21.10.14

Unfaithful Husband - Capítulo 6

Dedicado à todas as anônimas lindas q estão smp comentando <3

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Se algum dia Demi o quê? Confusa com as palavras da sogra, foi para o banheiro se arrumar.
Se  algum  dia  Demi descobrisse  sobre  a  outra  mulher?  Bem, já descobrira.
Se algum dia ela decidisse mudar? Com cinismo, olhou-se no espelho, e foi como ver uma total estranha.
Lá estava ela, escondida. Sem coragem de tomar banho, com medo de estragar o cabelo e a maquiagem. Tolice. Joe sairia com ela só para acalmar a consciência culpada. Além do mais, ele achava que ia sair com a nova mulher que vira na sala e que era apenas uma ilusão atrás da qual Demi queria se esconder! Ouviu a porta do seu quarto abrir e fechar e o som dos passos de Joe indo para a escada. Com um suspiro, estendeu um dos vestidos novos sobre a cama para decidir se ousaria vesti-lo. Era um vestido sexy, de renda cor de vinho e o forro de seda negra. Colo e ombros ficariam expostos, bem como as costas,  porque  o  modelo  tomara-que-caia  era  bem  decotado  atrás.  Ao experimentá-lo na loja, a vendedora percebera sua indecisão por causa do decote e trouxera um bolero negro de veludo, de mangas longas, aberto na frente, deixando a curva sedutora dos seios exposta. Não sabia se devia colocar o vestido novo ou o antigo pretinho que sempre usava quando saía com Joe. Kate entrou no quarto e parou na frente do vestido com um brilho no olhar.

—Vai usar este vestido, mamãe? — perguntou com doçura.

—Ainda não decidi querida, talvez eu deva usar o meu vestido preto...

—Não, mamãe! O papai vestiu smoking e está lindo demais. E depois, o vestido preto é tão sem graça!

—Que seja o novo, então.

A  antiga  Demi também  era  sem  graça,  e  a  nova  decidiu  mudar.
Arrumou-se e desceu.
Kate estava com a razão. A figura de Joe era fascinante, não só pela roupa, mas pelo homem maduro e sensual que a vestia.
Ele estava de costas, servindo-se de um aperitivo, e não percebeu sua entrada na sala, deixando-a aliviada em ter algum tempo sozinha para acalmar o desejo que ele lhe provocava.
A imagem que Joe projetava sempre impressionava as pessoas. Um homem  confiante  que  também  intimidava,  pois  não  gostava  de expor  sua personalidade. Demi ficou intimidada pela primeira vez na vida. Na verdade, sempre pensara nele como o marido que amava. Agora, estava apreensiva na presença do homem com quem vivia há sete anos. Joe era um estranho que ela amara e com quem se casara. Será que ele tinha consciência de que ela não o conhecia de verdade? Que não sabia quem ele era, além das paredes seguras da casa? Ele virou-se e viu Demi, que sentiu uma pontada no coração ao perceber o olhar sem emoção que percorreu seu corpo e rosto. Reparou que Joe escondia seus sentimentos ao correr o olhar desde o novo corte do cabelo, passando pelo rosto cuja beleza era realçada pela maquiagem e detendo-se no corpo. O modelo do vestido acentuava suas formas perfeitas e graciosas. Então. sem aviso, ela  notou  um brilho  de emoção antes que ele se fechasse outra vez. Surpreendeu-se ao perceber dor no olhar. Por que um olhar triste ao ver a esposa vestida para sair com ele? Talvez fosse apenas culpa. Ele sabia que Demi jamais teria ido ao extremo de querer mudar tanto, se não a tivesse deixado insegura!

—Quer um drinque antes da sairmos? — Joe não ia fazer nenhum comentário sobre sua aparência. Demi sentiu-se apagar.

—Não, obrigada. Você... reservou mesa em algum restaurante? — O sorriso enviesado parecia zombar dela por algum motivo.

—Reservei. Vamos então? — Sentiu-se estranha sentada ao lado dele na BMW esportiva. Sempre saíam com a família no carro dela, uma perua equipada para a segurança das crianças.

—Aonde  vamos?  —  perguntou,  desanimada.  Joe mencionou  o restaurante de um dos clubes mais exclusivos de Londres como se fosse um lugar banal.

—A comida é ótima. Até para quem está sem apetite...

—Então já esteve lá?

—Umas duas vezes. — “Com  Lydia?”. O  simples  pensamento  deixou-a  retraída.  Se  Joe percebeu, não demonstrou. Seu humor também não era dos melhores. Chegaram ao clube e ele conduziu-a até o hall luxuoso.

—Boa noite, sr. Jonas.

Um homem apareceu do nada e inclinou-se para Demi que lhe sorriu. —Boa noite, Claude — Joe falava com familiaridade. —Obrigado por ter conseguido a mesa de última hora.

—O senhor sabe como é. Para certas pessoas, sempre temos lugar. Por aqui, por favor...

Joe conduziu-a pela cintura, num gesto íntimo. Demi tentou não se impressionar com a elegância do local e entraram num restaurante diferente de tudo que ela já conhecera. Nas  ocasiões  em  que  saíam  para  jantar,  sempre  frequentavam restaurantes locais, vestindo roupas informais para dividir um prato e uma garrafa de vinho com intimidade. No clube em que se encontravam, era impossível imaginar um jantar íntimo e informal.

—Você não gostou do lugar. — Ela ergueu o olhar para Joe.

—Parece ser bem agradável.

—Agradável — ele repetiu com ironia. — Este é um dos restaurantes mais famosos de Londres e você chama de agradável.

—Desculpe. Acha que eu deveria estar impressionada com o local?

—Não.

—Ou com sua facilidade em conseguir um lugar sem reserva antecipada? Cuidado Joe, ou posso pensar que tentando chamar minha atenção. E seria ridículo só de pensar, não é? — Ela relanceou o olhar pelo ambiente requintado, repleto de pessoas elegantes, e encarou-o. —Francamente, seria. Pensei que soubéssemos que você nunca precisou fazer nada para me impressionar. — Ele estava impaciente.

—Demi, eu não a trouxe aqui para discutir. Só queria...

—Um tratamento especial para mim? — ela perguntou irônica.

—Não! Eu só queria te agradar, mimar você!

—Mostrando como é sua outra vida?

—Que outra vida? O que quer dizer?

—A vida da qual não sei nada. Na qual você se sente perfeitamente à vontade.

—Você queria ir a uma cantina vestida assim? Teve muito trabalho para criar uma nova imagem, Demi. Este ambiente é ideal para ela. Você decide se quer ficar ou não.

Apesar de querer sair, percebeu, com tristeza, que o local combinava perfeitamente com Joe.

—E você prefere a nova imagem? — perguntou, curiosa.

—Gostei do novo corte do cabelo, mas não sei se gosto do motivo que a levou a cortar. Gostei do vestido. É lindo, como deve saber, mas não gosto do que ele faz à mulher que eu... — A  chegada  de  um  garçom  interrompeu-o.  Ele  colocou  uma  taça  de aperitivo para cada um e ofereceu os cardápios.

Joe agradeceu e dispensou-o de modo seco. —Você foi rude com ele. Por que agiu assim?

—Porque ele me interrompeu quando eu tentava te elogiar.

—Se acha que foi elogio... — Ele sorriu, um pouco irritado.

—Muito bem, está difícil acertar o assunto com você, Demi. — Ele inclinou-se depressa e pegou a mão dela. — Você é linda e não precisa que eu lhe diga. Por favor, não deixe de ser a mulher adorável que sempre foi, antes de resolver provar alguma coisa para mim!

—Eu não mudei para você, Joe. Fiz por mim. Já estava mais que na hora de crescer.

—Oh, não, querida! Está errada! Eu...

—Que surpresa! Joseph Jonas em carne e osso! —Uma voz sardônica falou atrás da mesa.

—Droga! — Joe sussurrou e apertou com mais força a mão de Demi, antes de soltá-La. Com o rosto transformado numa máscara sem expressão, virou-se para o intruso. —Zac — ele levantou-se —, pensei que estivesse nos Estados Unidos. Joe afastou a cadeira para cumprimentar o outro homem. Demi notou que ele devia ter a mesma idade de Joe. Era atraente, loiro, com olhos verdes sagazes.

—Voltei há algum tempo. Parece que é você que está fora de circulação. —O olhar curioso e interessado pousou em Demi. — Esta linda jovem seria a razão? O que aconteceu com a adorável L...?

—Minha esposa — Joe interrompeu, antes que ele completasse o nome — Demi. — Ela percebeu que Joe relutou em liberar o espaço para que Zac a cumprimentasse. —Este é Zac Callum. Usamos os serviços do mesmo escritório jurídico.

Zac lançou um olhar especulativo para Joe e Demi pensou tê-lo ouvido murmurar alguma coisa ao passar e abaixar-se para cumprimentá-la. Não deu muita atenção, pois estava concentrada em lembrar de onde conhecia o nome. Ele era o cartunista político, mordaz e cruel, do jornal Sunday Globe. Era hábil em descobrir o ponto fraco das pessoas e transformá-las em motivos de chacota.

—Não me admira que Joe tenha desaparecido nos últimos tempos. — Zac tomou a mão de Demi nas suas e disse com voz sedutora: — Com certeza, seu gosto apurou muito, Joe. — Ele se referia a Lydia. Demi respondeu por Joe, sem condições de falar, de tão tenso que estava.

—Obrigada. Conheço e aprecio seu trabalho, sr. Callum.

—Uma fã? Fale mais... —Ele ia puxar uma cadeira vazia quando uma voz seca interrompeu:

—Zac, querido, não está se esquecendo de nada? Mostrando uma expressão de pesar para Demi, ele virou-se para a mulher.

—Desculpe, mas  precisa  entender.  Este  é  um  momento  para  ser saboreado. Este homem, entre todos os homens, rendeu-se ao casamento. — Passou a mão pela cintura da mulher, puxando-a para mais perto. —Claire, apresento Joseph Jonas, de quem já ouviu falar, com certeza.

—E quem não ouviu? Todos nós esperamos em suspense pelo desfecho do caso Harvey. — O caso Harvey. Demi baixou os olhos, pensando ser a única pessoa no mundo que não sabia como o caso era importante.

—Prazer em conhecê-lo — disse Claire. Joe cumprimentou-a com um sorriso distraído. Sua atenção estava concentrada em Zac Callum, que continuava a olhar para Demi, sem disfarçar o interesse.

—Gostaríamos de sua companhia, mas, infelizmente, já fizemos o pedido — mentiu Joe. —E... — ele não continuou, e ficou óbvio que não desejava intromissão.

—Não se preocupe. — Zac deu um sorriso malicioso. —Não queremos interromper os recém-casados. Joe abriu a boca para contestar, então percebeu o olhar de Demi e calou-se.

Não! Os olhos dela imploraram. Não diga a verdade. Zac sabe a respeito de Lydia. Não permita que eu faça papel de tola, dizendo que é casado há sete anos, que tem filhos, quando ele sabe sobre sua amante! Ele sorriu sem graça e desviou o olhar. Engoliu em seco, frustrado com a cena inesperada. Então Joe teve uma atitude estranha. Aproximou-se dela, segurou seu rosto nas mãos e, na frente da melhor e mais esnobe sociedade londrina, inclinou a cabeça e beijou-a com paixão. Quando afastou-se, aparentava tanto pesar, que ela ficou com os olhos marejados.

—A lua-de-mel ainda não terminou — zombou Zac. —Vamos, Claire, creio que devemos deixar os dois pombinhos a sós.

—O que quer comer? — Sentindo-se desnorteada pelo beijo inesperado e a expressão reveladora nos olhos de Joe, Demi forçou-se a prestar atenção nas palavras dele. Ele voltara a sentar e olhava-a de modo intenso.

—Eu... — Olhou para o cardápio na sua frente, sem conseguir enxergar. O coração batia descompassado e seus lábios ansiavam por outro beijo. — Eu... não sei, peça para mim.
Com um sorriso, ele chamou o garçom e fez o pedido. Demi olhou pelo salão, mas as pessoas em volta estavam entretidas na própria conversa. Ninguém notara o beijo. Controlou-se para falar sem emoção. —De onde conhece Zac Callum?

—Ele  herdou  algumas  empresas  pequenas  do  pai.  Como  não  queria trabalhar no ramo, vendeu-as para mim.

—Gosto do trabalho dele. Eu era muito boa em desenho e posso apreciar o dom que ele tem.
—Também gostou do charme dele, não é? — Demi surpreendeu-se com o tom de ciúme na voz de Joe.

—Foi por isso que me beijou daquele modo? —Ele olhou para você com cobiça. Só quis deixar bem claro a quem você pertencia.

Ela  era  propriedade  de  Joe,  mas,  aparentemente,  ele  não  lhe pertencia.

—Neste seu  mundo social existe alguém que saiba sobre mim e as crianças?


—Minha vida particular não é da conta de ninguém. Meu envolvimento com estas pessoas é puramente profissional. Agora vamos mudar de assunto? A não ser que tenha achado o charmoso Zac Callum mais agradável que minha companhia. Neste caso, posso chamá-lo de volta e vocês dois vão se deliciar alimentando o ego um do outro! — Oh! Ele estava doente de ciúme! Demi sentiu-se mais confiante.

—Bem, pelo menos ele não criticou a companheira cada vez que ela abriu a boca — reprovou-o docemente, satisfeita ao ver que ele corava. A entrada foi servida, acalmando o impulso de discussão que os dominava. Joe pedira uma mousse de salmão que Demi comia deliciada, esquecida da falta de apetite. Quase no fim do prato, ele tocou gentilmente em sua mão.

—Demi, vamos tentar fazer com que esta seja uma noite agradável para nós dois? Não quero discutir mais. Eu só desejo...

—Joe, que prazer encontrá-lo aqui! A expressão dele ficou irritada, e ela sentiu-se desapontada com a interrupção, pois era com prazer que percebia urgência em seu olhar.
Desta vez, ele nem se levantou para falar com o casal de meia-idade que parou ao lado da mesa. Também não apresentou Demi. Apenas cumprimentou-os com fria educação e eles se afastarem depressa.

—Entende agora por que não gosto de trazer você a lugares como este? Ficamos sujeitos a interrupção a noite toda.

—E qual é o problema?

—Quando saio com você, quero tê-la só para mim. — No fundo, ele tinha razão. Foram interrompidos pelo menos mais três vezes durante a refeição. Depois do café, Joe levantou-se e estendeu a mão para ela. —Venha. Vamos até a boate do clube. Pelo menos enquanto dançamos ninguém vai interromper. Entraram em uma sala escura. Da entrada, Demi enxergou apenas o outro lado, o bar e um pequeno palco onde um grupo de músicos tocava jazz. Joe conduziu-a até a pista e tomou-a nos braços. Na mesma hora foi assaltada pelo sentimento de estar nos braços de um estranho. Não evitou um suspiro. Eh; percebeu a tristeza e fez mais pressão na mão que segurava. A outra mão dele subiu da cintura para as costas, por dentro do bolero, para aproximá-la  mais e então parou. Ambos ficaram imóveis  quando os dedos entraram em contato com a pele nua e quente. Demi esquecera  o modelo  do vestido  até aquele  momento.  Tentou afastar-se, mas ele não permitiu e puxou-a ainda mais perto.

—Déjà vu — sussurrou em seu ouvido, e ela engasgou ao perceber o significado.
A primeira  vez que dançaram, usava uma mini blusa sob a qual ele
também enfiara os dedos, provocando o mesmo frêmito de desejo.
Dançaram  colados,  a  mão  de  Joe acariciando  suas  costas  num movimento sensual.
Ela quase podia escutar-lhe as batidas do coração enquanto uma onda de calor e desejo inundava seu corpo. Percebeu o sexo de Joe contra o ventre e suspirou. A cabeça morena inclinou-se e ele roçou os lábios em seu pescoço. —Nada  mudou entre  nós.  Depois  de tantos  anos,  ainda  temos  este incrível efeito um sobre o outro. — Ele tinha razão. Com um suspiro, Demi permitiu-se fazer o que mais ansiava e ergueu os lábios para beijá-lo. Pela  primeira  vez,  depois  de  várias  semanas,  fazia  um  movimento voluntário na direção dele. Joe tremia. —Vamos para casa — ele disse com a voz rouca de desejo. —Quero muito mais que dançar com você. — Então uma voz familiar e cruel se intrometeu, e Demi sentiu o coração fraquejar.

—Ora, ora, se não é o dom-juan em pessoa, com uma nova conquista... — Demi fechou os olhos ao reconhecer a voz e baixou a cabeça no ombro de um Joe, estático.

—Ei, querida, não sabe que ele é casado? — provocou a voz cruel. Sem dúvida, Mandy não a reconhecera. —Há sete longos anos — ela continuou, sem piedade. —Com uma mocinha bonita, mas sem graça, que está em casa cuidando dos três filhos, enquanto o marido faz charme para qualquer mulher que se ofereça.

—Ah, qualquer uma não, Amanda — Joe interrompeu cínico. — Afinal de contas, sempre desprezei você. — Então Mandy tentara seduzir Joe? Demi encarou o olhar sarcástico do marido e entendeu por que os dois se detestavam.

—Os homens devem tomar cuidado com mulheres repudiadas, Joe. Afinal, o desprezo transforma-se em nossa arma mais destrutiva.

—Que você usou com perícia, direto no alvo mais fraco!

—E, por falar nisso, como está a pobre Demi ? Ela sabe que você já arranjou uma substituta para Lydia?

Demi ouvira o suficiente. Livrando-se do abraço apertado de Joe, virou-se e encarou a ex-melhor amiga com frieza. O rosto de Mandy ficou pálido e, sem mais uma palavra, ela virou as costas e foi embora. O fim da noite revelou-se um desastre. Em silêncio, o casal deixou o clube e andou até o carro.

No caminho, Demi não se conteve. —Quanto tempo?

—Anos.

—Chegou a ter alguma coisa com ela? — perguntou, observando as mãos dele crispadas na direção, sentindo-se ofendido, mas aceitando o direito que ela tinha de saber.

—Não, nem em pensamento.

— Por quê?

—Ela me deixa gelado.

—Então, por que não me contou nada?

—Para arruinar a confiança que depositava na sua melhor amiga? Demi, sempre deixei bem claro que nunca suportei Mandy.

—Eu sei, mas também nunca desencorajou nossa amizade. Uma palavra que me dissesse a respeito de como ela estava me usando para te abordar, e esta cena ridícula teria sido evitada.

—Acha que eu teria coragem de contar, sabendo como você ficaria magoada? — A expressão dele era preocupada.

—Seria muita maldade da minha parte. — Sem ao menos falar com Jenny, Demi subiu para o quarto assim que chegou em casa.

—Estou com dor de cabeça, por favor, desculpe-se com sua mãe por mim. — Na verdade, não era só a cabeça que doía. Quando Joe entrou no quarto depois de ter levado a mãe para casa, ela ainda estava acordada, mas fingiu dormir e concentrou a atenção nos movimentos dele. Ele foi para a cama nu, como sempre dormia. Deitou de costas, com as mãos servindo de apoio para a cabeça, e ficou olhando o teto escuro, enquanto Demi ficava imóvel a seu lado. No fundo de seu coração ferido, ela desejava que o destino mudasse e desaparecesse com as últimas semanas. Ficaram muito tempo imóveis, em silêncio, até que a tensão tornou-se insuportável.  Joe deu  um  suspiro  e virou-se  para  alcançá-la.  Demi se entregou com avidez, e fizeram um amor desesperado e silencioso.
 Lydia  apareceu  como  um  fantasma,  esfriando  seu  corpo  quando acreditava estar chegando ao clímax. Joe percebeu  a mudança  e ficou imóvel, observando-a lutar com a assombração que a magoava. Demi  lutou com todas as suas forças, os olhos apertados contra as lágrimas, os lábios insaciáveis e as mãos travadas nos ombros de Joe. Sentiu o corpo pronto e percebeu que conseguira afastar Lydia. Com um tremor, puxou-o pelo quadril.

—Demi — ele sussurrou ao penetrá-la. Apenas Demi, inúmeras vezes, compreendendo que ela lutara e vencera a batalha por causa dele.

Quando acabou, ela sentiu-se solitária e vazia.
Joe ficou muito ocupado com outro caso e precisou passar algumas noite fora de casa. Estava negociando com uma pequena construtora perto de Huddersfield. Apesar de acreditar, Demi atormentou-se com ideias que sabia serem injustas. Ele não fez comentários, compreendendo o que se passava em sua mente. Queria a confiança que ela não conseguia mais ter, o que contribuiu para que o casamento continuasse em crise durante semanas. Uma tarde, leu uma notícia no jornal que deixou-a inquieta. Zac Callum faria uma palestra aquela noite sobre seu trabalho, na escola de Artes, e a entrada era aberta a todos os interessados. Como Joe estava fora, decidiu pedir para a mãe ficar com as crianças e participar. No fundo, compreendia que a necessidade de ferir o marido era maior que a vontade de assistir à palestra. Culpa dele, Demi  pensou ao estacionar o carro. O fato de saber que ele sentia ciúme de alguém como Zac Callum a incentivara a sair de casa. Sentou-se no fundo da sala, sem esperar que Zac a reconhecesse ou lembrasse dela. O encontro entre eles fora breve. Mas ele reconheceu-a e lembrou-se na hora. Caminhava para o palco, relanceando o olhar sorridente pela plateia, quando a viu. Parou, encarou-a, e Demi corou ao ser alvo do sorriso de reconhecimento na frente de todos. Sorriu de volta com timidez e afundou-se na poltrona.
A palestra começou, e logo se sentiu relaxada, a atenção fixa no modo inteligente e sutil como Zac conduzia o assunto. Várias vezes,  ele notou que ela acompanhava as risadas com a plateia e lançou lhe olhares de reconhecimento, que fizeram bem ao seu ego tão magoado nas últimas semanas.

A palestra terminou e, antes que tivesse tempo de se levantar, Zac aproximou-se.

—Demi, que gentileza ter vindo!

—Adorei a palestra — disse com um sorriso tímido. —Foi empolgante.

—Você estuda aqui?

—Não! — Ela  corou.  Não lhe  ocorrera  que ele  pudesse  supor que fosse  uma estudante. Lembrou-se então que vestia calça jeans desbotada e um suéter de linha, além de estar sem maquiagem. —Moramos aqui perto. Li sobre a palestra no jornal e decidi vir em cima da hora.

—Veio sozinha?

—Sim, Joe está viajando a negócios.

—Ah! Está interessada em política? — ele perguntou, com um sorriso estranho.

—Em arte, caricatura. Eu desenhava bem, acredite ou não, quando tinha tempo, antes de ser esposa e mãe.

Droga! Zac acreditava que era recém-casada. Agora olhava para ela com expressão confusa. Por sorte, foram interrompidos por um estudante que queria fazer algumas perguntas.
Demi decidiu aproveitar a oportunidade e ir embora. Virou-se, mas seu braço foi seguro por Zac.

—Não vá. Preciso me despedir dos organizadores e, se puder me esperar, gostaria de tomar um drinque com você, num pub que aqui perto.

Demi hesitou. Sair com um homem que não era seu marido para tomar um aperitivo? As pessoas achavam normal. Joe fazia isso o tempo todo! Queria saber mais sobre o trabalho que ele desenvolvia e resolveu aceitar o convite.

—Obrigada, vou esperar na porta. Para sua surpresa, foi Zac que hesitou, e o mesmo olhar especulativo da primeira vez que se encontraram passou pelos olhos dele. Logo concordou e soltou seu braço.

—Encontro você em cinco minutos.

Passaram uma hora agradável. O lugar estava lotado com os participantes da palestra, e sentaram-se nas banquetas do bar.
A conversa fluiu de modo agradável e interessante. Zac permitiu que Demi falasse sem interrompê-la, e ela, que estava tímida em princípio, colocou as ideias com facilidade.
O nome de Joe só foi mencionado na hora de partirem.

—Há quanto tempo está casada? — Zac perguntou.

—Sete anos. Temos três filhos, dois garotos e uma menina. E não pense que é só o que fazemos. Sammy e Kate são gêmeos.

Ele sorriu com o gracejo. —Quero me desculpar pela primeira vez que nos encontramos. — Zac falava de sua menção à outra mulher com Joe. Demi sentiu uma pontada no peito, e não aceitou as desculpas.

—Não é preciso. Você foi apenas franco. Eu e Joe é que agimos errado. Boa noite, Zac — ela acrescentou, antes que ele pudesse falar. Não queria conversar sobre aquela noite, nem saber a opinião dele. — Gostei muito da companhia, obrigada.

Caminharam até o estacionamento. —Escute, estou pensando em ministrar um curso de caricatura aqui na escola, durante doze semanas, uma noite por semana. Estaria interessada em participar? — ele perguntou. —Não sei. Acredita que haja interesse suficiente na escola, para valer a pena para você? — Ele riu da ingenuidade dela. Sendo uma celebridade, o interesse das pessoas em seu trabalho era o de menos. Fariam o curso porque Zac Callum seria o professor.  —Tenho certeza de que vai gostar, Demi — disse com suavidade. — Prometo para você. — Com uma sensação estranha no estômago, percebeu outra intenção nas palavras de Zac, que não escondeu a atração que sentia. Encorajaria o relacionamento mesmo sabendo do perigo potencial que havia? Não, sua vida já estava bem complicada. Era uma pena, pois, apesar de o professor não atraí-la, a ideia do curso de caricatura era tentadora.

—Pode me avisar quando decidir e pensarei a respeito.

(...)

—Zac Callum dando um curso na Escola de Artes? Por que ele haveria de se importar com os estudantes daqui? —Joe perguntou, com um sorriso de escárnio.

—Talvez porque ele se importe com as pessoas — Demi respondeu, ofendida com o tom de voz.

O fato de ter saído uma noite sem seu conhecimento, ainda mais para ver Zac Callum, irritou Joe.

—E como soube que ele faria a palestra?

—Li no jornal. Você já comeu? — ela perguntou, para mudar de assunto. — Quer que eu prepare um lanche?

—Não! Quero falar sobre sua saída com Zac Callum — ele rosnou.

—Eu não saí com ele! Apenas assisti a uma palestra! O que está tentando dizer, Joe? Que foi um meio que arrumamos para nos encontrar?

Era exatamente o que ele estava pensando.

—Ele é bem capaz disso! Não disfarçou o interesse desde o primeiro momento que a viu!
Meu Deus! O poderoso Joseph Jonas demonstrava receio que sua jovem esposa quisesse outro homem!

—Você é a pessoa não confiável neste casamento, Joe — ela lembrou-o com rispidez. — Não eu!

—Mas você pode querer se vingar.

—Eu acho que sua consciência culpada está te deixando paranoico. Não faça comparação entre nós.

Deliberadamente, ignorou a voz em sua mente, dizendo que não estava sendo sincera.

—Não estou comparando — ele disse, a caminho do bar para se servir de um uísque.

—Então o que estava fazendo?

—Na verdade... Na verdade eu não tenho a menor ideia. Está mesmo decidida a fazer o curso?

—Não vai querei bancar o marido dominador e me impedir se eu decidir fazer, não é?

—Se eu tentar convencê-la a  não fazer, vai me dar ouvidos?

—Não. — Ele baixou a cabeça

—Então não vale a pena tentar, não é mesmo? — Joe saiu  da  sala  deixando-a  num  turbilhão  de  emoções.  Mágoa. Qualquer que fosse o relacionamento com ele: brigando, fazendo amor ou até ignorando, cada vez que ele se afastava só conseguia sentir mágoa. Passara tantos anos vivendo para ele, que não sabia viver para si mesma. Por isso, decidiu fazer o curso quando Zac ligou, avisando que estava tudo resolvido.

(...)

Algumas semanas mais tarde, ela saiu de casa para a primeira aula. Joe não disse urna palavra, mas ela sabia sua opinião. Quando voltou, ele nem esperou pela escuridão do quarto para procurá-la. Tão logo entrou em casa, tomou-a nos braços e levou-a para cama e, apesar de estarem famintos de desejo, mais uma vez ela não chegou ao clímax.
O dom de Demi para a caricatura desabrochou com as aulas, e até Joe se divertia com os desenhos que ela fazia das crianças. Zac era sempre encorajador. Durante as aulas não fazia referências pessoais. Só quando iam até o pub para um aperitivo depois do curso é que dava um jeito de sentar ao seu lado e mostrar o interesse crescente. A maior parte do tempo, Demi tentava ignorar, queria apenas aprender tudo que ele tinha para ensinar sobre desenho. Seu medo era ter de desistir se ele se tornasse inconveniente. O Natal estava próximo e Demi ficou ocupada com os preparativos. Compras, decoração e a ceia que fez aos poucos e congelou, enchendo a casa com aromas tentadores a cada dia. Joe estava mais ocupado e preocupado. A única concessão que fazia era saírem algumas noites. Iam ao cinema, teatro, clube e restaurantes. Ela manteve o corte de cabelo, mas usava as roupas sofisticadas só para algum programa especial. A  vida  corria  normal,  mas  a  tensão  no  casamento  afetou  o comportamento de Demi. Cansava-se facilmente, irritava-se com pequenas bobagens e chorava sem motivo aparente. A família se preocupava e ansiava pela antiga e calorosa pessoa que conheciam. Uma noite, quando ia sair para o curso, o carro não quis pegar. Joe trabalhava em Huddersfield e só voltaria tarde. Jenny ficara com as crianças. Uma chuva de granizo caía, e Demi olhou relutante para a casa, O certo seria entrar e chamar um táxi, mas estranhamente não queria voltar agora que tinha escapado.  Percebeu  que  estava  vendo  seu  próprio  lar  como  uma  prisão emocional. Com um suspiro, colocou o capuz do pesado casaco e andou até a pista para  tomar  um  ônibus.  Chegou  no  curso  molhada  até  os  ossos,  o  cabelo encharcado e o rosto branco de frio. Os amigos de classe começaram a ajudá-la. Uma enxugou seu cabelo com uma toalha de papel enquanto outro tirou suas botas e as meias molhadas.

—Meias de homem! — alguém gritou, fingindo estar horrorizado. — A bela dama usa meias grossas de homem por dentro das botas femininas!

Todos riram e Demi também, sentindo-se solta e livre pela primeira vez em semanas. Sua blusa estava molhada e Zac tirou o próprio suéter de lã preta para ela vestir. As garotas da classe fizeram uma barreira protetora contra os olhares masculinos. Quando ficou pronta, as roupas molhadas foram colocadas na frente do aquecedor e Demi não vestia nada além da lingerie, sob o suéter que batia em seus joelhos. A aula acabou e as roupas continuavam úmidas. Zac ofereceu uma carona direto para sua casa em vez de irem ao pub, e Demi aceitou, apesar de ficar alerta com a expressão dele. Entraram no carro esportivo e ela relaxou, confortada pelo ar quente.

—Está melhor? — ele perguntou.

—Sim, desculpe fazê-lo perder o aperitivo.

—Não tem problema, prefiro ficar aqui com você — ele disse com a voz rouca. Um calafrio percorreu seu corpo.

—Na próxima pode virar à esquerda. — Ela mudou de assunto.

—O que Joe acha de você estar comigo toda quarta-feira à noite? — Demi engoliu em seco. Não queria falar sobre Joe, nem baixar sua guarda.

—Ele me dá o maior apoio — disse, rindo da mentira. Joe detestava que ela fizesse o curso e detestava vê-la sempre com o caderno de desenho na mão, lembrando-o quem era o responsável por sua volta às artes.

—Mas ainda não fez nenhuma caricatura dele. Já desenhou todos da família, menos Joe.


—Ele não é um bom modelo — ela disse. — Agora pode seguir reto até a próxima bifurcação.

—Joe? Pois acho que ele é o modelo ideal, um demônio nos negócios e um homem comum em casa. Um ótimo tema para uma caricatura misturando os dois. Não concordou. No momento, não via nada de engraçado em Joe. Há algum tempo teria se deliciado fazendo a caricatura dele, agora não mais.

—Um dia desses vou fazer. Chegamos. Minha casa é aquela branca com a BMW preta na frente. — Joe já estava em casa. Sentiu um arrepio que não era de frio. Zac parou e desligou o carro. Podiam escutar o barulho da chuva nos vidros. Ele virou-se no banco para olhar Demi e ela encarou-o. —Bem, obrigada pela carona — disse, sem fazer nenhum movimento para sair do carro. Sentia-se presa numa armadilha pela expressão de Zac, pelo calor do carro e pela própria sensação de desejo.

—Foi um prazer — ele disse, ausente. A  mente  dele  estava  longe,  procurando  no  rosto  de  Demi um sentimento que ela não sabia se aparentava ou não. Logo percebeu que sim, pois Zac inclinou-se e beijou seus lábios com suavidade. Não correspondeu nem se afastou. A mão dele acariciou seu rosto, o polegar tocando seus lábios para que abrissem. Subitamente, ela teve certeza que não era o que queria e afastou-se. Ele deixou-a  ir,  encostando-se  no  assento  e olhando-a  através  dos  olhos semicerrados.

—Desculpe — ela murmurou, confusa.

—Do quê? — Demi não conseguiu responder, só queria estar fora do carro e começou a abrir a porta.

—Você quis ser beijada, Demi — Zac disse com suavidade. —Não importa o que pense, lembre-se de que desejou o beijo tanto quanto eu.

Ele tinha razão, e ela corou de culpa. Quisera o beijo para sentir como seriam outros lábios que não os de Joe sobre os seus.
Agora sentia-se infantil e irritada por ter deixado acontecer. Não queria que Zac pensasse que haveria lugar para ele em sua vida. Joe era o único homem que amava. Que droga! Amava-o com mais paixão a cada dia! Correu para a casa debaixo da chuva e só então pensou se Joe vira sua chegada. Olhou para as janelas e não viu movimento atrás das cortinas. Com certeza, ele esperava que ela viesse de ônibus e não deu atenção ao barulho do carro de Zac. Joe não estava na sala. A porta de escritório permanecia aberta e nem sinal dele. Demi encontrou-o na cozinha.

—Chegou mais cedo do que eu esperava — ela disse casualmente ao entrar. Charmoso, vestindo jeans e uma camiseta preta, ele ignorou o comentário dela e suas mãos tremeram um pouco ao colocar água na chaleira.

—Chamei um táxi para levar minha mãe. Ela ficou preocupada ao ver seu carro na porta e você desaparecida. Poderia ter avisado que mudou de ideia.

—O carro não pegava, então decidi ir de ônibus. Não imaginei que Jenny fosse ficar preocupada. Amanhã ligo para me desculpar.

Silêncio.
Joe parecia concentrado na preparação do chá e nem lhe dirigiu o olhar. Demi percebeu que ele estava bravo por algum motivo. Teria visto algo?

—Estou ensopada — disse num esforço para parecer normal e corando de culpa. —Vou subir e tomar um banho quente. Você já comeu? Posso fazer seu jantar...


—Não! — falou com tanta violência que ela afastou-se. Observou-o recuperar o controle e respirar fundo. —Não. — repetiu devagar. —Eu já jantei, obrigado. — Ela sentiu um frio na espinha, sem saber se era medo ou culpa. Subiu e deitou-se, preparada para enfrentar Joe quando subisse para o quarto. Ele não subiu. Joe não entrou no quarto aquela noite.

x-x

Heeeeeey! Estou muuuuuuito feliz! 10 comentários, nem to acreditando <3 Vejo q estão gostando msm, hein! Essa história n tem hot, desculpem meninas! Mas vale a pena ler até o fim! Esse capítulo é enorme perto dos outros, tinha até pensado em dividir ao meio :$ Bom, gostaram do capítulo? Comentem! Estou ficando mimada com os tantos comentários <3 Amo ler cada um! Respostas aqui' Bjs, amo vcsss ♥

16 comentários:

  1. eu sinto um misto de emoção lendo essa fic, estou com ciumes do Zac, com raiva do Joe e ao mesmo tempo da Demi por serem cabeçaa duras! Amo o fato de vc postar sempre!!!
    Sam, xx

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    1. Ah sim, eu também! Zac ainda vai aparecer mais... Realmente, dois cabeças duras! Awn, obg ♥
      bjssssss <33

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  2. Meeeu pai, posta outro logo se nao vou ter um treco kkkk

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  3. To amando a fic, confesso que queria ver o Joe sofrendo mais, o fato dele fingir que nao se importa é irritante kkk
    Posta logo
    Bjo

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    1. compartilho ctg o msm sentimento! sdhgdsagh
      Postado!
      bj bj bj <3

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  4. the bitch is back!
    fiquei sem comentar pq os dias foram corridos pra mim :(
    olá, tudo bem? eu estou indo, obg.
    olha eu não sei como dizer, mas... EU ESTOU SIMPLESMENTE AMANDOOOOOOOO! de um modo como nunca amei qualquer outra fanfic, sério. eu sinto tanta coisa quando estou lendo, fico até arrepiada x-x nem piscava enquanto devorava esse capítulo.
    agora, vou arriscar... o joe viu aquele beijo? eu acho que viu, pelo simples fato dele estar puto!
    voltando um pouquinho, EU QUERO MATAR ESSA MANDY! porra, ela queria o joseph... queria o corpo NU dele! rsrsrsrs' pois bem, eu espero que eles parem de putaria e voltem a ser um casal lindo e maravilhoso <3 kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    beijos e posta logoooooooo.
    TBM TE AMO :)

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    1. senti sdds *o*
      eu entendo, tb estão corridos para mim! Estou tentando me atualizar nos blogs de tds os jeitos!
      td sim...
      AWN ♥ gente, eu to hdsgfhdsg <3333
      hmmmmm, ele está putão msm hgsdhgdf
      EU ME ESPANTEI QD VI Q A MANDY TINHA FEITO ISSO, ESSA CACHORRA!
      quem n queria? rçrçrçrçrçrç
      em breve, pretty girl, em breve...
      postado!
      TE AMO MT ♥

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  5. essa fic me surpreende cada dia mais. não consigo parar de ler! eu quero, eu preciso de mais, pelo amor de deus, posta logo!
    o que o joe vai fazer?? ele viu alguma coisa? mdsss tá muito perfeito. a demi tá se sentindo culpada, acho é bem feito pra ela sdkfjvhxcbv o joe fica um tesão com ciumes, ai
    posta logooo! beijos te amo ♥

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    1. ai suh, to mt feliz com as suas palavras, elas são mt importantes, sério!
      hmmmmmm, será? SUH, Q ISSO mas deve ficar msm jsadgghfad
      postado, tb te amo ♥ bjsssss

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  6. to a fim de matar o joe. pq ele nao diz o que ele sente? ponto final.
    posta logo, to muito anciosa. beijos

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    1. psé, lerdeza msm! postado! bjssss ♥

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  7. Você merece todos esses comentários, sua fic é perfeita, agora posta logo kkkkk'

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    1. MUITO OBRIGADA ♥ postado <333333333

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  8. Fic maravilhosa, posta mais!

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