
x-x
Joe chegou logo depois e encontrou Demi ao lado do telefone. Ela parecia em
estado de choque.
—O que
aconteceu?
—Lydia
acabou de telefonar — disse, inexpressiva. —Pediu para você ligar de volta.
Continuou
imóvel, sem saber se desmaiava ou simplesmente desaparecia e notou o rosto de Joe avermelhar-se de cólera, e um som que nunca escutara saiu da garganta dele, dando a impressão de que explodiria. Contraindo o maxilar, ele deixou
cair à pasta com um estrondo e respirou fundo, soltando o ar com um assobio.
Empurrou-a para o lado, entrou em seu escritório e bateu a porta com força.
Chocada, ela não sabia o que fazer. A simples menção ao nome de Lydia poderia
provocar tal reação em Joe?
Ao seu chamado,
ele correu como um homem possuído!
Demi embalava Michael no sofá quando Joe entrou na sala. Estava pálido e mais controlado, mas ela ainda notou emoção no brilho do olhar. Kate correu para o
pai e, em vez do abraço costumeiro, recebeu apenas um afago na cabeça dourada.
Sam esticara as pernas na frente da televisão e mal se moveu para lhe dar
paisagem, pois estava entretido com o filme. O pequeno Michael, sonolento,
lançou um olhar carinhoso e mergulhou no conforto dos braços da mãe.
Joe olhava
fixamente para ela. —Quero que me desculpe. Ela já havia sido instruída para
nunca ligar aqui.
—Não tem
importância.
—É claro que
tem! — ele disse com a voz alterada, e as três crianças olharam surpresas para
o pai. Joe passou a mão no cabelo, num gesto impaciente, se esforçando para
se acalmar. —Sammy, Kate, por favor, brinquem um pouco com Michael enquanto
converso com sua mãe. Sem esperar resposta, Joe carregou o bebê e colocou-o
sentado no chão, entre as pernas de Sam. Espalhou brinquedos ao lado dele e
sorriu para os três que continuavam estáticos. Levou Demi pela mão até o escritório, soltando só quando já estavam com a porta fechada.
—Ela foi
avisada para mandar outra pessoa ligar se fosse urgente! Nunca poderia ter
telefonado!
—Como eu já
disse antes, não tem importância.
—Eu tinha
prometido que nunca mais você seria magoada!
—Então você
deveria... — engoliu as palavras acusadoras e andou pela sala. — Se diz que
terminou tudo, como ela ainda trabalha para você?
—Ela não é
minha funcionária, trabalha para a consultoria jurídica que me assessora —
ele explicou. —Transferi
todos os casos
para um outro advogado há semanas. — Demi não
acreditou. Ainda via a expressão no rosto dele quando contou que Lydia ligara.
Ainda sentia como ele a empurrara para o lado.
—Então por
que ela ligou
aqui em casa? — Joe tomou fôlego
para explicar.
—Acontece
que ela era a única pessoa que ainda estava no escritório quando chegou uma
informação urgente pelo fax. Eu precisava ser avisado o mais depressa possível,
e só havia ela na sala!
—Por
favor, eu gostaria
que isto não
voltasse a acontecer
— acrescentou, num tom impessoal que encerrava o assunto.
O silêncio a
seguir era indício de confusão. —O problema é — ele começou com cautela — que
preciso sair já. Houve uma questão legal com o contrato de Huddersfield e tenho de voltar ao escritório para resolver
pessoalmente.
O caso
Harvey, o caso Huddersfield, não havia diferença!
—Mas é
lógico que precisa ir! — ela concordou tão irônica, que foi como um tapa no
rosto dele. —E eu preciso colocar as crianças para dormir. — Passou por ele
decidida a sair do aposento, mas Joe interrompeu-a.
—Não pense
bobagem. Vou direto ao meu escritório. Lydia já mandou o fax para lá. Não vou e
nem quero vê-la, entende?
Sim, ela
entendia. Ele queria um voto de confiança que não sabia se lhe daria outra vez.
Joe iria
para Huddersfield na
segunda-feira, tentar acertar
o contrato antes dos feriados do Natal. Depois de um fim de semana horrível,
durante o qual trocaram poucas palavras, Demi sentia-se aliviada com a
viagem. Na noite do domingo, ele procurou-a e, na desesperada tentativa de
encontrarem algum nível
de satisfação, quebrou
uma das regras
que ela impusera e lhe dirigiu a
palavra. Nem seu pedido de perdão acalmou-a e, furiosa, acusou-o de estragar o
pouco que compartilhavam. Ele procurou-a com uma urgência tão desesperada que,
quando terminou, Demi sentiu impulso de confortá-lo ao ver que mergulhara o
rosto no travesseiro. Mas não conseguiu ceder e lhe dar o que era mais
importante. E o problema era que ela não sabia o que era o mais importante! Já
não reconhecia mais o que estava causando a distância entre eles. “Lydia”,
lembrou a si mesma.
Lydia. Mesmo assim,
o nome já
estava perdendo o poder de ferir profundamente como há algum tempo.
Nos dias
seguintes, Demi entrou numa correria com os preparativos para o Natal.
Ignorou o estômago que incomodava até que um dia à noite, perto da hora de Joe chegar de viagem, sentia-se tão mal que resolveu desistir do que fazia e
ir para a cama. Estavam todos na sala, tentando erguer a árvore de Natal que
acabara de ser entregue, quando Joe entrou. Um sorriso suavizou lhe a
expressão ao ver o esforço deles no meio dos galhos.
—Vejo que
ainda sou necessário para uns pequenos serviços por aqui — ele brincou, fazendo
quatro rostos se virarem com surpresa. As crianças abandonaram Demi e
correram para o pai. Ele despencou no carpete,
sufocado pelos gêmeos
que riam e gritavam, enquanto
Michael engatinhava depressa para alcançá-los. Ela sorriu ao ver a
guerra no chão da sala. E foi então que enxergou, de verdade, por que valia a
pena manter o casamento. “Família”.
Amor familiar. Uma
conexão ao mesmo
tempo simples e complicada, que os ligava de tal modo que
mesmo quando um parecia escapar, não conseguia, porque os outros o puxavam de
volta. Ver Joe no chão com os filhos era ver o antigo Joe, e não o
empresário apressado e sem tempo para aproveitar o amor que as crianças
ofereciam, Ele estava deitado no chão com os três em cima, Michael entre os
gêmeos que lhe seguravam os braços e pernas. —Eu me rendo! — Joe gritou. —
Ajude-me, Demi! Socorro! — Com cuidado, para não cair em cima deles, ela
pegou Michael em um braço e, com o outro, puxou Kate, deixando Joe livrar-se
de Sam. Ele levantou-se com o filho agarrado a seu pescoço e encheu-o de beijos
estalados. Sam protestou, na verdade, adorando cada minuto. A única maneira de
dar a garotos de seis anos os beijos e carinhos que precisam, e não admitem,
era brincando como Joe fazia. Ao ser colocado no chão, Sam estava corado de alegria,
mas fingiu não gostar. Logo riu, vendo o pai atrás de Kate. Ela era mais fácil
de ser apanhada. Fingiu relutar, mas o que mais queria era ser carregada pelos
braços fortes e receber muitos beijos. O
pequeno Michael olhava
divertido. Demi abraçou-o
com força, lembrando que também
tinha sua vez, antigamente. Joe pensava a mesma coisa ao colocar Kate no
chão e olhar incerto para Demi. Sentindo-se tímida, estendeu Michael e baixou
os olhos. Joe compreendeu e deitou-se no sofá para brincar com o bebê.
Naquele momento, a árvore de Natal ameaçou cair. Demi correu para segurar e
ficou presa nos galhos. Joe levantou-se depressa, alcançou-a e colocou a
árvore no lugar. Ela foi desembaraçada dos galhos, por mãos gentis e firmes.
—Você arranhou o queixo — ele observou e abaixou a cabeça para pousar os lábios
na pequena marca no canto da boca de Demi. Passou a língua com suavidade e
ela sentiu um arrepio de desejo. —Olá — murmurou com suavidade, reparando que
ela corava.
—Oi — ela
respondeu, sem coragem de enfrentar seu olhar. Então a boca de Joe procurou a dela outra vez, para um beijo mais profundo e íntimo. O calor dos corpos
envolveu-os e se entregaram sem reservas. A campainha tocou, forçando uma
separação relutante, e os gêmeos foram abrir a porta para a avó, que já era
esperada. —Sua mãe vai levá-los a uma celebração de Natal —Demi explicou.
—Vai mesmo?
— ele respondeu, olhando-a com intensidade. — Bom — murmurou e beijou-a outra
vez, devagar, suave, brincando com a língua em seus lábios. Jenny entrou na
sala e parou ao perceber o que se passava. Demi nem escutou-a entrar. Absorvida pelo amor que pensara perdido para
sempre, sentiu um calor sensual que se espalhava pelo corpo, abraçou Joe e se beijaram com paixão. Finalmente se separaram, sem fôlego. Jenny Jonas sorria para eles, com um brilho de esperança no olhar ansioso. Demi ajudou a colocar o agasalho nas crianças e Joe fixou a árvore no lugar Só
então ela lembrou da reorganização que fizera no andar superior e mordeu os
lábios pensando numa boa explicação. Despediram-se de Jenny e das crianças e
subiram de mãos dadas até o quarto. Joe começou a afrouxar a gravata Demi o olhava nervosa.
—Joe...
eu... — Ele não pareceu ouvir e foi para o banheiro. — Então...
—O que foi
que aconteceu?... — Joe saiu para a porta, olhando-a, incrédulo.
—Eu
precisava colocar meus pais em algum lugar. Era a única solução. — Estendeu a
mão agitada pelo
quarto, onde o banheiro
brilhante e limpo, ostentava a
pia vazia. Também esvaziara uma parte de seu armário e colocara as roupas no de Joe.
—E nós dois
vamos dormir em que quarto? — ele perguntou bravo.
Demi fez
um gesto na direção da porta. —Vai dar tudo certo — ela disse nervosa. —
Comprei duas camas novas para os quartos de Sam e Kate. Sua mãe pode dormir no
quarto com Kate. — Jenny sempre dormia
lá na noite do Natal para ver as crianças abrirem os presentes logo cedo. —Vou
dormir com Michael e você pode dormir no quarto de Sam. São só duas noites, Joe. Você sabe que se colocarmos os gêmeos no mesmo quarto nunca vão dormir.
—Que droga!
— ele explodiu. — O que houve com você, Demi? Por que tenho de oferecer minha
cama para os seus pais? Por que eles não podem dormir nas outras camas? Ou fez
isto só para me irritar? Porque, se foi de propósito, vou avisar que estou no
limite!
Demi sentiu-se injustiçada. —Desde quando meus pais causaram algum problema? Você os
aguenta aqui só uma vez por ano. Pelo amor de Deus, tenha um pouco de
consideração. Amanhã vão dirigir até
aqui depois de
trabalhar o dia
todo. Eles estão envelhecendo, Joe, não ficarão
confortáveis com os gêmeos! — Joe sacudiu a cabeça muito bravo para
conseguir escutá-la.
—Eu ainda
não acredito no que você fez. Chego depois de uma semana infernal em
Huddersfield, procurando um pouco de consolo em minha própria casa e o que
encontro? Uma esposa vingativa que me expulsou do quarto. O que eu sei é que
você não quis mudar para uma casa maior, por que então eu devo perder meu
conforto? — O olhar acusador dele fixou o rosto de Demi. —Que droga, droga,
droga!
—Por que não
vai ficar com Lydia, então? Quem sabe ela te acomoda melhor? — ela
disse, irritada, e saiu do quarto
sem dar tempo para ele responder. Desceu
para a cozinha e, em vez de colocar a louça na máquina, resolveu lavar tudo na
tentativa de se acalmar. Duas mãos apareceram ao lado de sua cintura,
prendendo-a contra a pia e uma boca cálida beijou-lhe a nuca.
—Desculpe — Joe murmurou, —eu não queria dizer nada daquilo.
Ela esfregou
o prato com mais força. —Então por que falou?
—Porque... —
ele não terminou a frase, preferindo beijar seu pescoço.
—Por que o
quê? — ela insistiu, empurrando-o com o ombro.
—Porque
fiquei desapontado. Só pensei em você naquela cama durante a semana inteira.
Porque esqueci que seus pais viriam, porque não quero dormir no quarto de Sam.
Quero dormir com você. Quero acordar na manhã do Natal com seu rosto ao meu
lado. Existe mais um milhão de porquês, mas o mais importante é que está me
tirando o único lugar onde me sinto próximo de você. Eu preciso daquela cama, Demi! — Com um movimento brusco, ela deixou o prato cair na pia e chorando,
virou-se para abraçá-lo.
—Desculpe, Joe, estou tão infeliz!
—Eu sei —
ele concordou, abraçando-a com carinho. Finalmente, ela parou de chorar e
acalmou-se. Joe ergueu seu queixo com a mão.
—Minha mãe
vai me matar se vir você assim. Basta um olhar e ela vai me culpar sem ouvir
explicações.
Demi sorriu porque ele estava certo. Jenny ficava sempre do seu lado, mesmo se não
tivesse razão.
—Você me
desculpa? — ele perguntou e afastando uma mecha do cabelo loiro do queixo
molhado. — Vamos fazer urna trégua e ter um Natal gostoso? Até desisto da minha
cama, se te deixar feliz!
—E quem
disse que isso me deixa feliz? — Abaixou a cabeça para procurar um lenço no
bolso dele e não evitou um sorriso quando seus dedos tocaram de leve o sexo de Joe.
—Sua pequena
provocadora! — acusou, divertido com o lampejo de humor da antiga e brincalhona Demi. — Uma trégua, por favor.
—Está bem. —
Ele empurrou-a para fora da cozinha.
—Venha
conversar comigo enquanto me troco. — Subiram, e Joe lançou um olhar cobiçoso para a cama.
—É claro que
esta noite ainda podemos ficar no quarto — ela disse casualmente, e recebeu um
beijo.
O Natal foi
ótimo, mas passou depressa. Logo chegou a hora de Demi decidir se continuava o curso com Zac. Joe não comentou o assunto, mas sua opinião estava estampada no rosto sempre que a via desenhando. Por sua vez, ela queria tomar a
decisão sem interferências. Aos poucos, voltaram a ser estranhos na mesma casa. Demi sabia que noventa por cento da culpa era dela. Joe era um homem muito sensual e sentia sua virilidade ameaçada porque ela não se satisfazia. Ele
detestava as restrições que ela impusera: escuridão, silêncio e relutância em
ceder aos instintos sexuais. Ao acordar, depois de uma noite particularmente
desastrosa, decidiu que precisava fazer alguma coisa para salvar o casamento.
Temia que, se Joe ficasse sob pressão outra vez, fosse procurar satisfação
completa fora de casa. Isto lhe dava uma insegurança tremenda, mexendo com seus
nervos a ponto de estar sempre com o estômago enjoado, sem nenhuma melhora,
havia semanas.
Ao pensar em
quantas semanas, sentiu o sangue congelar.
x-x
HEEEEEEEEEEY como vão? eu vou bem! Desculpe decepcionar, Demi n disse nd à Lydia... Mas enfim, gostaram do capítulo? Estou procurando novas histórias para adaptar, faltam 3 capítulos para o fim #choremos! Bem, espero q estejam gostando! Respostas aqui' Vou indo agr, bjs, amo vcs ♥
HEEEEEEEEEEY como vão? eu vou bem! Desculpe decepcionar, Demi n disse nd à Lydia... Mas enfim, gostaram do capítulo? Estou procurando novas histórias para adaptar, faltam 3 capítulos para o fim #choremos! Bem, espero q estejam gostando! Respostas aqui' Vou indo agr, bjs, amo vcs ♥



Capitulo perfeito .. OMG. Sera que vem mais um baby por ai. Posta logo.. 8)
ResponderExcluirserá? haha' postado ♥
ExcluirEla ta gravidaaaa S2s2S2s2
ResponderExcluirawn szszszsz
ExcluirDEMI TÁ GRAVIDA, TENHO CERTEZA.
ResponderExcluirenfim, como eu tinha dito: não entendo a relação desses dois dskjhxcv a demi é muito fraca quando tá perto do joe, se rende facinho, facinho. eu não te culpo, demi. sei como é ç.ç
posta logoooooooo pls. beijos
SUH VC ESTÁ CERTÍSSIMA
Excluirnem eu, é a vida! demi é bobinha, mas n tem cmo culpá-la rçrçrçrçrçrç
postado, bjssss ♥
DEMI ESTÁ GRÁVIDA, GRAVIDAAAAAAAA!
ResponderExcluirSEGURA ESSE FORNINHO ROSANA, ESTOU SURTANDO \O/
uma pena mesmo que o natal tenha passado rápido, eles estavam tão nho nho <3
continuo achando que eles devem parar com essa putaria kkkkkkk
sério, são duas cabeças duras... são dois orgulhosos' mas finalmente ela vai fazer algo para mudar isso! posso ouvir um aleluia? ALELUIA!
esta perfeito, como sempre *u* beijos e posta logoooo
p.s: faz um layout da jessie j pra mim? ( o nome da minha nova fanfic é o nome da nova musica dela, então... ) se você puder fazer pra mim... eu vou ser a criança mais feliz desse mundo! kkkkk TE AMOOO.
TODOS ME DIZEM ISSO
ExcluirOU MAI GODI
psé </3
tão msm, de brincadeira cá minha face
obggggg ♥ bjs, postado!
JÁ DISSE Q VOU FAZER ♥
Vontade de matar a Lydia, o Joe vai viajar mesmo? Sinto que Demi tá grávida, bem que as crianças poderiam armar algum plano para ajudar na reconciliação deles, são ideias bestas mas se tornam fofas porque são feitas por crianças kkkk
ResponderExcluirSam, xoxo
psé, vontade máxima! Ele já foi, voltou antes do natal :$
Excluirtds sentimos, e tds sentimos certo!
hm... será?
CRIANÇAS SÃO MINHA PERDIÇÃO ♥
bjsss