16.10.14

Unfaithful Husband - Capítulo 2


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Joseph preparou-se  para  enfrentar  a  esposa,  que  o  esperava  com paciência.
Demetria sentia-se estranhamente calma, o coração batia compassado e as mãos repousavam no colo.
Joseph entrou na sala. Estava sem o paletó e afrouxara a gravata. Sem olhar para ela, seguiu direto para o bar onde, entre várias bebidas, estava uma garrafa de seu uísque preferido.

—Quer uma dose? — ele perguntou. Demi negou com a cabeça. Joseph percebeu a negativa mesmo sem virar-se e não insistiu. Serviu-se de uma dose dupla e sentou-se numa cadeira na frente dela.

—Que amiga leal você tem — foi como começou o assunto. “Pena que não possa dizer o mesmo do meu marido”, ela pensou. Os olhos dele estavam fechados. Não conseguia encará-la. Estendeu as pernas fortes na frente do corpo e manteve o copo de bebida seguro no meio das duas mãos. Os dedos eram longos e fortes e as unhas absolutamente limpas. Aliás, tudo nele era limpo e elegante. Tanto o corpo como seus objetos pessoais.  Bons ternos, sapatos finos, camisas feitas sob medida e caras gravatas de seda. A palidez do rosto não diminuiu sua beleza e charme. Joseph ia fazer trinta e dois anos. O amadurecimento dera-lhe uma expressão de força e autossuficiência.  Era um homem bem-sucedido e controlado.  Sempre tivera autocontrole, raramente perdia a paciência ou se irritava quando as coisas não aconteciam a seu modo. Possuía a rara virtude de encarar um problema, colocar os pontos negativos de lado e lidar com os positivos. Provavelmente era o que fazia no momento, procurando descobrir os estragos que o telefonema poderia ter feito a seu casamento e tentando encontrar os aspectos positivos do acontecido. Esta habilidade fizera com que Joseph Jonas chegasse à presidência das Empresas Jonas, uma organização que ele criara e que se expandira nos últimos anos, englobando companhias menores, ajustando-as ao mercado para torná-las mais rentáveis e depois as vendendo com lucro. Construíra seu império, mantendo os negócios na linha divisória entre o sucesso e o prejuízo, sem, no entanto, colocar sua família e o que conseguira para eles sob qualquer risco. Cercara a família de luxo e mimo.

—E agora? — ele perguntou subitamente. —Você é quem deve falar. — Com certeza, Mandy ficara apavorada com a reação que a amiga pudesse ter.  Talvez imaginasse suicídio ou qualquer outra tragédia. Só o medo a forçaria a contar tudo a Joseph. —Aquela imbecil! Se não se intrometesse, você seria poupada disso. Já tinha acabado — disse Joseph, muito tenso, enquanto apertava o copo nas mãos. — Se ela ficasse quieta, logo saberia que estava tudo terminado! Mas não, ela sempre quis acabar comigo, só não imaginei que fosse jogar tão sujo e envolver você! Pelo amor de Deus, diga alguma coisa! — Demi assustou-se. Joseph  raramente erguia a voz com ela. Percebeu que estivera ali, sentada, como se estivesse em outro mundo.

—Quero o divórcio — disse e surpreendeu-se tanto quanto Joseph, porque tal ideia nunca lhe passara pela mente. —Pode sair da casa.  Fico aqui com as crianças.  Você está rico o suficiente para nos sustentar.

—Isto é tolice e não uma resposta! — ele gritou.

—Não grite! Vai acordar as crianças. — Joseph levantou-se e encarou Demetria, mas não conseguiu sustentar seu olhar.

—Escute... — ele disse um momento depois, tentando manter o controle — não aconteceu nada do que imagina ou do que sua “amiga” falou! Foi só uma escapada tola, que terminou antes mesmo de começar. Eu estava sob pressão no trabalho, o caso Harvey poderia pôr a perder tudo o que consegui. Precisava trabalhar dia e noite para ficar na frente dos concorrentes. Você estava se recuperando do parto e, de repente, eu estava passando mais tempo com ela do que em casa. Então os gêmeos tiveram sarampo e você não quis uma enfermeira para ajudar. Estávamos longe a maior parte do tempo. Fiquei preocupado com seu cansaço, com a doença dos gêmeos, com Michael que não dormia mais que meia hora seguida. Não quis sobrecarregá-la com problemas de trabalho... — Joseph falava de meses atrás, quando tudo que ela achou que poderia dar errado realmente deu. Jamais imaginou que um caso de seu marido com outra mulher também fosse fazer parte de sua lista de problemas! —Demi... — ele sussurrou — nunca pensei em trair você! Mas ela estava lá quando precisei de uma companhia e você não...

—Ah! Chega, pare de falar!

Joseph tentou aproximar-se e foi impedido. Apesar de não beber, Demi foi até o bar e, com as mãos trêmulas, preparou um uísque. Virou o copo e fechou os olhos, numa tentativa de não perder o controle. O coração disparou e não conseguiu respirar direito, o corpo ficou paralisado enquanto o cérebro absorvia a dor e a angústia, e devagar espalhava por todo seu ser, até que ela pensou que fosse morrer. 

—Terminou Demi! — ele repetiu angustiado. — Pelo amor de Deus, acabou!

—E quando foi que acabou? Depois daquela maravilhosa noite de amor? Pobre Lydia, não sei qual de nós duas foi mais idiota.

—Apenas aconteceu. Eu daria tudo para que não tivesse acontecido, mas não posso fazer o tempo voltar. Se ajudar, quero dizer que estou profundamente envergonhado. Juro por Deus que isto nunca mais vai acontecer.

—Até a próxima vez — ela murmurou e saiu da sala.

—Não! — Joseph puxou-a pelo braço e apertou-a contra o corpo enquanto Demi tentava escapar. —Vamos conversar até o fim. Sei que está muito magoada, mas temos de esclarecer tudo.

—Quantas vezes? — ela gritou descontrolada. — Quantas vezes você chegou em casa impregnado com o perfume dela? Quantas vezes sentiu-se obrigado a fazer amor comigo depois de ter se deitado com ela?

—Nunca! — ele foi veemente e apertou o abraço. —Não, Demi! Nunca! Jamais cheguei a esse ponto. — O sorriso sarcástico dela deixou-o lívido. — Eu te amo, Demi! Adoro você! — Por algum motivo a declaração de amor foi à gota d’água, e ela atingiu o rosto dele com uma bofetada. Surpreso, Joseph afrouxou o abraço e Demi escapou. O olhar que ela lançou foi tão cheio de rancor que transformou seu rosto em uma máscara de dor e ódio. Sem mais uma palavra, saiu da sala e subiu. Na porta do quarto hesitou um momento e foi na direção do quarto de Michael. Ficou imóvel, olhando a criança no berço, imaginando se a dor intolerável que sentia poderia adoecê-la fisicamente. Finalmente, atirou-se na cama ao lado, escondeu o rosto no urso de pelúcia e chorou até mergulhar num sono causado pela exaustão.
O dia raiou com os sons alegres de Michael brincando no berço. Demi demorou alguns minutos até se lembrar do motivo pelo qual estava ali. Sentia-se mais calma, como se o choro descontrolado da véspera tivesse lavado suas emoções. Levantou-se e notou que ainda estava com a mesma roupa da noite anterior. Levou a mão ao cabelo e tirou o elástico que teimava em segurar alguns fios, e o longo cabelo loiro caiu sobre suas costas. Sentia-se mal, dormira até de tênis. Sentou-se na beirada da cama e ficou descalça. Michael notou a presença da mãe e sorriu alegre. O sorriso foi como  um  bálsamo  para  seu  coração  ferido.  Por  alguns  instantes,  Demi esqueceu o mundo e deliciou-se brincando com a criança. Não importava o que mais a vida lhe tirasse. Sempre teria o amor de seus filhos. O pequeno Michael estava transpirando e com a fralda molhada. Ela levou-o para um banho. Enrolou-o em uma toalha e voltou ao quarto para vesti-lo. Normalmente descia para preparar o café da manhã da família e só subia para se vestir depois que saíssem para o colégio e o trabalho. Naquele dia seria impossível. Os gêmeos eram muito observadores e perguntariam por que estava descabelada e usando a mesma roupa da noite anterior. Precisou de muita coragem para entrar no quarto onde Joseph estaria quase acordando. Entrou devagar e olhou para a cama vazia. Escutou então sons vindos do banheiro. Ele apareceu logo e se olharam ao mesmo tempo. Em todos os anos de conhecimento nunca se sentira tão vulnerável na presença dele, e tão consciente da própria aparência: os olhos inchados de tanto chorar, o cabelo solto e despenteado. Também estava absolutamente consciente da aparência de Joseph: a altura, os músculos fortes no corpo atlético, o peito largo, as pernas longas e robustas...
Com a boca seca, desviou os olhos. Joseph parecia cansado, como se tivesse dormido pouco. Provavelmente passara a noite pensando, racionalizando, a fim de encontrar uma solução correta para uma situação impossível. Era sua especialidade: transformar um desastre em sucesso. Olhou-a de modo defensivo. Acabara de sair do banho e seu cheiro excitou-a. Magnetismo sexual não tem barreiras, pensou Demi. Mesmo sentindo raiva e desprezo, a paixão dominava seu ser.
Desviou a atenção e colocou Michael no meio da cama de casal, que não fora desfeita. Notava-se que fora usada apenas pela marca do corpo de Joseph sobre a colcha. Michael tentava de todas as maneiras chamar a atenção do pai, que só tinha olhos para Demi. O bebê ficou vermelho e gritou querendo sentar-se. Ela sorriu e estendeu a mão, Joseph reclinou-se do outro lado da cama e pegou na outra mãozinha: era tudo que Michael precisava para conseguir sentar.

— Da! — ele disse em triunfo. Demi não desviou os olhos do filho ao perceber que o olhar de Joseph procurava o seu.

—Por favor, Demi, olhe para mim.

—Não! — Joseph ergueu Michael para beijar a bochecha gorducha e colocou-o de volta na cama.

Alerta, Demi quis levantar-se, mas ele agiu mais rápido, segurou seu pulso e puxou-a gentilmente para si, trazendo-a para o calor de seus braços. O conforto que ofereceu emocionou-a, e ela não conseguiu segurar o choro. Apertando o abraço, Joseph abaixou a cabeça e só conseguia dizer:

—Desculpe, desculpe. — Mas não era o suficiente, nunca seria. Amor, confiança, respeito não existiam mais e desculpas não trariam de volta.

—Eu estou bem — ela disse.

—Querida, sei que te magoei muito, mas não tome nenhuma decisão ainda. Temos tudo a nosso favor se você der outra chance. Não jogue nossa vida fora por causa de um erro idiota que cometi.

—Quem jogou nossa vida fora foi você! — Afastou-se e não foi impedida. Joseph ficou olhando da cama, enquanto ela andava do guarda-roupa para as gavetas, sem saber que roupa vestir.

Durante  anos  ela  tivera  confiança  cega  nele,  enquanto  o  marido caminhava rumo ao sucesso. Ficara em casa como um animal de estimação, e ele alimentara-a e preenchera suas necessidades. Que situação patética!
Michael começou a chorar de fome e Demi ficou parada no meio do quarto, as roupas nas mãos sem saber o que fazer. Por fim, Joseph pegou o bebê no colo e saiu do quarto dizendo:

—Pode deixar que dou comida para ele. Arrume-se com calma, ainda é cedo.

O  café  da  manhã  foi  terrível.  Impaciente  com  os  gêmeos,  Demi reclamou de tudo que fizeram, colocou pó em excesso na cafeteira e o café ficou forte demais. Sam e Kate estavam assustados com seu comportamento e, aliviados, deixaram a copa em busca do material escolar.

—Não havia o menor motivo para você repreender Sam daquele modo — disse Joseph, assim que os gêmeos saíram.

 —Ele é ordeiro a maior parte do tempo.

—Só porque esqueceu os jogos espalhados não merecia um sermão. As crianças são sempre comportadas, não permitirei que desconte nelas a raiva que sente por mim!

—E desde quando está em casa tempo suficiente para saber como as crianças se comportam? Você as vê no café da manhã por trás do seu precioso jornal! A maior parte do tempo nem lembra que tem três filhos. Você os ama como eu amo... Aquele quadro moderno que você comprou: quando lembra que eles são seus, é isso aí. Então, não ouse me dizer como tratar as minhas crianças, quando é um inútil como pai! — Meu Deus! O que estava acontecendo? A sensação de Demi é que ia se quebrar em mil pedaços sem ter como evitar. Joseph olhava horrorizado.

—Pode me acusar de muitas coisas que provavelmente mereço, mas não pode me acusar de não amar as nossas crianças!

—É mesmo? Então não casou comigo só porque eu estava grávida? — Joseph deu um soco na mesa e avançou na direção dela como se quisesse bater-lhe, só no último momento desistiu e afastou-se com esforço.

—Michael é muito pequeno para entender, mas se der aos gêmeos o menor motivo para pensarem que não os amo, vou... — Não terminou a frase, nem precisava. Demi entendeu a ameaça. Joseph olhou-a por um longo momento e saiu da cozinha. Ela ficou envergonhada e irritada. Dera a Joseph um motivo para atacá-la quando, até aquele momento, todos os trunfos eram a seu favor.

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Segundo capítulo postado! Fiquei feliz q minhas abiguinhas gostaram *o* Espero q todos gostem desse aqui e comentem tb sdasdsaasgf Respostas aqui!

Divulgação

Beijos, amo vocês!

9 comentários:

  1. Respostas
    1. OIE, TUDO BEM?
      eu vou bem, obrigado.
      ai, meu coração </3 essa fanfic é simplesmente perfeita!
      esse capítulo foi devastador, acabou comigo em dois tempos e eu não tenho palavras para explicar o quando eu fodidamente amei.
      estou tão ansiosa pelos próximos, mais tão ansiosa!!!
      saiba que eu não tenho unhas para roer :(
      então, posta logoooooo' pelo amor de Deus.
      beijos :-*
      tbm te AMO.

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    2. primeira de novo :')
      OIN, TD SIM ♥
      Eu tb acho dsaj
      Awn, obrigada ♥
      Nem eu tenho mais unhas para roer ~~le indireta~~
      postado, xuxu ♥
      Beijos, tb te amo <3

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  2. eu tô chorando. sério. cara, se fosse eu, me largava nos braços dele, perdoava na hora.
    mas acho que a demi é dura na queda. preciso saber se o que ele tá falando é verdade ou mentira.
    meu deus, tô muito ansiosa. essa fic é boa mesmo, não é paranoia sua. posta logo senão eu infarto. beijos, te amoo <3

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    1. ela é durona na queda, vc n tem no ção
      ai to feliz q n to paranoica <3
      postado, n precisa infartar ♥
      bjs, tb te amoo ♥

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  3. CHEGUEEEEIIIII!!!!!!!! podem parar de aplaudir meus fas <3 (kkkkk to passando mt tempo com a juu) Bem o que falar sobre esse capitulo???
    TU É LOUCAAAA?????? TU TEM PROBLEMAS É ISSO?? COMO TU FAZ ISSO COM O MEU CORAÇÃO??? ELE NAO É DE FERRO NAO MINHA FIA,AQUI Ñ É MULHER DE FERRO,ESSA PESSOINHA TEM SENTIMENTOS,PELO MENOS TINHA ANTES DE LER ISSO
    como tu faz isso cmg bruuu?? logo tu amiguinha
    agr eu to aqui QUASE roendo as unhas q acabei de pintar,e só não foram arrancadas,pq esmalte nao da em arvore e é caro kkkkkkkkk
    mas okay bruuuu,posta logo okay? SE NAO O FORNINHO VAI CAIR NA TUA CABEÇA(eu amoooo falar do forninho percebeu??)
    TE AMOOOO MINHA BISCATE
    XOXOOOOOOOO

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    1. sddshsdg simmmm ♥
      NOA TENHO, JURO P VC %%%%
      EU CHOREI OCEANOS QD LI ESSA HISTÓRIA PELA PRIMEIRA VEZ %%%%²
      amo
      DEOS ME LIVRE, TA POSTADO, ND DE FORNINHO NA MINHA HEAD
      TE AMO TB, GATOSA ♥

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  4. Meeeeeeeu Deeeus que fic é essa ?!! Toda vez que termino um capítulo tô com o coraçao acerelado, posta mais por favooor! 🙏🙏🙏

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