. — Elliott se ergueu, apoiando-se na mesa para se equilibrar. —Bem, vou subir e me trocar. Vejo vocês mais tarde, no Jungle Room.

E afastou-se, cambaleando.
Martin assentiu.

— Ah, o Jungle Room... Excelente escolha.

Joe de imediato se lembrou da dança sexy de Demi, na noite anterior.
Ela deu uma risadinha, falando, um tanto rouca:

— Você sempre acha que é uma excelente escolha, não é, Martin?

— Nem sempre.

Joe podia jurar que o viu olhar na direção de Elliott, que se afastava.

— Mas gosto de apontar aquelas que de fato são, tal como seu novo visual. Ficou muito bonito. — O garçom fez uma leve reverência. — Com licença...

Demi virou-se para Joe e pousou o cotovelo no tampo, pousando o queixo na mão.

— Será que estou ficando muito suscetível ou Kiki e Elliott de fato estão formando uma sociedade de mútua admiração?

— Também notou, é?

— Precisaria ser cega para não ver. — Sorriu com ironia.

— Suponho que agora esteja reconsiderando o Hotel Hot Sands como uma opção ideal para lua-de-mel.

Elliott era um perdedor. Joe só esperava que Demi desistisse daquela loucura de casamento.

— O Hot Sands é ótimo. O noivo é que precisa ser reconsiderado.

Joe respirou, aliviado. Demi não poderia se casar sem um noivo.

— Fico feliz em saber que pretende pôr Elliott para correr.

— Eu não disse isso. Mas, com certeza, não vou mais me casar com ele.
Ela estava desistindo do casamento!

Fazia semanas que Joe não se sentia tão bem. Em breve, tudo entre os dois voltaria à normalidade.

— Não quer dar um passeio na praia antes de irmos para o clube?

Demi esboçou um sorriso sensual que o fez delirar.

— Fantástica sugestão.

Joe se levantou e puxou a cadeira para ela. Esbarrou a mão em suas costas quando Demi se ergueu, e isso foi o bastante para esquentar lhe o sangue.
Talvez as coisas não ficassem tão normais assim, afinal...

— Apoie-se em mim. — Joe passou o braço pela cintura de Demi após ela ter dado um feio tropeção ao caminharem pela areia da praia.

Pararam junto a uma das tochas acesas que davam à noite um clima primitivo. O som pulsante da música chegava até ali, vindo do Jungle Room, e misturava com o barulho dos insetos e dos pássaros noturnos.
Demi não estava certa se seria capaz de afastar-se dele. Mas precisava conter aquele ímpeto insano, inoportuno, politicamente incorreto, mas poderoso de beijá-lo e ver se a paixão que explodira entre os dois na véspera era verdadeira.
Seria um escândalo se Kiki ou Elliott aparecessem de repente e a vissem se insinuando  para  seu  melhor  amigo,  que  decerto  ficaria  horrorizado  com  seu comportamento, julgando que ela havia enlouquecido. Uma coisa era brincar de flertar à mesa e a quatro, ou em uma pista de dança lotada, mas ali naquela praia escura, estando os dois sozinhos, era diferente.

— Demi? Não vai desmaiar, vai? Seu tornozelo está doendo muito?

— Um pouco, mas não desmaiarei.

Tampouco pretendia cair sobre ele como uma espécie de harpia faminta por sexo.

— O que deu em mim para querer caminhar nessa areia fofa usando sandálias de plataforma? — O calçado infrator e seu par balançavam em sua mão direita.

— Elas podem ser inadequadas, mas estavam muitíssimo bem em você, usadas com esse vestido curto. Pelo menos até você cair do alto delas.

— Lembre-se de que caí do alto de uma delas apenas — Demi corrigiu-o, com ar travesso.

Os olhos de Joe brilhavam.

— Certo. Não me importo de ser corrigido.

A competitividade a levou a perguntar:

— Acha que minhas pernas são mais bonitas do que...

Joe ficou sério.

— Muito mais... São fantásticas e capazes de tirar um homem do sério. — Não havia brincadeira alguma suavizando a cadência rouca em sua voz. — Agora, apoie-se em mim, já disse. Ou prefere que eu a pegue no colo?

— Você não se atreveria.

— “Atrevido” é meu nome do meio...

A pressão que Demi sentia do braço forte em torno de sua cintura aumentou, e a entonação de Joe mais parecia uma carícia, afetando-lhe os nervos como uma estimulação sexual verbal. Demi lembrou a si mesma o quanto ele devia ter praticado para atingir a nota certa.
Tentou relaxar. Ela e Joe sempre davam apoio um ao outro, e a pressão da coxa dele contra a dela devia lhe ser familiar o suficiente. Porém, excitava-a, evocando uma ânsia louca em seu íntimo, que a inquietava. Será que Joe conseguia perceber seu desejo por ele? Demi se afastou.

— Pode deixar, Joe. Eu agora estou bem.

— Se prefere assim... — Com um movimento rápido, tomou-a no colo.

O tempo pareceu parar. Cada centímetro dela respondia a Joe. O roçar dos braços firmes contra a sensível parte de trás de seus joelhos e costas, o erguer e baixar do peito musculoso contra seu seio direito, as batidas de seu coração.
Demi se pôs a observá-lo, considerando alguns dos sentimentos e pensamentos perigosos surgido naqueles últimos dias, que se recusavam a ir embora. Gostava da provocação em que Joe era mestre; de erguer o olhar e ver que ele estava por perto. Se cerrasse as pálpebras, até conseguia imaginar-se casada com ele, ambos sozinhos numa ensolarada manhã de domingo, saboreando café e bolo e lendo jornal. Talvez caminhando pelo parque, partilhando os sonhos, fazendo amor... fazendo bebês...
Espantou-se consigo mesma, e balançou a cabeça.

— Passe o braço em torno de meu pescoço — Joe instruiu.

A razão avisava que ela devia exigir que ele a colocasse de volta no chão. No entanto, uma outra parte de seu cérebro reconhecia o quanto gostava da sensação de estar aninhada a ele, sendo carregada por Joe naquela sedutora noite jamaicana. Por isso, aconchegou-se ainda mais.
Esperou que Joe fosse cambalear com seu peso, mas, em vez disso, continuou a caminhar sem o menor esforço.

— Em seu quarto ou no meu?

A noite, aquela frase sugestiva, seu perfume, sua voz enrouquecida... “Demi, meu bem, Joe pretende apenas examinar seu tornozelo.”
O quarto dele era o mais próximo. O dela ficava na ala oeste, e quanto mais cedo ele a colocasse de pé, melhor seria.

— O seu está mais perto que o meu, e existe uma grande possibilidade de Elliott ter desmaiado lá dentro. — Demi não queria pensar no namorado enquanto o magnetismo de Joe a virava do avesso.

Joe parou do lado de fora da porta do aposento e, ainda com ela no colo, procurou no bolso pelo cartão-chave. Uma risadinha soou do lado de dentro.

— Para variar, Kiki deve estar ao telefone — murmurou Joe, a boca a poucos centímetros do ouvido de Demi.

Abriu a porta e entrou.
Sem notar a audiência, de costas, em um emaranhado de lençóis, pernas e braços, Kiki gritou. Com um dique, a porta fechou atrás deles.
“Mas o que...” Demi encarou Joe.

— Ela não está telefonando.

Kiki ergueu a cabeça. Seu grito subseqüente combinava com a surpresa em seu rosto ao deparar com Joe e Demi. No meio da cama, a cabeça de Elliott surgiu sob os lençóis.
Todo o oxigênio parecia ter desaparecido de seus pulmões. Demi notara a atração óbvia entre Kiki e Elliott, mas não esperava por aquilo.
Escorregou do colo de Joe para o chão e parou, um braço ainda em torno dele. Não apenas era Elliott aquele, na cama, nu, com outra mulher, mas dada a posição em que se encontrava, não precisava ser uma  expert  em física, como era Kiki, para adivinhar o que estiveram fazendo. Só que ele nunca estava disposto a fazer o mesmo com ela.
Joe arqueou sobrancelha.

— Como vê, seu namorado não está desmaiado.

— Não é o que vocês estão pensando... Estamos nos divertindo, apenas isso! — Kiki soltou a declaração do ano. — Não precisam fazer tanto alvoroço por nada.

Elliott, sem o menor constrangimento, levantou a ponta do lençol e convidou:

— Não querem participar da festa?

E aquele era o homem com quem ela pretendia se casar. Demi contava com aquela temporada na Jamaica para “soltar” o severo Elliott, mas não nada a preparara para aquilo.
Joe mantinha o braço em sua cintura, apoiando-a.

— Não, obrigado — Joe recusou por eles dois.

Demi riu, esperando que ninguém notasse a ponta de histeria.

— Não sou muito de festas...

Kiki a fitou.
— Não banque a santinha. Reconheço que erramos, mas eu a vi na pista de dança. E embora você e Joe tenham negado, notei o modo como se olham. E por que outro motivo dois casais viriam para a Jamaica juntos, se não estivessem interessados em sexo em grupo?

Tal coisa jamais ocorreu a Demi. Não era do tipo antiquado, só que sexo grupal não fazia parte de seu repertório.

— Venha, Demi. Isso colocará um pouco de pimenta em nosso relacionamento — insistia Elliott.

— Prometo que será bastante divertido — Kiki tentou persuadir, com meiguice. — Nós quatro, já pensaram? E você prometeu que cuidaria de Joe.

Demi fez isso por achar que Kiki merecia uma lição por estar se insinuando para seu namorado. O que não significava que ela, Demi, iria para a cama com seu melhor amigo. Sua mão dela formigava de vontade de bater em Kiki e acabar com aquele seu olhar sedutor.

— Esse divertimento é relativo. — Joe meneou a cabeça, o olhar duro, apesar do divertimento calculado no semblante. — Não gosto de dividir nada com ninguém.

Elliott bufou.
Embora Demi se sentisse ingênua e desajeitada em comparação à sofisticação sexual de Kiki, aquele era um jogo de que não tinha interesse algum em participar. Ou pelo menos não de acordo com as regras estabelecidas pelos dois traidores.
Tampouco se abateria por isso. Tinha e seguia as próprias normas. Um sorriso lento suavizou seus traços. Virou-se para Joe, pondo-os em total contato corporal, insinuando a perna por entre suas coxas.
A surpresa se estampou no rosto dele.

— Viu que bom, querido? Agora não teremos mais que nos preocupar sobre como, ou quando, dar a notícia a eles.

Joe entendeu a deixa e passou o outro braço em torno dela, correndo a mão por seus quadris e parando em suas costas.

— Não poderia existir momento melhor, meu bem.

— Que novidade? — Elliott quis saber, provando sua grande estupidez ao preferir Kiki a Demi.

— Kiki acertou quanto a uma coisa. Demi e eu acabamos de descobrir que existe algo mais intenso correndo entre nós dois além de uma forte amizade. Algo poderoso, potente e explosivo. — Embora Joe se dirigisse a Kiki e a Elliott, seus olhos não abandonavam Demi.

Ela umedeceu os lábios de repente secos. Aquilo estava mais próximo da verdade do que ele imaginava.

— Não sabíamos como dizer isso a vocês — Demi completou.

— Mal consegui afastar as mãos dela durante toda a noite. — Joe correu a palma por suas nádegas, passando por sua cintura até parar na nuca. — Agora não preciso mais me conter.

Aquela carícia deixou uma trilha de fogo por onde passou. Os olhos verdes de Joe a hipnotizavam. Por um instante, pareciam os únicos naquela suíte.

— Como pôde fazer  isso comigo, Demi?! — protestou  Elliott,  de cenho franzido.

— Eles nunca me enganaram — Kiki teve o descaramento de se indignar. — Notei o modo como se olhavam. Eu o avisei.

E aqueles dois ainda tinham a coragem de se sentirem ultrajados, mesmo estando ali, juntos na cama e nus sob os lençóis! Pelo visto, o fato de irem para a cama juntos era algo muito natural. Mas para Demi e Joe era insultante.
Demi estava grata por ela e Joe terem virado o jogo.

— Ora, vocês parecem muito espantados — zombou Joe, com um toque de sarcasmo. — Mas tudo bem, logo se recuperarão.

Demi forçou uma expressão contrita.

— Lamento muito, Elliott. Essa coisa entre nós... — Roçou a boca na de Joe e mordiscou lhe o lábio, com malícia. Apesar de o desempenho ser para aquela audiência exclusiva, sua pele arrepiou. — No entanto, veja as coisas por este lado: você não ficará a ver navios. Pelo menos receberá um prêmio de consolação.

Kiki mal continha a fúria.

— Um minuto, por favor...

Demi a interrompeu:

— Entendo sua aflição. Em seu lugar eu também ficaria aflita. — Demi olhou bem para Kiki na cama com Elliott. — Mas há tantos homens maravilhosos lá fora... você só precisava escolher um.

Ela roçou a testa no queixo de Joe.

— E pensar que ele esteve o tempo todo por perto...

O olhar ardente de Joe a fez estremecer.

— Vamos, querido. Eu gostaria de um pouco de privacidade, agora que tiramos esse peso da consciência.

Joe abriu a porta e se dirigiu a Elliott:

— Voltarei em cinco minutos com suas roupas, e então pegarei as minhas.

Elliott afastou a coberta, fazendo menção de se levantar.

— Pode deixar que eu mesmo faço isso. Não quero minhas roupas amarrotadas.

Joe estendeu a mão.

— Não! Faça um favor a todos nós. Fique aí mesmo.

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GENTE, Q O BICHO PEGOU estão gostando? a parada vai esquentar, preparem-se dshjdsahgsd Comentem para o próximo, estou louca para ver/ler as reações de vcssss ♥
Beijos, amo vcs ♥

6 comentários:

  1. Caraca que perfeitos...... achei um máximo eles darem a volta por cima... não vejo a hora dos dois se pegarem pra valer kkkkkk posta mais..... faz maratona....pfvrr.....

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    1. simmmmmm ♥
      opa... hehe
      postado
      MARATONA ♥

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  2. Bru estou abalada pq não pude comentar novamente!!!!MENINA TIVE QUE LIGAR O CAPS ESSE CAPITULO PEGOU FOTO, eu sabia que Elliott e Kiki fariam algo do tipo só não esperava que fosse tão cedo, a proposito me tire uma duvida, essa fic é grande ou pequena? os acontecimentos estão ocorrendo muito rápido.
    Sam, xx

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    1. td bem, sam, rlxxxxxxx ♥
      EITA ASDJDSJHFSD
      sabia msm, vc adivinhou desde o comecinho, chocada fiquei
      a fic é pequenininha.. tem 11 capítulos mais o epílogo!
      Beijos ♥

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  3. Eles sambaram bonito na cara dos dois kkkkkk e agora ? Como vai ser de agora em diante ?Apaixonada nessa história? Continuaaaaaaaaaaaa

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    1. simm! hm.. TB ESTOU APAIXONADA POR ELA ♥ clarooooooooooo <3

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