23.10.14

Unfaithful Husband - Capítulo 8

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Joe chegou logo depois e encontrou Demi ao lado do telefone. Ela parecia em estado de choque.

—O que aconteceu?

—Lydia acabou de telefonar — disse, inexpressiva. —Pediu para você ligar de volta.

Continuou imóvel, sem saber se desmaiava ou simplesmente desaparecia e notou o rosto de Joe avermelhar-se de cólera, e um som que nunca escutara saiu da garganta dele, dando a impressão de que explodiria. Contraindo o maxilar, ele deixou cair à pasta com um estrondo e respirou fundo, soltando o ar com um assobio. Empurrou-a para o lado, entrou em seu escritório e bateu a porta com força. Chocada, ela não sabia o que fazer. A simples menção ao nome de Lydia poderia provocar tal reação em Joe?
Ao seu chamado, ele correu como um homem possuído!
Demi embalava Michael no sofá quando Joe entrou na sala. Estava pálido e mais controlado, mas ela ainda notou emoção no brilho do olhar. Kate correu para o pai e, em vez do abraço costumeiro, recebeu apenas um afago na cabeça dourada. Sam esticara as pernas na frente da televisão e mal se moveu para lhe dar paisagem, pois estava entretido com o filme. O pequeno Michael, sonolento, lançou um olhar carinhoso e mergulhou no conforto dos braços da mãe.

Joe olhava fixamente para ela. —Quero que me desculpe. Ela já havia sido instruída para nunca ligar aqui.

—Não tem importância.

—É claro que tem! — ele disse com a voz alterada, e as três crianças olharam surpresas para o pai. Joe passou a mão no cabelo, num gesto impaciente, se esforçando para se acalmar. —Sammy, Kate, por favor, brinquem um pouco com Michael enquanto converso com sua mãe. Sem esperar resposta, Joe carregou o bebê e colocou-o sentado no chão, entre as pernas de Sam. Espalhou brinquedos ao lado dele e sorriu para os três que continuavam estáticos. Levou Demi pela mão até o escritório, soltando só quando já estavam com a porta fechada.

—Ela foi avisada para mandar outra pessoa ligar se fosse urgente! Nunca poderia ter telefonado!

—Como eu já disse antes, não tem importância.

—Eu tinha prometido que nunca mais você seria magoada!

—Então você deveria... — engoliu as palavras acusadoras e andou pela sala. — Se diz que terminou tudo, como ela ainda trabalha para você?

—Ela não é minha funcionária, trabalha para a consultoria jurídica que me assessora  —  ele  explicou.  —Transferi  todos  os  casos  para  um  outro advogado há semanas. — Demi não acreditou. Ainda via a expressão no rosto dele quando contou que Lydia ligara. Ainda sentia como ele a empurrara para o lado.

—Então  por  que  ela  ligou  aqui  em  casa?  — Joe tomou  fôlego  para explicar.

—Acontece que ela era a única pessoa que ainda estava no escritório quando chegou uma informação urgente pelo fax. Eu precisava ser avisado o mais depressa possível, e só havia ela na sala!

 —Por  favor,  eu  gostaria  que  isto  não  voltasse  a  acontecer  — acrescentou, num tom impessoal que encerrava o assunto.

O silêncio a seguir era indício de confusão. —O problema é — ele começou com cautela — que preciso sair já. Houve uma questão legal com o contrato de Huddersfield  e tenho de voltar ao escritório para resolver pessoalmente.

O caso Harvey, o caso Huddersfield, não havia diferença!

—Mas é lógico que precisa ir! — ela concordou tão irônica, que foi como um tapa no rosto dele. —E eu preciso colocar as crianças para dormir. — Passou por ele decidida a sair do aposento, mas Joe  interrompeu-a.

—Não pense bobagem. Vou direto ao meu escritório. Lydia já mandou o fax para lá. Não vou e  nem quero vê-la, entende?

Sim, ela entendia. Ele queria um voto de confiança que não sabia se lhe daria outra vez.
Joe iria  para  Huddersfield  na  segunda-feira,  tentar  acertar  o contrato antes dos feriados do Natal. Depois de um fim de semana horrível, durante o qual trocaram poucas palavras, Demi sentia-se aliviada com a viagem. Na noite do domingo, ele procurou-a e, na desesperada tentativa de encontrarem  algum  nível  de  satisfação,  quebrou  uma  das  regras  que  ela impusera e lhe dirigiu a palavra. Nem seu pedido de perdão acalmou-a e, furiosa, acusou-o de estragar o pouco que compartilhavam. Ele procurou-a com uma urgência tão desesperada que, quando terminou, Demi sentiu impulso de confortá-lo ao ver que mergulhara o rosto no travesseiro. Mas não conseguiu ceder e lhe dar o que era mais importante. E o problema era que ela não sabia o que era o mais importante! Já não reconhecia mais o que estava causando a distância entre eles. “Lydia”, lembrou  a  si mesma.  Lydia.  Mesmo  assim,  o  nome  já  estava perdendo o poder de ferir profundamente como há algum tempo.
Nos dias seguintes, Demi entrou numa correria com os preparativos para o Natal. Ignorou o estômago que incomodava até que um dia à noite, perto da hora de Joe chegar de viagem, sentia-se tão mal que resolveu desistir do que fazia e ir para a cama. Estavam todos na sala, tentando erguer a árvore de Natal que acabara de ser entregue, quando Joe entrou. Um sorriso suavizou lhe a expressão ao ver o esforço deles no meio dos galhos.

—Vejo que ainda sou necessário para uns pequenos serviços por aqui — ele brincou, fazendo quatro rostos se virarem com surpresa. As crianças abandonaram Demi  e correram para o pai. Ele despencou no carpete,  sufocado  pelos  gêmeos  que  riam  e  gritavam,  enquanto  Michael engatinhava depressa para alcançá-los. Ela sorriu ao ver a guerra no chão da sala. E foi então que enxergou, de verdade, por que valia a pena manter o casamento. “Família”.  Amor  familiar.  Uma  conexão  ao  mesmo  tempo  simples  e complicada, que os ligava de tal modo que mesmo quando um parecia escapar, não conseguia, porque os outros o puxavam de volta. Ver Joe no chão com os filhos era ver o antigo Joe, e não o empresário apressado e sem tempo para aproveitar o amor que as crianças ofereciam, Ele estava deitado no chão com os três em cima, Michael entre os gêmeos que lhe seguravam os braços e pernas. —Eu me rendo! — Joe gritou. — Ajude-me, Demi! Socorro! — Com cuidado, para não cair em cima deles, ela pegou Michael em um braço e, com o outro, puxou Kate, deixando Joe livrar-se de Sam. Ele levantou-se com o filho agarrado a seu pescoço e encheu-o de beijos estalados. Sam protestou, na verdade, adorando cada minuto. A única maneira de dar a garotos de seis anos os beijos e carinhos que precisam, e não admitem, era brincando como Joe fazia. Ao ser colocado no chão, Sam estava corado de alegria, mas fingiu não gostar. Logo riu, vendo o pai atrás de Kate. Ela era mais fácil de ser apanhada. Fingiu relutar, mas o que mais queria era ser carregada pelos braços fortes e receber muitos beijos. O  pequeno  Michael  olhava  divertido.  Demi abraçou-o  com  força, lembrando que também tinha sua vez, antigamente. Joe pensava a mesma coisa ao colocar Kate no chão e olhar incerto para Demi. Sentindo-se tímida, estendeu Michael e baixou os olhos. Joe compreendeu e deitou-se no sofá para brincar com o bebê. Naquele momento, a árvore de Natal ameaçou cair. Demi correu para segurar e ficou presa nos galhos. Joe levantou-se depressa, alcançou-a e colocou a árvore no lugar. Ela foi desembaraçada dos galhos, por mãos gentis e firmes. —Você arranhou o queixo — ele observou e abaixou a cabeça para pousar os lábios na pequena marca no canto da boca de Demi. Passou a língua com suavidade e ela sentiu um arrepio de desejo. —Olá — murmurou com suavidade, reparando que ela corava.

—Oi — ela respondeu, sem coragem de enfrentar seu olhar. Então a boca de Joe procurou a dela outra vez, para um beijo mais profundo e íntimo. O calor dos corpos envolveu-os e se entregaram sem reservas. A campainha tocou, forçando uma separação relutante, e os gêmeos foram abrir a porta para a avó, que já era esperada. —Sua mãe vai levá-los a uma celebração de Natal —Demi explicou.

—Vai mesmo? — ele respondeu, olhando-a com intensidade. — Bom — murmurou e beijou-a outra vez, devagar, suave, brincando com a língua em seus lábios. Jenny entrou na sala e parou ao perceber o que se passava. Demi nem escutou-a entrar.  Absorvida pelo  amor que pensara  perdido para  sempre, sentiu um calor sensual que se espalhava pelo corpo, abraçou Joe e se beijaram com paixão. Finalmente se separaram, sem fôlego. Jenny Jonas sorria para eles, com um brilho de esperança no olhar ansioso. Demi ajudou a colocar o agasalho nas crianças e Joe fixou a árvore no lugar Só então ela lembrou da reorganização que fizera no andar superior e mordeu os lábios pensando numa boa explicação. Despediram-se de Jenny e das crianças e subiram de mãos dadas até o quarto. Joe começou a afrouxar a gravata Demi o olhava nervosa.

—Joe... eu... — Ele não pareceu ouvir e foi para o banheiro. — Então...

—O que foi que aconteceu?... — Joe saiu para a porta, olhando-a, incrédulo.

—Eu precisava colocar meus pais em algum lugar. Era a única solução. — Estendeu  a  mão  agitada  pelo  quarto,  onde o  banheiro  brilhante  e limpo, ostentava a pia vazia. Também esvaziara uma parte de seu armário e colocara as roupas no de Joe.

—E nós dois vamos dormir em que quarto? — ele perguntou bravo.

Demi fez um gesto na direção da porta. —Vai dar tudo certo — ela disse nervosa. — Comprei duas camas novas para os quartos de Sam e Kate. Sua mãe pode dormir no quarto com Kate.  — Jenny sempre dormia lá na noite do Natal para ver as crianças abrirem os presentes logo cedo. —Vou dormir com Michael e você pode dormir no quarto de Sam. São só duas noites, Joe. Você sabe que se colocarmos os gêmeos no mesmo quarto nunca vão dormir.

—Que droga! — ele explodiu. — O que houve com você, Demi? Por que tenho de oferecer minha cama para os seus pais? Por que eles não podem dormir nas outras camas? Ou fez isto só para me irritar? Porque, se foi de propósito, vou avisar que estou no limite!

Demi sentiu-se injustiçada. —Desde quando meus pais causaram algum problema? Você os aguenta aqui só uma vez por ano. Pelo amor de Deus, tenha um pouco de consideração. Amanhã vão  dirigir  até  aqui  depois  de  trabalhar  o  dia  todo.  Eles  estão envelhecendo, Joe, não ficarão confortáveis com os gêmeos! — Joe sacudiu a cabeça muito bravo para conseguir escutá-la.

—Eu ainda não acredito no que você fez. Chego depois de uma semana infernal em Huddersfield, procurando um pouco de consolo em minha própria casa e o que encontro? Uma esposa vingativa que me expulsou do quarto. O que eu sei é que você não quis mudar para uma casa maior, por que então eu devo perder meu conforto? — O olhar acusador dele fixou o rosto de Demi. —Que droga, droga, droga!

—Por que não vai ficar com Lydia, então? Quem sabe ela te acomoda melhor?  — ela  disse,  irritada, e saiu do quarto sem dar tempo  para ele responder. Desceu para a cozinha e, em vez de colocar a louça na máquina, resolveu lavar tudo na tentativa de se acalmar. Duas mãos apareceram ao lado de sua cintura, prendendo-a contra a pia e uma boca cálida beijou-lhe a nuca.

—Desculpe — Joe murmurou, —eu não queria dizer nada daquilo.

Ela esfregou o prato com mais força. —Então por que falou?

—Porque... — ele não terminou a frase, preferindo beijar seu pescoço.

—Por que o quê? — ela insistiu, empurrando-o com o ombro.

—Porque fiquei desapontado. Só pensei em você naquela cama durante a semana inteira. Porque esqueci que seus pais viriam, porque não quero dormir no quarto de Sam. Quero dormir com você. Quero acordar na manhã do Natal com seu rosto ao meu lado. Existe mais um milhão de porquês, mas o mais importante é que está me tirando o único lugar onde me sinto próximo de você. Eu preciso daquela cama, Demi! — Com um movimento brusco, ela deixou o prato cair na pia e chorando, virou-se para abraçá-lo.

—Desculpe, Joe, estou tão infeliz!

—Eu sei — ele concordou, abraçando-a com carinho. Finalmente, ela parou de chorar e acalmou-se. Joe ergueu seu queixo com a mão.

—Minha mãe vai me matar se vir você assim. Basta um olhar e ela vai me culpar sem ouvir explicações.

Demi sorriu porque ele estava certo. Jenny ficava sempre do seu lado, mesmo se não tivesse razão.

—Você me desculpa? — ele perguntou e afastando uma mecha do cabelo loiro do queixo molhado. — Vamos fazer urna trégua e ter um Natal gostoso? Até desisto da minha cama, se te deixar feliz!

—E quem disse que isso me deixa feliz? — Abaixou a cabeça para procurar um lenço no bolso dele e não evitou um sorriso quando seus dedos tocaram de leve o sexo de Joe.

—Sua pequena provocadora! — acusou, divertido com o lampejo de humor da antiga e brincalhona Demi. — Uma trégua, por favor.

—Está bem. — Ele empurrou-a para fora da cozinha.

—Venha conversar comigo enquanto me troco. — Subiram, e Joe lançou um olhar cobiçoso para a cama.

—É claro que esta noite ainda podemos ficar no quarto — ela disse casualmente, e recebeu um beijo.

O Natal foi ótimo, mas passou depressa. Logo chegou a hora de Demi decidir se continuava o curso com Zac. Joe não comentou o assunto, mas sua opinião estava estampada no rosto sempre que a via desenhando. Por sua vez, ela queria tomar a decisão sem interferências. Aos poucos, voltaram a ser estranhos na mesma casa. Demi sabia que noventa por cento da culpa era dela. Joe era um homem muito sensual e sentia sua virilidade ameaçada porque ela não se satisfazia. Ele detestava as restrições que ela impusera: escuridão, silêncio e relutância em ceder aos instintos sexuais. Ao acordar, depois de uma noite particularmente desastrosa, decidiu que precisava fazer alguma coisa para salvar o casamento. Temia que, se Joe ficasse sob pressão outra vez, fosse procurar satisfação completa fora de casa. Isto lhe dava uma insegurança tremenda, mexendo com seus nervos a ponto de estar sempre com o estômago enjoado, sem nenhuma melhora, havia semanas.

Ao pensar em quantas semanas, sentiu o sangue congelar.

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HEEEEEEEEEEY como vão? eu vou bem! Desculpe decepcionar, Demi n disse nd à Lydia... Mas enfim, gostaram do capítulo? Estou procurando novas histórias para adaptar, faltam 3 capítulos para o fim #choremos! Bem, espero q estejam gostando! Respostas aqui' Vou indo agr, bjs, amo vcs ♥

10 comentários:

  1. Capitulo perfeito .. OMG. Sera que vem mais um baby por ai. Posta logo.. 8)

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  2. Ela ta gravidaaaa S2s2S2s2

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  3. DEMI TÁ GRAVIDA, TENHO CERTEZA.
    enfim, como eu tinha dito: não entendo a relação desses dois dskjhxcv a demi é muito fraca quando tá perto do joe, se rende facinho, facinho. eu não te culpo, demi. sei como é ç.ç
    posta logoooooooo pls. beijos

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    1. SUH VC ESTÁ CERTÍSSIMA
      nem eu, é a vida! demi é bobinha, mas n tem cmo culpá-la rçrçrçrçrçrç
      postado, bjssss ♥

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  4. DEMI ESTÁ GRÁVIDA, GRAVIDAAAAAAAA!
    SEGURA ESSE FORNINHO ROSANA, ESTOU SURTANDO \O/
    uma pena mesmo que o natal tenha passado rápido, eles estavam tão nho nho <3
    continuo achando que eles devem parar com essa putaria kkkkkkk
    sério, são duas cabeças duras... são dois orgulhosos' mas finalmente ela vai fazer algo para mudar isso! posso ouvir um aleluia? ALELUIA!
    esta perfeito, como sempre *u* beijos e posta logoooo
    p.s: faz um layout da jessie j pra mim? ( o nome da minha nova fanfic é o nome da nova musica dela, então... ) se você puder fazer pra mim... eu vou ser a criança mais feliz desse mundo! kkkkk TE AMOOO.

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    1. TODOS ME DIZEM ISSO
      OU MAI GODI
      psé </3
      tão msm, de brincadeira cá minha face
      obggggg ♥ bjs, postado!
      JÁ DISSE Q VOU FAZER ♥

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  5. Vontade de matar a Lydia, o Joe vai viajar mesmo? Sinto que Demi tá grávida, bem que as crianças poderiam armar algum plano para ajudar na reconciliação deles, são ideias bestas mas se tornam fofas porque são feitas por crianças kkkk
    Sam, xoxo

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    1. psé, vontade máxima! Ele já foi, voltou antes do natal :$
      tds sentimos, e tds sentimos certo!
      hm... será?
      CRIANÇAS SÃO MINHA PERDIÇÃO ♥
      bjsss

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