26.10.14

Unfaithful Husband - Capítulo 11 (Último)


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—Então Harvey queria tomar seu lugar? Sempre pensara que a Empresa Harvey é que fosse pequena e não o contrário!

—Foi uma verdadeira guerra — ele disse. — Ainda hoje, só de pensar nos riscos que corri. E, naquela época, procurei conforto na sua companhia como sempre fazia nos períodos difíceis, e você estava cansada e fraca, cuidando das crianças. Senti ciúme, eu te queria Demi, mas você estava fora de alcance, e Lydia, não. Com a ajuda brilhante dela, venci a batalha judicial. E, por alguma razão que só Deus sabe, com o alívio da vitória, extrapolei meu limite de resistência, direto para os braços de Lydia.

—Quanto tempo?

—Quanto tempo, o quê?

—Durante quanto tempo ela foi sua amante? Uma expressão estranha passou pelo rosto de Joe.

—Ela nunca foi. Pelo menos, não como supõe. Tentei contar umas duas vezes, e você nem quis escutar. Sei que a culpa é minha, afinal, traí você de todos os modos, menos no sexo. Em vez de voltar para casa, saía com Lydia, levei-a para jantar...

—Mandy me contou que viu você saindo do apartamento dela.

—Depois da disputa com a Harvey, fiquei desorientado —ele confessou, relutante. —No fim do expediente, sentei aqui e bebi até não poder dirigir para casa. Lydia me levou de carro ao apartamento dela, para curar a bebedeira. Ela sabia muito bem o que fazia, e eu também sabia sua intenção, mas no fim não consegui. Lydia não era você e, bêbado ou não, repudiei a simples ideia de tocá-la. Ela deve ter percebido, pois virou as costas e me deixou sozinho na sala. Apaguei de tão bêbado e, no dia seguinte, acordei numa cama estranha. Não sei onde ela passou a noite. Só sei que quando acordei e tentei colocar uma ordem nos pensamentos, Lydia entrou no quarto. Eu estava desgostoso e envergonhado do meu comportamento, tentando lembrar a noite anterior, quando ela me disse com um sorriso que, para um homem alcoolizado, até que eu não havia me saído mal. — Ele fez uma pausa e Demi ficou pálida, com um nó dentro do peito. —Lydia deixou que eu sofresse com o remorso durante meses, até resolver me contar a verdade. Quando avisei que iria tirar todos os casos das mãos dela, resolveu se vingar. Era uma conta lucrativa, e o seu escritório perderia muito dinheiro. Sem saber que eu passaria os casos para outro advogado de sua própria firma, ficou com medo de ser despedida. Tivemos uma discussão terrível, trocamos insultos e ela deixou escapar que eu nunca a tocara. Não disse para me agradar e sim para me agredir. Falou da maneira que as mulheres usam para humilhar um homem. O insulto foi uma alegria para mim! Finalmente ela disse à verdade que eu sentia no íntimo. E esta — Joe virou-se e enfrentou olhar de Demi — é a pura verdade. Se não quiser acreditar, não posso culpá-la.

Demi abaixou a cabeça. Queria e precisava acreditar mas...

—Dinheiro e poder só têm valor se eu tiver o seu perdão, Demi.

—Você já teve — ela respondeu, ainda em dúvida se acreditar ou não na história que ele contara.

—O que mais quer que eu diga? Não posso tirar da sua só você pode fazer isto!

Impaciente, Demi levantou-se. Joe deixara em suas mãos resolução do problema que estavam tendo no casamento.

A revelação do que ele pensava e sentia não a ajudou a revelar. Andou pela sala, com a cabeça baixa, e percebeu que também era culpada. Assim como Joe, manteve uma parte de sua personalidade escondida. Como ele poderia adivinhar que seus sonhos eram relacionados ao casamento e à maternidade, se nunca dissera uma palavra a respeito? Depois de tantos meses de sofrimento, conseguiria ser tão honesta quanto ele? Era o único modo de salvar o que restara do casamento. Reunindo coragem, virou-se para enfrentá-lo. Foi então que os viu na parede atrás da cabeça de Joe, e seu coração disparou. Os desenhos que fizera de si e dos filhos estavam emoldurados e pendurados.

—Eu roubei de você — Joe confessou. — Quis tê-los por perto para olhar quando sentisse saudades. Ficou brava? — Demi surpreendeu-se por não ter dado falta, mas com a proximidade da mudança, nem pegara mais no caderno. —Você conseguiu que tirassem a cruz. —Sentiu-se estranhamente exposta. — Não se parece muito comigo.

Não queria aceitar o que seus olhos viam. —Esta é você — Joe insistiu. — E seu eu verdadeiro. Uma bela galeria familiar — disse com orgulho. —Só falta você.

—Pode me dizer por quê? Por que nunca desenhou meu retrato? — Demi hesitou para responder. Era a hora da verdade, decidiu. —As crianças me amam. Eu não tinha mais certeza do seu amor. Tentei desenhá-lo, mas os traços ficaram distorcidos e desisti.

—Callum viu estes desenhos?

—Não, além de você, ninguém mais viu o caderno.

—O caso entre vocês foi sério?

—Não houve nada entre nós.

—Eu vi quando se beijaram!

—Um pequeno beijo no banco do carro? — ela zombou do ciúme dele e disse com doçura. — Foi tudo que aconteceu entre nós dois!

Joe não parecia acreditar, com o rosto crispado de angústia segurou o ombro de Demi. Ela riu da situação ridícula.

—Você parece aquele diabo outra vez. O que desenhei tomando banho no meio das labaredas.

—Vou te beijar — ele disse, com voz rouca.

—Aqui no seu escritório? Acho que errou de lugar, querido. Esqueceu que pertenço ao seu outro mundo?

Ele beijou-a com furor e paixão até ela desfalecer em seus braços e os corpos queimarem de urgência.

—Eu te amo — ele sussurrou.

—Eu sei, acho que já consigo acreditar em você outra vez. — Um dos telefones começou a tocar e Joe puxou-a pela mão até a escrivaninha. Atendeu e seu rosto transformou-se. As feições endureceram e a voz mudou. O olhar ficou frio, mesmo sem desviar-se dela. Enquanto ele falava, Demi resolveu descobrir se rompia a armadura profissional e correu a mão por sua coxa. Deliciou-se com a cena, pois ele quase engasgou e segurou a mão dela com força. Os olhos brilharam e a voz falhou.

—Ligo para você mais tarde. — Ele desligou o telefone. —Era um cliente importante! Você fez de propósito!

—Eu te amo, Joe.

—Fale outra vez. — Demi beijou-o na boca e repetiu as palavras.

—Já não lembrava mais a luz em seu rosto ao dizer que me ama.

—Eu me apaixonei aos dezessete anos e nunca mais deixei de amá-lo. Passei este período confusa, mas acabou.

—Nem quero lembrar as noites horríveis de amor silencioso e escuro.

—Vamos para casa — ela murmurou, com vontade de abraçá-lo nu, à luz do dia —Será que pode sair assim no meio da tarde?

—Posso fazer o que quiser. Eu sou o chefe!

—Puxa, esqueci que o chefe é um milionário. Quer dizer que, se nos separarmos, a metade dos seus pertences é meu. Será que vale a pena...

Joe empurrou-a para a porta e disse ameaçador: —Vamos para a casa nova. As crianças ficarão com a caseira e nós subiremos para um dos quartos que estiver pronto. Então mostrarei qual dos meus pertences é o mais importante para você!

—A proposta é interessante.

—Vai ser muito mais que interessante!

—Não se esqueça que estou grávida.

—Isto nunca foi problema antes, aliás, pelo que me lembro das experiências anteriores, você fica mais sensível nessas ocasiões.

A porta do escritório abriu-se, dando passagem às três crianças. Joe pegou Michael, que estava caindo de sono. O bebê deitou a cabeça no ombro do pai e dormiu. Desceram até o estacionamento, Joe carregando Michael num braço e o outro colocado possessivamente no ombro de Demi. Sam corria em círculos e Kate segurava firme na mão da mãe. Ao chegar do almoço, dera-lhe um beijo, prometendo:

—Mamãe, nunca mais vou judiar de você.

Era uma tarde ensolarada e metade dos funcionários das Empresas Jonas olhavam pelas janelas, observando o chefe e sua família no caminho para o estacionamento.

—Não posso acreditar — um deles disse. —Eu sabia que ele era casado, mas três, quase quatro filhos!

—Trabalho para ele há anos e nunca soube que era casado — um outro falou. — Como uma moça doce como aquela casou com alguém tão rude e seco?

—Se bem que ele não parece nada rude agora, olhe o carinho com que fala com a família — o primeiro continuou.

—Talvez ele seja diferente em casa.

—Ou talvez ela não seja suave e inocente como parece. Afinal são quatro filhos!

Joe levou-os para seu carro e Demi perguntou o que faria com o dela. Ele disse que mandaria alguém levar. Abriu a porta, colocou as crianças no banco de trás e acomodou Demi na frente. Os rostos pressionados contra as janelas viram que ele voltou ao prédio e logo depois saiu, seguido do jovem Archer, o mesmo que acompanhara Demi ao seu escritório. Joe entregou-lhe as chaves e apontou para o carro dela. Entrou na BMW e logo saiu. Abriu a porta traseira para os gêmeos, pegou Michael no colo e ajudou Demi a descer. Foram então na direção da perua onde trocaram as chaves com Archer. A razão da mudança logo ficou clara. O bebê adormecido foi colocado na cadeira apropriada. Archer andou em direção à BMW e Kate o chamou. A garota olhou suplicante para o pai. Este concordou com um aceno, e Archer, sorrindo, estendeu-lhe a mão. Kate beijou o pai em agradecimento e correu para o jovem funcionário.

Os outros membros da família entraram na perna e partiram.

—Meu Deus! — alguém exclamou. —Eles fazem o que querem do chefe! Se eu soubesse a fórmula, juro que ficaria rico!

—Acho que sei — outro falou. — Olhos azuis, cabelo loiro e um corpo maravilhoso, mesmo grávida.

—Parece que ouvi sobre um caso dele com Lydia Marsden há pouco tempo.

—Imagine só. Que ideia ridícula!

—Belos filhos.

—Bela esposa.

—Belo carro.

—Bela casa? — A brincadeira continuou pela sala.

—Bela empresa.

—E um belo chute no traseiro se não voltarem já ao trabalho! — gritou o chefe do departamento.

Joe ajustou o banco para o seu tamanho e disse: —Vou comprar uma cadeira para Michael e deixar no meu carro.

—E arranhar sua imagem de machão insensível?

—Ah, é? Você reparou nas janelas do prédio?

—Não, por quê? — Demi olhou para fora, notou uma multidão de rostos nas janelas e corou.

—Será que vão zombar de você por nossa causa? — ela perguntou, ansiosa.

—Não na minha frente, se tiverem um mínimo senso de auto preservação. Mas só Deus sabe o que estão falando agora.

—Não se preocupe. — Demi colocou a mão sobre a coxa de Joe. — Nós te amamos, machão insensível ou não.

—Se continuar com a mão aí, dirão que sou um maníaco sexual!

—O que quer dizer isso? — uma jovem voz perguntou de trás.

—Quando for um pouco mais velho, eu explico, filho —Joe respondeu.

Demi tirou a mão da perna dele e ajeitou-se no banco.

—Quando eu for mais velha, explica para mim também? —perguntou, zombeteira.

—Vou fazer melhor.

—Assim que ficarmos sozinhos, mostro com todos os detalhes!

—Com a luz acesa assim eu... — Joe deu um suspiro e apertou os olhos.

—Não pode imaginar há quanto tempo espero por esse momento.

—Eu posso, sim — ela respondeu, e seus olhos lhe disseram o porquê. —Aguente firme, então! — E acelerou o carro.

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nhaw, acabou :c espero que tenham gostado! eu amei a história e continuo amando... ela é diferente <3 mas a próxima já está toda adaptada e prontinha p ser postada, hehe' vcs vão gostar! enfim, comentem! Se comentarem bastante, posto a sinopse ainda hj ;) Respostas aqui' Beijos, amos vcs ♥

10 comentários:

  1. EU NÃO ACEITO ISSO, PORRA! KKK
    mentira, eu aceito sim e estou aos prantos!
    está fanfic me marcou de uma maneira...
    eu nem sei explicar.
    ela é perfeita em todos os sentidos e
    eu serei eternamente grata a você por ter adaptado ela <3
    enfim, eu preciso ir no blog correndo para terminar o capítulo e...
    QUERO MUITO QUE POSTE A SINOPSE DA PRÓXIMA, ESTOU ANSIOSA!
    bjos, posta logo... TE AMO!

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    1. nhaw ♥
      obggg <3333
      POSTADA, MDS, TO FICANDO ANIMADA
      bjss tb TE AMO ♥

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  2. Adorei.... ansiosa para a próxima fic! Postaa...

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  3. Queria epilogo :( posta a outra rapido kkkkkk

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  4. poxa eu estou com um vazio no meu peito. amei muito essa fanfic, já estou envolvida sdjkfhjkhvsd
    jemi é um casal muito lindo de se imaginar, acho que é o que mais combina ksjdhxcv posta logo! bjs <3

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  5. Já estou com saudades... que alívio ele não ter conseguido traí-la nas vias de fato..... ansiosa para a próxima historia... postaa....

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